Notas iniciais
Hello! Obrigada a todos que leram e comentaram, ainda não tive tempo para responder a vocês mas vou fazer em breve. Espero que gostem.

Daryl saiu com Sasha e Abraham para buscar suprimentos médicos em um boticário que havia numa estrada secundária. Durante os momentos em que dirigia a caminhonete, ele só pensava em como odiava brigar com Beth, e que apesar de tudo, ele sabia que não tinha tido razões para ele falar com ela daquele jeito, e era apenas isso que se passava na cabeça do caçador.

Beth estava aos prantos na casa de Rick depois de ver Daryl andar em direção ao carro. Ela voltou para a sala e sentou-se no sofá cobrindo o rosto com as mãos e deixando que as lágrimas corressem livremente. Carol chegou no aposento e viu a loira no sofá e Judith a olhando do chão, como se tentasse entender o que estava acontecendo.

— O que você tem, Beth? – Carol perguntou, sentando-se ao lado dela e passando um braço ao redor dos ombros da loira que apenas chorou mais ainda encostando-se na mais velha.

— Eu e Daryl brigamos e ele foi a uma corrida agora.... E se acontecer alguma coisa! – ela exclamou e começou a chorar mais alto ainda. – Eu fui tão ridícula, Carol! Fiz um drama porque ele não queria escolher o nome do bebê, e daí ele gritou comigo, e então fomos dormir brigados. – ela disse exasperada.

— Não chora, Beth. Não vai acontecer nada. E bem, ele não deveria ter gritado com você, ainda mais porque só queria que ele te ajudasse no momento de escolher como o filho de vocês vai se chamar, Daryl não deveria ter feito isso. – a mulher comentou, fazendo carinho na cabeça da loira.

— Mas eu disse que parecia que ele não queria ter o nosso bebê! Sei que não deveria ter dito isso. – falou, e nesse momento Rick entrou na casa, e viu Beth chorando. Rick e a loira tinham desenvolvido um carinho muito grande um pelo outro, principalmente depois da morte de Hershel. Quando Beth foi baleada no hospital, Rick se sentiu culpado por não conseguir evitar, e desde então ele faz de tudo para manter a loira segura, para ele, Beth era como se fosse um dos seus filhos. Assim que entrou na sala e reparou o estado emocional da mulher, Rick chegou perto dela e estendeu uma mão para a loira que a segurou, então o xerife a puxou e a ajudou a levantar, abraçando-a apertado, fazendo com que Beth enterrasse sua cabeça no peito do homem. – Rick, porque ele saiu sem que conversássemos direito? – ela perguntou se referindo ao marido.

— Beth, não vai acontecer nada do que você está pensando. – ele disse. – E nem adianta me olhar com essa cara, eu sei muito bem o que está se passando na sua cabeça. – Rick disse enquanto passava a mão pelas costas da loira para tentar acalma-la. Carol achou melhor pegar Judith no colo e a levar para o andar de cima. – Daryl só queria ir conseguir esses remédios logo, não tem nada demais, de verdade.

— Mas e se acontecer alguma coisa com ele, Rick? Se ele resolver ir embora? Se ele for me odiando por ser uma maluca histérica? – perguntou tentando se controlar.

— Nem se ele quisesse ele poderia, primeiro ir embora. Aqui é a nossa casa, e acho que Daryl tem bastante apego a isso, e dois, te odiar. Eu nunca tinha imaginado, em todo esse tempo que conheço o Daryl que ele poderia se importar e cuidar tanto de alguém como ele cuida e se preocupa com você. E pelo que entendi, ele já está bem arrependido do que te falou ontem, só está ainda um pouco de cabeça quente para conversar, mas aposto o que quiser que quando ele voltar dessa corrida mais tarde, depois de ter se acalmado matando uns walkers por aí, vocês dois vão conversar e se ajeitar. – Rick disse para a loira que sorriu levemente e pareceu um pouco mais calma. – Bem que o Daryl disse que seus hormônios estavam fazendo uma bagunça. – riu e Beth deu-lhe um tapinha no braço, e os dois sentaram no sofá para conversar.

— Sim, eu me sinto tão louca as vezes. Quero rir e depois chorar, matar alguém e depois a amo loucamente... Eu sei que ando uma maluca histérica algumas vezes, mas não ando conseguindo controlar tudo isso. – riu de leve, parecendo envergonhada.

— Pelo menos você não anda fazendo pedidos estranhos para o Daryl! Quando Lori estava grávida do Carl, ela além de ficar surtada pelos hormônios, ainda tinha uns desejos bem estranhos, e claro, só durante a noite, e preferencialmente nos dias que eu tinha chegado do plantão cansado. – riu. – Eu vivia reclamando, mas sempre fazia tudo que ela mandava. – continuou e parou por alguns segundos se lembrando da esposa. – As vezes parece tanto tempo desde que ela se foi, e outras vezes parece que foi ontem que ela me contou que teríamos um filho. – disse.

