Sonhando com Malfoy

15 Capítulo 12 | O quarto de Malfoy




Ele beijara sua testa.


A sensação de seus lábios despertou centenas de borboletas em seu estômago. Hermione sentiu-se flutuar; o aroma magnífico que ele exalava era, sem dúvida, a coisa mais afrodisíaca que já experimentara.


A mão dele, pousada em sua cintura, acariciou-a suavemente.


Com tanto carinho e delicadeza. Estava realmente tentando lhe mostrar algo. Disse que estava tentando ser óbvio.


Curiosamente, ele era óbvio sobre o interesse íntimo que nutria por ela — mas não quanto às intenções por trás daquelas ações.


Anos atrás, ele fora claro: não queria que ela se aproximasse. Goyle fora o mensageiro cruel daquele recado, anos atrás.


Hermione jamais se esqueceu daquele episódio.


Durante os anos em Hogwarts, ele a olhara talvez duas vezes, no máximo. Mas agora, parecia interessado demais em alguém que, supostamente, estava fadada a viver para sempre distante do mundo bruxo.


Sem contar que, afinal, ela era mesmo uma “sangue-ruim”.


Quando a música terminou, ele soltou Hermione com a mesma suavidade com que a segurara.


— Com sua licença, senhorita Granger. — Ele sorriu ao se despedir e seguiu em direção a uma das grandes mesas.


Hermione ficou sozinha para lidar com o que havia acontecido.


Sozinha para lidar com aquilo que aceitara fazer com Malfoy. A apresentação em si não tivera grande consequência para ela — mas com certeza teria para ele.


Ao observar ao redor, viu os amigos de Goyle, sonserinos, dançando e rodeando o salão, taças de bebida em mãos.


Hermione não sabia o que ele faria a seguir, mas estava certa de que havia um propósito por trás de tudo aquilo.


Ao se aproximar de Ron, sozinho em uma mesa, ela quase morreu de vergonha.


Teria que enfrentar suas perguntas — e nem sabia por onde começar.


— Olá, Ronnie. — Hermione disse, sentando-se ao lado dele.


— Olá. — Ele respondeu, com um olhar intrigado. — Você está bem? — perguntou, hesitante.


— Acho que sim. — Respondeu ela com sinceridade.


— Você foi enfeitiçada? — indagou, direto.


— Se eu tivesse sido, certamente diria que não. — Hermione sorriu, respondendo com leveza.


— Então você com certeza não foi. — Ele retribuiu o sorriso, tocando seus cabelos. — Ainda é você.


Ele disse como se aquilo fosse a confirmação de que tudo estava bem.


Mas a verdade era que Hermione já não sabia ao certo se ainda era ela mesma depois do que acontecera.


Começava a suspeitar de que jamais seria a mesma após sentir o toque suave de Draco Malfoy. E fez questão de manter-se de costas para onde ele estava, para não correr o risco de olhá-lo — nem uma única vez.


— Amanhã faremos o voto perpétuo, todos juntos. — Ron comentou, como quem fala sobre o tempo.


No dia seguinte, ela teria de se despedir daquele lugar.


— Parece uma boa economia de energia. — Hermione tentou soar tão casual quanto ele.


— É mais como se não nos aguentassem mais. — Ele suspirou. — Assim, todos poderemos deixar o paraíso de uma só vez. Aquele desgraçado quer esse lugar só pra ele. — Ron disse, com um toque amargo na voz.


A verdade é que ela também amara aquele lugar.


A energia que o envolvia era quase sagrada. E, no fundo, Hermione não queria ir embora. Nunca mais.











Ela nunca havia sentido uma magia tão vibrante quanto a que aquele lugar possuía. Era quase como estar dentro de um sonho.


Ela sentiria falta dele.


Daquele paraíso.


De repente, sentiu-se tomada por uma tristeza inesperada. A única coisa que a consolava era o fato de que ainda teria acesso livre a Luna. Mas jamais retornaria ao santuário particular dele.


