Sonho E Aventura
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Dia comum, rotina a mil.
Pra ser sincero nem tenho certeza de que dia é hoje. Quarta ou quinta, não importa muito, acho que não tem nenhum trabalho pra fazer. – pensava Rafael, encostado na parede, com fones de ouvido e o som no último volume, em frente a porta de sua sala que ainda se encontrava fechada.
Rafael Teixeira de Moraes, esse é todo seu nome. Um rapaz, digamos, comum. Não tem alta popularidade, todos na faculdade o reconhecem, embora poucos saibam seu nome e menos ainda o conhecem. Sua reputação, bom, esta varia de acordo com quem responde; entre os professores: um bom aluno, mas meio desatento as aulas; entre os colegas mais próximos: ele é legal, conversa bem e sempre ajudou quando precisei; para os colegas de sala: não sei direito, ele é meio fechado, está sempre de preto e coturno, mas parece se divertir conversando com alguns. Enfim, fica um pouco difícil de descrevê-lo por hora.
Rafael olha pro celular: 19:07, o professor está atrasado. Olha em volta, vê o Prof. Marcelo. — É quarta-feira, ainda. – ele pensa. O professor abre a porta, ele se prepara para entrar, quando uma garota surge a suas costas e o abraça:
?????: — Oiii...boa noite. – É Iza Evans, sua colega de turma do 2º ciclo.
Rafael: — Hey, olá menina. Atrasada de novo, né?! Tudo bem, contigo?
Evans: — Tá tudo bem sim e nem estou atrasada, o professor acabou de abrir a porta.
Rafael: — Acontece que ele também está atrasado. Vai lá que sua aula já vai começar e a minha também. No intervalo a gente se fala.
Evans: — Tá bom, seu chato. E depois quero te mostrar algo que eu trouxe. Beijos e boa aula.
Evans vai pra sua sala, Rafael segue para dele. Tudo ainda caminha normalmente, até agora. Pois mal sabem eles que nesta noite começara uma jornada a qual nenhum deles esperava.
Mas antes, vamos falar de Iza Evans. Diferentemente de Rafael, ela possui muitas amizades na faculdade, muitas dessas graças ao curso técnico que fez anteriormente, mas ainda sim algumas novas desde que começou a faculdade e outras ainda em função do namorado que estuda no mesmo prédio. É uma garota animada, extrovertida, de beleza média e amante do livros em especial Harry Potter. Ela e Rafael se dão bem, gostam de algumas coisas parecidas e costumam conversar bastante.
Eles assistem suas aulas, Rafael um pouco entediado com a matéria que em partes ele já conhece, Evans agitada com uma atividade para nota que está sendo feita juntamente com Vagner e Marcelo. Passam-se quase duas horas e vem então o intervalo.
Rafael mal sai da sala e Evans já está em seu encalço:
Evans: — Oi de novo, tudo certo?
Rafael: — Tudo sim. Então o que queria me mostrar??
Evans: — Ah, é. Estava esquecendo. – e sai correndo à sala voltando em seguida com um objeto de madeira na mão.
Rafael: — Vai cozinhar o que, com essa colher de pau aí??
Evans: — Que colher, que nada, seu besta. É aquele réplica de varinha que te contei que um amigo havia me dado de presente. Ent...
Mas sua fala foi interrompida por gritos de pessoas vindas do pátio. Algo parecia ter explodido. Eles seguiam então o corredor em direção ao pátio para tentar ver o que havia ocorrido, quando no corredor surge uma figura sinistra. Um homem alto, não muito musculoso, vestindo um capa preta que lhe chegava quase até os calcanhares, luvas pretas e sapatos de couro, nas mãos carregava algo que parecia um pequeno bastão de madeira.
????: — Enfim, encontro o que buscava. – ele diz enquanto caminha em nossa direção. – Entregue-me isso garota e vocês viverão para se despedir uns dos outros.
Evans: — É comigo? Eu não vou te dar nada. Quem é você?
Marcelo: — O que está acontecendo? Que bagunça é essa? – ele e Wagner acabavam de sair da sala, depois que outros alunos já haviam saído.
Rafael: — Eu não sei, parece que esse cara quer algo que está com a Iza e já fez algum estrago lá no pátio.
???? : — Já chega de conversa. – ele aponta sua varinha para Wagner – Bola de Fogo!
Uma esfera flamejante surge no ar, da ponta da varinha e voa acelerando em direção ao alvo. Wagner apenas, cruza os braços em frente o rosto e ela o atinge causando uma pequena explosão. Todos olham assustados e ficam ainda mais espantados ao vê-lo ali de pé, intacto, enquanto desaparecia uma aura vermelha que brilhava a sua volta.
Wagner: — Mas que coisa é essa? Como eu fiz isso?
Rafael: — Chama-se Escudo de Fogo. Já o vi sendo usado antes, não protege grandes áreas, mas é uma proteção eficiente.
Evans, Wagner: — Como assim já viu? Como você sabe dessas coisas? O que é isso tudo? – as perguntas vinham em sequencia sem tempo de serem respondidas.
????: — Humanos insolentes. Eu, Dominique, Segundo Senhor do Apocalípse acabarei com vocês! – seus olhos que estavam vermelhos agora pareciam brancos. – Raio Lucerne!
Wagner tenta novamente se proteger do que agora era um raio de luz brilhante, mas sem sucesso. Aquilo que parecia apenas um mero facho de luz lhe rasga a camisa enquanto seu ombro é transpassado e ele é atirado ao chão desacordado.
