Notas iniciais
E AI PESSOAL, SOLTANDO MAIS UM CAPITULO PARA VOCÊS :)

CAPITULO 2

“Durma pequena criança

A noite já vai chegar....

Durma pequena criança...

Para que não sofra…”

Maicon, Maicon, Maicon, Não, Não se vá ... – a imagem da morte de Maicon, se repete varias e várias vezes, aquele vulto preto, Maicon caído no chão, aqueles dois – Sinto como se estivesse chorando – Aquela mesma cena se repetindo, sinto uma pontada no meu estomago, e vejo a mão daquele assassino a enfiando dentro de mim – Dou um grande suspiro, e ouço uma voz

− “acorde …. Hihihi” – não vejo ninguém apenas escuto essa voz, apenas uma escuridão tremenda, será que isso que é a morte? a única coisa que entra em contraste, parece ser meu corpo, logo ouço a mesma voz que me despertou

− “hihihi....”

− q-quem está ai? Onde estou? O que fez comigo?!…. – A sensação que sinto neste lugar, quase se compara a sensação que senti vindo daquele cara, mas desta vez sinto mais a solidão e medo, e muito terror. Parece que estou flutuando, não digo, parece um quarto vazio sozinho, uma caixa de brinquedo fechados, sendo observada, sem poder sair, sem poder achar a saída, sufocada, por não poder enxergar nada, confusa pelos pensamentos, pelo medo, pelo terror.

Do nada, onde estou muda, como se fosse realmente uma sala de holograma – ainda não conseguia distinguir mais nada, parecia que ainda estava sonhando − O lugar onde estou agora é vermelho como sangue, um chão aparece e sustenta meus pés ... pisei em alguma coisa – Ainda estava sonolenta, por um momento não onde distinguir onde pisava – Algo oval, e quando olho para baixo, me surpreendo, e fico em choque, onde eu pisava ... era... um crânio – Que lugar é esse, o que está acontecendo aqui? – foi o que pensei, não sei onde estou mais tenho que ficar em alerta não é um lugar seguro

− “hihihi, eu estou te vendo .... hihi”

− Ótimo é só o que me faltava, ser ameaçada, por uma ´pessoa que nem estou vendo, certo engraçadinha, apareça, e me tira daqui agora!

−“ Você não está se achando demais, quem está aqui e não sabe a saída é você deveria ser mais submissa a mim e não ao contrário e outra não se pode sair de dentro de si mesma, é algo impossível hihi”

− Submissa, eu? Nunca principalmente, pra algo que eu não conheço, sinceramente tente isso outra hora, e onde estou realmente?

− “pense e tente descobrir, não é difícil, você está dentro de você horas…. “

− Dentro de mim, como assim? Ah! você quer dizer que esse é meu subconsciente? Até parece...

− “puxa, estava quase achando impossível de você acertar... hihi”

− se este é meu subconsciente, então que você está fazendo, aqui, vamos invente algo melhor essa não rola

−“ Oras essa pergunta é fácil de responder, estou aqui por que eu faço parte de você – meu nome é Aghata e eu sou você... hihi, ou a melhor parte de você, pelo menos a mas forte !!... Hihi”

− O que? – Após ouvir isso, a imagem semelhante a mim quando criança aparece em minha frente, porém com uma aparência diferente, mais assustadora, bem longe de ser uma criança. Seus olhos eram completamente vermelhos, sem a íris apenas vermelhos como sangue que tinha nas paredes, seu rosto era cheio de sinais , como os símbolos que vi nos livros de história das antigas civilizações, pareciam com chamas e um losango no meio de sua testa , havia setas em suas pernas , nas cores vermelha com e em seu braço um tipo de escritura , em uma linguagem ,antiga, pois utiliza símbolos, parecia doloroso as agulhas que haviam atravessadas no seu nariz e sua boca fechada por esse pinos – Acredito que ela conversa comigo mentalmente, seria impossível conversar com a boca deste jeito.....

− O que, como assim você é eu? – ela levanta a mão e põem na cabeça e a sacode, como negação, e dá um sorriso – quando ela sorria me dava muita aflição, aquela boca, com aqueles pinos me dava aflição, parecia muito doloroso.

−“ poxa você parece ser um pouco burrinha…” − Suas atitudes, eram infantis – parecia comigo naquela idade, sempre dando más respostas e sendo grossa.

− Obrigada pelo elogio, mas agora como você parece ser uma boa garota, me explica por que raio eu vim parar aqui, ou vai me dizer que todo mundo que morre vem pra um lugar como esse.

