Notas iniciais
Olá pessoal como vão vocês? Esta é a primeira história que eu posto, então deixem seu comentário ^^
Bjus e uma ótima leitura
by A.E

Está tudo girando, não enxergo direito, minha cabeça doí. Só vejo uma luz em cima de mim, não sei se vou aguentar. Só consigo ouvir uma voz que soa baixa, será que Maicon está vivo?! Será que esta voz é dele? ... Meus olhos estão tão pesados. Não sei se vou resisti...

Sonhos e Pesadelos

Ano 2715 A.E.N. Local de habitação: Planeta Terra, vivemos após a 3º Guerra Mundial e a grande explosão nuclear, esta que obrigou aos poucos sobreviventes se refugiarem fora do planeta em um estação criada para nós, como o ultimo vestígio de esperança, onde tínhamos os recursos necessários por um certo tempo, após isso começamos a retirar recursos da Terra a medida que ia se recuperando.
Os primeiros anos foram realmente difíceis, afinal não existia muita coisa para se retirar da terra. Com o decorrer dos anos algumas pessoas que não poderiam mais conviver em sociedade, foram enviadas para terra, onde deveriam sobreviver sozinhas, isso não ocorreu somente uma vez, mas várias e várias vezes... Até hoje não sabemos se ainda existe alguém lá em cima, só sabemos que existem várias aqui em baixo.
As primeiras pessoas que chegaram a Terra, começaram a construir novamente uma civilização, mas ao longo desse processo, viram que o planeta não tinha apenas humanos. Mas também seres que vão desde seus maiores sonhos até seus piores pesadelos.
Seria ótimo que esses seres fosse apenas grandes bichos ou coisas do tipo, seres irracionais com fraquezas conhecidas, mas... não é o caso. A Guerra e a Explosão não deixaram apenas destroços como lembranças, mas algumas modificações genéticas. A terra agora não era apenas um lugar devastado. Por vários e vários anos esses seres e os humanos lutaram entre si. Mas depois de um bom tempo de guerra ouve um acordo: o tratado de Gêneses. E agora esses seres vivem em paz com a humanidade.
Após um grande tempo de espaço, a espécie humana conseguiu novamente fazer progressos tecnológicos em pouquíssimo tempo. A explosão acabou dividindo a terra. Os continentes: Europeu, Americano e Asiático se uniram. A África e Oceania também. Os polos norte e sul após um longo tempo descongelados, voltaram a sua forma normal. A Terra acabou virando apenas dois continentes, nomeados como Nightmares e Dreams.
Nightmares é onde existem as cidades terrestres, as zonas abandonadas e uma única cidade chamada higher state que ficam suspensas no ar. O segundo continente Dreams onde só os mais poderosos vivem, ninguém de Nightmares foi até lá − Mesmo que tivesse ido, duvido se alguém iria querer voltar.
Também a uma certa crença que dizem que ainda existem pessoas no espaço, o que creio ser impossível, ninguém sobreviveria por tanto tempo sem recurso e ninguém nunca viu nenhum tipo de máquina extratora, então... acho que não passam de lendas.
Já se passaram 1000 anos da era tecnológica, vivemos em Unborn uma cidade onde todo cidadão leva consigo uma robons, todos devemos ter uma, fazem tudo para gente, vivem sempre atrás de nós, e sinceramente, isso é um pé no saco.
Meu nome? Aghata Cruz. Sou uma agente. Classificada como Mediana por ser de classe média alta − Mesmo passado tanto tempo continuamos a classificar as pessoas – Eles dizem que é um jeito mais fácil de fazer o controle de cidadãos. Mas de todos as classes a menos importantes são os dos imigrantes, além de ser bastante discriminados, seu trabalho é um dos piores, proteger a cidade de ladrões poucos convencionais e o meu trabalho é pegar o chefe desses ladrões, investiga-los e executa-los, sem dó e muito menos piedade...

