Sorcière

1 Capítulo 1


França, 1487

- Gisela! Gisela! Onde está?! Gisela surja agora! – a mulher brandiu as mãos – Apparaissent, Gisela!

Gisela, que estava no jardim estudando uma flor violeta que nunca vira, se achou na sala de visitas de frente para a tia.

- Onde estava?

- No jardim

- O que fazia?

- Estava vendo uma nova flor que apareceu lá esta manhã – a menina tirou um raminho de dentro do livro que trazia e mostrou-o para tia que fitou a flor indiferente

- Fez algum feitiço?

- Não senhora

- Viu alguém?

- Não senhora

O rosto da tia se contraiu e se tornou mais brando

- Então querida vamos ver o que você aprendeu desde ontem

A menina sorriu e saiu correndo escada acima o mais rápido que podia, depois desceu, ainda correndo com um vidrinho em mãos.

O pequeno frasco tinha um liquido anil claro e transparente. Gisela trouxe um bauzinho de prata com papeis dentro que pôs em cima da mesa de centro e se posicionou.

Fez uma careta de quem faz um esforço tremendo e logo os papeis do baú começaram a queimar, tão intensamente que as chamas se expandiriam pela sala se a tia não a tivesse mandado parar.

Recomposta, Gisela pegou o ratinho de uma gaiola no canto da sala e deu o liquido agora vermelho (resultado de mais uma careta de esforço) ao animalzinho que cresceu horrivelmente, ficando do tamanho de um gato e depois se esvaindo uma fumaça vermelha e fedorenta.

A tia bateu palmas

- Muito bem Gisela parece que você evoluiu pelo menos em uma das áreas, além disso, tem provado um poder de manipulação do fogo excepcional, mas que precisa ser aperfeiçoado.

- Tia Leónie?

- Sim

- Vamos hoje mesmo?

- Vamos minha querida. Paris não é mais segura para nós, são tempos difíceis, então lembre-se:

Si l'humain est
La sorcière se cache
Chemins dans les déserts
Vous ne voyez pas ou*

Notas finais
* Se o humano passa
A bruxa se esconde
Em caminhos desertos
Que não se vê onde