Notas iniciais
Hey, hey, hey, pessoinhas! Obrigada aos que estão acompanhando a fic, entre eles katniss weasley di angelo e o ramat potter, queria agradecer a todos vcs em especial, mas o tio Nyah! não me curte e não mostra todas as pessoinhas que favoritam e passam a acompanhar, mas enfim isso é mtmtmt importante pra mim! *-* E obrigada à Hermione Potter 112 pelo review! Espero que gostem.

Ocupei meu lugar à mesa de costume, ainda acompanhada pelos olhares assombrados e curiosos de todos os presentes no Grande Salão. Senti que Draco havia me acompanhado até ali, como um guarda-costas, como diriam os trouxas. Fiquei levemente surpresa com isso, mas deveria ter adivinhado. Suas atitudes estavam mais superprotetoras que nunca.

Quando ele sentou ao meu lado, porém, minha surpresa faiscou em meus olhos. Ele pareceu perceber.

– O quê? — perguntou falsamente inocente.

– O quê você acha? Pensei que ia ficar com algum de seus amiguinhos de Hogwarts. Potter, talvez? — minha voz deixava cada palavra carregada de ironia. Tentei fazer com que meus olhos se arregalassem infantilmente.

Ele me olhou torto por um momento. Seus olhos pareciam aço, mas pisquei e, de repente, eles estavam normais. Talvez tivesse sido mera ilusão. Ou não.

– Acha realmente que eu ia deixar minha princesa atrair toda essa atenção, inclusive masculina, sem eu ter você diretamente em meu campo de visão? — ele piscou e voltou sua atenção para a comida, servindo-se de um pouco de tudo o que estava ao seu alcance.

Fiquei pasma por um momento. Virei minha cabeça para a frente, comecei a me servir também, mas minha cabeça estava longe de se concentrar em comida, minhas mãos ou qualquer outra coisa. Um trasgo poderia ter pisado na mesa à minha frente e eu não o teria percebido.

Princesa? O que fora aquilo? E ele realmente piscou para mim? O que diabos estava acontecendo? Além de todos aqueles olhares estranhos, profundos e, claro, a superproteção.

Tudo bem, OK, OK, OK, Sophie, calma. É só brincadeira dele, com certeza. Brincadeiras do querido primo Draco, brincadeiras que estão me deixando muito confusa.

Por que raios, por exemplo, meu coração havia disparado contra meu peito, parecendo querer sair dele, quando ele havia me tocado mais cedo? O mesmo havia acontecido com cada olhar. Ou com cada brincadeira maliciosa. Ou, bom, simplesmente quando ele estava por perto, para falar bem a verdade.

Merlim, não. Chega, Sophie, chega. Não, decidida e completamente, não.

– Sophie?

Olhei para o lado assustada por ter sido desperta de meus devaneios tão inesperadamente.

– Ah. olá, Tayná — cumprimentei a menina que havia me chamado e que estava parada bem ao meu lado, acompanhada de mais quatro garotas. Todas do meu ano, Todas as mais populares. — Karina, Juliana, Evelin, Sara — meneei a cabeça levemente, cumprimentando-as. Nunca havia falado muito com elas.

– Hmm, só queríamos passar pra desejar boa sorte. Sabe, no Torneio — acrescentou Tayná quando viu meu olhar confuso. Eu nem me lembraria direito que era uma das campeãs se não fosse por Draco ter mencionado esse fato mais cedo, também pudera! Digamos que esses dias têm sido um pouco... agitados. — E também desejar melhoras e dizer que estamos torcendo por você. E, hmm... se você quiser uma... companhia feminina — nisso ela lançou um rápido olhar a Draco -, sabe, amigas, pode contar com a gente. E, claro, estendemos essa amizade a Lola também, acho que seria legal — ela pareceu esperançosa e um pouco receosa também.

Estranhamente ela me pareceu honesta. Todas elas. Sorri.

