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28 Memories.
Notas iniciais
No capitulo anterior:
– Você vai voltar para ela.
– Isso mesmo.
– Tudo bem, ela lembrou muita coisa?
– Na verdade, ela não lembra de nada mesmo o que eu contei.
– Se ela não lembra porque quis você de volta? — Ele pergunta.
– Porque me ama, tentei fazer lembrar das coisas, mas quase nada vem a mente dela.
– Mas ela não sabe quem você é.
– Ela se lembra do meu rosto.
– Sim , mas não quem você é.
– Ela simplesmente me ama.
– Tudo bem.
...
– Spencer, eu quis vim nesse bar por você, ele tem toca disco e muitas música clássicas.
– Okay, mas eu gosto de Indie rock.
– Oi ,Spence. -Diz Aria
– Olá, Spencer. — Diz Emily.
– Oi Emily, Aria. -Ela responde.
– Oi, Han. -Elas dizem
– Oi — Digo.
– Spencer quando você sofreu o acidente acabei ficando com seu livro favorito, mas vou te devolver amanhã tá?
– Não precisa fica com você, eu já tenho, quando eu morava em Riverswood eu comprei “Quem é você Alaska?”.
– “Quem é você Alaska?”?! eu tava falando do clássico da literatura britânica “1984” do George Orwell, bom era seu preferido pelo menos.
– Eu li na biblioteca da escola lá em Riverswood é muito bom, porém gosto mais do “ Quem é você Alaska?” do John Green.
– Está gostando mais dos livro mais drámaticos então?
– Sim. Apesar de achar interessante como foi pensado o “1984”, tipo uma sociedade dominada e manipulada por um governo autoritário que faz as pessoas mudarem na sua cabeça o que viram que é verdade e passarem pensar naquilo como mentira apenas porque o governo disse, é genial, além de uma ótima crítica.
– Ela pelo menos já gostava bastante do “Quem e você Alaska?” antes. — Aria diz para Hanna que não parece confortável com aquilo, Spencer não a ouve.
– Ontem eu vi meu favorito de novo.
– Hmmm. Qual o nome mesmo, amor?
– “Lord of the Rings” óbvio, não sei qual deles escolher.
– Eu não sei qual era o filme favorito dela, mas não era “Lord of the rings”. — Eu sussurro para as garotas.
– Eu achei que vou aquele bolinho de carne que você gota ai dividimos. — Eu digo a Spencer.
– Eu sou vegetariana Hanna.
– Sério?
O celular dela vibra:
“ Your girlfriend really knows you” -A.
Quem é -A? — Ela pergunta após mostrar a mensagem para nós.
Fim do capitulo anterior.
– A é alguém que nós persegue há muito tempo, nós sabemos que o seu lider é um cara que se interessou pela Ali, a menina que você conhecia como Avery, ele também é mais velho, ela foge dele e temos quase certeza que ele tentou matar ela, bom acho que isso não tá funcionando direito, você ainda está meia perdida no assunto, vamos ter que te contar desde o começo sobre A, o que ele faz conosco, qual nossas pistas sobre ele, desde quando isso começou, o que ele tem haver contigo, entre várias outras coisas.- Contamos a Spencer tudo que ele precisa saber sobre A, ela não entende nada de inicio, entretanto começa a perceber a gravidade da situação e entender o motivo de termos tanto medo dessa letra. — Entendeu agora Spence por que o medo dele?
– Sim, mas não podemos contar a polícia.
– Não, seria pior, aqui em Rosewood nem a polícia é confiavel. -Eu respondo
– Então em quem confiar?
– Só em nós mesmas.- Diz Aria.
– Nossa.
– Isso mesmo. — Diz Hanna.
– Será que eu sabia de algo sobre quem ele era por isso ele sabotou o carro? — Spencer pergunta.
– Como assim?
– Ele sabia que eu sabia ou desconfiava de quem é ele, então tentou me matar. -Ela diz, mas eu penso porque Spencer não me contaria se soubesse, pelo menos para mim.
– Não, você me conta tudo.
– Mas seu ainda tivesse encaixando os fatos, tipo juntando todas as pistas, eu podia esperar o momento certo para contar tudo.
– É agora faz mais sentido.- Eu digo pensando nessa probabilidade.
– Se eu não tivesse perdido toda minha mémoria, eu poderia achar alguma resposta. — Spencer fico quieta parecia estar lembrando de algo.
– Você lembrou de alguma coisa.
