Somos mais parecidos do que parece.
6 Capítulo 5.
Notas iniciais
Capítulo Passado
Klaus disse que eu estava aqui por conta de proteção, mas não e do feitio dele ficar dentro de um quarto enquanto o suposto perigo está lá fora.
– Se há algum perigo por que você não vai detê-lo ao invés de ficar aqui o tempo todo parado? – Eu pergunto e vejo seus olhos furiosos sobre mim.
Agora
– Então é assim que você pensa? – Klaus pergunta.
– Na verdade é sim. – Eu digo e ele dá uma risadinha irônica.
– Hayley, você é uma Lobinha forte, inteligente, por favor comece a raciocinar por que.... – Mas ele é interrompido pelo seu celular que começa a tocar. – Isso ainda não acabou. – Ele diz e atende.
– Sim.... – Ele diz e parece ouvir alguém do outro lado da linha. – Mas agora? – Ele pergunta e passa a mão na testa. – Está bem, chego ai em dez minutos. – Ele dez e desliga.
– Eu vou sair, não preciso dizer para você não sair não é? – Ele pergunta e eu não respondo, apenas me viro e sento na cama de costas para ele. Depois de algum tempo ouço a porta sendo fechada.
É a minha chance...
Corri até o Closet e pego uma mala de mão e algumas das minhas roupas que eu mais vou precisar. Coloco tudo dentro da bolsa rapidamente e corro até a porta. Trancada, droga!
Vou até a janela e vejo que também está trancada, olho pelo vidro que se eu pulasse a altura não é tão alta assim, e eu faria isso com muita facilidade.
É isso, o vidro! Vou até o aparelho de som de Klaus e o ligo no máximo. Abro a bolsa e pego uma grande estaca e a jogo contra o vidro que se quebre. Pego a bolsa e a prendo em meu ombro.
Passo uma perna sobre a janela e em seguida a outra, pulo para a varanda do andar de baixo e por um momento eu quase perco o equilíbrio.
Olho para trás de mim e vejo uma sala do segundo andar aberta. Ouço passos virem de dentro da casa cada vez mais próximos e me abaixo. Ouço os passos de alguém se aproximando da janela, e o barulho para. Sinto um cheiro familiar. Elijah...
E quando eu penso que eu fui descoberta ouço passos de novo, só que desta vez se distanciando. Acho isso um tanto estranho, mas ao invés de ficar aqui e tentar descobrir o que acontecerá sento-me sobre a grade e pulo.
Depois que sinto os meus pés no chão saio correndo em direção a avenida afim de conseguir um jeito de sair daqui sem ser vista por ninguém.
**********
Chego ao acampamento lobisomem no final da tarde, e já está quase escurecendo. Ando pelas várias cabanas e trailers e algumas crianças acenam para mim, e eu aceno de volta e as observo brincando enquanto eu vou andando.
Vejo Jackson descascando uma laranja sentado em um toco próximo à cabana de Mary e vou até ele.
– Oi. – Eu digo o assustando-o.
– Oi, Hayley, eu não vi você ai. – Ele diz, levanta pega a minha mala e vamos caminhando até a casa de Mary.
– Eu achei que fosse ficar com os Originals até o bebê nascer. – Ele diz, mas sei que essa é apenas um modo de sondar o que está acontecendo.
– Eu fugi, e é uma questão de tempo até um deles vier aqui me buscar. – Eu digo e ele concorda com a cabeça.
– Então para que veio se sabe que eles vão te buscar? — Ele pergunta.
– Não queria que eu viesse? Está querendo se livrar de mim? — Pergunto com as sobrancelhas erguidas.
– Não é isso.... É que, talvez lá seja mais seguro para você do que aqui.... – Ele diz e eu arqueio a sobrancelha em confusão.
– E por que lá seria mais seguro para eu ficar? — Pergunto já que ele não me disse nada além daquilo.
