Sonhos Distorcidos
9 Capítulo 8 - Dia de tormento
Notas iniciais
Obrigada por quem leu o último cap.
— Pra que um acampamento? A gente não esta nem no verão ou algo assim? — perguntou Sakura pela milionésima vez a amiga, que andava ao seu lado impaciente. — Além do mais, hoje ainda é quarta, não final de semana.
Ino soltou um suspiro pesado, já estava irritada e pronta para atacar sua enorme mochila de acampamento na cara dela.
— Vou te explicar pela última vez, infeliz — disse sem paciência nenhuma. — O diretor faz esse acampamento uma vez por mês. Pelo que parece ele gosta que todos os estudantes se interajam uns com outros. E essa é a única oportunidade que todos têm de ficarem juntos e esquecerem que somos de cursos e anos diferentes.
— Quantos dias isso dura?
— Deixa-me ver... hum, hoje é quarta-feira — ela espreitou seu único olho que a franja loira não cobriam, pensando — acho que acaba sexta-feira a noite.
Elas passaram por alguns alunos que andavam pelo acampamento, as duas ainda estavam com suas mochilas muito pesadas, elas se encaminhavam para seus respectivos dormitórios.
— Eu queria ser você Sakura. Ficar três dias num dormitório cheio de homens — ela deu um suspiro sonhador. — Minha nossa, que sonho.
-Que merda, Ino. Eu vou ficar três dias num dormitório cheio de homens. — Observou ela entrando em pânico. — Eu tô ferrada.
— Calma, Sakura. A gente vai dar um jeito nisso. Por hora, só tente sobreviver a hoje.
Mesmo tentado acalmá-la, aquilo não estava ajudado muita coisa, não era a loira que iria aguentar um dormitório com mais três ou quatro garotos. Mas ela tinha razão, por hora ela teria que tentar sobreviver.
Uma garota mais à frente chamou Ino, que olhou para ela e fez sinal para ela esperar. Ela voltou sua atenção a rosada, colocando a mão no ombro dela.
— Tenho que ir guardar minhas coisas. A gente se encontra mais tarde na fogueira de abertura.
Sakura seguiu a calçada de concreto dos dormitórios, até chegar a uma bifurcação, uma ia para o refeitório e a outra para a última cabana, só teria que seguir um curto bosque de cerejeiras e subir uma pequena colina. O seu dormitório. O mais distante de todos.
Ela regulou a alça da mochila e seguiu para o bosque de cerejeira. Mesmo fora da época certa as cerejeiras continuavam a desabrochar, liberando seu doce perfume. Sakura andou por ali, admirando a paisagem ao seu redor. Achou uma escadaria de madeira que ia até o final da colina. Subiu apresada, sentindo o peso da bagagem, se recriminando por ter colocado tantos chocolates e a bagagem extra de garota.
Subiu toda a escadaria, visualizando uma grande cabana com a frente de vidro e uma varanda com vigas de madeira a esquerda, no que era muito semelhante a uma clareira.
— Por que estou surpresa? — perguntou para si, parando a alguns metros da cabana. — Achei mesmo que seria uma casinha pequenininha? Ricos esnobes — revirou os olhos e depois deu um suspiro pesado.
Subiu os degraus da entrada da varanda. Parou de frente para a porta e olhou para uma pequena placa pendurada no meio da porta. Ela deu uma olhada e não demorou muito para perceber que ali estavam todos os nomes das pessoas do alojamento.
Akira Sai;
Haruno Chay;
Kamui Sasori;
Uchiha Sasuke;
Uzumaki Naruto.
Leu e releu todos os nomes na placa. Não é possível que ela tenha tanto azar assim, ficar no mesmo dormitório que o Sasuke. Mas era um bônus imenso estar junto do Sasori. Mas ela só não conhecia último nome.
Deu mais um suspiro, encolhendo os ombros e balançando a cabeça.
Isso vai dar merda, pensou Sakura com muito medo daqueles três dias.
