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Notas iniciais
Olá! Obrigada a todos os comentários e prometo que vou responde-los. Desculpem-me o atraso, eu estou super cansada e aterefada nos ultimos meses, mas essa ultima semana foi muuito desgastante para mim, e ainda passei o final de semana fora de casa. Ser uma estudante em busca de tema de TCC e uma pessoa sociavel está acabando comigo. Prometo tentar não atrasar mais. Espero que gostem. PS: Música que a Beth canta é essa aqui: https://www.youtube.com/watch?v=-cRnOMuOEII

Jesus estava em pé na sala de estar dos Grimes enquanto os outros estavam se acomodando nos sofás e perto das paredes da sala. Além dos sobreviventes da prisão, junto com Rosita, Abraham e Tara, estavam Noel, Tobin e Padre Gabriel. Eles ouviram tudo o que o homem sabia sobre o grupo que eles haviam encontrado na estrada.

— Eles chegaram em Hilltop um pouco depois que construímos o muro. Mataram um dos nossos, um garoto, ele tinha só dezesseis anos, e foi espancado na nossa frente até a morte, e então eles pegam metade de tudo que produzimos. – Jesus explicou. – Negan é o líder deles, e eles se intitulam Salvadores.

— Quantos são? – perguntou Rick, que estava ao lado de Michonne, a mulher o olhou e respirou fundo, tentando dizer a si mesma que as coisas ficariam bem, e que eles conseguiriam se safar de mais essa.

— Já vimos grupos de até vinte. Não sabemos ao certo quantos são, podem ser muito mais do que já vimos, eles são muito bem organizados, e muito bem treinados e fortes, não se pode subestima-los, Rick. – Jesus avisou já prevendo a atitude do homem.

— Nós somos fortes também. – Abraham avisou. – Temos armas, podemos treinar o resto do nosso pessoal, se vocês ajudarem, — disse para Jesus. – Todos sairemos beneficiados do fim deles. – falou.

— Não iremos subestima-los como fizemos com o Governador. – disse olhando para Daryl e Maggie, enquanto segurava a mão de Michonne. – Não faremos nada precipitado, estudaremos a situação, nada de atitudes que possam colocar nossa casa em risco. Mas ficaremos em alerta enquanto pensamos o que vamos fazer, também não quero deixar que esse homem nos ataque e nós estejamos despreparados. Todos precisam estar em alerta para qualquer emergência. – completou e todos assentiram.

— É uma boa estratégia, vou voltar para casa, e poderemos nos reunir nos próximos dias para conversarmos sobre outras coisas que alguns dos moradores sabem sobre os Salvadores, principalmente aqueles que vão levar as coisas que eles tomam de nós. – avisou e se despediu de todos, saindo pela porta logo em seguida.

— Bem que o homem falou que eles costumam se apresentar matando um logo de cara. – Sasha comentou. – Tudo estava muito calmo para o mundo em que vivemos, segundo a lei das médias já era hora de aparecer alguém para foder com isso. – suspirou e se encostou no sofá. – Daryl, acho melhor você ir até a enfermaria cuidar desse corte nas suas costas, acho que Denise pode dar uma olhada. – comentou e Beth arregalou os olhos, ela estava abraçada a Daryl e no seu desespero não tinha reparado no machucado, e ele não tinha reclamado quando o abraçou.

— Não é nada demais. – comentou e ao ver o olhar reprovador da loira, ele sorriu levemente. — Mas vou passar lá antes de ir para casa. – avisou.

— Acho melhor todos irmos descansar, Daryl, Sasha e Abraham, que bom que estão bem, e que bom que conseguiram muitas coisas, estávamos precisando. — Rick disse. – Amanhã começaremos um sistema de vigias reforçado, e ficaremos todos em alerta. – completou.

Todos começaram a se retirar da casa, Rick e Michonne sentaram-se no sofá de mãos dadas, e a mulher suspirou, se encostando no homem ao seu lado, apoiando a cabeça em seu ombro, aproveitando o momento de calmaria. Carl e Judith se juntaram a eles alguns minutos depois e os quatro ficaram ali calados durante algum tempo. Daryl foi até a enfermaria segurando a mão da loira, tudo o que ele queria era ficar um pouco a sós com ela, mas sabia que se não fosse ver Denise, Beth ficaria falando o resto da noite, e que acabaria preocupada com ele.

