Sophie: Filha De Traidores
16 Decisão?
Notas iniciais
– Como você conseguiu entrar aqui? – minha voz estava levemente esganiçada devido ao susto.
– Os professores dessa escola são pouco discretos – Draco estava deitado em minha cama, o conforto em pessoa, sorrindo maliciosamente para mim. – Claro que eu não poderia deixar a oportunidade de lhe surpreender passar em branco – agora ele sentara na cama, com um sorriso mais largo em seu rosto.
Enquanto isso eu ainda tentava recuperar a normalidade de meus batimentos cardíacos parada à porta.
– Você quase me matou de susto – sibilei, fechando as porta às minhas costas. – E se Samantha tivesse decidido subido até aqui e me mostrar o quarto?
– Simples. Eu teria me escondido – ele viu meu olhar cético. – Duvido muito que ela pensasse em lhe mostrar os mistérios ocultos e todos os monstros escondidos embaixo da cama – piscou para mim enquanto ria.
Não pude deixar de rir também.
– Você está de bom humor, não? – perguntei sorrindo.
– E por que não deveria estar? Você derrotou Potter. E com o feitiço que eu lancei contra ele no segundo ano. Você lembrou da história – ele levantou-se da cama e veio em minha direção. Seu rosto estava radiante. – Estou orgulhoso.
Ele puxou-me para seus braços assim que ficou perto o suficiente para isso e imediatamente baixou seu rosto até o meu e me beijou.
Não sei quanto a ele, mas eu me sentia ótima com seus braços fortes e enganadoramente magros em volta de mim, apertando-me cada vez mais junto a ele.
O beijo era doce e leve. De inicio. Mas, de repente, algo mudou. Era quase como se nós dois tivéssemos percebido ao mesmo tempo que estávamos sozinhos. Em meu quarto. Particular.
A urgência aumentou, o beijo ficou mais profundo e desesperado, as mãos de Draco deslizaram por minhas costas e eu entrelacei meus dedos em seus cabelos.
Nós dois ofegávamos.
Draco separou levemente nossos lábios e sussurrou:
– Sophie... – seu tom de voz estava atormentado.
Colei meus lábios aos dele novamente para evitar que ele continuasse a frase que eu sei que ele diria se eu permitisse. A frase que acabaria com tudo aquilo.
Ele então soltou um suspiro resignado, abraçou-me ainda mais forte, mantendo todas as linhas de meu corpo contra o dele, então ele ergueu-me até que meus pés
ficassem a alguns centímetros do chão e minha cabeça estivesse exatamente na mesma altura que a sua.
Ele começou a caminhar de costas, levando-me com ele, até que batemos em alguma coisa.
A cama.
Então ele virou-se e jogou-me por cima de minha cama nova e macia.
Que bela estreia seria.
Ele deitou-se suavemente por cima de mim, sustentando parte de seu peso mas ainda mantendo nossos corpos unidos em cada curva, em todas as linhas.
Encarou-me por alguns segundos antes de começar a beijar-me novamente, dessa vez começando pela base de meu pescoço, chegando ao queixo e permanecendo ali, subindo e descendo, seus lábios pareciam fazer uma trilha a fogo por onde passava e sua barba mal feita causou-me arrepios quando encostava em minha pele.
Senti seus dedos passarem a segurar a barra de minha blusa do uniforme até começarem a subi-la mais e mais. Levantei meu tronco levemente e, de repente, um tecido a menos separava nossos corpos.
Ele voltou a me beijar nos lábios enquanto passava suas mãos por cada milímetro de minha pele descoberta.
Comecei a desabotoar sua camisa e então suas mãos chegaram a meu sutiã, apalpando meus seios através dele.
Não pude evitar que um suspiro audível saísse de minha boca entreaberta. Eu estava deliciada e, o mais importante, totalmente feliz por ter minha primeira vez com Draco.
Mas então ele parou.
E eu senti algo mudar.
Choque chegou aos seus olhos, como se não acreditasse no que estava fazendo. Então o arrependimento chegou a sua expressão.
Seu rosto era uma máscara de remorso e repulsa.
Seria eu a causa dessa repulsa tão inesperada em seu olhar?
Ele afastou-se de mim como se tivesse levado uma descarga elétrica. Como se um raio tivesse se interposto entre nós. Eu sentei na cama no mesmo momento em que ele chegava à porta.
Já com a mão na maçaneta, ele virou sua cabeça para mim. Seu rosto estava frio, sem demonstrar emoção alguma.
– Não posso mais fazer isso, desculpe-me – sua voz me fez ficar gelada e, do nada, eu passei a sentir muito frio.
Então ele saiu porta afora.
E eu fiquei ali, sentada na cama, abraçando minhas pernas para que ficassem tão próximas ao meu corpo quanto fosse possível.
Meus olhos encheram-se de lágrimas. Eu havia sido rejeitada. Sentia-me horrível.
Quase deixei que minhas lágrimas tomassem conta de mim. De que adiantaria lutar contra elas? Mas então lembrei-me de minha promessa e um novo sentimento apoderou-se de mim.
Raiva.
Endireitei-me na cama, sentando perfeitamente ereta, ainda sem minha blusa. Meus pensamentos resumiam-se a um só.
Se Draco não me queria, certamente havia quem quisesse.
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