Não podendo mais adiar, pegou na maçaneta gelada de ferro e abriu a porta. Revelando uma luxuosa sala de estar com móveis todos de madeira em estilo vitoriano. Ela entrou e viu uma cabeleira loira no sofá. O garoto sentado ali assistindo televisão voltou seus olhos azuis cintilantes para a porta. Assim que a viu levantou-se, andando até ela com um lindo sorriso branco, que se destacava muito bem sob suas vestes negras, ela deduziu que ele era roqueiro ou gótico.
— Você deve ser o Haruno Chay — estendeu a mão para ela, que a apertou em seguida. — Sou Uzumaki Naruto.
Ah, a pessoa que não conheço, pensou ela.
Naruto olhou para a enorme mochila que ela carregava e levantou uma sobrancelha, obviamente se divertindo.
— A gente só vai passar três dias aqui, camarada, não precisava ter trazido seu quarto todo nas costas. Que aliais, você deve ter sofrido para subir aquela escadaria.
— É, algo assim — tentou dar de ombros, sem muito sucesso.
— Pode guardar suas coisas no quarto ali — apontou para a porta de mogno mais a frente. — O Kamui esta lá, mas os outros já vieram aqui e saíram, você é o último.
Ela se despediu do garoto. Indo direto para o quarto. Um quarto igualmente grande e luxuoso, com uma escada indo para o segundo andar. No primeiro andar tinha duas camas, estantes de livros, um sofá de couro de frente para uma TV de 62 polegadas e um carpete azul que entrava em contraste com as paredes verdes com somente uma creme.
— Sua cama é aqui em cima — disse uma voz máscula, vindo do segundo andar.
Sakura reconheceu a voz de imediato. Sasori.
Ela entrou em puro êxtase só de escutar a voz dele, de saber que ia dormir no mesmo teto que ele, ao lado dele.
Segura a sua onda Sakura, pensou ela apertando o freio mental.
Ela quase teve um sangramento nasal junto com um infarto ao subir o último degrau e ver Sasori só com uma calça jeans preta e calçando um chinelo de dedos, mais nada que isso. Seu tórax definido a amostra dando uma visão irresistível para qualquer garota.
— Fico feliz por termos ficados juntos, Chay — deu um sorriso grande para ela. Ele foi até a porta do closet procurando uma camiseta para colocar.
— Eu também — disse meio ofegante. Tentou desviar a visão daquele monumento a sua frente e reorganizar seus pensamentos.
E você não sabe o quanto, pensou.
Foi até a cama que achou que era sua, perto da enorme janela de vidro coberta com uma cortina fina na cor creme.
O quarto de cima era mais simples, com estantes embutidas na parede até o final da escada, alguns puff no canto, tapete preto de veludo entre as camas e uma mesa com dois notbook.
— O que você vai fazer antes da fogueira? — perguntou Sasori colocando uma camiseta azul-marinho leve com decote em V, que se agarrou um pouco ao corpo, dando para ver nitidamente seus músculos definidos.
— Não sei. Estava pensando em andar um pouco por aí e desenhar, ou se lá, fazer qualquer coisa — ela começou a tirar as roupas da mochila colocando-as na cama. E desejando mentalmente que ele a convidasse para fazer alguma coisa.
— Então a gente se vê na fogueira.
— Hum, o que você vai fazer? — perguntou, já sem esperanças de ele chamá-la para ir com ele.
— Uma garota me chamou para passar à tarde com ela. Então estou indo nessa — deu as costas, descendo as escadas.
Uma garota? Chamou-o para passar à tarde? Acho que vou pirar, pensou com a cabeça rodando com tanta coisa e seu sangue já fervia de ciúmes.
Mas não podia ligar para isso. Ela estava num acampamento, à contra gosto, mas estava. Então deixaria qualquer chateação de lado.
Colocou sei headphone no ouvido, escolhendo uma musica bem dançante. Sakura escolheu explorar um pouco a região, e isso significava que iria o mais longe possível das pessoas. E nada melhor que sendo ela mesma, a boa e velha Sakura, da qual ela mesma sentia muita falta. Ela pensou que já que iria se embrenhar na mata, não teria tanto perigo.