O que nos leva a uma situação que mudou completamente minha vida. Foi apenas um simples trabalho matar um vampiro nivel-E, que assustava os moradores que passavam pelo beco em Zardren, uma das poucas cidades pobres de Urbon, a única coisa que não esperávamos é que esse simples trabalho fosse nos trazer tantos problemas, foi o que eu pensei .... Tolice minha...

Capitulo 1
A cidade de Urbon, de certa forma é um pouco agradável mesmo que pra mim seja apenas uma grande falsidade. As ruas limpas e calmas, seus viadutos e tuneis separados para cada tipo de carros, é um ambiente realmente inabalável. Minha avó dizia que, a bisa contava que antigamente nos tempos “Passados” eram todos os carros juntos, as ruas eram sujas e havia muita confusão. Hoje há enormes prédios comercias e residenciais. Casas?! Não existem mais, foi mais prático construir prédios para os cidadãos, classificando pelo seus status. Dos mais ricos aos mais pobres.
Mas o que eu mais queria era ir para Dreams. Queria descobrir o que realmente é aquele continente e por que apenas poucos podem ir para lá, a suspeitas que eles estão fazendo pesquisas inimagináveis e que apenas pessoas ricas milionárias e de boa posição vão para lá.
Enquanto estava com meus pensamentos, minha robons me informa que a um telefone – Quem seria? − e ela me responde – O senhor Maicon – Certo, poderia se desligar por um momento?
− Senhora isso não é recomendável ....
− ok, sair do automático, por favor passe para o modo manual e peço que desligue seus sistemas de comunicação, obrigada.
− Sim senhora
Bom, pior do que a Robons ouvir minha conversa, seria a central de comunicação – enfim o atendo
− alô

− bom dia! Aghata, já está a caminho do escritório?

− sim, por que?

− não, nada não....

− tá bom, então te vejo lá...
− espera, poderíamos jantar essa noite?

−jantar? O-ok, que horas?

− lá pras 8:00 da noite, tenho algo muito importante, pra te falar...

