Something new

17 The way you make me feel


Notas iniciais
Hello again! Obrigada a todos que leram e comentaram a história. Nesse capítulo passamos a marca de 100 páginas escritas, e quase 100 comentários aqui no site, eu estou tãaaao feliz! Obrigada a todos vocês ♥ Anyway, espero que gostem desse capítulo.

Com a primavera começando a dar seus primeiros sinais, o clima começou a ficar mais agradável, e a vida continuou numa calma rotina para todos. Por causa do inverno rigoroso as saídas da zona segura tinham sido suspensas, apesar do clima afetar a disposição dos walkers, eles acharam melhor não arriscar ninguém a ficar preso ou perdido no meio do nada num frio congelante.

A barriga de Beth já estava bem aparente, e Daryl passava a maior parte do tempo dele perguntando se estava tudo bem com a mulher, o que a deixava louca. Ele a cada dia se mostrava mais ansioso para o nascimento do bebê.

— Bem vinda a maternidade, irmãzinha. – Maggie disse quando Beth chegou à casa dela e começou a reclamar de dor nas costas. – E isso está só começando, mas você já conhece todos esses efeitos pós nascimento, já que cuida da Judith, vai ser fácil. – riu.

— Não sei... Acho que vai ser completamente diferente. É claro que eu amo a Judith como se fosse minha filha também, mas não sou eu que tenho a obrigação de cria-la, sabe... O Rick e a Michonne estão aí para isso. – comentou. – Mal posso esperar para ver a carinha dele. – disse e passou a mão pela barriga sentindo o neném se mover lá dentro.

— Você acha que vai ser menino ou menina? – a irmã perguntou. – Eu jurava que ia ter uma menina, como pode ver, não tive sorte no meu palpite. – completou enquanto pegava Hershel que começou a chorar do cercadinho.

— Não sei! – Beth riu. – Às vezes acho que vai ser um, as vezes o outro. Mas sabe que para mim tanto faz, contanto que fique tudo bem com ele.

— Já pensaram nomes? Eu e Glenn tínhamos alguns em mente, mas quando eu olhei pro meu bebezinho, eu soube que ele deveria ter o nome do nosso pai. – disse. – Estou imaginando aqui você e Daryl discutindo os possíveis nomes. – riu e Beth concordou em silêncio, ela e o marido ainda não tinham falado sobre nomes, na realidade, algumas vezes Beth ainda achava que a ideia de ter um filho era tão abstrata, mesmo vendo sua barriga crescer a cada dia, o neném se movendo no seu ventre, a loira achava algumas vezes que aquilo não ia acontecer.

— Nós ainda não pensamos nisso, mas acho que já está chegando a hora né... Pelas minhas contas e a da Denise o bebê deve nascer lá pelo meio ou final da primavera. – comentou. – Nem acredito que vou ter um bebezinho Dixon, parece um sonho. – suspirou feliz.

— Fico tão feliz por te ver assim, Beth. Que bom que as coisas funcionaram para você e para o Daryl, e eu que nunca imaginei nem que os dois poderiam ficar juntos, parecia tão improvável. – falou sorrindo. – Mas naquele dia horrível do hospital, quando vi o desespero do Daryl, sabia que tinha algo mais ali.

— Acho que no fundo nós dois tínhamos medo de morrer e deixarmos as coisas incompletas entre nós. Sem explicar tudo o que estava acontecendo. Mas tudo deu certo e estamos aqui. – Beth sorriu, durante seu tempo no hospital ela só pensava em como Daryl estava, se ele ficaria bem se ela morresse, se estava procurando por ela, e que deveria ter dito tudo o que estava passando pela sua cabeça antes de ser pega pelas pessoas do hospital.

As duas passaram a manhã conversando, e Beth só saiu de lá porque tinha combinado de almoçar com Alison. A loira se despediu da irmã e de Enid que tinha acabado de chegar, e devolveu Hershel que estava em seu colo para Maggie, sorrindo para o sobrinho.

— Hey, Ali. – Beth saudou quando viu a mulher na porta de sua casa, e deu espaço para a mesma entrar. – Está tudo bem? – perguntou ao ver a cara dela.

— Mais ou menos. – respondeu. – Essa semana, era meu aniversário de namoro com o Caleb. – respondeu falando de seu namorado. – E também aniversário de casamento dos meus pais, todos os anos eu e Noel tínhamos uma surpresa para eles. – disse com lágrimas nos olhos. – Eu sinto tanta falta deles! – disse começando a chorar e Beth se adiantou e a abraçou.

— Ah, Ali! – comentou também já com lágrimas nos olhos. A gravidez fazia com que Beth ficasse muito nervosa e emotiva, qualquer coisa a fazia chorar. – Eu posso imaginar como você se sente! Também sinto falta dos meus pais e do meu irmão. Mas você ainda tem o Noel aqui com você, assim como eu tenho a Maggs. – disse, enquanto se sentavam.

