Something new

20 Running out of time


Notas iniciais
Hello! Corri contra o tempo e consegui! Espero que gostem, e não deixem de comentar. Estamos entrando na parte final da história, só mais alguns capítulos!

Negan tinha colocado todos os seus homens em busca do lugar aonde moravam aqueles que tinham matado seus homens na estrada. E ele estava decidido a colonizar a comunidade da pior maneira possível, iria matar um deles primeiro, para mostrar a todos que ele era o líder, e que se eles não fizessem o que tinha sido mandado seriam mortos sem piedade, e então, ele iria tomar metade de tudo que eles tivessem, talvez mais. Piedade não era a maior característica do homem.

— Como você quer que os encontremos? Não fazemos ideia de quem sejam. – Um de seus seguidores falou e Negan respirou fundo, tentando controlar a sua vontade de bater em alguém.

— Isso realmente não me interessa, eu só quero que vocês deem um jeito de encontra-los. Dwight! – ele gritou e o homem veio de onde estava. – Você dê um jeito de rastreá-los. – avisou.

— Mas eles não foram pela mata. – o loiro avisou.

— Não perguntei por onde eles foram, eu disse para você encontra-los. – respondeu e saiu de onde estavam. O homem respirou fundo e pensou como poderiam encontrar aquelas pessoas.

x-x

Em Alexandria, Daryl estava tentando lidar com o peso de ter matado aqueles homens e agora impor a todos um perigo que eles talvez não pudessem lidar. Ele e Beth tinham tido uma noite bem agradável, mas depois que a loira caiu no sono ele continuou acordado pensando em como ele tinha sido estupido de fazer aquilo. Mas cada vez que pensava que aqueles homens poderiam mata-los, Daryl sabia que explodi-los tinha sido a única saída viável.

Beth estava tomando café da manhã com Carol e Judith quando Daryl finalmente desceu do quarto e se juntou a elas, o homem ficou em silêncio a maior parte da refeição apenas respondendo com seus característicos resmungos as perguntas feitas diretamente a ele. Depois de beijar a esposa na testa e passar a mão levemente pela barriga da mesma, ele saiu da casa avisando que iria conversar com Rick e Maggie sobre o que deveriam fazer.

— Ele está guardando os problemas para si novamente. – Carol comentou depois que a porta se fechou. Beth suspirou e levantou-se, andando com Judith até a sala e então a colocando no chão junto de seus brinquedos, então voltando seu olhar para a mulher.

— Imagino. Ele não precisa me falar, mas sei que ele está preocupado por causa dos tais Salvadores, aposto uma barra de chocolates inteirinha que ele está se sentindo culpado por trazer essa ameaça até nós. Mas sabe, em algum momento eles iriam nos encontrar. – respondeu. – Espero que essa conversa faça bem para a cabeça dele. – completou, e Carol concordou, se levantando e sorrindo para a loira.

— Você realmente conhece o Daryl. – disse sorridente. – Vou cobrir a Tara na vigia. – disse. – Também pretendo me informar sobre como vamos agir. – falou, enquanto colocava a louça suja na pia e começava a lavar, ouvindo Beth avisa-la para deixar tudo ali que ela limparia mais tarde.

Logo depois, Carol saiu pela varanda dos Dixon, deixando Beth e Judith brincando. Ela caminhou calmamente pelas ruas de Alexandria, até acenando para algumas pessoas, a mulher percebeu quando Stella veio andando para chegar perto dela, e então acenou com a mão para que ela começasse a falar o que quer que quisesse.

— Estou preocupada. – começou. – A Jane, ela não está bem. – continuou. – Quero dizer, ela está bem fisicamente, não é como se ela tivesse sido mordida ou qualquer coisa assim, ela só está muito perturbada, e anda falando umas coisas muito estranhas quando está sozinha, outro dia estava passando pelo corredor na hora de dormir e ouvi ela dizendo o nome de Daryl sem parar.

— Não há nada que eu possa fazer, Stella. Jane precisa entender que o Daryl não está querendo nada com ela. – Carol avisou. – Ela só precisa se manter longe deles, Beth está cada vez mais perto do dia do parto e eu não quero problema nenhum. – confirmou e saiu andando mais rápido até o posto de vigia, chamando Tara que desceu exausta de lá. – Alguma coisa estranha aconteceu durante seu turno? – perguntou.

— Não. Tudo calmo, calmo até demais eu diria. – comentou. – Vou para casa. – respondeu e acenou conforme se afastava da torre. Carol fez o caminho inverso que a garota tinha feito momentos antes e tomou seu posto prestando atenção a movimentação do lado de fora do portão.

Daryl, Maggie, Glenn, Rick e Abraham estavam na sala da casa dos Rhee, Maggie embalava o pequeno Hershel, enquanto escuta os homens discutirem sobre as ações que deveriam tomar. Daryl e Glenn eram terminantemente contra um ataque aos Salvadores usando as informações que eles poderiam conseguir com os moradores de Hilltop, e Maggie ainda estava na dúvida, ela pesava os prós e os contras olhando para o pequeno em seu colo, tudo o que a mulher mais queria no mundo era que seu filho ficasse a salvo, assim como seu marido e todas as pessoas que ela amava.