− então tá, até logo

− até logo

Cheguei a C.I.E. − Central de Investigação Especial.
− bom dia, e está atrasada.
− me desculpe, mais não me atrasei tanto assim, então qual é o caso?
− bem duas mulheres foram atacadas neste beco, parece ser um vampire nível –E.
Os vampiros são classificados em quatro grupos, os vampiros nível – E, os Soldados, os Lordes e os Puros.
Os níveis− E, são os mais fracos aqueles que somente uma bala é capaz de mata=los, são humanos transformados que não aceitaram bem o vírus que transformariam em soldados, são muito comparados com cachorros famintos, que só vive por sangue.
Os soldados, são aqueles humanos que são transformados e aceitam 100% o vírus, porém não tem todos os benefícios e poderes de vampiros Lordes, pois são apenas transformados. Eles são mais difíceis para matar por serem rápidos e fortes, um dos métodos mais eficaz e traze-los para se expor ao sol, por não terem séculos de vida não conseguem se proteger dos raios solares. Dizem que quando a bomba nuclear foi detonada, ficamos um tempo sem poder ver a luz do sol. Não foi muito fácil lutar com os Lordes naquela época, foi imensurável a quantidades de pessoas que foram transformados e humanos que morreram. Essa chacina teria continuado se a luz solar não tivesse voltado e se não tivéssemos inventado a bala UV e a UV2, que são eficazes para os vampiros soldados mas o melhor método ainda é o expor ao sol.
Os lordes só perdem para os puros, são vampiros nascidos de um vampiro lorde e um humano, e se conterem séculos de vida se torna mais poderosos. Dizem que o primeiro registro de um vampiro como esse foi a um século atrás, então com isso eles são meio que “novos”. O primeiro lorde conta lenda foi um soldado que teve um filho de uma puro sangue e com isso, esse filho gerou vários outros. Passando as suas ordens e regras de geração a geração, eles são fortes, rápidos e os mais velhos podem ser expor ao sol muitos creem que os lordes podem controlar um elemento da natureza.
Os puros sangues.... Não há muitos registros sobre eles, não sabemos de onde vem e como foram gerados e nem quem são os primeiros deles, e como nasceu essa mutação? Muitos dizem que nem existem. Eles são o topo da sua raça, são filhos de vampiros puro sangue com vampiros puros sangues, tem séculos e séculos de vida são praticamente indestrutíveis. Eles podem destruir as coisas com o poder da mente, se alimentam apenas de sangue Humano, uma das minhas maiores curiosidades é que se eles realmente existem, como conseguem esse sangue?
− Jura mesmo? É nessa hora que vocês chamam os recrutas ou os imigrantes para esse trabalho, por favor não insulte minha inteligência, acho que esse tipo de trabalho não requer a mim ... – Nessa hora, a porta do escritório se abre e pra minha surpresa Jorge estava entrando na sala
− Tinha quer ser você, Aghata, sempre com esse mesmo jeito, birrenta e preguiçosa, o que foi? Não consegue pegar nem um nivel-e, perdeu sua pratica? ....
− Tinha que ser você Jorge, se não fosse meu irmão teria te batido, que saudade sua, e você o que está fazendo aqui?
− Negócios, e parece que cheguei tarde, e meu cliente foi embora...
−hum... falando em atraso cadê o Maicon? Sinceramente ela não vai me fazer esperar?
− não Aghatazinha, já estou aqui a muito tempo, só fui lá em baixo, tomar um café e bater um... um papo com a moça da lanchonete.
− você Maicon, batendo um papo? Duvido nada que você paquerou a garçonete, e ainda levou uma fora….
− com licença, mais vocês poderiam prestar a atenção no seu trabalho?
− sim senhor!
− pois é acho que vou indo, mais tarde passo aqui ....
− ok
− tchau, Jorge foi bom te ver
− bem como estava falando, sobre os ataques no beco, essas são as vítimas.... Duas mulheres
− nossa pobres coitada, tão jovens e lindas morrerem assim....
− hahahahahaha….
− por que você está rindo Aghata? Você não tem coração?
− não apenas estou vendo, como você tem um grande senso de analisar as pessoas.
− e daí, mesmo assim você não deveria rir, essas lindas moças morreram, você não tem mesmo coração?
− Bom, coração eu tenho…. Mas só um cara tão desesperado por mulher, não perceberia que essas duas “mulheres” na verdade são homens...
− Os dois parem de brincadeira isso é sério, bom... aqui estão os dados que vão precisar, agora apenas desejo um bom-dia pra vocês, e cuidado...
− Qual é, até parece que algo aconteceria com nós, enfrentando um fracote como esse.

− as vezes a coisa não é tão fácil como se espera....
O que?! Não entendi, como se algo aconteceria com agente nesta missão fichinha, não sei o que ele quis dizer com isso mas, com certeza não deve ser algo importante.

