Notas iniciais
Hello again! Obrigada a todos que leram e comentaram o ultimo capitulo! Espero que gostem desse também, e não deixem de comentar, é muito importante para nós autores.

A manhã começou já barulhenta na casa branca em Alexandria, Daryl ouviu alguém batendo na porta e correu para atender antes que acordassem Beth. Ele tinha ficado acordado praticamente o resto da madrugada com medo que acontecesse algo com a mulher, e só tinha conseguido dormir quando o sol já queria começar a nascer. Durante o tempo de convivência com Beth, Daryl sabia que a loira tinha um sono leve, tanto quanto o dele, mas nos últimos dias poderia até mesmo cair uma bomba na casa ao lado que ela não acordaria, ainda mais depois de uma noite como a deles, e Daryl sabia que ela precisava descansar.

O homem desceu as escadas enquanto vestia uma camiseta e assim que abriu a porta viu a cunhada do lado de fora, com o olhar nervoso. Ele saiu da frente da mulher que entrou na casa como um furacão e subiu as escadas atrás da irmã. Se tinha uma coisa que não havia mudado nem um pouco no apocalipse é que mesmo no fim do mundo as notícias correm rápido, e Daryl sabia que provavelmente Maggie tinha encontrado com Tara ou Denise e elas disseram o que tinha acontecido. Ele subiu as escadas e voltou para o quarto, encontrando Maggie encostada na porta do quarto observando a irmã dormindo.

— O que diabos aconteceu ontem à noite, Daryl Dixon? – ela perguntou se virando para o homem que sacudiu a cabeça e indicou que era melhor conversarem no andar inferior onde seria mais difícil de acordarem Beth.

— Eu fui cumprir o meu turno de vigia a noite, e deixei a Beth dormindo depois que nós voltamos da sua casa, ela estava meio enjoada quando chegou, mas nós deitamos um pouco e ela tinha dito que estava melhor. Então, a Tara foi me chamar e dizer que Beth estava na enfermaria. – ele disse. – Ela estava sentindo muita dor, pelo que ela explicou como se fosse uma cólica muito forte, mas não aconteceu sangramento. – o homem completou. – Nós ficamos lá um pouco, a Denise fez um exame e pudemos ver o bebê, e depois ouvir o coração dele. – Daryl disse sorrindo levemente. – Beth tomou o remédio e veio para casa, e está dormindo até agora, não acordou nenhuma vez depois que voltamos.

— Daryl, eu estou a ponto de estrangular alguém se acontecer alguma coisa com o meu sobrinho, está me ouvindo? – Maggie avisou. – Isso tudo é culpa daquela mulher, ela deixou Beth nervosa. – continuou e o homem balançou a cabeça entendendo. – Espero que essa maluca fique longe de Beth, já tenho problemas suficientes para lidar.

— Não acho que precise se preocupar com isso, Beth sabe se cuidar sozinha e eu vou estar sempre com ela para protege-la. – Daryl disse firme. Maggie era ótima, mas ela era extremamente mandona, e se deixassem ela tomaria conta da vida do casal.

— Beth está frágil, e você não está conseguindo lidar com essa mulher louca de maneira correta, Dixon. – Maggie insistiu e Daryl bufou, outra manhã começando pelo avesso.

— Maggie, eu fico muito feliz de saber que você se preocupa comigo e com o meu filho, mas eu e Daryl somos perfeitamente capazes de lidar com a situação. Obrigada por ontem ter me dado atenção quando eu estava precisando desabafar, você é uma irmã mais velha incrível, mas realmente podemos lidar com isso ok? – Beth disse aparecendo na escada, e Daryl se levantou imediatamente para ajudá-la a descer. A loira riu da preocupação do marido e se dirigiu para a cozinha para arrumar o café da manhã.

— Como você está se sentindo? – Maggie perguntou chegando perto da bancada que separava os cômodos. – Fiquei quase histérica quando cheguei na torre que era para ser a do Daryl, e a Tara estava lá, e me disse que você tinha passado mal, e que o Dixon ali – apontou para o cunhado. – tinha passado a noite te fazendo companhia.

— Bem, na verdade me sinto um pouco cansada, e estranha, mas não estou enjoada, pelo menos ainda não. Denise me disse para ficar de repouso e dessa vez eu vou ficar quietinha no meu canto. – a loira disse e Daryl grunhiu alguma coisa em discordância sobre a capacidade de Beth ficar quieta em algum lugar e subiu as escadas. Maggie observou enquanto a irmã comia silenciosa. – Eu tive muito medo de perder o bebê, não sei se eu conseguiria lidar. – disse baixo e Maggie segurou sua mão.

— Beth, eu sei que pensa que te acho fraca, mas você se mostrou ser muito forte, e por isso nada aconteceu com vocês, agora trate de cuidar bem do meu sobrinho, mal posso esperar para o Hershel ter um priminho – riu levemente. Daryl desceu as escadas e parou na cozinha por alguns segundos, dando um beijo na testa de Beth e pegando uma torrada que ela tinha preparado para ele.

