Sophies Gaiden
3 Pedras Brilhantes e Doppelgangers não combinam
Alguns meses passaram-se depois do incidente com o Doppelganger. As primas e irmãs separaram-se, cada uma seguindo para as suas respectivas cidades de treino. Sophie foi andando para Prontera, e de lá seguiu para Izlude. O encontro com o Doppelganger inspirou-a. O fato de seu pai ser um dos monstros mais temidos também. Viraria uma espadachim, custe o que custasse.
Em Izlude, a garota foi direto para o local do teste. Tinha virado aprendiz na última semana com muito custo, pois não tinha completado dez anos. Aliás, ela tinha a metade da idade requerida. Ann interferiu e bateu de frente contra o instrutor de aprendizes, salvando-a de ter que esperar mais cinco anos para realizar parte do seu sonho e Sophie seria eternamente grata por isso.
Quando chegou ao local do teste, fora outro sacrifício para conseguir passar. Não que tenha sido difícil, mas os instrutores não a graduavam de jeito nenhum. Teve que provar sua força e valor pelo menos umas quinze vezes seguidas.
Depois de finalmente virar espadachim, a criança ficou treinando por algum tempo, usando ora sua Zweihander, ora a Claymore, ambas do Doppelganger que matara.
~*~
— Por que não chora e chama a sua priminha Templária? – Um espadachim com seus treze anos puxava os cabelos longos de Sophie. A menina tinha agora sete anos e crescera um pouco. Pela sua idade e tamanho os outros espadachins gostavam muito de implicar com ela. Mas Ann advertiu-a para não meter-se em encrenca. Mas a paciência da garota estava acabando, apesar das feições permanecerem completamente impassíveis.
— É melhor você levar a sua turma e o seu chefinho para dar uma volta, Kaion... Eu acordei de péssimo humor... – Sophie murmurou entre dentes.
O grupo composto por sete espadachins caiu na gargalhada. Aquilo chamou a atenção de alguns aventureiros e cidadãos de Prontera. Dois espadachins agarraram-na pelos cabelos e o líder deles, que tinha seus quinze anos, encarou a menor, segurando firmemente seu pulso esquerdo.
— So-chan querida... Daqui a algum tempo eu vou prestar o teste para cavaleiro e com certeza vou me tornar um... Acha que uma pirralhinha feito você pode sequer me arran...
— Impacto de Tyr! – Sophie bradou furiosa. Apenas Ann e Konan tinham essa intimidade com ela. Apenas elas podiam chamá-la de So-chan.
Os rapazes foram jogados um em cima dos outros. O mais velho olhou-a com medo. Levantou-se devagar ainda meio atordoado.
— C-Como você... – Kaion murmurou embestado, ainda no chão.
— Fácil! É só empurrar o meu peso e o peso da espada em cima do oponente! Pensei que isso fosse bem óbvio! Não sei porque só alguns cavaleiros podem usar esse Impacto... – Sophie murmurou emburrada, guardando sua gigantesca – gigantesca em relação a ela – Zweihander. Deu as costas para o grupo atordoado e caminhou até a Kafra. Lá, comprou um teleporte para Geffen e partiu para a Vila dos Orcs. Acordara naquele dia com o desejo de capturar um Petite e, para isso, precisava de Pedras Brilhantes.
~*~
Queria muito sair dali. Aquele lugar fedia e os monstros eram muito fracos. Se bem que a Claymore que carregava também ajudava bastante.
Fazia dois dias que procurava Pedras Brilhantes e apenas conseguira duas. Fatiava Zenorcs com muita facilidade, sempre procurando suas preciosas pedras. Foi quando viu algo que fez seu coração pular de alegria: um Doppelganger!
— Morra Doppelganger! Me dê uma Armadura Metálica com slot! – Sophie ordenou, avançando no espadachim. O tal “Doppelganger” apenas desviava, achando graça dela. Foi desarmada rapidamente, mas isso não impediu a garota de continuar lutando. Aplicou um chute forte na canela do espadachim, que se curvou de dor. Aproveitando a guarda baixa, a menor aplicou outro chute, dessa vez no rosto do rapaz, pulando nas costas dele em seguida. O jovem correu desesperado com uma criança grudada nas costas, mordendo-lhe o ombro com força. Ele correu até o lado de fora do calabouço, passando pelo meio das pessoas. Sophie reparou que ninguém o atacava.
— Voxê não é um Dxoppelganger? – A menina perguntou, babando no ombro do outro.
— N-Não... – O mais velho choramingou a muito custo, enquanto Sophie quase o enforcava.
A menina largou o rapaz e tomou seu caminho de volta para o calabouço.
— Ei! O que você vai fazer lá de novo? – O espadachim a seguia, curioso e pronto para ajudá-la se fosse preciso.
— Buscar minha espada e ir para Glast Heim treinar! Esse lugar fede!
— E Glast Heim é mais cheirosa por acaso?
— Não sei, nunca fui lá... – A menor desmontava Orcs Esqueleto com muita facilidade, mesmo sem uma espada. Um soco bastava. E parecia pensativa quanto à idéia de qual lugar feia mais. Ou menos.
— Deveria procurar um mestre, um mentor, alguma coisa. Aprenderia bem mais do que sair aos socos e chutes.
— Que Lorde iria treinar uma criança de sete anos como eu?
— Não precisa ser um Lorde. Eu posso te treinar! – O rapaz prontificou-se de imediato, com um sorriso.
— Nem fud...
— Não fale palavrões, é feio! – O jovem tampou-lhe a boca, mas logo a soltou por causa de uma forte mordida recebida na mão.
A menor olhou-o de cima a baixo. Pensou um pouco e resolveu aceitar depois de outra pequena discussão. Daquele dia em diante, Sophie agora treinava com Modragor, o Espadachim.
~*~
- Vamos matar o Baphomet? – A pequena perguntou enquanto comia seu pedaço de carne. Era uma noite estrelada e a dupla jantava calmamente perto do Labirinto de Prontera, porém do outro lado do local, próximo de Al de Baran.
— Não Sophie... Você não vai cons...
A menor juntou suas coisas e partiu para o Labirinto sozinha, deixando um Modragor embasbacado para trás. O que fez com que a garota simplesmente partir foram as palavras do Espadachim. “Você não vai conseguir” era algo que não fazia parte do seu vocabulário.
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