Cidade Zardren . Rua Daybreack:
Nós chegamos ao beco, era um lugar meio que assustador, o nome da rua Daybreack já era um nome horrível.
O lugar era apenas destroços da guerra, um dos poucos que sobraram como lembrança, para que ninguém esqueça daqueles dias de dor. Havia um prédio velho todo cinza com janelas pretas, devem ter ficado assim após a bomba nuclear que fora jogada nesse país pelos Ameians, uma dessas janelas chamou muito a minha atenção pois, era única que tinha uma cortina, mas tão fina que se parecia mais com um véu, claro toda cinzenta e rasgada. Não sabia dizer se foi minha imaginação mas acho que vi as cortinas se movimentarem ....
− E então cadê esse vampire, estou louco para acabar com isso, tem um jantar com uma certa mulher...
Ele olha na minha direção tento meio que disfarça o sorriso e o rosto vermelho, impossível afinal estamos de falando de Maicon... – Por um minuto minha intuição se aguçou, acho que o vampire estava por perto.
− o que foi?
− senti algo...
− Esta vendo, quem precisa de um radar, quando se tem a Aghatazinha como parceira, ela é melhor do que aqueles cães farejadores.
− Se você não calar a boca, não vai ser somente o vampire que irá sair arrebentado daqui...
Desde pequena tenho essa intuição de conseguir sentir esses seres, acho que consegui esse dom depois de ver uma mulher sendo morta quando criança, mas não me lembro bem, na minha mente só consigo ver um vulto desta lembrança.
− Parece que ele está vindo, mais fica sabendo, este é meu!
− há há, claro se você conseguir ir mais rápido do que eu, ele é todinho seu... – isso me lembra quando éramos apenas recrutas, adorávamos competir para ver quem matava mais vampire, era muito legal, mas no fim eu acabava ganhando.
− Maicon
− O que? – ele olha na minha direção
− Matar um vampire me fez lembrar de quando ramos recrutas – ele engatilha sua arma
− A é verdade, você sempre adorava competir, é isso que eu mais gosto de você – engatilho minhas duas armas
− huhum, e eu sempre ganhava... – eu olho pra ele e fico preparada
− Mais desta vez, minha querida você não vai ganhar não matando este vampire
Finalmente o vampire apareceu na nossa frente, ele estava com suas roupas rasgadas, sujo e com a boca cheia de sangue, e olhava para nós como se nós fossemos um belo pedaço de carne. Já estava em posição de ataque, estava louca para me divertir um pouco. Mas infelizmente Maicon passou a minha frente, como sempre utilizando uma tática de combate suja e antiga: trapaça.
− Trapacear é errado sabia!
− o que? Não sabia que havia regras para matar um vampire.
− Tudo bem. Mas saiba que é você que vai embalar o corpo quando chegarmos.