Arrumou sua bolsa no ombro e continuou subindo pela trilha de terra batida que achou alguns metros atrás da cabana. Estava curiosa para ver onde ela levava e não iria voltar até descobrir. Sua mãe nunca gostou desse lado dela, ela sempre falava que ela parecia um moleque, ainda mais junto com seu irmão e mais um bando de outros garotos, mas ela nunca ligou.
E falando em sua mãe, ela tinha ligado três vezes no celular da menina, que ignorou, mas agora não poderia retornar mesmo que quisesse, ali não havia sinal de celular. Se eu me perder vou virar comida de urso e ninguém nunca saberá, observou ela, mas agora não iria dar par trás.
A trilha a levou até uma construção antiga de pedra e decadente que parecia ser um velho castelo ou uma igreja. Ela não conseguia identificar muito bem, a arquitetura tinha sido muito prejudicada pelo tempo. Mas aquilo era perfeito.
Sakura sentou em uma coluna quebrada a alguns metros da construção, pegou um bloco de folha A3 e seu estojo com doze cores de pastel seco, iria retratar aquilo em cores e não em preto em branco como de costume. Colocou sua bolsa na grama verde. Ajeitou-se e começou a desenhar aquela construção meio destruída.
Tentou retratar cada pedaço, desde os arcos de pedras cheios de musgo até as torres pontiagudas meio medieval mais atrás.
Olhou um pouco ao redor e se surpreendeu ao ver alguém meio encoberto na sombra de um salgueiro chorão a alguns metros da onde estava desenhando.
Forçou um pouco a visão, cerrando seus olhos verdes e tentando ver quem era aquela figura em jeans rasgado, all star e uma camisa verde musgo. Ela praticamente via tudo e não via nada ao mesmo tempo. Via toda a roupa e nada de rosto.
Mesmo forçando os olhos ao máximo não conseguiu identificar quem era o garoto. Ele tirou a atenção da máquina fotográfica e olhou justamente para a direção dela, ele não pareceu ter o mesmo problema dela em relação à visão. No mesmo segundo por um impulso Sakura encobriu o rosto com o bloco de folhas, se levantando, mas seu estojo de pastel seco caiu na grama aos seus pés, se estilhaçando em vários pedaçinhos.
— Droga! Meu pastel seco — se abaixou, pegando os pedaçinhos na grama.
— Estranho lugar para uma garota ficar sozinha — disse alguém ao pé de seu ouvido.
— Digo o mesmo — respondeu rapidamente sem pensar e sem ver a pessoa que falou.
Em um pulo ela ficou em pé, só que bateu a cabeça no queixo do garoto que deu um passo para trás, acariciando o queixo.
Sakura ficou surpresa ao ver Sasuke parado atrás dela.
— S-Sasuke — arregalou os olhos, surpresa.
— Eu te conheço? — perguntou tentando se recompor, mas o queixo parecia bem dolorido.
— Nã-não. Eu só ouvi falar de você.
— Então vejo que estou em desvantagem, você sabe o meu nome e eu não sei o seu — ele levantou uma de suas sobrancelhas pretas bem expressivas.
Mas ela nada respondeu. E ele não pareceu se importar com a falta de resposta.
Pegou nervosamente o que restou de seus pasteis secos, pondo-os no estojo de couro. Assim que terminou de guardar os pedacinhos de pasteis, tateou a grama procurando o bloco de folha que não estava mais aos seus pés.
— Você desenha bem. Bonito traço — falou ele com o bloco que ela procurava.
— Obrigada — pegou o desenho das mãos dele e praticamente jogou dentro da bolsa. — Tchau — deu as costas para o rapaz, colocando a alça da bolsa no ombro.
Assim que se virou para ir embora uma mão em seu braço a impediu de ir. Ela o olhou sob os ombros, olhando diretamente nos olhos ônix hipnotizantes do moreno.
— Tem certeza que não te conheço? Você parece tão familiar — a estudou minuciosamente. — Faz fotografia?
— Não.