— Eu ainda tenho esperanças que o Caleb está vivo, acha que isso é burrice? – Perguntou, e Beth a olhou sem dizer nada. – Ele era um sobrevivente, Beth. Ainda acredito que ele está por aí, e que uma hora ele vai acabar cruzando com alguém do nosso grupo. Agora que o Noel está pensando em começar a ir nas buscas, ele conhece o Caleb, se ele o vir, eu tenho certeza que ele vai reconhece-lo. – disse suspirando no final.

— Ali, se tem esse sentimento, ele deve estar por algum lugar, e vocês vão se cruzar uma hora ou outra, tenho certeza. – sorriu para a garota, e Alison limpou as lágrimas com a ponta dos dedos. – Por favor, não chore! Eu ando tão emotiva. – riu levemente.

— Ai Beth, fico tão feliz que podemos conversar! – Alison sorriu. – Prometo que não vou chorar mais, esqueço que esse bebezinho está mexendo com as suas emoções. – brincou e passou a mão pela barriga da loira.

— Ele anda mexendo com as minhas emoções e com a minha coluna! – gargalhou. – E meus órgãos! Ele fica espremendo tudo aqui dentro. – brincou. – Mas tudo bem, baby, mamãe já te ama. – falou para a barriga.

As duas passaram a tarde conversando, almoçaram juntas e depois de um tempo Alison voltou para casa. Beth tomou banho calmamente, e antes que saísse Daryl acabou se juntando a ela. Quando os dois saíram do banho a loira se deitou na cama apenas de toalha e Daryl sorriu para ela.

— Como passou o dia madame? – o homem perguntou sentando-se do lado dela e colocando a mão na barriga saliente da garota.

— Ótima. Passei uma parte da manhã com a Maggs e com o Hershel, e depois a tarde almocei com a Alison, ela estava tão chateadinha. – comentou, e puxou Daryl pela mão para ele se deitar e então se aconchegou no peito do homem que grunhiu em resposta. – E o seu dia, como foi?

— Normal. Rick veio me dizer que precisaremos ir até Hilltop em breve, temos algumas coisas para trocar com eles. – comentou. – Talvez passar naquela cidade vizinha que o Abraham comentou.

— Você vai? – ela perguntou, nunca se sentia segura quando o homem saia.

— Sim, Beth. Precisa de mais alguma coisa para o bebê ou para você? Devemos ir nas próximas semanas, talvez no início da primavera. – avisou. Ele tinha que ir apesar de também não se sentir à vontade de deixar a mulher sozinha, ele ainda se sentia nervoso de algo acontecer com o bebê, ou com ela, ou que ainda acontecesse alguma coisa com ele mesmo, Rick tinha razão quando dizia que Beth havia criado um senso de autopreservação em Daryl.

— Baby, hoje a Maggie me lembrou uma coisa. – Beth começou e Daryl a olhou esperando o resto da história. – Nós temos que começar a pensar nomes para o nosso filho. – disse.

— Já pensou em algo? – Daryl perguntou, ele na realidade não tinha pensado muito naquilo.

— Não sei ainda... Vamos pensar alguns e depois conversamos sobre isso? Daí cada um dá suas opções e daí vamos escolher os nossos favoritos. – ela sugeriu.

— Pode escolher, Beth. Tenho certeza que você vai escolher um nome ótimo para ele. – o homem disse se desviando do assunto.

-Daryl, você vai escolher o nome do seu filho sim, que coisa. As vezes tenho a sensação de que você não está querendo esse bebê. Pode começar a pensar, e semana que vem nós conversaremos outra vez, ok? – disse irritada já, se levantando e começando a se vestir.

-Realmente, ter um filho no meio da porra do fim do mundo é uma coisa que eu mal podia esperar, garota, mas não sei se percebeu eu estou aqui fazendo tudo o que você quer. Precisa lembrar que apesar de parecer nós não estamos vivendo o seu contos de fadas, docinho, então pare de viver como se tudo fosse assim. – disse irritado e Beth o olhou ofendida e saiu do quarto batendo a porta em seguida.

Daryl desceu as escadas alguns minutos depois e não falou nada, apenas a ajudou a terminar de colocar a mesa, e depois comeram em silêncio. Ele sabia que tinha sido uma besteira e que não deveria ter falado com ela daquele jeito, até porque ele queria e muito o filho dos dois, mas também não estava no seu melhor humor para discutir com Beth o que certamente aconteceria se tentasse começar a falar.

