Somewhere only we know
9 O baile
Charlotte tratou de se vestir da melhor maneira possível, afinal era o baile de um conde. Ela usava um vestido lilás, de mangas longas, e saia rodada. Uma peruca longa, de cachos, que estava semipresa. Um leque branco, com detalhes de renda estava em sua mão.
Todos da família Holmes estavam muito bem vestidos no geral, eles faziam parte da lista de convidados de honra. Mais do que atender a um convite do conde, Sherlock e Charlotte procuravam o Assassino da Noite.
Mas aquele nome, Moriarty... Não era estranho para Sherlock. Não mesmo. O professor Moriarty, havia sido um inimigo feroz para Sherlock. Mas ele havia morrido, e não tinha chance do jovem Moriarty ser o mesmo professor Moriarty. Mas, não significava que ele não fosse um criminoso. Todos os Moriarty estavam envolvidos em algo assim.
No baile, Charlotte caminhava procurando por algo, ou alguém. Ela estava em cima de uma longa escadaria, naquela linda mansão. De repente, ela sentiu um olhar percorrendo seu corpo. Ela então olhou pra baixo e viu um rapaz, de olhos escarlates, e cabelos loiros, olhando para ela, com um sorriso. Ela sorriu de volta, e o rapaz fez menção de subir as escadas. Mas ele estava apreensivo.
O moço, curioso, subiu as escadas, e se dirigiu para onde Charlotte estava.
Ele sorriu, e então cheirou o perfume de Charlotte. Ele tinha a mesma altura de Sherlock, 1 metro e 85 centímetros.
—Hum, perfume de flor de baunilha- Ele sorriu- Um ótimo gosto, senhorita.
—Obrigada- Ela sorriu, levemente ruborizada- Gostaria de saber a quem dirigi meus agradecimentos.
—William. William James Moriarty- O rapaz sorriu.
—Oh, então estou falando com um nobre. Que gentileza da sua parte, dar atenção a uma plebéia- Ela riu.
—Se está aqui, não é totalmente uma plebéia- É um prazer conhecer a senhorita... — Ele esperou que ela completasse
—Holmes. Charlotte Holmes- Ela sorriu, e ele pegou a mão enluvada da moça e deu um beijo leve- Um prazer, conde Moriarty.
—Viu? Eu te disse que não era totalmente uma plebéia. A família de Sherlock Holmes sempre será importante pra mim. Tenho um apreço enorme por ele. Aliás, ele veio?
—Veio, sim. Está em algum lugar, com os meus irmãos- Charlotte riu prazerosamente- Que falta de educação a minha! Feliz aniversário, conde. Se não for indelicado da minha parte, gostaria de saber quantos anos está completando.
—Pode me chamar de William, senhorita. Não se preocupe, não sou aqueles condes que se acham os melhores. Estou fazendo 19 anos. E a senhorita, quantos anos têm?
—Tenho 17. Faço 18 em dois meses- Ela sorriu- Pode me chamar de Charlotte.
—Eu gostaria, se você quiser, é claro, que você fosse minha acompanhante no baile. Mas só se você quiser. Se já tiver um acompanhante, não tenho problema. Mas se não tiver, quero te conhecer melhor, quem sabe sermos amigos? Nossos irmãos se dão bem- Ele mostra Michael e Albert conversando.
—Eu adoraria, William- Charlotte ficou feliz com o pedido do rapaz- Adoraria fazer amizade com você- William ficou ruborizado.
—Bem, vamos então?- Ele deu o braço para ela, e ela enganchou seu braço nele.
—Oh, William!-Michael sorriu, indo em direção aos dois- Vejo que já conheceu minha irmãzinha.
—Já sim. Tive a honra de conseguir que ela fosse minha acompanhante- Ele sorriu, olhando para ela.
—Muito prazer, Charlotte- Albert sorriu, pegando a mão dela e dando um beijo de leve- Michael falou muito de você.