− Vamos lá cadê o seu senso de humos? Era só um nivel-E qualquer, não tenho culpa se você estava tão enferrujada e não conseguiu se mover antes de mim
− Desculpa meu amor. Mas é siso que ganhamos ao trapacear.... Faz tanto tempo que não mato um vampiro – olho para céu e suas nuvens cinzentas e dou um suspiro − sinceramente essa cidade está muito em paz, isso me deixa entediada.
− o que?
− nada deixa pra lá – guardo minha pistola, que realmente não foram uteis para nada – e agora?
− vou mandar o corpo para ser analisado.
Senti um grande vento passar pelas minhas costas, meus sentidos diziam que eram um dos seres, mas desta vez não se tratava de mais um vampire, senti algo maior do que um vampire, poderia ser um lobisomem a solta, mas a essa hora? Não. Era algo pior, uma harpia ou algum ser maior do que isso, esse poder... ele me deixava sem ar – No mesmo instante engatilhei minhas pistolas
– AH! − Ouço um grito de Maicon e olho para traz e a única coisa que posso ver −mesmo que não seja isso que meu coração gostaria de ver− é Maicon caído no chão com um grande corte em suas costas, em volta de uma poça de sangue. Fico sem me mexer por um tempo, apenas sinto meu corpo desmoronando e fico em estado de choque, tentando entender o que se passa.
Corro em sua direção sem pensar duas vezes, na verdade, pensar era ultima coisa que conseguiria fazer naquele momento. Apenas queria salvar ele − Maicon!!! Você está bem!? Fala comigo, eu vou chamar a ajuda, não morra por favor! – Coloco sua cabeça em meu colo, e tiro minha blusa para tentar estancar a ferida.
− Não fique comigo, me desculpe... não tive tempo de jantar com você. Aghata cuidado... com as pessoas que estão... – ele olha pra mim, e da aquele seu meio sorriso irônico cativante que eu adoro, e vejo seus olhos enxerem de lagrimas,,
− Não!!! Por favor, aguente mais um pouco, por favor. Não me deixe... por favor – o Abraço forte, o tanto para sentir seu corpo quase se fundir ao meu, mas depois de um tempo não sinto mais sua respiração, seu corpo está gelado, não o sinto mais, não sei mais onde ele está, onde estamos. Seu corpo frio, em minhas mãos... Como? O Maicon... Meu Maicon.
Por que? Tantas pessoas no mundo, por que? Logo a única pessoa que eu amava, por que o meu Maicon. Eu não conseguia acredita, que nunca mais iria vê-lo, sentir aquele perfume, e nossas brigas, nunca mais aconteceram? Não poderei ver seus cabelos ... Com seus olhos verdes escuros, e seu sorriso cativante eu, nunca mais poderei tê-los? Não tive tempo, nem de dizer o que sentia... Me tiraram esse momento... agora já acabou... Eu não poderei deixar isso assim
− Anda Maicon, fala comigo por favor! Ainda tenho tanto para te falar, eu, eu nem te disse .... O que eu sinto .... Me responde Maicon, por favor! – O abraço mais uma vez e começo a chorar muito, muito mesmo...
− Maicon eu juro que vou matar que fez isso, eu juro!! – fico em transe um tempo nem conseguir reagir a mais nada mas meus sentidos mais uma vez me dizem que ele tinha voltado então volto a mim
Ouço som de aplausos e olho para traz e vejo dois caras em cima de uma das quinas em um prédio de tijolos vermelhos e envelhecidos− Um deles era alto e bastante forte cabelo negro e olhos vermelhos como sangue, tinha características de vampiros mais de um jeito diferente parecia ser de um nível superior, não sei.... O outro, tinha um ar mais despojado, tanto que nem se deu ao trabalho de se quer olhar em nossa direção, era um pouco mais baixo, pelo o que conseguia ver olhos da mesma cor que os de seu amigo cabelos castanhos mais claros... − Mas a única coisa que me importa era nunca esquecer aqueles rostos, para que eu possa mata-los
− Ah! Que lindo. Ridículo mas, lindo. Olha você jurando de morte quem havia matado seu coleguinha, realmente foi algo emocionante, esplendido! Será que ele era mais que um coleguinha?
Todos ficam em silencio, ele fica paralisado, consigo sentir o ar tenso entre nós em quanto ele fica parado, tento conter minhas lagrimas.
Seu amigo apenas observa a ceninha mas, sua cabeça parecia distante– enquanto eu olho para Maicon tentando buscar uma resposta por tudo que ocorreu – essa sensação, uma sensação de medo e terror passa pelos meus ossos me mantendo no chão, imóvel.
− Pobre coitada, não me diga que você o amava? Hahahahaha, isso é tão patético, sinceramente não era sério aquele papo de que você iria matar que tinha matado esse inseto ai,
Nesse momento ele olha fixamente para mim − e penso vamos aghata tente mostrar seriedade e se recomponha, vamos, não mostre fraqueza, esqueça que suas pernas neste exato momento estão quase que tremendo, e que seu osso a impede de levantar, vamos Aghata reage!
− o que? Era verdade hahahaha, vamos não fique triste...
Por um momento meu medo se desfaz e torna em raiva, uma única pura raiva − quando suas mãos tocam em meu rosto, essa raiva fica dez vezes maiores, apenas imagino essas mãos imundas enfiando dentro do Maicon, essas mãos nojentas e frias, sem nenhuma piedade e ainda achando isso tão facilmente – olho fixamente para ele, não consigo esconder minha cara de raiva.