Hermione começou a tentar entender como ele havia feito aquilo. Um vórtice no tempo... Como poderia replicar algo assim? Será que precisaria recorrer à magia obscura?


Provavelmente...


Mas ele não parecia usar esse tipo de magia. Ela o sentira de perto...


E não percebera nada.


E teria percebido. Qualquer um perceberia naquele lugar.


Virou-se para Ron. O olhar dele havia se perdido de novo.


— O que foi? — ela perguntou.


— No fim das contas, Malfoy assumiu seu interesse por você. — disse ele, mais para si mesmo do que para ela.


— O quê? — Hermione arregalou os olhos.


— Ele rondava a porta do seu quarto naquela época. — suspirou Ron. — Mas nunca fez nada.


Ela o encarou, incrédula.


— Como você sabe...?


— O Mapa do Maroto. — interrompeu ele. — Quando não estávamos com você, Harry e eu costumávamos te procurar no mapa.


Ron suspirou fundo e tomou um gole de uísque antes de continuar:


— Ele apareceu lá duas vezes, que tenhamos visto. — Fitou Hermione nos olhos. — Nunca soubemos o porquê. Nunca conseguimos nos aproximar para perguntar. Mas ficamos preocupados. O Harry ainda mais. Depois disso, ele passou a dormir sempre com você.


Hermione olhou para Ron sem acreditar no que acabara de ouvir.


Mas não houve tempo para dizer nada. Harry e Gina se aproximaram, e por dentro, Hermione só queria... chorar.


Gostaria de ter descoberto isso muito antes.


Afinal, o interesse dele não era nada recente.


Uma nova música romântica começou a tocar.


Hermione sentia-se completamente perdida.


Mas havia um certo alívio também, já que Harry e Gina não fizeram comentários sobre o que tinha acontecido. Por ora.


Mas ela sabia que era apenas uma questão de tempo até Harry começar a interrogá-la sobre o que estava acontecendo entre ela e Draco Malfoy.


E ela o questionaria também.


Pediu um uísque.


Precisava de uma bebida forte. Ainda não acreditava no que Ron acabara de lhe contar, assim — sem aviso, sem preparo.


Hermione queria saber mais. E começou a ficar ansiosa. A bebida quente aliviaria essa urgência, ao menos por agora. Ao menos por aquela noite.


Ela ficaria bêbada rápido. Sabia disso. E se recusava a olhar na direção onde ele estaria sentado. Nem uma única vez. Manteria-se firme.


Mas, no fundo, a verdade é que ela queria confrontá-lo.


O que ele queria?


O que ele queria com ela naquela época?


E agora?


O que ela tinha que poderia tê-lo atraído? Sua aparência não se destacava em meio a todas as bruxas daquele lugar.


A própria Astória era, sem dúvida, muito mais bonita do que ela. E não era só a aparência. Hermione se sentia tão... trouxa perto dele. Tão comum, que era difícil acreditar que ele pudesse nutrir algum tipo de interesse por ela.


E o pior: esse interesse não era tão recente quanto ela pensava.


Já estava um pouco embriagada quando Dumbledore se aproximou. Hermione tomou um gole de água assim que ele e a professora McGonagall chegaram, tentando disfarçar o leve torpor — para que não percebessem que ela já começava a ficar um tanto... alterada.








— Que felicidade ver vocês. — disse Hermione, sorrindo.


E os abraçou.


— Senhorita Granger, eu sabia que a veria novamente. — respondeu ele. Hermione percebeu que ele havia envelhecido um pouco desde a última vez que o vira. Sua voz forte e marcante ainda a envolvia como antes.


— Quero agradecer por tudo o que fez por mim. — disse ela, ainda sorrindo.


Ele desviou o olhar.


— Você é especial para nós, senhorita Granger. — limitou-se a dizer.