— Quando descobrimos que ela teria um bebê, pensei que ela era a pessoa mais maluca de todo esse mundo. E agora, olha aonde estamos... Tenho certeza que ela deve estar orgulhosa de que conseguimos chegar aqui, e que continuamos juntos. – Beth disse sorrindo para o amigo que retribuiu o ato.

— Espero que eu esteja fazendo um trabalho bom o suficiente com Carl e Judith para deixa-la orgulhosa dos filhos que teve. – o homem completou.

— Está fazendo um trabalho genial, Rick. Carl é um dos garotos mais sensacionais que já conheci, e Judith é incrível, e sei que vai ser muito mais forte do que todos nós, ainda mais tendo você e Michonne ensinando tudo para ela. – sorriu. – Você tem filhos maravilhosos, Rick. Espero que o meu bebê seja um pouquinho como eles.

— Vai ser, loira. – Rick disse e Beth sorriu de volta para ele, encostando a cabeça no ombro do homem e ficando em silencio, apenas com os seus pensamentos.

Abraham e Sasha terminaram de colocar as últimas bolsas na caminhonete, enquanto Daryl verificava o caminhão que tinham encontrado com combustível e armas. Daryl e Abraham amarraram a caminhonete no caminhão, para que pudessem ir todos juntos no mesmo carro. O arqueiro entrou no lugar do motorista e deu partida no veículo assim que os outros dois se ajeitaram no bancos, eles estavam sujos e principalmente cansados. Tinham ficado presos entre duas hordas de zumbis no meio da vila aonde ficava o lugar onde foram pegar os remédios, e a corrida levou mais tempo do que o planejado, dois dias para conseguirem sair de lá, sem atrair walkers para casa, eles já tinham tido problemas suficientes, e então, quando estavam quase saindo, alguns dos ‘lobos’ ¹ tentaram ataca-los. Daryl ainda se lembrava da situação em que ele e Aaron quase tinham morrido em uma das armadilhas que aquelas pessoas colocavam para atrair os sobreviventes. E lá se foram mais algumas horas. Tudo o que eles queriam era banho e cama, e uma refeição. Daryl só pensava em como Beth deveria estar subindo pelas paredes de preocupação, ou pelo menos eles esperava que ela estivesse.

Em Alexandria, Beth estava na casa de Rick, Michonne e Judith faziam companhia para a mulher que estava quieta olhando para a porta. A loira tinha passado todo o tempo que Daryl estava fora de casa em pânico que algo acontecesse com ele, depois que o homem não voltou ao anoitecer do dia que saíram ela entrou em pânico que algo tivesse acontecido com ele. Spencer e Noel tinham feito algumas patrulhas ao redor da zona segura na esperança de encontrar algum deles, mas não havia nada, apenas alguns walkers aleatórios. Beth tinha ficado tão nervosa que Maggie e Rick acharam melhor que ela não ficasse sozinha, eles tinham medo que acontecesse alguma coisa. Ela tinha chorado todas as suas lágrimas na noite anterior.

Daryl começou a diminuir a velocidade do caminhão quando viu o bloqueio na estrada alguns metros à frente, ele trocou olhares com Sasha e Abraham, tentando entender o que diabos era aquilo. Quando ele chegou perto o suficiente, viu a gangue de motoqueiros parada, sabia que dali não sairia coisa boa.

— Saiam do caminhão. – o homem que aparentemente era o líder do grupo falou, e mais uma vez Daryl trocou olhares com os amigos. – Juntem-se a nós na estrada. – comentou. – Sabe, se vão resistir, se vão tentar algo, eu digo, é uma escolha, mas nós vamos acabar com vocês, iremos partir vocês em dois, bem pela cavidade nasal, então, venham. – o homem continuou. Não sobraram muitas opções além de saírem, então lentamente abriram as portas do caminhão, e saíram para a estrada. – Muito bem, estão se saindo muito bem. – comentou. – Segundo passo, entreguem suas armas.

— Porque faríamos isso? – Daryl perguntou indicando o grupo de motoqueiros com a mão. Ele só queria voltar para casa inteiro, mas não pretendia entregar suas armas assim tão fácil.

— Bem, elas não são de vocês. – o homem disse.

— O que? – Abraham perguntou, aparentemente começando a perder a paciência.

— Bem... – o homem disse. – Suas armas, o caminhão, o combustível no caminhão se tiverem, as balinhas no porta-luvas, se há pornografia embaixo dos bancos, moedas, porra, os próprios bancos, tapete, seus mapas, aqueles guardanapos de emergência que vocês possuem no painel... Nada dessas coisas são de vocês a partir de agora.

— E de quem são? – Sasha disse, segurando-se.