−“ Oras não me trate como uma criança mesmo presa nesta forma, isso não diz que sou tão jovem, certo vou explicar mesmo sendo contra minha vontade.... Este como dito antes é seu subconsciente, e eu sou se outro lado, infelizmente estou aprisionada neste lugar horrível, sem poder sair, por causa de certas pessoas que me selaram aqui…”

− Certo, mas o que eu tenho haver com isso e tantos lugares pra te selarem por que dentro de mim? E o que realmente é você? – Ela fecha os olhas lentamente, e ficar quieta, por um momento, como se estivesse pensando em uma resposta ou fixando um pensamento, não sei bem direito, ela ainda pra mim era um ser misterioso.

−“ já disse eu sou você, eu sou uma parte de você, que você nunca conheceu.... Agora, o que sou eu? ” – ela abre seus olhos, e deu um sorriso, que me pareceu mais assustador do que o primeiro, o ar ficou mais denso entre nós. Ela se aproximou, de mim, o lugar onde estávamos muda novamente.

Desta vez este lugar já não me é estranho, não para mim pelo ao contrário é um lugar bem conhecido, um lugar terrível e que agora me causa muita dor e começo a me lembrar o beco. Os prédios abandonados as janelas velhas e ela a janela das cortinas de véu, aquela janela com cortinas cinzenta não deixam mentir, o beco cheio de entulhos, com um grande muro que tampava qualquer os raios de luz que possa existir. Buracos nas paredes, latas de lixos e aquela rua toda esburacada. Mas não foi apenas o lugar que mudou a garota também muda, não a sua forma e sim o clima em volta dela, começa a ficar frio e o medo invade meu corpo, como se quisesse tomar conta dele.

Meus olhos começaram a estremecer ao olhar novamente a figura daquela garota, eu nunca tinha me sentido assim, parecia que o próprio terror estava em minha frente, como posso ter algo assim dentro de mim? Algo tão impossível de deter, pânico não seria a palavra que significaria o que estou sentindo agora, e sim algo maior, seria medo?

− “ Eu disse que sou o seu lado mais forte, eu sou aquilo acima de um vampiro, acima de um monstro, eu sou o puro poder, e você tem tudo isso dentro de você Aghata, se você me ajudar eu posso te ajudar” – Ao dizer isso ela coloca sua mão perto do meu peito e sorri, e ao mesmo tempo passa-se a cena da morte de Maicon, e começo a sentir uma tristeza dentro de mim e sem perceber as lagrimas já estavam rolando pelo meu rosto. Tento enxugar as lagrimas e segura o choro, e digo a mim mesma – Vamos Aghata seja forte, não demostre fraqueza

− Mas para quer eu precisaria de você? Não há nada que você possa me oferecer que eu realmente queira! – Ela olha fixa para mim, como se tentasse me fazer lembrar de um motivo

“− tem certeza eu tenho o poder! O poder, você sabe muito bem o que pode fazer, com esse poder você pode acabar com a raça de quem matou Maicon, você quer se vingar não é Aghata? – Olhando para mim fixamente, eu confirmo com a cabeça que sim, pois é o que eu realmente quero me vingar deles, daqueles dois que mataram Maicon − Então! você só precisa me libertar e eu ajudou a você a se vingar, vamos é uma boa troca , não quero muita coisa ...hihi”

Um grande silencio reino naquele lugar, eu apenas pensava nesta hipótese, me vingar era tudo que eu mais queria e agora tenho essa chance não poderia deixar escapar. Mas enquanto ela? O que ela me pede é pouco ou talvez pode ter grandes consequência... – enquanto penso, ouço o grito que dei quando Maicon morreu, e os pensamentos que passava pela minha mente, isso fez com que minha raiva aumentasse mais e mais –já sabia, já tinha tomado a minha decisão.

− me vingar? Você pode fazer isso por mim?

No momento em que ela estava para me responder, o calor que não conseguia sentir no beco, paira sobre mim naquele lugar – acho que aquela garota também consegue sentir aquela energia tão boa, mas sua reação foi diferente da minha, que fica mais calma com aquela energia, mas ela não agiu como se estivesse nervosa, virou rosto e por um momento não disse uma palavre se quer.

− “ “Aghata não confie nela! ””

− ah!? Quem está falando? − Apenas conseguíamos ouvir uma voz, doce como se fosse uma voz de um anjo, uma foz linda, no meio de tanta dor e medo que havia naquele lugar.