Em seguida, Hermione foi calorosamente abraçada por Madame McGonagall, que ela cumprimentou com alegria.


Mas aquele “nós” proferido por Dumbledore... havia algo de sugestivo ali. Não parecia referir-se apenas a ele, ou aos amigos, ou sequer à professora que agora lhe dizia palavras gentis.


Quando ele disse “nós”, parecia se referir a algo maior.


Uma instituição. Talvez o próprio Ministério da Magia.


Afinal, fora o Ministério que enviara a carta permitindo que passasse um tempo com os amigos. E mesmo que Malfoy fosse o Ministro, Hermione não acreditava que ele fosse capaz de ajudá-la de forma tão direta. Naquela época, ela achava que ele a mataria se soubesse da visita à mansão dele.


Ao território dele.


É claro que ele soube da visita. Ele orquestrara tudo.


Hermione virou o restante do uísque que havia em seu copo e pediu outro.


Começava a se sentir levemente alta, com tudo ao redor ficando um pouco fora de foco.


Foi quando Harry segurou sua mão.


— Vamos dançar, Hermione. — disse ele, com expressão séria.


— Claro. — respondeu, desejando desaparecer dali, mas sem coragem de negar uma dança ao seu melhor amigo.


Ele a conduziu até a pista de dança. A melodia suave havia voltado a tocar. Harry se aproximou, seu corpo já não tão musculoso quanto na adolescência.


Mas ainda assim, forte.


— Ele mostrou a todos o que esconde há anos. — murmurou.


— Você sabia. — Hermione o acusou, encarando-o.


— Sabia, sim. — admitiu. — Sempre houve algo em você que ele queria. — sussurrou.


— O que ele quer? — perguntou ela, com lágrimas se formando nos olhos.


— Acho que ele quer você. — disse Harry, mais para si mesmo do que para ela. Seu olhar, perdido e sombrio, já não continha apenas tristeza, mas ódio. — Ele me perguntou se você era minha na única vez em que falou comigo... depois de vencer uma partida de quadribol.


Respirou fundo antes de continuar:


— Eu disse que sim. — olhou-a nos olhos. — Sempre vou proteger você dele. Se disser uma palavra, eu te tiro daqui agora.


Hermione não entendia por que ele havia escondido aquilo dela por tanto tempo.


— Eu sei me proteger. — disse, acariciando o rosto daquele que, para ela, era como um irmão.


— Você não pode, Hermione. — respondeu ele, olhando-a com intensidade. — Ninguém pode. Mas, se quiser, eu morro por você.


Ela não conseguia ficar zangada com ele depois daquilo, mesmo que ele tivesse escondido a verdade sobre Malfoy por tanto tempo.


Estava completamente confusa.


Ele... ele perguntara se ela era de Harry?


Se pertencia a Potter? De um jeito romântico?


E agora ela sabia que, qualquer que fossem as intenções reais de Draco, não tinham surgido do nada como ela imaginava.


Quando finalmente conseguiu se desvencilhar das pessoas ao seu redor, saiu sorrateiramente da festa, sem olhar para trás. Caminhou de volta ao castelo, atravessando o Grande Hall em direção à ala oeste.


Ela iria à biblioteca. Procuraria seus livros, pegaria o anuário... tudo que pudesse encontrar com fotos dele, qualquer vestígio.


Mas as portas estavam trancadas.


Hermione bateu nas portas com força, tomada por frustração.


E então, em voz alta, chamou:


— Dobby!


Estava tão bêbada que começava a se sentir ainda mais desorientada. Fragmentada.


E ele surgiu — como num passe de mágica.







— Senhorita. — Ele a cumprimentou.


— Onde é o quarto dele? — perguntou ela, diretamente.


Não precisava especificar de quem estava falando.


Era óbvio.


— Não posso ajudá-la com isso, senhorita Granger. — disse ele. — Mas também não posso impedi-la de encontrar.