— Sua propriedade agora pertence a Negan. – disse, com um sorriso debochado no rosto, enquanto olhava para os três na sua frente. – Se conseguiram um caminhão tanque, são pessoas que ele quer conhecer. Então entregue as armas, certo? – disse caminhando em direção a eles. – Agora. – parou em frente a Daryl, que entregou suas armas na mão do homem. – Obrigada. – e Sasha fez o mesmo que o caçador, enquanto olhava para os homens a sua frente. – Se tiver que comer merda, é melhor não mordiscar. – o homem disse a Abraham, quando parou a sua frente. Morda, mastigue, engula. Repita. Desce mais rápido. – comentou, e um impassível Abraham lhe entregou sua pistola. – Obrigada. – falou por uma última vez e voltou para perto de seus companheiros.

— Quem são vocês? – Abraham perguntou, tentando controlar sua voz.

-Entendo sua curiosidade, mas nós também temos perguntas. – o homem avisou. – E as faremos enquanto os levamos de volta ao lugar que chamam de lar. – falou e entregou uma das armas deles a um dos outros motociclistas. – Queremos ver como é a residência de vocês. – comentou, e antes que pudessem falar outra coisa emendou. – Mas antes, as suas coisas. O que tem para nós? – perguntou. E Daryl observou, ficando cada vez mais nervoso, sabia que iriam perceber que eles tinham um bom lugar, e bastante coisas, ele tinha pego várias coisas para Beth e o neném também para tentar fazer as pazes coisa a loira.

— Você acabou de pegar. – disse tentando soar o mais despreocupado o possível. Ele sabia que os homens sabiam que deveriam ter mais coisas, ainda mais com um carro acoplado ao caminhão.

— Qual é, não comece, tem mais. Sempre tem mais. – disse enfatizando. – T. – disse chamando um dos homens. E então se dirigiu a Daryl novamente. – Leve meu homem lá atrás, comece pelo para choque traseiro, indo até a frente. – Morda, mastigue, engula, repita. – disse outra vez para Sasha e Abraham, que ficaram na frente do caminhão.

— Quem é Negan? – Abraham perguntou mais uma vez, começando claramente a perder a calma. Enquanto isso Daryl só pensava em uma maneira de conseguir chegar em casa a salvo, e sem levar um monte de mercenários com eles, e ele ouviu quando o homem destravou a arma, dizendo que era o sino dos infernos, e pensou que ele estava apontando para os amigos dele. Daryl conseguiu derrubar a arma do cara, mas ele tinha uma faca, e antes de conseguir matar o homem ele acabou enfiando a faca no ombro de Daryl, que sentiu a dor irradiando pelo seu braço enquanto segurava o homem para conseguir mata-lo.

— Geralmente nós nos apresentamos matando um de vocês de cara. Mas vocês parecem ser razoáveis. – Daryl ouviu o homem dizer. – Nós vamos voltar para o lugar que vocês estavam. Sabe como é estranho andar com alguém cujos amigos acabou de matar? – o homem continuou. – Mas eu te falei para não fazer perguntas. Mas o que foi que o ruivo fez? Então é isso. – avisou. – Não quero que tenham a impressão errada de mim.

— Espere! – Daryl ouviu a voz de Sasha. – Espere. Você não precisa fazer isso. – ouviu mais uma vez, e então ele não podia mais distinguir o que eles estavam falando.

— Não vou matar vocês. – a voz do homem disse. E mais alguns silêncios, e então ele falou novamente. – Esperem, esperem. – outra pausa. — Quer saber? Vou sim.

Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, tudo se explodiu. Derrubando Abraham e Sasha no chão com o impacto. E Daryl saiu de trás do caminhão com uma bazuca. Eles tinham encontrado um estoque de armas, e bem, tinha sido uma sorte. Os dois se levantaram e olharam agradecidos para o homem.

— O filho da puta era mais forte do que parecia. – comentou para os amigos.

— Ele te machucou? – Sasha perguntou quando viu o colete do homem já com uma mancha de sangue e Daryl afirmou. – Vamos cuidar disso em casa.

— Sim, senhora. — respondeu e entraram de volta no caminhão, voltando a dirigir para casa, e tudo que Daryl mais queria no mundo era estar na sua cama, com a sua loira.

Quando eles atravessaram os portões de Alexandria, Daryl mal teve tempo de sair do caminhão e Beth já estava o abraçando, e ele pode ouvir o choro da loira. Ele envolveu os corpo dela com seus braços e não falou nada, apenas satisfeito por estar vivo. Ele viu Rick se aproximar, com Judith nos braços, e suspirou beijando os cabelos da mulher.

— Fomos atacados por um cara que se dizia Negan. – Abraham disse, e Jesus que estava chegando perto do caminhão parou ao ouvir o nome. – Mas lidamos com ele.

— O que vocês fizeram? – Perguntou.

— Daryl explodiu os caras com uma bazuca. – Sasha respondeu. – Está tudo bem, resolvemos o problema, estamos bem. – comentou e Maggie que também tinha chegado ao portão, abraçou a amiga.

— Vocês acabaram de criar um problema muito maior. – Jesus respondeu e todos o olharam curiosos.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e me desculpem qualquer erro, não tive como revisar o capitulo. Se gostaram não esqueçam de comentar. Beijos e até! ♥