“ Grrrrrr.....” − a garota com os pinos na boca pareceu irritada ao ouvir aquela voz

“ Ela só quer sair daqui…” – a voz doce repete isso mais de uma vez

− de quem é esta voz? – já entendia mais nada, de quem seria essa outra voz, e aquela garota não me ajudaria, como assim? −

“ – de ninguém importante…. E então aceita?!” – ela fica com um tom de voz mais alterado como se quisesse que eu aceitasse logo a proposta dita por ela, como se tivesse como medo de que eu volte para traz em minha palavra

− Por que tanta pressa, pra quem já passou tanto tempo aqui pode esperar um pouco mais, acho que tenho que pensar na sua proposta.

− “Vamos, para que pensar, se você pode acabar com toda a sua dor e sofrimento em um estante, vamos, diga, diga, diga que me liberta, se me libertar farei tudo por você me vingarei deles por terem matado Maicon, você não o amava, então aça isso por ele, não deixa a morte dele passar em branco, vamos me liberte”

− ““ não aceite, vamos Aghata você é uma menina esperta, você acha realmente que ela quer mesmo se vinga pelo que fizeram com o Maicon, olhe para ela, ela tem mesmos cara de quem quer realmente te ajudar ou só que sair deste lugar – Olho para aquela garota com pinos na boca, e o que realmente parece é que ela não quer mesmo me ajudar − ela só via usa-la e dominar seu corpo, você vai ser apenas o suporte, ela não se importa contigo, ””

− “ CALE A BOCA ANGELIS!!! Não me atrapalhe mais uma vez, se não irá se arrepender” – A garota com pinos na boca, fica nervosa, em seus rostos os símbolos começar a mudar como se tivessem forçando para quebrar – Então qual é a sua decisão, vamos Aghata, o que prefere, acreditar em mim e nas minhas promessas, ou em uma voz que nem sabe de onde vem, vamos Aghata decida?

− Bom, acho que não posso confiar nesta voz – A garota com os pinos na boca abre um enorme sorriso, como se estivesse satisfeita com a resposta − Mas ... também não suporto levar ordens de alguém que não conheço e que também não tem cara de ser uma pessoa confiável, e se você vai se vingar para mim diga-me como faria isso?

− “” Você não se importa, com ela, e nem pode fazer nada comigo! Cibeliyus ...””

− Cibeliyus, como assim, você não me disse que se chamava Aghata que nem eu? Hora parece que alguém aqui estava mentido. Eu sabia você nunca confiável! Agora me expliquem o que realmente está acontecendo aqui!?

− “” Com o tempo você vai saber, ache que Cibelyus já disse o bastante por enquanto e a outra parte caberá a mim a te dizer, mas por enquanto você sabe demais ...eu também faço parte de você, a única coisa que eu posso te dizer que eu sou a que possuo bem e a sabedoria, já Cibeliyus possui a força e a astucia, a mais forte entre no duas – Não pude ver seu rosto apenas o contorno do seu rosto

Porem sua astucia é demais ... Sempre querendo se aproveitar das circunstâncias .... Você já sabe demais, o que ela temia tanto, poder me ouvir já é o bastante e não pergunte mais pois não vou lhe dizer mais nada, por enquanto o que sabe já é muito.

− Não posso entender, como assim? Que Papo é esse que eu sei demais? como assim ? Vamos eu ordeno que me explique algo mais logico, pelo amor de Deus!

− “Não posso dizer mais nada, você já sabe demais, você tem que acordar agora, vamos! E não se preocupe eu cuido de tudo por aqui – Seu rosto ficou mais familiar desta vez pelo menos pude ver o formato do seu rosto, era meio fino e seus cabelos eram cacheadas e claros como se fossem brancos, e sua boca era pequena, não pude ver mais do que isso, pois aquela luz era muito forte era como se você tivesse olhando para sol. E também... Eu... Estava.... Não estou me sentido ... Muito bem....

“ – NÃO !!! Angelis , essa era minha chanca, sua insolente !! – Cybeliyus, ou algo assim por último relance que pude ver, estava em fúria, e realmente era poderosa, mas a luz que rodeava aquela mulher, ficou maior do que tudo como se fosse uma explosão de luz e não vi mais nada.

Eu estava... Eu estava caindo!? Ou pelo menos essa era sensação, a voz dessa tal de Angelis ficou em minha cabeça. Fechei meus olhos, sinto tanto sono, como se tivesse sido acertada por um dardo sonífero, não estou aguentando, eu vou dormir.... Dormir um sono profundo e em meu sonho, a cena da morte de Maicon repetia mais de uma vez na minha mente.