Falou de maneira sugestiva.


Como se o caminho fosse… evidente.


Hermione percorreu cada corredor da Ala Oeste, esperando encontrar uma porta que se destacasse, ou sentir uma magia distinta que denunciasse a quem pertencia.


Até que chegou ao último corredor, onde havia apenas uma grande porta em arco, preta, com cobras entalhadas.


Era feita de ferro, ela pôde sentir ao se aproximar. E então, uma presença surgiu atrás de si. Hermione se virou, esperando vê-lo.


Mas era uma elfa.


— Por favor, volte às alas comuns. — pediu a elfa, de forma um tanto ríspida.


Hermione, irritada, respondeu:


— Não. Eu vou entrar. E quero ver você tentar me impedir. — disse num tom alterado, arrependendo-se no mesmo instante.


Aquela não era ela.


Ela era alguém de natureza gentil, amável.


— Olha, me desculpe. — reformulou, tentando conter a raiva. — Mas eu vou entrar nesse quarto. Então, por favor, abra.


E algo inacreditável aconteceu.


A elfa abaixou a cabeça.


— Não tenho permissão para abrir, senhorita. — respondeu, agora com uma gentileza que jamais demonstrara.


Hermione, então, estendeu a mão até a grande maçaneta. E, sozinha, a porta se abriu.


Ao entrar, perdeu o ar.


O quarto era extremamente iluminado, com paredes claras. Uma enorme cama dominava o espaço. Havia sofás, uma lareira, estantes com livros e muita iluminação — tanto de velas quanto de abajures.


A decoração era sofisticada, até moderna. Contrastava fortemente com o quarto destinado a ela, que era mais tradicional.


E então, um quadro chamou sua atenção.


Na pintura, uma mulher se banhava em uma linda lagoa. Estava parcialmente nua, com apenas parte do rosto visível.


O rosto...


Era o perfil de uma mulher cujos cabelos lembravam muito os seus. Mas o rosto estava distante demais para ser identificado com clareza, como se estivesse envolto em névoa.


Era uma pintura belíssima, reconheceu Hermione. Mas a mulher parecia... distante. Intocável.


Ela parou ali, ainda tonta pela bebida, perguntando-se se não estava vendo coisas. Ela havia invadido o quarto dele.


E aquele era o quarto mais belo — e másculo — que já havia visto.


Não que tivesse visitado muitos quartos masculinos. Mas aquele era, sem dúvidas, um santuário.


— Já viu tudo o que queria? — a voz dele surgiu atrás dela.


Ele havia aparatado diretamente para seu próprio quarto. Ela soube, de imediato.


— Não. Ainda nem comecei. — disse Hermione, virando-se para ele, a cabeça girando um pouco pelo efeito do álcool.


Ele a encarou com intensidade.


— Você sabe. Finalmente sabe. — disse, assumindo um tom grave.


— Estou retribuindo a visita que me fez. — respondeu ela, com lágrimas nos olhos. — Quantas vezes entrou no meu quarto?


— Incontáveis vezes. — disse ele, sem hesitar. O tom era desafiador.


— Magiou o relógio cuco. — murmurou Hermione. — O que mais você fez?


— Mudei tudo de lugar. Peguei peças de roupa. Escrevi um bilhete em um dos livros. — revelou ele.


E não parecia se arrepender de absolutamente nada.


Hermione respirou fundo.







— É mentira. — ela disse.


— Eu não minto. — ele respondeu, os olhos ligeiramente marejados.


— A elfa te contou que eu estava aqui? — ela perguntou.


— Não. Eu simplesmente sei onde você está o tempo todo. — ele disse.


— Você me magiou? — ela perguntou, sem conter as lágrimas.


— Sim. — ele suspirou. — Mas é para te proteger. Eu sou o único que pode.


Ela o olhou, incrédula.


— Você vê meus pensamentos? — perguntou.


Ele negou com a cabeça.


