Somewhere only we know
8 Um suspeito.
Alguns dias se passaram, e Sherlock estava tentando descobrir quem havia enviado aquela carta. Ele estava sentado, na sala, quando Charlotte chegou até ele.
—Ei, pai- Ela sorriu- Eu estou indo ver a Enola- Sherlock não respondeu- O que é isso?- Ela tirou a carta da mão dele, e leu- Quem é esse homem?
—É um caso que eu estou investigando- Ele disse, pegando a carta da mão dela- Você não deveria ter pegado isso.
—Eu ouvi falar desse homem- Charlotte disse- Mais do que isso, já quase capturei ele. Mas ele fugiu, feito um rato.
—Está sendo realmente difícil encontrá-lo- Sherlock concordou.
—Talvez eu possa ajudar, tenho um interesse especial nele- Charlotte sugeriu
—Que interesse?- Sherlock questionou.
Charlotte não respondeu. Ela queria vingança. Vingança porque o Assassino da Noite lhe tirara sua inocência, sua infância. Uma pessoa bateu na porta, que logo foi atendida. Uma moça loira, de olhos azuis, entrou na sala.
—Olá, Sherlock!- Ela sorriu. Charlotte percebeu algo em comum nela.
—Olá, Scarlett. Precisa de algo?- Sherlock sorriu.
—Na verdade, estava passando por aqui e vim ver meu tio. Ele está?- Ela sorriu.
—Não, ele foi para o consultório- Sherlock se levantou, deixando a carta nas mãos de Charlotte. Ela então entendeu porque ela lhe era tão familiar.
—Quem é ela?- Scarlett perguntou, olhando para Charlotte.
—Ah, sim!- Sherlock riu- Esta é minha filha, Charlotte- Ele se dirigiu a Charlotte- Charl, essa é a Scarlett, prima do John.
—Ah, olá Scarlett- Charlotte cumprimentou.
—Ela lembra você- Scarlett sorriu- Bom, eu vou indo, tenho que ir ver meu irmão.
—Eu te acompanho até a rua, Scarlett- Charlotte sorriu de modo afável- Vou sair também.
—Ótimo- Sherlock sorriu, dando um beijo na testa da filha.
Charlotte e Scarlett saíram e se despediram. Charlotte fingiu ir para o lado oposto, mas seguiu Scarlett até a casa, ou melhor, mansão do irmão.
Charlotte percebeu em Scarlett algumas características que viu no Assassino da Noite quando eles se encontraram. Os olhos embaixo da máscara, a mecha de cabelo loiro solta, os trejeitos parecidos.
Ela precisava vê-lo mais de perto.
Então, ela foi até o escritório de Enola.
—Charlotte!- Enola sorriu- Eu preciso da sua ajuda, em um caso.
—Um caso?- Charlotte questiona.
—O caso do Assassino da Noite. Eu sei que o meu irmão também está trabalhando nele, mas outro cliente me chamou, não tive como recusar.
—Eu tenho uma suspeita- Charlotte sorriu- Mas não posso fazer isso do nada. Preciso achar um jeito...
—O que sabe sobre ele?- Enola perguntou
—Loiro, olhos azuis, cabelos médios e lisos. É rico, e tem por volta de 30 anos- Charlotte disse- Se for quem eu estou pensando, seu sobrenome é Watson. Ele tem uma bengala de carvalho, com ponta de ferro, e está gravado G.W nela. Só preciso saber o nome e comparar a letra.
—Como sabe tudo isso?
—Eu já o encontrei. Estive cara a cara com ele, pena que não consegui capturá-lo. Ele usou das suas artimanhas masculinas, se é que me entende.
—Não entendi. Mas tudo bem- Enola sorriu
—Ele é da classe alta. Queria poder encontrá-lo e tirar minhas dúvidas- Charlotte se sentou.
—Talvez Tewksbury possa ajudar- Enola colocou a mão no ombro da sobrinha.
—Não quero envolver ele nisso. É perigoso.
—Tudo bem, então. Caso precise de ajuda de fora, é só falar que tenho meus contatos- Enola sorriu de forma doce- Podemos trabalhar juntas nisso. Aliás, posso ver isso para você. Tewksbury me convidou para ir a um baile, em comemoração ao aniversário de um conde, eu vou com ele.
—Você vai?- Charlotte sorriu- E que conde seria esse?
—O conde Moriarty. O irmão do meio, William James Moriarty.
—Ah, uau- Charlotte se levantou- Tenho que ir, meu pai deve estar me esperando.
—Tchau, Charlotte- Enola sorriu, e Charlotte acenou para ela, saindo da sala.
Quando Charlotte chegou, seus irmãos estavam todos animados.
—Qual o motivo da animação?- Charlotte riu, pendurando o chapéu.
—Temos uma festa pra ir!- Lucian sorriu
—Uma festa?
—O meu amigo, Albert, convidou a gente para o baile de aniversário do irmão dele- Michael respondeu
—O irmão dele? E qual o nome dele?
—William. William James Moriarty- Michael sorriu
—Nós vamos, pai?- Vincent se dirigiu a Sherlock.
—Por que não?- Sherlock sorriu.
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