– Na verdade sim, só que não isso, eu lembrei que do Caleb seu ex-namorado, ele se mudou e por isso terminaram.
– Sim, depois encontrei minha paixão verdadeira você.
– Sério você lembra do Caleb, mas não se lembra da sua melhor amiga. — Diz Aria levemente chatiada.
– Aria eu não consigo.
– Mas é frustrante, saber que sua melhor amiga literalmente te esqueceu. — Dizaria fechando a cara.
– Eu juro que vou tentar lembrar. -Spencer tentando concertar.
– E eu ajudarei. — Digo tendo planos para fazer ela lembrar.
[Spencer P. O.V on]
Eu volto para minha casa, Wren busca nós duas, Hanna fica um pouquinho na minha casa até porque foi dirigindo até ela, seu carro está lá. Eu chego e fico na cozinha conversando com Hanna, Melissa e Wren ficam na sala tomando vinho, eu escuto um pouco o que eles falam e pelo que eu entendo eles já marcaram a data do casamento, porém não disseram para os nossos pais:
– O que foi Spencer quer vinho? — Pergunta Melissa
– Não. — Penso qual será a razão de não dizer.
– Então porque está olhando para cá como se queresse, tipo muito. — Diz Melissa estranhando modo que irmã olhava para eles.
– Podem beber meninas não vamos contar para Peter,nem para Veronica. — Diz Wren.
– Eu vou dirigir. — Responde Hanna.
– Muito consciente. — Diz Wren.
– Sabia que havia feito a escolha certa Spencer. -Fala Melissa.
– Claro que sim, ela é muito especial, e é bem esperta. -Não falo a Hanna, mas acabei de lembrar que uma vez a chamei de burra, como eu sou estupida
– Spencer você que é super especial.- Hanna diz avermelhada.
– Gente eu já vou indo se não dona Ashley me mata.- Diz Hanna e Vai.
– Agora que a Hanna foi que tal jogarmos xadrez? — Pergunta.
– Por mim topo com certeza. -Diz Melissa com uma animação como se aquele fosse o melhor programa do mundo.
– Não, eu não curto xadrez, não sei se gostava antes, mas atualmente não gosto desse jogo. — Eu digo.
Eles vão jogando, vejo que eles anotam suas jogadas em forma de letras e número, Wren escreveu H2 na última pois movimentou uma peça para casa H2, oitava da direita para esquerda, segunda casa a frente do seu campo de jogo, começo a pensar em H2, e não me parece muito estranho essa combinação de caracteres, mas não consigo identificar aonde vi isso antes, até que eu olho na uma foto da Hanna, e começo a lembrar de uma placa de carro _H — _2_,no papel de Melissa tinha D7 o que me fez lembrar de DH — _27, e então lembrei da placa inteira do automóvel DHX — 827, só não conseguia lembrar que veículo era esse, e qual a circustância que torna ela importante.
Anoto aquela placa, para que se por acaso eu lembre de algo mais sobre ela, pois acho que a minha lembrança veio porque ela é chave para algo muito importante. Antes de dormir, fico pensando no passeio que dei com Hanna e suas amigas, foi bem esquisito, elas me conheciam muito e ao mesmo tempo não meconheciam nenhum um pouquinho, o que é bem contraditório, como as coisas ultimamente são na minha vida. Eu só não entendo como Hanna acha que pode me ajudar a recuperar minhas memórias, fazer eu relembrar do que eu e as duas garotas fazíamos juntas antes de tudo acontecer, entre outras coisas.
[Hanna P.O.V on]
Para mim está muito doloroso ver que Spencer não lembra de nada, mudou bastante, não sabe o que nós passamos juntos,fica complicado acredita no amor dela por mim desse jeito, como o Travis havia me dito ela não sabe realmente quem eu sou, nem eu sei quem é essa nova Spencer. Mas eu tenho um plano para fazer ela recuperar tudo que olvidou, estou certa de que dará certo, finalmente terei a minha Spencer comigo de novo. Vou até a casa dela para executar meu plano, ela está lá me esperando o portão:
– Preparada para recuperar a memória.
– Acho que sim.
– Então vamos.
– Aonde?
– Quero dizer vamos começar a a te ajudar a lembrar.
– Ah sim. Claro, como vamos fazer isso?
– Vem cá que eu te mostro.
– Tudo bem. — Vamos até seu quarto, eu levo um pen drive cheio de fotos de nós quatro nele.