A loira terminou de comer e se levantou e levou a louça suja para a pia começando a lava-la, Daryl continuou em silêncio e colocou o resto das coisas no lugar e saiu pela porta, com seu maço de cigarros na mão e se sentou na varanda, começando a fumar, um habito que ele estava tentando largar, mas todas as vezes que brigava com a mulher ou que acontecia alguma coisa que o deixava nervoso lá estava com o cigarro. Ele ouviu Beth andando dentro da casa e depois tudo em silêncio sinal que ela tinha se recolhido.

A mulher subiu as escadas de casa e se olhou no espelho dentro do quarto, acariciando a sua barriga. Ela entrou no banheiro e fechou a porta começando a se preparar para dormir, mesmo sendo cedo Beth só queria se enfiar nos cobertores e esquecer das palavras de Daryl.

O homem entrou depois de algum tempo e garantiu que estava tudo fechado na casa antes de subir as escadas e encontrar a esposa deitada toda coberta e provavelmente já dormindo. Ele tirou as roupas e se deitou ao lado de Beth, que nem se mexeu, ele fechou os olhos e tentou dormir.

Pela primeira vez em muito tempo Daryl acordou sem sentir os pés gelados de Beth em suas pernas. Ele se levantou e reparou que a mulher não estava mais na cama, depois de ir ao banheiro e se vestir ele desceu os degraus da casa, chegando no primeiro andar e percebendo que a loira não estava mais ali, apenas o café da manhã dele. O caçador saiu de casa e foi andando até o local de sua vigia encontrando Rick e Carl.

— Que cara é essa? – Rick perguntou e Daryl bufou irritado e grunhiu em resposta. – Aconteceu alguma coisa com Beth? – e viu a cara de Daryl quando perguntou sobre ela. – Brigaram?

— Acabei falando demais, ela ficou puta, fomos dormir brigados e quando acordei ela não estava mais em casa. – comentou irritado.

— Ela está lá em casa com Judith e Carol. – Carl comentou. – E ela parecia bem puta mesmo. – continuou e deu de ombros quando o pai o olhou por falar palavrão.

— Vou ver se falo com ela hoje mais tarde, esses hormônios estão fazendo as coisas piores do que elas são. Ok, eu não deveria ter dito o que eu falei para ela, mas poderíamos ter feito as pazes antes de dormir. – comentou para o amigo e Carl saiu quando viu Enid passando, indo atrás da garota.

— Vamos a Hilltop daqui há duas semanas, talvez precisemos fazer uma corrida antes disso. Precisamos falar sobre isso com Abraham, talvez pegar algumas coisas extras. – Rick avisou e Daryl acenou com a cabeça.

— Estamos precisando de alguns remédios. – Daryl avisou. – Aquela onda de gripe não ajudou nada nosso estoque. – algumas pessoas tinham ficado gripadas e para evitar um susto maior acabaram medicando todos o que debilitou o estoque de remédios deles. – Posso sair com Abraham hoje, tem um boticário numa estrada secundaria, parecia intacto na última vez que passei por lá.

— Ok, mas não precisam ir hoje. Posso ir contigo amanhã ou depois. – Rick disse. Ele sabia que quando Daryl brigava com Beth ele perdia um pouco do senso de autopreservação e poderia fazer besteira.

— Não, vou falar com ele. Podemos não ter amanhã, cara. – falou e saiu andando, e o xerife ouviu o amigo chamando Abraham. Os dois conversaram alguns minutos e voltaram na direção do homem. – Rick, nós vamos sair em quarenta minutos, empacotar algumas coisas e preparar o carro, vai ser uma corrida simples. – avisou e foi em direção a sua casa para pegar suas coisas.

Daryl foi em direção a casa dos Grimes depois de pegar sua mochila em casa, bateu na porta e a abriu, ouvindo imediatamente a voz de Judith conversando alguma coisa com Beth que a respondia, como se entendesse todas as coisas que ela dizia. A loira o olhou rapidamente e voltou sua atenção para a garotinha.

— Vim te avisar que vou sair com Abraham e Sasha, vamos pegar alguns remédios que estamos precisando. Quer alguma coisa? – perguntou a mulher.

— Não, obrigada. – respondeu calmamente. E Daryl viu lágrimas nos olhos de Beth. Ele se aproximou e deu um beijo na cabeça de Judith e um na testa da loira. – Se cuida lá fora. – ela pediu.

— Sempre me cuido. – respondeu e deu outro beijo na testa de Beth, deixando seus lábios na pele da loira por alguns segundos. – Cuide-se você também, e do bebê também, não faça nada estúpido. – disse e saiu da casa em seguida. Ele sentiu Beth o observando com o olhar da varanda da casa e se juntou aos outros dois que já estavam prontos para sair.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Não se esqueçam de deixar aquele amorzinho aqui em forma de comentário e nos vemos semana que vem. Beijos beijos ♥