— O que você quer de mim? — ela insistiu.


Ele deu dois passos à frente.


— Não é uma resposta simples. — disse. — Mas, se eu pudesse simplificar... eu diria: você.


A resposta enigmática era perturbadora.


— Foi você quem sugeriu à Luna que eu ficasse na sua cabana na minha última visita? — perguntou, com os olhos cheios de lágrimas.


— Sim.


Hermione chorou de novo. Sentia-se enganada.


— Vocês me enganaram. — ela disse entre soluços.


— Não. — ele se aproximou. — Nem tudo foi mentira. Eu não era próximo da Luna naquela época. Ela só sabia o suficiente.


— Eu nunca fui do Harry. — ela disse, contendo-se. — Eram esses os malditos pensamentos que queria?


Ela suspirou.


— Nós nunca fizemos nada que pudesse manchar minha honra. Somos como irmãos. — disse. — Se era isso que queria saber.


Ela se aproximou mais.


— Venha. Pode me legiliminar. — disse, olhando para cima, agora tão próxima que podia sentir a respiração dele.


Encostou sua testa em seu peito, sentindo o coração dele bater.


O cheiro era magnífico — e, de alguma forma, ela sabia que não o sentiria de novo.


Estava fora de si, sabia disso.


Mas como poderia se afastar agora?


— Eu vou ficar no seu quarto e tirar tudo do lugar. — disse contra o peito dele. — E vou pegar peças de roupa e enfeitiçar algo.


Ela sabia que estava sendo infantil, mas estava com raiva.


Como nunca percebeu?


A verdade era que, sempre que sentia falta de algo, achava que Luna tinha levado. Luna tinha permissão para pegar absolutamente tudo o que quisesse, sem pedir. E quando as coisas estavam fora do lugar, ela culpava Harry — e nunca deixava que ele soubesse que isso a frustrava ou irritava. Sempre arrumava a bagunça com prazer.


Mas o bilhete no livro…


Ele respirou fundo.


— Pode começar agora, se quiser. — ele disse baixinho.


Ele ainda não a tocava.


E Hermione precisava desesperadamente ser tocada por ele. Então passou os braços ao redor de sua cintura, abraçando-o.


Mas ele continuava imóvel, como uma estátua.


— Vá, comece. — sussurrou. — Pode fazer o que quiser.


Ela o olhou. Malfoy mantinha o olhar baixo, sorrindo levemente. Ainda parado.


Ela não entendia...


Como ele podia não segurá-la, agora que ela precisava tanto?


Cambaleante, ela o soltou e caminhou até a porta do closet — imensa, de correr, feita de vidro. Ela podia ver a disposição das roupas lá dentro.


Abriu as grandes portas e entrou. Pegou uma camisa branca — uma dentre muitas, todas idênticas.


Pegou uma, tirou do cabide e o deixou no lugar.


Voltou ao quarto, pegou um livro na cabeceira e o abriu.


Leu algumas palavras em um idioma que não conhecia... e então fechou o livro.


Mudou-o de lugar, levando-o até a estante de livros.


Ainda muito cambaleante.


Ele riu atrás dela.


Ela nunca o tinha ouvido rir.


Virou-se sorrindo. O som trouxe uma paz repentina, dissipando o desejo de vingança.



Estava sendo só... uma bêbada boba.


— Estou sendo uma péssima bêbada. — disse, envergonhada.


Ele sorriu para ela.


— Você está tão linda cambaleando pelo meu quarto. — disse, ainda sorrindo.


Mas havia pesar no sorriso.


— Gosta de me ver assim? — ela perguntou, sorrindo.


— Você não tem permissão para beber longe de mim, entendeu? — ele disse, com o semblante ficando sério de repente. — Não quero que mais ninguém te veja assim.








Notas finais
Por favor, me deixe saber suas percepções, isso move meu trabalho! Obrigada por estar aqui! 💕💕💕💕