— Então deve ser desenho? É isso, certo?
Sakura começou a pensar em um meio de escapar daquela situação. Sasuke não é idiota, isso ela sabia muito bem, ele pode acabar sacando tudo.
— Tenho que ir — puxou o braço das mãos grandes dele.
— Posso tirar uma foto sua? — perguntou já pegando a máquina em mãos, que antes pendia no pescoço pelo cordão.
— Não.
Deu as costas para ele, dando alguns passos rumo à trilha. Mas ela conseguiu ver que alguém subia a mesma trilha que ela tinha vindo anteriormente, e esse alguém se parecia muito com Sai.
O inferno, eu tenho muita sorte mesmo, pensou revirando os olhos com seu tom sarcástico de pensar. Mas seu coração já começava a disparar. Sai não poderia vê-la vestida como garota, ele já estava meio bobo apaixonado só por ter a desenhado, se a visse ele iria chamá-la para sair e Sakura não sabia como responder, e do jeito que as coisas iam ela iria aceitar sem ao menos prestar atenção no que disse.
Deu as costas para a trilha, tentando traçar um novo plano. Sasuke ou Sai? Qual era o pior? Ela não sabia, mas não queria ver Sai, então só sobrou uma alternativa.
Ela voltou a encarar Sasuke, que continuava parado como uma estátua no mesmo lugar em que ela o tinha deixado. A garota pegou no braço dele e começou a rebocá-lo para a floresta.
— Olha, eu sou um garoto difícil, ta bom? — brincou ele, deixando-o ser puxado.
— Não é nada disso, eu... eu só... — ela olhou sob os ombros dela e dele para o fim da trilha. — Eu só estou é...
— Fugindo daquele cara — completou ele. — E por que estou sendo arrastado junto?
— Você apareceu de bobão na história, só isso — disse em seu tom mais rabugento que encontrou.
Eles entraram dentro da floresta e ela o arrastou entre as árvores, descendo, pelo que ela torcia que fosse um caminho semelhante ao que a trilha fazia. Se se perdesse seu pensamento poderia virar realidade, ela seria comida por um urso, mas prometeu a si mesma que se isso acontecesse iria empurrar o Sasuke no seu lugar.
Ele cravou seus calcanhares na terra, fazendo-a ir para trás de encontro ao peito forte do rapaz.
— Acho que você deveria ser mais educada com a pessoa que esta arrastando. Posso muito bem te arrastar de volta para lá e deixá-la a sós com quem quer que esteja lá em cima.
Sakura ainda estava com o rosto meio enterrado entre o peito de Sasuke, que prendia seu braço atrás das suas costas.
Ela não falava com Sasuke desde segunda-feira à tarde quando ele deu um soco nela, que ainda tinha uma marca, mas que podia ser coberta com maquiagem.
E não estava a fim de engolir papinho da pessoa que ela tentou ajudar e por causa dele tinha visto Karin e ela a perseguia desde então.
— Pode me obrigar ao que quiser, mas antes de conseguir alguma coisa de mim te tiro sangue — estreitou os olhos ferozmente e tentou fingir que seu braço não estava doendo nem um pouco.
Sasuke se limitou a levantar uma sobrancelha e a olhá-la com olhos curiosos.
— Hum. Me tira sangue, é? Estou achando que você é aquele tipo que ladra mais não morde — disse divertido.
Ele já estava a tirando do sério e isso fazia seu sangue ferver e suas bochechas ficarem vermelhas de raiva. Quando preciso de um urso para devorá-lo ele não aparece, pensou ela. Então vou te mostrar quem é ladra e não morde.
Deu um sorriso malévolo e sem pensar duas vezes desferiu um chute na genitália do rapaz. No mesmo segundo ele soltou seu braço e levou suas mãos ao local, com o rosto contorcido de pura dor.
— Sua vaca — conseguiu cuspir as palavras, meio curvado para frente.
— Não mordo, mas sei chutar um idiota quando preciso. Até mais, amorzinho — ela deu as costas para ele e correu, com cuidado para não cair em alguma raiz, enquanto ele praguejava de dor e prometia que isso não ficaria assim.
