Sorrisos Mortais
17 Bom Ou Mal?
Notas iniciais
– Onee-sama, com quem conversa?
– Kazuto-kun, eu disse para não vir! Entre!–- Obedeceu entristecido.
– Cruel, Onee-sama–- Pude ouvir a voz do pequeno vindo de dentro da casa.
– Você não sabe a verdadeira crueldade, irmãozinho...–- Murmurou.
"Ela tem um irmão..."
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Fitou-me diretamente nos olhos expressando raiva e disse.
– Saia daqui! Eu não quero ter que denuncia-lo! Se não sabe, isso que está fazendo é assédio!
– Eu só estou tentando conversar... Me desculpe...
– "Me desculpe" o caralho, saia imediatamente daqui! -- Obedeci. Se ela me denunciasse eu morria... Literalmente. O sistema penal do Japão é muito rígido, só não estou morto ainda pois não descobriram a minha identidade.
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Estava em casa pesquisando um pouco sobre a pena de morte aqui no Japão, sobre o que sofreria caso me prendessem. Acabei descobrindo que em extremos casos pode ser usada uma cadeira elétrica... Mas o mais usado é a forca. Praticamente não existem casos em que fora usada a cadeira elétrica, provavelmente, apenas 1 ou 2 a cada década (dedução), e o caso deles foi terrível, mais de 10 assassinatos... Estou completamente fodido! Acho que irei testar uma cadeira dessas caso me prendam, com certeza!
"Okay, devo continuar como estou... Luvas, botas sempre novas e as que usei em mais de 5 crimes devem ser queimadas. Caso a vítima lute, devo arrancar suas unhas, se a mesma me arranhar podem acabar descobrindo meu DNA pela pele contida nelas. Acho que vou passar à procurar qualquer mínimo fio de cabelo que cair, usarei sempre roupas que cubram todo o meu corpo e colete à prova de balas. Onde consigo um? Hmm... Tudo bem, é fácil de achar. Caso eu me corte, devo fazer um curativo o mais depressa possível antes que meu sangue se derrame sobre o chão. Eu posso tentar apagar as pegadas... Seria legal se eu usasse uma máscara... Pra que? Nada de máscaras, ninguém viverá para saber quem sou. Okay, será assim."
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Acabava de sair do mercado, dirigia-me até a minha casa com duas sacolas na mão. Dentro haviam os hambúrgueres que tanto gosto, deliciosos... Avistei logo em frente uma linda moça de corpo muito bem formado, cabelos pretos e olhos azuis, trajava um uniforme de policial e algemava um garoto que ajoelhava-se ao se levantar.
– Vamos, vamos! A casa caiu pra você, obedeça-me, não há nada que possa fazer para se livrar dessa! -- Gritou. O rapaz se levantou e a moça permaneceu quieta enquanto dirigia-se até a viatura segurando-o firmemente.
"Linda..." -- Pensei.
"Que belo desafio para um Serial Killer! Eu quero ela! Eu desejo-a... Não irei desistir tão fácil de um desafio, muito menos de uma vítima."
Afastei-me do local e avistei uma moça parada no trânsito, a mesma abria a porta de seu carro e levantava-se sobre o asfalto enquanto chamava alguem. O momento perfeito! Corri em sua direção, empurrei-a para longe do automóvel, sentei-me no banco do mesmo e fugi em alta velocidade, nem mesmo tornei à olhar para a mulher. Voltei até a rua em que a bela policial estava, estacionei longe e observei a moça agindo. Logo a viatura se afastou e passei a segui-la, a mesma parou em uma delegacia ótima, uma das melhores de Tokyo.
"Quantas ideias surgem na minha mente... Qual delas devo escolher...?"
~15 DE MAIO~
Eu já tinha completado 18 anos há 1 mês e já era estagiário do FBI de Tokyo. Estava investigando casos de homicídio doloso, como assassinatos do qual o criminoso é um Serial Killer.
– Olá, meu nome é Kiyoto.
– Olá, me chamo Minori. -- Respondeu a mesma da qual segui há alguns tempo atrás.
– Sabe, a senhorita parece conter grande inteligência, poderia me ajudar?
– Claro, o que posso fazer por você?
– Eu queria aprender sobre Serial Killers, já que estou investigando o caso. -- Sorri aparentemente gentil.
– Ah, sim, claro. Vamos ver. -- Sentou-se ao meu lado. — O que sabe sobre eles?
– Não muito. Sei que são assassinos profissionais, escondem as pistas do crime com total cautela... Sei também que esses assassinos, exclusivamente, tem suas preferências, por exemplo, um Serial Killer costuma matar pessoas com as mesmas características dele mesmo, ou com características contrárias das suas, ou prefere matar pessoas do mesmo sexo que o seu ou do outro sexo, alguns costumam torturar homens ou mulheres pobres ou ricos, etc.
– Exato, você sabe bastante sobre eles, Kiyoto-san, deve ter estudado muito.
Sorri levemente e assenti.
"Não acredito que seja por isso.."
– Tem algo que o senhor deve saber. Os Serial Killers estão como que camuflados, por fora são pessoas normais que convivem com familiares e amigos, esposa e filhos, etc, mas somente mostram o que existe dentro de si quando atacam.
– Eles costumam usar que tipo de armas? -- Perguntei expressando curiosidade.
– Todas possíveis.
– Hmm... Interessante. Com essas armas são capazes de ameaçar suas vítimas e pressiona-las, colocando medo. E as armas preferidas são aquelas que matam com menos facilidade, facas, espadas, todo tipo de lâminas, madeira, ferro, objetos capazes de arranhar e que possam ser usados para espancar. Algo muito usado também é o próprio corpo para bater, socar enforcar, etc.
– Sim... O senhor aprendeu muito... -- Virou-se.
"Aprendi por experiência própria..."
Continua...
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