Sorrisos Mortais
8 Aterrorizei Um Jovem Casal
Notas iniciais
Começaram a cochichar apontando para mim. Olhei para todos e saí correndo da sala de aula com medo do que estava vendo.
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~ALGUMAS SEMANAS DEPOIS~
Estava numa caminhada, quando vi naquelas TV's de vitrine uma reportagem sobre os meus crimes! Eu me tornei o Serial Killer mais temido do Japão! Eu comecei a rir no meio da rua, todos me olhando e passando longe. Sorte que só me reconheciam mesmo caso vissem meu cabelo preto e olhos vermelhos. Senti orgulho do que conquistei! Todos me conheceriam dali para frente!
Eu era um garoto estranho que vivia rindo da morte e com medo de coisas que ninguém via. Eu desenhava garotas mortas, algumas delas eram da minha classie. Eu vivi sendo temido e temendo, uma vida solitária, sem amigos, nada mais que vítimas. Eu costumava pensar: "Que falta faz uma pessoa a menos no mundo?" Ou "Pra que chorar quando morre alguém, se quem morreu não foi você?". Eu não sabia o que era amor, nem mesmo saudade, muito menos o quanto uma pessoa faz falta para seus conhecidos. Não queria saber e não quero até hoje. Assim eu vivi uma vida escura e sozinha.
~NO OUTRO DIA/NA ESCOLA~
Cheguei à escola, fui direto para a sala de aula. Coloquei minhas coisas no lugar e me virei para a porta. Todos os que me conheciam estavam me olhando.
– O que estão olhando? -- Saíram correndo na mesma hora e eu somente ri. Dirigi-me até a porta da sala e, ao sair, trombei com a Saki-chan.
– Yoshida Kiyoto... Desculpe-me... Aa... -- Logo após dizer isso, Saki saiu correndo para longe de mim.
– Saki-chan! Espere, por que está fugindo? -- Fui ignorado. Olhei em volta e todos estavam passando longe de mim. Alguns cochichavam e apontavam para mim, outros saíam de perto, outros corriam.
"É verdade, todos me conhecem agora... A Saki-chan também."
Voltei a ficar sozinho, até mesmo a Saki afastou-se de mim. Nunca mais dirigiu alguma palavra para mim. Nem mesmo olhou-me.
~NO OUTRO DIA~
– Olá, alunos! Sentem-se todos, temos um aluno novo. -- Afirmou a professora. O garoto entrou na sala e parou em frente a lousa, olhando para todos. — Apresente-se, por favor.
– Meu nome é Tanaka Hiyoshi, tenho 16 anos.
A professora perguntou algumas coisas e ele respondeu. Ele escolheu seu lugar bem do lado da Saki-chan. Fiquei de olho neles.
~MESES DEPOIS~
Eu estava voltando do intervalo, estava passando pelo jardim da escola. Olhei em volta e vi um casal se beijando. "Como assim? É proibido se beijar na escola." Olhei mais de perto e reparei... Era a Saki-chan e o tal do Hiyoshi! Não acredito que eles estão namorando! Fiquei observando-os com puro ódio.
Imaginei todo o crime. Hiyoshi sendo atropelado por um trem, simularia um suicídio.
"Você vai morrer!"
~DURANTE A TROCA DE PROFESSORES~
Aproximei-me de Hiyoshi, iniciando uma conversa.
– Olá, seu nome é Hiyoshi, né?
– Exatamente, e qual seria o seu?
– Eu sou Hotaru -- Menti para que ele não desconfiasse e fizesse amizade comigo.
– Prazer.
– Prazer. Você namora a Saki?
– Sim, nos conhecemos em outro colégio, agora que nos reencontramos estamos aproveitando -- Sorriu.
– Ah, que legal. Espero que sejam felizes. -- Dei um sorriso falso, somente para parecer amigável. Durante a conversa, o momento do crime passou pela minha cabeça. Fui conhecendo-o e planejando todo o crime.
Vi Saki se aproximando. Droga, ela vai dizer quem realmente sou.
– Hiyoshi-kun, afaste-se deste cara, ele não é confiável. -- Saki afirmou ao aproximar-se.
– Por que? Ele parece ser legal. -- Perguntou Hiyoshi.
– Ele é-...
– Ela deve estar dizendo isso por que me associo com alguns-... -- Interrompi Saki, mas também fui interrompido por ela.
– Não me interrompa! Você não deve conversar com esse garoto, Hiyoshi-kun.
– Saki-chan, voc-...
– Não me chame com tal intimidade!
– Mas você mesma havia dito que eu poderia chama-la assim...
– Nós não somos mais amigos, não depois do que descobri que você faz!
– Eu não faço nada de mais.
– Como assim?? Eu vi na TV que você-...
– Você está enganada, por que acha que eu sou ele? Existem muitos garotos com o mesmo nome que ele, e também, minha aparência é completamente o contrário da aparência daquele que você está falando!
– Por que não diz o nome dele? Está com medo de que acreditem que é você?
– Claro que não... Eu só...
– Fale sério, você pensa que nos engana? Só por causa da aparência você está dizendo que não é ele? Mas o seu nome diz tudo!
– Ele tem cabelos pretos e olhos vermelhos, eu tenho cabelo e olhos brancos, não tenho nada a ver com ele!
– ... Mas... Você pode ter pintado seu cabelo e colocado lentes...
– Claro que não! Você sabe que nas escolas é proibido vir com o cabelo tingido. (No Japão, é proibido frequentar as escolas com o cabelo tingido. Você deve ir com seu cabelo natural)
– Sim.. Isso é verdade, mas...
– Sem desculpas, acabei de provar que não sou ele!
– Mesmo assim, você desenha aquelas mulheres mortas! E uma vez, eu vi você desenhando uma garota que logo no dia seguinte foi encontrada morta, Yoshida Kiyoto!
– Espere, você não havia dito que seu nome é Hotaru? -- Perguntou Hiyoshi.
– Deixe esse garoto, somente não fale com ele! -- Não deixou nem mesmo que eu dissesse algo, somente segurou na mão do seu namorado e saiu dali. Fiquei parado sem reação.
"Essa garota... Estragou tudo... Devo mata-la primeiro ou faze-la sofrer com a morte do seu amado? Prefiro a segunda opção..." Ri baixo.
~NA SAÍDA DA ESCOLA~
Decidi seguir Hiyoshi, ele estava sozinho. Hiyoshi foi até a estação de trem e se sentou esperando o próximo trem. Que sorte, ele foi até o local que eu queria, e o melhor, aquela estação estava quase vazia! Passou alguns minutos e ele se levantou. Foi até o banheiro. Entrei no banheiro logo depois dele e esperei ele sair. Aproveitei que não havia ninguém, olhei em volta, nenhuma câmera de segurança. Ele saiu, segurei sua cabeça e fiquei batendo-a na parede até que ele desmaiasse. Quando ele desmaiou, peguei seu corpo, joguei para fora da janela do banheiro, que não possuía grades e saí por ela. Aquela janela dava para fora da estação. Fiquei esperando o trem e logo que o vi a se aproximar, joguei o corpo de Hiyoshi bem no meio da linha do trem. Ele acordou, se sentou devagar, olhou para o trem e na mesma hora...
– AAAAAAAHH...
Continua..
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