— Fico feliz por todos estarem presentes aqui em mais um acampamento Konoha Artes. Espero que o primeiro dia tenha sido divertido para todos, pois amanhã teremos gincanas na maior parte do dia — disse o diretor Minato, com uma tocha acessa em mãos. — E agora eu declaro o acampamento aberto oficialmente e a fogueira acessa — ele levou a tocha até o monte de lenha empilhada, que acendeu com a combustão do querosene com o fogo da tocha.
Todos se reuniram em volta da fogueira acessa com marshmallow e salsichas no espeto.
Sakura ficou sentada na grama um pouco distante olhando todo mundo lá se divertindo e dançando ao som Katie Perry. Ela tinha ficado o resto do dia meio tristonha e cabisbaixa, só o que a alegrou foi ver Sasuke andando com um pouco de dificuldade quando voltou para a cabana e deu uma desculpa de que tinha caído por causa de uma raiz de árvore e dado mal jeito no tornozelo.
Sei, tornozelo, claro.
Mas sua felicidade não durou muito. Quando voltou percebeu que Sasori ainda estava com a tal garota e para completar Sasuke a olhava mais feio que o costume.
E agora ela estava olhando diretamente para o ruivo que estava ao lado de uma garota de cabelo castanho-claro e lindos olhos azuis acinzentados que trajava uma saia de pregas e uma blusa vermelha de mangas bufantes. A garota era linda, parecia uma cantora famosa segurando o violão com muita precisão. E Sasori parecia gostar do modo como ela tocava cada nota, eles não se paravam de olhar de um modo que ela não entendia.
— Você não deveria encarar tanto, ainda mais com essa cara de ciúmes. Tá muito na cara Sakura — disse Ino se sentando ao lado da amiga. — Você devia disfarçar que gosta dele.
— Eu não gosto nada — deu de ombros, agarrando uma barra de chocolate enorme.
— É. Tá na cara que não — disse com sarcasmo. — E se eu bem me lembro fui eu que te tirei de perto dele no domingo quando os dois estavam se olhando com cara de trouxas. — Ino olhou para o casal. — Sei não, mas acho que ele escorrega na beterraba ou vê a garota que ele sempre quis em você, Chay. E provavelmente esta tirando a prova agora.
— Dá para parar de falar dessas coisas nesses termos Ino? Caras de trouxas? Escorrega na beterraba? Credo garota! — disse ela irritada.
— Credo falo eu. Estou só falando o que acho e você vem parecendo um cachorro com raiva. Credo minha filha. Tá de TPM?
A loira se levantou, sacudindo a terra dos seus jeans skinny.
— Você deve ter tido um dia péssimo pelo jeito. Volto a falar com você quando minha amiga Sakura estiver de bom humor.Au revoir.
Ela se levantou e foi se juntar a um grupo de garotas que assava marshmallow perto da fogueira e não paravam de olhar para Naruto e mais um garoto mais adiante.
Sakura não sabia muito bem porque seu estado de espírito indicava que ela queria se enterrar no primeiro buraco que visse, mas só piorou quando viu Sasuke passar acompanhando de uma linda garota de cabelo liso castanho-azulado, vestido de renda preto e o que ela conseguiu ver por um segundo: olhos perolados.
Ela quis pular no pescoço daquela garota também, sem um motivo aparente. Talvez Ino tivesse razão e ela estivesse com TPM.
Deu a última mordida na barra de chocolate meio amargo e se levantou, sacudindo a poeira dos jeans. Pra ela já tinha dado o que tinha que dar da fogueira. Todos estavam felizes e a procura de amor, enquanto ela tinha o que? TPM.
O resto da noite já estava todo planejado: potes de sorvetes, muito chocolate e mais besteiras que achasse na mochila e ler um livro ou mangá. Mas ela sabia que ia ser difícil se concentrar em alguma coisa, pois duas pessoinhas não saiam de seus pensamentos, Sasori e agora o maldito do Sasuke.
Notas finais
Até o proximo.
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