- não transforme isso em um drama, se quiser posso até te dar um beijinho, se vai te fazer sentir melhor.
Seu rosto se aproxima do meu, como se fosse me beijar, mais sinto que isso seria a última coisa que faria – Ao contrário, vejo seus caninos, grandes como se fosse me rasgar meu rosto inteiro, não posso fazer nada mais a única coisa que podia fazer eu fiz – Cuspo na cara dele sem pensar duas vezes
− Cala a boca seu merda, não me provoque, o que eu falei não era brincadeira, eu vou matar você seu merda, eu juro, eu mato você e seu amiguinho.
O outro olha em nossa direção com cara de espantado pela minha reação não sei o que ele esperava, mas não foi a reação mais conveniente para aquele momento – o outro olha em minha direção como olhos mais vermelhos de raiva do que antigamente, acho que ninguém gostaria de levar uma cuspida dessa na cara, por um momento me senti bastante feliz, pelo menos fiz algo
− hahahaha me desculpa Dread, mas você mereceu essa hahaha
O que eu fiz foi mais imprudente do que pensei, pelo jeito seus movimentos são bastante rápidos tão rápidos que não pude nem ver quando sua mão saiu do meu pescoço e foi parar na minha garganta, cara ele é muito forte
− Repita isso de novo, sua vadiazinha, vamos eu te mato aqui e agora.
De novo aquela sensação de medo, bom não posso fraqueja agora tenho que continuar firme forte – continuo olhando fixamente para ele, não me importo e nem me intimido pelo seu olhar que poderia deixar qualquer outro aterrorizado de medo – ele aperta mais um pouco minha garganta, como se quisesse que eu gritasse de medo, mais me mantenho firme, não quero e nem vou dar esse gostinho a ele.
− Dread, vamos embora nosso trabalhou acabou ou você quer outra cuspida na cara? ela não nos serve, pelo menos não agora!
Senti uma sensação diferente, era maior e sufocante, era mais do que aterrorizante, ela me paralisava de medo, desta vez não conseguia mexer nada do meu corpo além dos meus olhos, será? que tipo de sensação é essa que me faz estremecer tanto, algo que é aterrorizante mais que meio que me chama me magnetiza
− Sim, senhor
Mas eu não posso deixar ele partirem sem fazer nada sem dar o troco sem tentar nem mesmo me vingar, não faz meu tipo ficar assim parada sem reagir, vamos Aghata reage!
¬− Maldito!
Eu avanço em sua direção, e com minha pistola acerto uma bala de radiação UV no peito dele, mas parece que ela não teve muito efeito.
− olha, olha parece que você quer sair machucada, então por você não disse antes?
Ele é rápido muito rápido, fui uma completa inútil não conseguir nem fazer cócegas nele, uma tentativa frustrada de tentar me vingar e deu em nada e agora aqui estou eu preste a morrer sem poder fazer nada, não pude nem salvar o Maicon − sinto sua mão perfurando meu estomago, sua mão fria, e rapidamente me atinge − acho que desta vez chegou realmente minha hora engraçado e que eu quis me vingar mas não pude fazer nada por Maicon e agora eles estão partindo e eu morrendo
− até a próxima Aghata hahaha − Eles estão se distanciando mais, pouco a pouco, não há mais nada que eu possa fazer apenas deitar ao lado de Maicon e esperar a minha hora.
Meu corpo parece leve novamente, com uma pena que voa com o vento…Só consigo ver a janela com as cortinas cinzas de pólvora, com muito esforço pego meu rádio e peço ajuda, após isso viro de lado e a única imagem que vi antes de apagar foi a de Maicon. Penso − falhei em minha missão, como pude? Deixei a única pessoa que amo morrer, não tive forças para fazer nada, nem mesmo me defender, eu devo ser uma fraca mesmo...
sinto leve como aquela cortina daquele prédio rasgadas, que se parecem com um véu de noiva, chamuscada pela dor e pelo sofrimento agora pude sentir como é ver alguém que você ama muito morrer na sua frente , se bem que essa sensação pra mim não é tão nova assim, − por um momento o rosto daquela mulher da minhas lembranças aparece pra mim novamente só que agora em vez de morta ela está segurando minha mão como se tivesse me levando para algum lugar −, será que eu e Maicon remos para aquele lugar que antigamente se acreditava ser o céu, não sei mas sei que fui apenas um grande fracasso nessa missão
− Me desculpe Maicon, não consegui te salvar... Alias ... não consegui ... salvar nem a mim.
Está tudo girando, não enxergo direito, minha cabeça doí, só vejo uma luz em cima de mim, não sei se vou aguentar, a única coisa que ouço é uma voz, que soa baixa, mais sei que é uma voz masculina, será que Maicon está vivo?! Será que essa voz e dele! Não sei só sei que meus olhos estão pesados. Não sei se vou resisti......... Alguém por favor me ajude!

“ Eu posso ajuda-la ............ hihi”

Notas finais
Este foi o primeiro capitulo pessoasl, espero que gostem, mais uma vez, espero que deixem seu comentário e criticas ^^