Dominique: — Agora me dêem o artefato ou matarei vocês todos aqui mesmo!!
Evans: — Já disse que não tenho nada pra te dar e o que você fez com o Wagner seu monstro??
Dominique: — Vocês fizeram sua escolha. Raio Lucerne! – o alvo agora era ela, mas Rafael se põe a frente.
Rafael – Barreira de Ar! – ele grita, colocando as duas mãos a frente.
Uma aura levemente esverdeada o envolve, mas aparentemente nada acontece, até que o raio de luz chega a 30 cm de suas mãos. È como se o ar se tornasse mais denso, uma pequena esfera que parece girar muito rapidamente bem onde o raio iria passar. O raio parece ser refletido dentro da esfera de ar, até que ela brilha contendo todo o raio e explode levemente anulando o ataque.
Dominique: — Vocês realmente acham que podem me enfrentar...vejamos como se sai agora. – os olhos voltam ao brilho vermelho – Bola de Fogo!
Rafael: — Barreira de Ar!
O mesmo acontece quando a esfera de fogo o atingiria, mas dessa vez uma explosão maior ocorre jogando Rafael para atrás acertando Iza. Ambos caem mas estão conscientes.
Rafael: — Isso dói mais do que eu me lembrava. Acho que me partiu uma costela. Ai!
Dominique: — Acabou!! Bola de Fogo! – ele ataca novamente antes que possam se levantar. Rafael se prepara para o impacto tentado ficar a frente de Evans.
Marcelo: — Rajada de Vento!
Enquanto apontava numa direção um pouco a frente dos dois, brilha também uma aura esverdeada. Surge uma corrente de ar densa o suficiente para ser vista e atinge a esfera de fogo antes que ela chegue ao alvo desviando-a. A esfera é atirada em direção a porta e explode destruindo várias cadeiras lá dentro.
Rafael: — Boa! Não sei se iria aguentar um ataque desse diretamente. Agora é com a gente. – ele diz enquanto se levanta.
Os dois vão na direção do inimigo, prontos para combater no corpo-a-corpo. O homem da capa se surpreende com a investida, mas consegue deter os dois que o atacam sem parar, ainda que com alguma dificuldade, pois tanto Marcelo quanto Rafael, são praticantes de karatê. Cada vez mais os ataques parecem não surtir efeito, o homem da capa já parece tem percebido o modo de ataque de ambos e já começa a tentar contragolpes.
Rafael: — Isso não está dando certo! Iza, vamos precisar da sua ajuda! – após ser atingido no rosto por um soco.
Evans: — Eu?! Mas o que eu faço? Eu não sei lutar.
Rafael: — Sei lá, usa magia então, mas precisamos de você! Marcelo, me arruma 3 segundos de folga!!
Marcelo: — Vou tentar.
Marcelo fita um soco na direção do rosto do adversário, quando este tenta uma defesa, Marcelo se abaixa e chuta um de seus pés, fazendo-o desequilibrar e recuar alguns passos. Rafael se afasta do combate, os punhos fechado, cruzados sobre o peito. Fecha os olhos apenas por um segundo. Ao abri-los sua aura pulsa esverdeada novamente, ele estende os braços para os lados.
Rafael: — Asas Brancas!
Surgem então dois pares de asas translucidas. Um par para cada um deles. Com elas seus corpos quase não tocam o chão, fazendo com que Marcelo e Rafael ataquem muito mais velozmente, dando assim alguma vantagem. O inimigo se afasta um pouco e eles param os ataques.
Rafael: — Já chega não é?! Vá embora e deixe a gente em paz!
Marcelo: — Você não pode com dois de nós nesse estado. Desista!
Dominique: — Heh, é o que pensam? Dois podem jogar esse jogo. Aquecer!
Rafael: — Marcelo, não deixa ele terminar! – enquanto se atira na direção do inimigo.
Mas era tarde, uma aura vermelha brilha e envolve o corpo de Dominique. Agora ele desvia do ataque de Rafael e o ataca muito mais rapidamente. A vantagem que tinham com as asas se desfaz. E novamente o combate segue em pé de igualdade. Marcelo é derrubado, mas se levanta rápido antes de ser atingido novamente, Rafael agora tenta golpes sucessivos até ser atingido por um chute que o derruba.
Rafael: — Iza, precisamos de você, AGORA! – e se levanta para continuar lutando.
Um segundo se passa com Evans de olhos fechados. Nesse tempo um mundo de imagens passa por sua mente. Rafael e Marcelo lutando para protege-la e aos outros. Wagner caído ao chão, a sala destruída, as pessoas correndo, sua mãe e por fim a si mesma, com as mãos juntas segurando a varinha sobre o peito.
Evans: Eles precisam de mim. Locomotor Mortis! – e aponta para Dominique.
O corpo de Evans brilha com uma aura azul intensa. Algo inesperado acontece. O bebedouro instalado no corredor é atirado longe. Mas a água ao invés de se espalhar, forma um jato que segue em direção ao alvo e gira velozmente em volta de suas pernas imobilizando-as. Marcelo e Rafael então aproveitam a chance e atingem diversos golpes em Dominique, que é lançado ao chão.
Dominique: — Malditos sejam! Vocês pagarão por isso! – e desaparece em meio a chamas vermelhas.
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