— Não podemos fazer isso, Rick. – Glenn disse. – Não temos ideia de quantos eles são, o nível de organização deles, isso pode ser um tiro no pé para todos nós, uma sentença de morte. – avisou. – Nós não seremos como eles, nós somos diferentes, somos bons.

— E ficar parados esperando que eles venham, não é uma? – Abraham perguntou.

— Podemos usar as coisas que temos a nosso favor aqui. Sei que é um risco espera-los em nossa casa, mas não faz sentido irmos até lá, eles podem nos massacrar. – Glenn falou, e Rick olhou para Maggie e Hershel, em todas as duas situações que eles colocavam ali na mesa, o bebezinho poderia acabar sem um dos pais, ou pior sem ambos, não era aquilo que Rick queria para ele.

— Nós os esperamos aqui, talvez eles nem nos encontrem, mas manteremos guardas, estaremos prontos para resistir, deixaremos tudo certo para uma saída emergencial de Alexandria. – Daryl disse, e Rick balançou a cabeça. Não era aquilo que ele imaginava, era arriscado, mas talvez fosse a melhor solução.

— Vamos começar a deixar carros prontos para uma emergência. – Rick disse e Glenn respirou aliviado segurando a mão de Maggie. – Espero que tudo isso dê certo, não quero perder essa comunidade.

Os preparativos para uma possível visita dos Salvadores começou quase que imediatamente, e Daryl que já estava preocupado começou a ficar ainda mais, já que afinal de contas ele tinha uma esposa grávida, e ele não poderia nem imaginar ela sozinha dando a luz no meio do nada sem nenhum apoio. Ele foi jantar em casa após várias horas de vigia, já deveria passar das nove da noite quando o homem finalmente passou pela porta para felicidade da mulher.

— Pensei que não fosse voltar. – comentou e ele resmungou algo incompreensível para ela. – Michonne veio pegar Judith porque aparentemente elas duas terão a noite das garotas, já que Rick e Carl foram para as torres de vigia. – disse e beijou os lábios do marido. – Como foi tudo hoje com eles, resolveram alguma coisa? – perguntou curiosa e Daryl deu de ombros, não queria falar sobre o assunto. – Ok, então primeiro jantar. – a loira disse, sentindo que falaria sozinha a maior parte da noite. – Acho melhor tomar um banho enquanto esquento a comida, sua toalha já está no banheiro, e coloquei algumas roupas limpas no armário. – avisou, e Daryl subiu as escadas em silencio.

Quando o homem desceu, Beth tinha colocado a mesa e os dois jantaram, Daryl perguntou o que ela tinha feito, e como ela havia passado o dia. E Beth lhe contou como Judith tinha começado a falar o nome das cores corretamente, e que elas tinham passado o dia lendo historinhas juntas, e que o bebê não tinha parado de chuta-la depois do almoço, tanto que nem havia conseguido tirar um cochilo durante a tarde. O homem arrumou a cozinha enquanto Beth cantarolava na sala enquanto organizava as coisas, os dois sentaram no sofá como sempre faziam depois do jantar.

— Quando vai me contar o que decidiram? – a loira perguntou curiosa, ela sabia que poderia esperar até o dia seguinte e ir conversar com Maggie, mas sabia que não conseguiria esperar.

— Não vamos em busca de um ataque, vamos ficar aqui, montar guarda, uma saída de emergência. – respondeu. – Espero que tudo dê certo, e que a gente consiga resolver essa situação logo. Não quero nem pensar em você e no bebê no meio dessa merda toda. – comentou e Beth encostou sua cabeça no ombro do marido que passou o braço pelos ombros da loira.

— Já te disse que nada vai acontecer com a gente, ficaremos bem, e seremos uma família comum no meio do apocalipse. – brincou com a mão dele que estava na barriga dela. – Nós resolveremos isso como sempre fazemos, e ficaremos bem como sempre ficamos. Preciso que você seja um pouquinho otimista, baby. – pediu e Daryl bufou, ser otimista já era pedir demais.

O casal subiu para o quarto um pouco depois e a loira logo trocou e se enfiou nas cobertas, reclamando que seus pés estavam enormes de inchados. Daryl os massageou por alguns minutos e os colocou em cima de algumas almofadas para que eles ficassem elevados, Beth sorriu para ele, agradecendo com um beijo no homem que apagou a luz do quarto e voltou para o seu lado da cama, colocando as mãos atrás do pescoço como sempre fazia, ficando nessa posição por algum tempo, e então ele colocou uma mão na barriga de Beth sentindo o bebê mexer lá dentro, o filho deles andava hiperativo, passava o dia inteiro chutando. Daryl olhou para a mulher e a viu de olhos fechados e ressonando lentamente, e só após isso ele se inclinou em direção a barriga, e levantou o moletom que Beth vestia, expondo a barriga dela. A palma da mão dele correu pelo abdômen da loira, num carinho e então, ele encostou seus lábios na pele dela, dando um beijo no local.

