Notas iniciais
Oláá! Avisando de novo que vou começar a postar menos, mas vou continuar, ok? Então não pensem em me abandonar, senão abandono vocês também .qq

Todos ainda aplaudiam enquanto abriam caminho para que a “realeza” pudesse passar.

Eu tremia sob todos aqueles olhares direcionados a mim e que depois desviavam-se a Draco e de volta a mim, como se estivéssemos no meio de um emocionante jogo de quadribol, com a goles sendo jogada de um lado a outro e todos quisessem acompanhar o espetáculo antes que o gol fosse marcado.

Mas aquilo não era um jogo, estava longe de ser.

Quando aberto o caminho para o meio da pista de dança, pude avistar Draco, alguns metros longe, mas diretamente à minha frente. Mesmo da distância em que nos encontrávamos, pude sentir seu ar arrogante, presunçoso. Sua postura irritantemente confiante.

Por trás de toda aquela pose, porém, eu percebia um outro lado de seus sentimentos que ele lutava para manter escondido.

Enquanto andávamos a passos lentos um em direção ao outro, me atentei a esses detalhes. Os detalhes que estavam por baixo de sua fachada confiante.

Ainda estávamos a cerca de quatro metros de distância, mas eu podia ver sua testa vincada, seus olhos duros como pedra, suas mãos cerradas em punhos tentando parar o tremor que se apossava delas. Passos hesitantes eram realizados por seus pés.

Eu podia imaginar sua respiração pesada, coração disparado, um leve suor frio cobrindo as palmas de suas mãos fechadas.

Esses eram os meus sintomas também.

Finalmente alcançamos o meio exato do Salão, a pista de dança estava vazia, exceto por nós. Não houveram sorrisos quando ele estendeu sua mão em minha direção para que ele me puxasse para seus braços para a grande dança da noite. Somente duas palavras foram ditas por ele, com uma voz contida, mas profunda, vazia diante de todos os sentimentos conflitantes em seu interior:

– Dança comigo?

Não respondi. Apenas peguei sua mão e deixei-me levar para perto de seu corpo. A música começou a tocar e nós começamos a nos mover no ritmo.

*

When I was younger I saw

My daddy cry

And curse at the wind

He broke his own heart and I watched

As he tried to reassemble it…

*

– Sinto muito por sua mãe, já tem alguma novidade sobre ela? – Sua voz estava contida, mas trazia um traço de verdadeira preocupação. Eu o conhecia muito bem para perder esses detalhes, eu não perdia nenhum deles, nem o menor. E certamente não deixara passar como sua mão estava gelada na minha. Ou como sua outra mão, em minha cintura, transmitia o frio, através do tecido de meu vestido, para minha pele.

– Ela está na mesma situação. Ninguém sabe o que aconteceu nem como curá-la – eu tentava parecer neutra, falando sem nenhuma inflexão.

Fria como a Groenlândia, como diria Lola para me descrever naquele momento.

– Hmm – foi só o que ele respondeu. Quanta criatividade.

Continuamos dançando pela pista.

*

You are the only exception

You are the only exception

*

– Aquele corpo era tão familiar contra o meu. Seu cheiro também era o mesmo de sempre. Isso era estranho.

A parte física era igual. A parte emocional, porém, havia mudado totalmente. A amizade e o amor presentes desde a infância estavam diluídos em uma imensa carga de tensão.

*

…Maybe I know, somewhere, deep in my soul

That love never lasts

And we’ve got to find other ways

To make it alone or keep a straight face

And I’ve always lived like this

Keepin’ a comfortable distance…

*

– Desculpe-me – o sussurro me assustou, embora mal fosse audível. Olhei para cima, diretamente para seus olhos, ignorando completamente nossa plateia.

*

…Because none of it was ever worth the risk

You are the only exception…

*

– Eu vi Miguel beijando você e só então percebi o quão idiota eu fui. Desculpe-me Soph, eu prometo tentar não ser mais esse estúpido que estou sendo se você me perdoar. Eu... eu amo você, apesar de não parecer – ele agora falava muito rápido e perdia o fôlego entre as palavras e a dança.

Eu nada respondi.

*

…I know you’re living in the morning

When you wake up

Leave me with some kind of proof

It’s not a dream…

“

– É claro que vou entender se você preferir começar a sair com Miguel, vou torcer para que você seja feliz com quem for e que ele não faça nenhuma das coisas estúpidas que fiz... – ele se interrompeu no meio da frase quando coloquei meu dedo em seus lábios.

– Shh... – então encostei minha cabeça em seu ombro e sorri levemente. Agora meu coração batia descompassadamente pela alegria contida.

Eu não me atrevia a ter muita esperança, mas um pouco dela era sempre bom.

*

…And I’m on my way to believing

Notas finais
Espero que gostem! :3 Deixem reviews, please u.u