— Que bom que está a salvo. – Denise comentou assim que Daryl e Beth passaram pela porta. – Se machucou? – perguntou e o caçador sentou em uma das macas e tirou a o colete e logo em seguida a camisa, relevando um ferimento perto do seu ombro esquerdo. Beth se acomodou numa cadeira, observando atentamente todos os movimentos de Denise. – Vai precisar de alguns pontos, mas nada absurdo. – avisou e pegou os itens necessários para limpar o ferimento, dar os pontos e então fazer um curativo. Enquanto Denise limpava o pequeno ferimento, os olhos de Daryl nunca deixavam Beth, ele observou cada centímetro do rosto da loira, assim como sua barriga, que parecia ter crescido um pouco mais nos dias que eles estava fora. – Prontinho, está costurado e limpo, volte aqui daqui alguns dias para eu verificar como anda a cicatrização, e mantenha o ferimento limpo, mas acho que sabe disso. – Denise avisou e Beth riu.

— Pode deixar, Denise. – a loira disse se levantando. – E obrigada. – sorriu outra vez para a mulher que colocou a mão no abdômen da loira.

— Nada, e você também volte logo para que possamos verificar como você e esse bebezinho andam. – comentou.

— Obrigada doutora. – Daryl disse debochado e Denise bateu de leve no ombro direito do homem.

Daryl então, se encaminhou para a porta e ajudou Beth a descer os degraus da varanda, e os dois caminharam silenciosamente até em casa. Quando chegaram lá, a loira logo andou até a cozinha, e Daryl ouviu o barulho de panelas, sinal que ela estava preparando alguma coisa para eles que pudessem comer. O homem se olhou no espelho que tinha na sala, e viu que seu rosto estava imundo, e aproveitou que Beth estava na cozinha para ir até o quarto tomar um banho. Quando ele saiu do banheiro alguns minutos depois, viu Beth sentada na cama.

— Como você está? – ela perguntou, olhando nos olhos do homem que balançou a cabeça como se dissesse que estava tudo bem. — Fiquei tão preocupada. – falou. – Tive medo que você morresse sem conhecer nosso filho, que morresse me odiando. – disse.

— Impossível isso. – ele respondeu sentando-se na frente da loira e pegando as mãos dela. – Sinto muito por tudo o que disse naquele dia, eu estava irritado e acabei despejando tudo em você. – continuou. – Nunca poderia te odiar, e a cada momento que passei longe daqui, só pensavam em voltar para conhecer nosso filho. – respondeu.

— Desculpe-me também, eu fico tão animada que as vezes acabo me exaltando. Estou tão aliviada que voltou a salvo. – ela se jogou nos braços de Daryl para que ele a abraçasse, mesmo com a barriga no meio dos dois.

— Também estou, senti sua falta. – ele comentou e puxou o rosto de Beth para o dele, beijando-a como tinha tido vontade de fazer nos últimos dias. A loira puxou o marido para deitar-se junto com ela na cama e empurrando a roupas dele para fora do corpo. – Tem certeza que quer fazer isso? – Daryl perguntou se afastando do pescoço da loira por alguns segundos para olha-la.

— Sim, por favor, é o que mais quero nesse momento, sentir você comigo. – ela respondeu puxando novamente o rosto do homem para perto e beijando-o. As roupas voaram para fora da cama em questão de minutos e os dois se ajeitaram para que pudessem ficar bem, a barriga era um pouco incomoda para Beth, mas nada que eles não pudessem resolver com um jeitinho.

Depois de algum tempo, Beth gemeu alto, e relaxou, sentindo o marido fazer o mesmo atrás de si, eles estavam deitados, abraçados de lado, e Beth descansou a cabeça no peito do homem, que pousou suas mãos na barriga dela, sentindo o bebê se movendo ali, e sorriu levemente.

— Pelo menos hoje, o pequeno não nos atrapalhou. – disse sorrindo para a mulher que concordou rindo da mesma maneira.

— Que bom! Porque eu realmente estava precisando de um momento com o papai dele. – Beth disse. – Acho melhor descermos, preparei o jantar para gente, você deve estar faminto e cansado, depois de comermos vamos dormir que amanhã com certeza vai ser um dia daqueles.

— Sim, Senhora Dixon, tudo o que mandar. – Daryl respondeu, e se levantou pegando suas roupas e começando a se vestir enquanto observava Beth ir até o banheiro para se limpar.

O casal desceu logo em seguida jantando em um silêncio confortável, e depois ficaram ainda algum tempo na sala de estar, entretidos com suas leituras, Daryl estava conseguindo terminar de ler o livro sobre bebês que Beth tanto falava, enquanto a loira lia um romance que o marido havia encontrado meses antes mas que ela nunca tinha tido tempo para começar. Beth largou o livro no canto do sofá algum tempo depois e se virou para Daryl, o observando e ele a olhou de volta, como se perguntasse o que ela estava pensando.

