Notas iniciais
Minha primeira estoria de Saint Seiya focado no Hypnos - meu personagens favorito Hehehe. Boa leitura e espero que apreciem.

O cenário feérico do Olimpo sempre impressionara os deuses, sejam eles do Submundo ou das profundezas dos mares. Naquele dia não seria diferente, havia uma grande comemoração e o motivo era até então desconhecidos para alguns.

Por este motivo, Pasítea corria e pulava pelos jardins do Olimpo gritando e cantarolando. Era sua primeira vez ali e entendia tão pouco daquele novo mundo que sentia necessidade de explorá-lo.

Era ainda uma criança em comparação aos deuses mais velhos. Tinha a altura de um pré-adolescente mortal, embora tenha vivido duas vezes mais a idade humana.

Atrás dela vinha a sua ama Alécia apressada, tentando inútilmente agarrar a menina.

— Pare de correr, senhorita! Eu vou ser obrigada a contar a sua milady mãe.

Mas a menina a ignorou e correu em disparada, fazendo a ama perdê-la de vista. Riu como uma criança malcriada e atravessou uma cerca de sebe e, descuidada, caiu do outro lado estatelada no chão.

— Aí… — lamurio ela.

Tentou se erguer, mas estancou ao perceber que tinha alguém ali. Escondido entre a cerca viva e ruínas de pilastras, uma figura masculina estava sentada. O sujeito estava refastelado na pilastra de mármore com uma flauta na mão. Ele a encarava curioso, indagando quem seria a menina que acabara de cair ao seu lado. Ele tinha a pele branca, os cabelos ondulados e dourados iguais aos olhos

— Você está bem, criança? — Soergueu uma das sobrancelhas.

Pasítea se sentou e limpou o vestido e o braço.

— Estou sim, senhor. — respondeu ela intimidada.

Ele a olhou minuciosamente e Pasítea se retraiu. Era a mais baixas das irmãs, além de ser a caçula. Os bastos cabelos castanho-claros desciam até os ombros, encaracolados. A tez era viçosa e os olhos de cor avelãs eram grandes e expressivos.

— Está perdida?

Ela negaceou balançando a cabeça.

— Vim pra ver meu pai. — respondeu. — Vou morar com ele agora.

— Ah, é? Você veio de onde?

— Do reino do meu vô.

O jovem riu. Pasítea inclinou a cabeça, cabisbaixa, não gostava quando riam dela.

Ele pigarreou.

— Gostaria de ouvir uma música?

Ela fitou a flauta dourada decorada com asas em sua ponta. Ela aquiesceu animada e sentou perto do jovem.

O som melodioso encantou e envolveu a menina, que recusou desviar sua atenção do homem à sua frente. Gradativamente, seus olhos cansaram e deitou a cabeça no braço dele.

— Desculpe, senhor! — disse ela espantada, após o som da flauta cessar. — Eu tenho uma irmã que toca flauta, mas não é tão boa quanto o senhor.

Ele sorriu.

— É gentil, senhorita. Qual é o seu nome?

— Eu me chamo….

— Senhorita! — esbravejou Alécia, vindo a passos pesados até a garota e agarrando seu braço. — Malcriada! Por quê correu? Olhe, sua roupa… E agora? — fitou o jovem encostado na pilastra. — Perdoe minha senhorita, senhor, caso ela tenha lhe incomodado.

— Não foi incomodo algum. — respondeu ele sorrindo para a criança.

— O senhor também irá para a cerimônia? — A criada perguntou.

— Sim. Meu irmão e meu senhor já devem estar lá dentro.

Alécia segurou a mão da menina com força.

— Venha conosco então, senhor. A senhorita aqui também irá participar. — Pasítea fez uma careta e mostrou a língua para a ama. O jovem riu. — Qual é seu nome?

— Sou Hypnos, filho de Nix e subordinado do imperador do submundo, Hades. É prazer conhecê-las.

Alécia sorriu afavelmente, fez uma breve reverência e seguiu seu caminho para dentro do palácio de Zeus.

A opulenta e infantil decoração chamava a atenção de todos. Convidados ilustres estavam presentes, mas pouco compreendia o motivo de tanta opulência e Hypnos era um deles. Sentado ao lado do irmão gêmeo e do imperador Hades na extensa mesa decorada com jarros de prata e flores brancas, o deus do sono procurava saber o motivo da comemoração. Refastelado em seu divã ao lado da esposa, Zeus pôs-se de pé e bateu palmas três vezes e a alta porta do salão foi aberta.

Todos ficaram surpresos ao ver três garotas entrarem. Todas vestiam belas túnicas brancas e gladiadoras pretas. A primeira era alta, de cabelos acobreados e frios olhos azuis safira. Andava graciosamente, adorando os olhares sobre ela.

A segunda era pálida e esbelta, de cabelos escuros e olhos castanhos. Sofria com a timidez e dava sorrisos que mais pareciam caretas. A última, para surpresa de Hypnos, era Pasítea. Era a mais baixa e mais empolgada das irmãs, não andava mas saltitava atrás delas.

—Então é uma filha de Zeus… — sussurrou o deus do sono.

— Disse alguma coisa, meu irmão? — indagou Thanatos, soerguendo uma das sobrancelhas.

Hypnos nada respondeu, mas seu irmão percebera os olhos dourados do deus fixos na garota saltitante.

Revirou os olhos.


Notas finais
Então como ficou?