— Filho, acho melhor você deixar sua mãe dormir, ela está cansada. Amanhã você pode continuar a fazer essa festa aí dentro. – Daryl disse num sussurro para a barriga e sentiu o bebê mexer outra vez. – Por favor, bebê, faça esse favor para o seu pai. – falou e se sentiu um bobo, mas tinha lido no livro que aquilo era bom, e bem, não custava nada tentar. – Quando você nascer, eu prometo que vou protege-los de tudo, você e sua mãe são as coisas mais importantes de toda a minha vida – disse. – Mas por favor, mini Dixon, vamos deixar a loirinha dormir. – pediu e então voltou para seu travesseiro, mas continuou com a mão no ventre da loira.

— Eu te amo Daryl. – ele ouviu Beth dizer em um sussurro, e ficou na dúvida se ela estava acordada ou dormindo.

— Também te amo, Senhora Dixon. – respondeu e Beth abriu os olhos minimamente, e colocou a mão por cima da dele. Voltando a se entregar ao sono.

x-x

O dia mal tinha nascido quando Rick avistou um grupo de homens perto dos portões de Alexandria, ele alertou aos outros que logo se prontificaram e ficaram em posição de alerta. Rick desceu do posto de vigia, mandando Carl se proteger e não cometer nenhum ato estupido. Quando ele chegou ao portão, apenas abriu uma parte, ainda deixando-o trancado.

— Quem são vocês? – perguntou Rick, e um homem loiro tomou a frente do grupo, eles pareciam cansados e sujos. – Respondam! – perguntou energicamente.

— Meu nome é Dwight, nós estamos procurando um lugar para ficar, para dormir, estávamos montando acampamento há alguns quilômetros e fomos atacados, tivemos que sair correndo para escapar dos homens. – explicou e Rick arqueou uma sobrancelha.

—Que homens? – Abraham perguntou curioso entrando na conversa.

— Não sabemos direito, não ficamos lá para descobrir, apenas seguimos a estrada. — falou. – Por favor, estamos cansados, se não deixarem não ficaremos muito tempo, só precisamos de algumas horas. – completou.

— Quantas pessoas você já matou? – Rick perguntou e todos os homens se entreolharam.

— Algumas, três ou quatro. Não tenho certeza se matei uma, foi numa confusão... Nós só precisamos de um abrigo por algumas horas, cara. – Pediu. – Não somos ruins. – avisou.

— Ok, mas vocês deixarão suas armas. – Rick avisou. Ele não sabia porque diabos estava fazendo aquilo, mas seu instinto, apesar de avisa-lo que aqueles homens não eram tão confiáveis, também dizia que era para deixar que eles entrassem.

Ele os conduziu para a casa que eles faziam de “confinamento” quando necessário, e abriu a porta, percebendo os olhares dos homens, então o loiro tomou a frente mais uma vez.

— Parece que vocês estão em alerta, aconteceu alguma coisa? Em troca de abrigo acho que podemos ajudar. – falou e olhou para os homens que concordaram com ele.

— Rick! – ouviram um outro cara chamar do lado contrário da rua, e Rick acenou para ele. – Os Salvadores não vão conseguir passar por cima de nós, tenho certeza! – falou em tom de encorajamento, e Rick acenou outra vez, sem perceber então o olhar que os homens trocaram.

O ex xerife os encaminhou para dentro da sala, e pegou alguns mantimentos que mantinham ali para os homens, assim como garrafas de água e entregou a eles, saindo logo em seguida e trancando a porta por fora, como tinha avisado que faria. Depois da experiência com Jesus eles tinham bloqueado as outras saídas da casa. Então, Abraham chegou e o homem pediu para que ele ficasse de guarda ali, até que chamassem outra pessoa para cobrir o local.

Porra, Dwight, seu instinto é bom para caralho. – Jason um dos homens com o loiro falou. – E aquele imbecil falando... Vai ser fácil. – comentou. – Só precisa avisar ao Negan.

— Não vamos contar com a vitória antes do tempo, eles podem ser imbecis, mas estavam de prontidão, mesmo que derrubemos o portão, eles vão estar prontos. – avisou, e puxou um rádio comunicador de dentro de suas roupas, muito bem escondido, e entrou em contato com o líder, dando as coordenadas do local.

— Eles que me aguardem. – ouviram a voz do homem saindo baixo pelo rádio, e trocaram olhares mais uma vez.

Notas finais
Espero que tenham gostado, deixem seus comentários que prometo responder todinhos, não se esqueçam que as palavras de vocês super incentivam os autores, incluindo a Mariana aqui. Beijos e até! ♥