– Obrigada a vocês, eu adoraria e acho que Lola também.

– Ótimo! — ela parecia entusiasmada e... aliviada, de certo modo. Então nos vemos por aí! — acenaram rapidamente e saíram, indo em direção à outra ponta da mesa, onde havia mais lugares vagos.

Bom, talvez ser famosa não seja tão ruim assim.

– Sophie!

Solto um gemido involuntário. Ou talvez seja, penso amargamente.

Olho para o outro lado agora, virando-me completamente em direção a Draco, mas não olho para ele e sim por cima de seu ombro, diretamente para o garoto que havia acabado de me chamar.

Gabriel.

O lindo, famoso, popular, sedutor e arrogante Gabriel, que havia passado os seis anos em que estudávamos juntos me ignorando completamente.

Hipócrita.

– Sim? — pergunto, esforçando-me para não trincar os dentes.

– E então, gata, melhor? — ele empurrou Draco para o lado, fazendo-o quase cair do banco, para sentar-se ao meu lado.

Gata?, penso, indignada.

Esforço-me para sorrir, tentando não prestar atenção ao olhar homicida que Draco lança para as costas do rapaz.

– É, até que estou — orgulho-me de mim mesma ao constatar que consegui controlar meu gênio ao não xingá-lo até a morte.

– Que bom! Olha só, nós estávamos pensando, por nós quero dizer meus amigos e eu, em fazermos uma festa. Comemorando seu retorno à ativa e também o Torneio Tribruxo e tal. Enfim, eu queria convidar você, mas eu aviso mais detalhes quando estiver tudo certo, OK? — ele falou tudo isso tão rápido que foi um milagre eu conseguir acompanhar. Então ele se inclinou, dando-me um beijo na bochecha e saiu dali, tão rápido quanto chegara.

Eu só conseguia olhar para suas costas, em choque, de olhos arregalados, tenho certeza que cada traço do meu rosto deixava transparecer a surpresa que eu sentia naquele momento. Minha boca estava ligeiramente aberta, mas então eu notei e rapidamente a fechei.

Mas assim que me recuperei levemente de toda essa atenção desnecessária, Draco levantou-se de supetão, pegando-me novamente de guarda-baixa, e saiu praticamente correndo do Salão.

O que diabos estava acontecendo com as pessoas hoje?, penso exasperada.

Sem nem ter tocado na comida em meu prato, levanto e corro atrás dele. Qual o motivo dessa reação?

– Draco! Hey, Draco! — pergunto sem fôlego. Não estava em minha melhor forma para correr, ainda não recuperada completamente do incidente, e ele já havia percorrido uma longa distância, saindo para o jardim a passos muito rápidos. — HEY! SERÁ QUE PODE PARAR POR UM MOMENTO, MALFOY? — finalmente perco a paciência e berro.

Não sei se foi meu tom zangado ou a fraqueza em minha voz, mas ele finalmente parou, porém sem olhar para mim.

Continuei mais lentamente a ir ao encontro dele.

– O que aconteceu? — pergunto, finalmente parando a cerca de um metro de distância.

– Você já tem atenção demais, não precisa mais da minha — seu tom de voz trás mágoa e isso me confunde mais ainda.

– Bom, não vejo mal nenhum em ter mais algumas amig...

– Suponho que seja só uma questão de tempo até uma fila de garotos passar a se formar atrás de você — ele me interrompeu com uma voz estrangulada, nada característica dele.

– O qu... — parei a pergunta nesse momento. Um estalo na minha mente e eu entendi tudo. Mas mal conseguia acreditar. — Você está com ciúmes, é isso? Por favor, deixe de ser idiota. Eu não vou nem ser amiga daquele hipócrita, nojent... — não consegui terminar a frase novamente.

Enquanto eu falava, Draco virara-se e atravessara a distância que nos separava rapidamente.

Então ele me beijou.

Notas finais
O que acharam? :3