—Obrigada, Albert. O prazer é todo meu- Charlotte sorriu.
—Venha, Charlotte. Quero cumprimentar todos, e te apresentar para meus amigos. Afinal, você é uma nobre da classe alta. Deve se enturmar com o pessoa- William sorriu.
—O que você acha, Albert?- Michael sorriu
—Que eles formam um lindo casal. Imagine só, nossas famílias unidas pelo casamento deles. Seria lindo.
—Tem razão- Michael sorriu- Mas eu tenho medo de que William se decepcione.
—O que? Está preocupado com ele?- Albert perguntou.
—Charlotte não é totalmente assim. Quero dizer, ela é incrível. Mas os cabelos são falsos...
—O William sabe. Ele já a viu vestida com terno, investigando. E ele adorou o que viu.
—Não é só isso, Albert- Michael responde- Isso foi só um exemplo. Tem mais coisa.
—Eu sei que você está preocupado com a sua irmã- Albert sorriu de modo afável- Mas não se preocupe. William está fascinado. Ele faria qualquer coisa por ela. E nunca magoaria Charlotte, independentemente do que acontecesse.
Enquanto isso, William e Charlotte passeavam pelo salão. Andavam de grupo em grupo. Ele a apresentava, e ela foi muito bem recebida. Eles, então acabaram caindo no grupo onde estavam Sherlock, John, Lucian, Zachary, Vincent e Mycroft, junto com Tewksbury. William cumprimentou Tewksbury e então esperou para Charlotte falar.
—Olá- Charlotte sorriu- Bom, deixa eu te apresentar. William, estes são meus irmãos Zachary e Vincent. Você deve conhecer o Lucian, porque ele trabalha com o Albert e com o Michael. Esse é meu tio Mycroft, que trabalha com os rapazes. Esse é o tio John, amigo do papai, mais conhecido como doutor Watson. E esse é... — Ela fez uma pausa, e Sherlock sorriu- O meu pai.
—Um prazer- William cumprimentou todos ao redor- E é um imenso prazer conhecê-lo pessoalmente, Sherlock Holmes.
—É um prazer conhecê-lo, conde Moriarty- Sherlock sorriu- Vejo que conheceu minha menina.
—Sim... Ela é adorável, senhor Holmes- William sorriu
—Pai... Podemos falar com o senhor, a sós? -Charlotte pediu
Sherlock assentiu, e então foi a um lugar a parte, com a filha e o conde.
—Então, senhor... — William sorriu- Eu convidei sua filha para ser minha acompanhante no baile, e ela aceitou. Quero saber se o senhor dá a sua permissão, e a permissão para conhecê-la melhor.
Sherlock sentiu seu coração gelar.
—O que?
—Digo... Nós nos conhecemos hoje. Mas queremos fazer amizade, quem sabe evolui para um namoro, não sei. Mas quero conhecer ela melhor, cortejá-la- William sorriu ruborizado.
Sherlock olhou para Charlotte.
—É isso que você quer?- Ele perguntou. Seu coração estava pesado, sua bebê estava querendo namorar. E ele sabia que William tinha envolvimentos com crimes, ele estava com medo.
—Eu quero, pai. Quero muito- Ela sorriu.
—William- Ele olhou para o conde- Você promete que vai cuidar dela? Promete que nada de mal vai acontecer? Independente do que aconteça você vai cuidar dela?
—Prometo, senhor- Ele sorriu- É tudo que eu mais quero.
Sherlock suspirou.
—Nesse caso, tudo que posso dizer é que vocês têm a minha permissão. Mas cuidem-se, sejam prudentes.
Charlotte abriu um sorriso e abraçou o pai.
—Obrigada, pai!
—Juízo, hein- Ele riu, mas enquanto os dois se afastavam, sua expressão de riso se tornou uma expressão de tristeza. Ele não pôde aproveitar a infância dela.
—Tudo bem, Sherlock?- John perguntou- Venha, meu primo está aqui, você pode conhecer ele.
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