— Estive escrevendo algumas coisas para o nosso bebê, sabe, um tipo de canção de ninar. – comentou tímida. – Queria saber sua opinião. – comentou.

— Sério? – ele perguntou surpreso, também colocando seu livro de lado, faltavam apenas algumas páginas e ele poderia continuar no dia seguinte. – Quando quiser me mostrar estarei pronto para ouvir. – respondeu, e Beth sorriu para o marido.

— Eric e Aaron me ajudaram, eles encontraram um antigo gravador na casa deles, e como eles tem aquele violão lá, ficou mais fácil. Eles me emprestaram o violão para eu terminar de arrumar os últimos detalhes e então poderemos colocar em uma fita, se acontecer alguma coisa comigo, vocês ainda vão ter minha música. – ela comentou e Daryl abriu a boca para dizer que nada iria acontecer, mas Beth já tinha se levantado para pegar o violão que ele nem tinha reparado que estava encostado na parede. – Era para ter ficado pronto há alguns dias, mas com a sua ausência não tive cabeça para pensar nisso, e também estava planejando te dar isso numa data especial, mas como não sabemos o dia de amanhã... – ela comentou vagamente, e começou a dedilhar algumas notas no instrumento, ela se ajeitou e pigarreou antes de começar a cantar.

Baby, ohh I want you to know,

Yeah that I love you so

I wrote a little lullaby

Baby, ohh now it won't be long

Till I sing you this song

Anytime you start to cry

It's a strain to contain my excitement

Yeah I can barely get to sleep at night

When I know that in a couple months

I'll be holding you in my arms

(Baby, baby, baby)

Baby, ohh I want you to understand

I will be there to hold your hand

I'll be right beside you all my life

Yeah I'll be there to sing you to sleep at night

Oh Baby, this little lullaby.

Assim que ela terminou de cantar, havia lágrimas em seus olhos e Daryl estava sentado no sofá boquiaberto com a pequena canção que havia escrito, nunca pensou que uma música pudesse afeta-lo tão diretamente, e ele sorriu largamente, o que era raro para o homem.

— Essa é a melhor música que eu já ouvi na minha vida, e tenho certeza que o bebê vai amar, aposto que ele está aí na sua barriga fazendo uma festa só de te escutar. – comentou e colocou a mão na barriga da loira, sentindo o chute do bebê. – Isso foi incrível, Beth. Não poderia estar mais orgulho de ter me casado com você.

Mais tarde quando já estavam na cama o homem a abraçou e sussurrou que a amava e que não poderia mais viver sem a loira. Por mais que ainda mantivesse a pose de ‘durão’ para todos os outros durante os dias, Daryl parecia se transformar em outra pessoa quando o assunto era Beth, e agora o filho dos dois. E todos os amigos deles pareciam muito felizes com a mudança, principalmente Rick e Carol, que eram os mais próximos dele. Daryl não tinha mais medo de dizer as três palavras ‘mágicas’ para a esposa, ou então mostrar seus medos e inseguranças a ela, ele tinha descoberto que Beth o amaria não importando o que acontecesse.

x-x

Negan estava esperando a volta de seu grupo, eles tinham ido fazer um bloqueio numa estrada em busca de novos ‘parceiros comerciais’, e simplesmente não voltaram. Antes de saírem para procurar saber o que poderia ter acontecido eles esperavam algum sinal, o que não aconteceu nos dias que se seguiram, e por essa razão ele enviou outro grupo para busca-los. E foi assim que eles descobriram o que havia acontecido com o grupo de Salvadores na estrada.

— O que? – Negan perguntou desacreditado que eles haviam sido mortos, ou melhor, explodidos. – Como isso foi acontecer? – continuou mais uma vez, e se levantou andando de um lado para o outro, com seu bastão de basebol, que ele chamava de Lucille.

— Não sabemos, chegamos lá aonde eles deveriam estar para ser nosso ponto de partida e então percebemos o restos no chão, e com certeza eram deles. – Dwight respondeu. – Nós os procuramos em todo canto, só pode ter sido aquele trio que avistamos nos arredores da cidade. — continuou.

— Mas como três pessoas mataram tantos homens? – Perguntou já impaciente. E girou o bastão ao vento, como se estivesse treinando uma rebatida. – Quero que encontrem a casa de quem fez isso.

Notas finais
Comentem, comentem, comentem!! Nem que seja para brigar comigo pelo atraso! Vejo que tem um monte de gente acompanhando a história, não sejam timidos, eu sou um amorzinho. Espero que tenham gostado, e até breve! Beijos