Sorrisos Mortais
13 Acontecimentos Depressivos Desmancham Meu Sorriso
Notas iniciais
"Droga! Ele não pode gostar dela! Impossível!!!" Arregalei meus olhos ao perceber o que acabo de pensar.
"Eu... Estou com ciúmes??"
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– Narumi, por favor, deixe-me sozinho, não estou muito bem. -- Kiyoto pediu.
– Claro, mas o que sente?
– Nada de mais, apenas uma dor de cabeça. Quero, somente, passar um tempo sozinho.
– Tudo bem, voltarei amanhã durante a tarde após a aula. -- Curvou-se e virou-se. Pretendia sair, mas não dera um passo sequer. Deu meia volta e aproximou-se da maca novamente, se abaixou um pouco segurando algumas mexas de seus cabelos ruivos e lisos, dos quais caiam sobre o rosto pálido de Kiyoto. Ela encostou seus lábios nas bochechas dele, dando-o um leve beijo. Narumi Levantou-se novamente e soltou os fios de cabelo, que caíram e acomodaram-se sobre os ombros e seios da mesma.
– Estarei à sua espera amanhã. -- Kiyoto deu um leve sorriso, um tanto inocente.
"Não toque no Kiyoto, garota!" Desta vez não me importei quando pensei.
Narumi devolveu o sorriso e dirigiu-se até a porta do quarto. Percebendo o perigo de ser vista, me escondi dentro de um quarto, que, por sinal, estava vazio. Narumi passou reto, saí de onde estava e aproximei-me do quarto de Kiyoto, esperei alguns minutos, para não despertar desconfiança e entrei.
– Olá, Kiyoto-... -- Assustei-me, interrompendo minhas palavras, quando vi um sorriso medonho, assustador, um terrível sorriso assassino no rosto de Kiyoto. Eu já havia mostrado que ali estava, não poderia descobrir o que ele estava pensando.
Kiyoto desmanchou rapidamente o seu sorriso e fitou-me nos olhos.
– Saki-chan? Por que está aqui? -- Perguntou-me surpreso.
– E-E-Eu... Disseram-me que você estava internado, decidi visita-lo... -- Sorri disfarçando o medo que me obrigava a sair daquele local.
– Você?? Não seria você aquela garota que tanto me odiou?
– Kiyoto, eu não deixei de odiá-lo! Apenas pensei que seria bom vir vê-lo algum dia.
– Certo, o que quer?
– Nada importante. Seria melhor eu não aproximar-me de você. -- Retirei-me de lá por medo, não consegui me conter.
~KIYOTO NARRANDO~
Logo após retirar-se, a Saki-chan fechou a porta do meu quarto, então olhei para a janela esperando apreciar a paisagem, mas dei de cara com o homem que havia me atacado no hospital, levei um enorme susto! Eu já havia melhorado, por isso enxergava bem.
– P-Pai??
~ALGUNS DIAS DEPOIS~
Eu estava na sala da minha casa, sentada no sofá assistindo TV, estava relembrando de quando eu e meu amado ficava-mos ali assistindo filme. Ele me abraçava, não afastava-se de mim por nada, acariciava meu rosto, passava levemente seus dedos entre algumas mexas de meu cabelo. O clima era depressivo sem o homem que amo ao meu lado... Em algum momento, a campainha tocou. Andei até a porta e abri-a fitando alguém parecido com... Sim, segundos após desconhece-lo, percebi que o homem era realmente Yoshida Kiyoto.
– Droga, Kiyoto! Até em minha casa não possuo paz? -- Reclamei.
– Me desculpe, como tive alta do hospital, pensei em visita-la. -- Respondeu sorrindo.
– Eu não quero sua companhia! Saia imediatamente deste local!
– Espere! Deixe-me pergunta-la algo!
– Sim, diga rapidamente! -- Tivemos um minuto de silêncio. Um silêncio nada confortável, não com aquele homem frente à mim.
– Por que me odeia?
Calei-me. Não podia acreditar no que havia escutado.
– Você não sabe?? Não, claro que não! Você pensa que pode fazer-se de inocente, mas você não me engana! POR QUE ACHA QUE O ODEIO??? POR QUE??? ... -- Silenciei-me por pequenos segundos. — Você o matou, não o matou? -- Perguntei com meu tom de voz diminuído, um tom mais sério e raivoso ao mesmo tempo.
– Sim, o matei.
– E ainda tem... AINDA TEM A CORAGEM DE CONFESSAR DESSE MODO, COMO SE NÃO FOSSE NADA DE MAIS?!?
– Hey, acalme-se! -- Intrigou-se. — Eu pensei que ficaria feliz!
– Feliz??? FELIZ??? CLARO, FICARIA ÓTIMA SE A PESSOA QUE EU AMO MORRESSE! POR QUE PENSA QUE EU FICARIA FELIZ???
– Por que eu o matei por você. Matei-o para que pudéssemos ficar juntos. -- Aproximou sua mão de mim, da qual segurava um buquê de flores. Estava afirmando que aquilo seria um presente.
– Claro. -- Dizia com aquele mesmo tom mais baixo. — Você me ama, não é mesmo? -- Segurei levemente as flores oferecidas.
– Sim. -- Sorriu.
– Se você me amasse de verdade, não o mataria, pois preferiria que eu fosse feliz com ele do que triste com você–- Ao pronunciar aquelas palavras, joguei violentamente aquele buquê no chão, bem na sua frente. Kiyoto assustou-se, vi tristeza em seus olhos. – Eu nunca vou te amar! Pelo contrário, eu te odeio e sempre irei odiá-lo!–- Virei-me e bati a porta, deixando-o lá.
~KIYOTO NARRANDO~
A porta foi fechada fortemente após ouvir coisas terríveis da garota que amo. Olhei para o chão e vi as flores que comprei à ela despedaçadas pouco à frente de mim. Senti meu rosto ser lavado por algumas lágrimas que escorriam por ele. Agachei-me devagar e segurei o buquê cuidadosamente, assim, levantei-me. Olhei para as flores, todas destruídas. Levei-as para uma praça e depositei-as na terra, retirei-me e tomei o caminho de volta para minha casa entristecido.
"Matar... Matar... E-Eu preciso matar!"
Continua...
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