– Os lobos não estão felizes com o tratado. Andam querendo fazer uma rebelião, e ao mesmo tempo tememos a um ataque. – Ele diz e eu sinto um vento frio passar por minha nuca. Como uma sensação ruim....
– Um ataque? Uma rebelião? — Eu pergunto.
– Sim. Tudo isso pode acontecer a qualquer momento. Isso não é bom para você nesse estágio da gravidez. – Ele diz e eu reviro os olhos.
– Mês passado eu estava lutando normalmente e ninguém se importava, agora eu mal posso andar que todos já vem falar de gravidez comigo. – Eu digo.
– Não me diga que Elijah chamou um médico para você? — Ele pergunta com um sorriso debochado no rosto.
– Não. Foi Klaus. – Eu digo e vejo a sua expressão se fechar. Quando vou perguntar o motivo ouço uma voz familiar e bastante calorosa me chamar.
– Hayley querida! – Diz Mary. E então ela corre até onde eu estou e me dá um abraço bastante delicado.
– Olá Mary. Senti saudades. – Eu digo e passo os braços em volta de seu corpo e a abraço.
– Eu também minha querida. – Ela diz e se distância de mim para me observar. – Você está bem? — Ela pergunta.
– Sim, eu estou. – Digo e lanço um sorriso para ela.
– Ótimo. Entre minha querida. Você quer entrar Jackson? — Ela pergunta de forma amigável.
– Não, tenho coisas a fazer, mas obrigado. Foi bom te ver Hayley. – Ele diz e vai andando até algumas outras pessoas que estão sentadas não muito longe dali.
Entramos na cabana de Mary e eu me sento em uma cadeira enquanto ela prepara um chá para eu tomar.
– Há alguns dias veio uma mulher aqui atrás de você Hayley.... – Ela diz.
– Uma mulher? — Eu pergunto e ela concorda com a cabeça.
– Sim, uma mulher. Perguntou se você estava, e eu disse que não, e em um piscar de olhos ela desapareceu. – Ela diz.
– Uma bruxa? — Eu pergunto mais para eu mesma do que para ela.
– Não, era diferente. A energia que emanava dela não era nada confiável, nada boa. – Ela diz e sinto um calafrio passando por mim.
“…você obviamente sabe que tenho inimigos Hayley, a notícia de que você está grávida se espalhou. Então eu acho bom você vir comigo, ao menos que queira você e o bebe morto em menos de vinte e quatro horas...’’ Me lembro das palavras de Klaus quando ele veio me buscar.
– Como essa mulher era? Quero dizer fisicamente? — Pergunto a Mary, talvez eu conheça a tal mulher...
– Muito bonita, mas bonita do tipo perigosa. – Ela diz e eu franzo as sobrancelhas, e ela parece entender o que eu quero. – Deve ser estrangeira Hayley. Alta, cintura fina, quadris largos, cabelos grandes encaracolados negros, a pele bronzeada. Provavelmente é espanhola. – Ela diz e eu não me lembro de conhecer nenhuma mulher assim.
– Ela não deixou nome? — Pergunto.
– Não, eu tentei ir atrás dela, mas foi impossível. Ela não deixou rastros.
– Está bem, eu não devo estar lembrada de quem é.... – Eu digo por fim, apesar de eu e Mary sabermos que isso é uma mentira.
*********
Acordo e olho em volta percebendo que tudo está calmo. Talvez nem Klaus deva ter voltado para casa noite passada.
Levanto, faço a minha higiene pessoal e saio da cabana de Mary e vejo que todos estão do lado de fora tomando café da manhã e conversando animadamente.
– Bom dia. – Digo para Jackson enquanto pego o meu café.
– Bom dia. – Ele diz e eu fico conversando com ele um pouco. Vejo Mary sentada um pouco afastada conversando e decido ir falar com ela.
– Vou falar com Mary. – Eu digo para Jackson e ele vem comigo. Mas quando estou chegando próxima a Mary ouço um barulho de motor de moto e um homem sobre a mesma. E em seguida um barulho forte invade meus ouvidos e eu sou lançada ao chão.
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