– Lembra dessa daqui, nós estávamos no parque nos descontraíndo, livrando da pressão de A.
– Não, lembro de nada quando você me mostra essa foto.
– Não importa tem um monte dessas. -eu digo sorrindo para ela. — Essas aqui não lembra de nenhuma, ou elas te lembrara de algo?
– Negativo. — Ela me diz esforçando as vistas para ver se algo retorna a sua memória, mas é invão.
– Isso aqui você lembra? — Mostro um presente que ela me deu.
– Não. -Responde. — Eu te dei? você me deu? Aria ou Em nos deu? — Ela pergunta.
– Você me deu. — Digo entristecida.
– Você gostou amor?
– Sim, mas agora não importa você não lembra o que significa.
– Desculpa.
– A culpa não é sua, é de A.
Eu vou mostrando as coisas a Spencer, que continua a não ter uma recordação, não consegue de modo nenhum, porém eu não perco a esperança, continuou fazendo mesmo que canse, pois já estávamos fazendo aquilo há quase duas horas. Vou tentando de qualquer jeito sem pensar em desistir, fotos, presentes, histórias, filmes que vimos, música, tudo que possa ajudar eu tento. até que:
– Essa foto aqui tiramos um dia antes do acidente.
– Não sei Hanna, para eu to cansada. — É nítido o seu cansaço.
– Tenta.- faço cara de pidona.
– Hanna eu não consigo, para de forçar minha memória, isso não vai da em nada, tenta entender.
– Vai Spencer. — Imploro.
– Hanna tenta me compreender eu não lembro e não é assim que vai me fazer lembrar, sei que quer eu lembre de tudo, todavia estou com minha mente bloqueada para algumas reminiscências.
– Tá, mas eu posso tentar mais um pouco.
–Hanna depois nós falamos. — Ela fica um pouco chateada.
Quando ela sai fico pensando no que eu deveria fazer, raciocino por algum tempo até que eu acho que descubro o que deve ser feito, não gosto nem um pouco dessa decisão, com certeza não queria toma-lá, mas na minha cabeça essa é única saída no atual momento.
[Spencer P.OV. On]
A Hanna me ligou e disse que viria conversar comigo agora, não entendo suas atitudes de hoje tudo bem ela me ajudar um pouco a recuperar as coisas que obliterei de minha cabeça. Não sei qual será o assunto nem o teor de nossa conversa, espero que não seja algo ruim. Ela chega e fala comigo:
– Oi Spencer.
– Oi amor, oque você queria falar. — Sua face era diferente hoje parecia muito triste, o que me deixou nervosa.
– É muito sério o que irei dizer prefiro falar sentada.
– Sente-se e diga.
– Spencer você perdeu a memória, não recorda de praticamente nada do que houve antes do acidente, isso significa que não que não conhece a mim de verdade, minha personalidade o que gosto, além deste fato você mudou algumas característica desde o acontecido, ou seja, de certa forma nem eu sei quem é a atual real Spencer, isso dificulta muito as coisas para nós duas, como posso crer no seu amor por mim se sei que não é mais a mesma e que não sabe quem sou? E o meu amor por você como posso o alimentar sem saber quem você é? são perguntas que rodam a minha casa por dias.- Nesse momento eu estava estática chorando sem reação. — Eu não tenho outra solução para nós a não ser o termino de nosso relacionamento, queria deixar bem claro que isso que te digo me dói muito, porém é necessário, hoje vim aqui para te dizer adeus Spencer. — Ela fala isso e eu realmente não consigo acreditar naquelas palavras, meu rímel escorrendo e lágrimas caindo dizem pouco pelo que sinto, o meu coração está despedaçado e minha alma morta.
– Eu te amo você tem que acreditar nisso, é mais pura e singela verdade que tenho em mim.
– Queria poder ter certeza de que não só uma ilusão para você, mas não consigo.
– Hanna não me deixa. — Ela parte meu coração sem piedade.
– Como Travis disse, de que forma eu vou saber que você não está apenas fantasiando um amor perdido, me diz? — Diz entre lágrimas.
– Confiando em mim, porque eu eu sei que não é imaginação. -Digo chorando e sinto como se punhais,lanças, flechas atravessassem emu corpo sem parar, sem direito a tempo de descansando, a dor é infindável, infinita, e exclusivamente essa é incurável.
– Tchau Spencer. -fala ela de um jeito frio e cruel, me magoando de uma forma inimaginável.
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