— Preciso ir conversar com o Rick sobre rearranjar meus turnos noturnos. Maggie pode fazer companhia para a Beth? – perguntou e antes que a loira pudesse reclamar ele continuou a falar. – Só para garantir que ela vai cumprir o que prometeu para Denise. Volto logo. – avisou e saiu pela porta, batendo a mesma atrás de si, deixando as duas irmãs sozinhas.

Daryl caminhou rapidamente até a casa de Rick e bateu, alguns segundos depois uma Michonne ainda de pijamas abriu a porta para ele. A família ainda estava na sessão café da manhã e Rick tentava fazer com que Judith comesse a papinha, Daryl riu da expressão do amigo quando a garotinha recusou e praticamente cruzou seus bracinhos, numa expressão de que não iria comer mais nada.

— Bom dia, Dixon. Aconteceu alguma coisa? – A mulher perguntou assim que eles entraram na sala, e Rick se virou para o amigo.

— Nada realmente grave, mas Rick preciso conversar sobre algumas coisas com você, mas posso continuar assistindo você tentar dar comida para a Bravinha. – avisou e Rick bufou.

— Sabe Dixon, andar com a Beth andou afetando o seu humor. Judith acordou geniosa hoje, parece que vai ser um longo dia. – o ex xerife reclamou e se levantou, andando com o amigo até a outra sala, que ele agora fazia praticamente de centro de operações de Alexandria. Daryl praticamente se jogou em uma das poltronas, respirando fundo e fechando seus olhos por alguns segundos. – O que aconteceu afinal das contas?

— Preciso que você me tire dos turnos da noite. Não quero mais deixar a Beth sozinha, durante os dias ela sempre tem alguém para lhe fazer companhia. – avisou. – Ontem ela passou mal, foi parar na enfermaria sozinha porque eu não estava em casa.

— O que? – Rick perguntou surpreso, ele ainda não saído de casa, então não tinha noção que a loira e Daryl tinham passado parte da noite com Denise. – Ela e o bebê estão bem? – perguntou.

— Sim, mas não quero minha mulher sozinha... – falou vagamente. – Foi um susto do caralho, Rick. – continuou. — Beth ficou um pouco lá na Denise, mas já está em casa, Maggie ficou com ela agora, ela encontrou com Tara hoje mais cedo e acabou descobrindo da confusão. E ah, você pode manter a Judith por uns dias também? Beth tem que ficar quieta um pouco.

-Claro... Não teremos problemas em arranjar alguém para ficar nos seus turnos, e Judith posso me arranjar com ela aqui. – Rick disse. – Fico feliz que Beth está bem, sabe que me preocupo com ela, como se fosse minha filha também, ainda mais depois de tudo que ela fez por Judith. – disse se levantando. – Mas tem alguma razão para que Beth tenha passado mal? Encontrei com ela algumas vezes e parecia bem.

— Ontem tivemos uma visita inesperada pela manhã e a loira acabou ficando nervosa. – comentou. E os dois saíram da casa, indo em direção aos muros para verificar se tudo estava bem. – Jane foi até a nossa casa ontem. – Daryl disparou e Rick o olhou com as sobrancelhas arqueadas. – Ela falou algumas coisas e Beth acabou bem estressada... Maggie agora está a ponto de matar a mulher, e Beth disse que não vai controlar seus hormônios se ela continuar a irritando.

— Jane Fletcher não está sabendo aonde está se enfiando, enfurecer Maggie não é a melhor escolha da vida. – Rick disse. E Daryl sabia muito bem daquilo, ele já tinha o feito algumas vezes. – Porque não volta para casa e fica com a loira pelo resto do dia?

Daryl concordou com o amigo e se virou para casa. Quando avistou a varanda branca de sua casa, o homem viu Maggie com Jane, o homem bufou irritado, era só o que faltava. O arqueiro não tinha paciência para nada mais, queria que Jane fosse para o inferno. Conforme foi se aproximando da casa viu os olhos da mulher se arregalarem quando viu Daryl se aproximando.

— Espero que esteja me entendo, Fletcher. Se aproxime da minha família novamente e te garanto que a nossa conversa não será assim tão agradável. – ele ouviu Maggie dizer. – Minha irmã e meu cunhado me pediram para que eu não me metesse nisso, mas confesso que a sorte mudou no momento em que você bateu nessa porta. – a morena continuou e ele subiu os degraus da varanda.

-Daryl, que bom que chegou! – Jane disse chorosa. – Maggie está me ameaçando. – completou e Daryl olhou para a cunhada. – Diga para ela que não tenho nada com o que aconteceu com a Beth. Eu só lhe disse a verdade.

— Cala a boca, Jane. – Daryl disse. – Maggie cadê sua irmã? – perguntou calmamente, ele não queria arranjar outros problemas no momento.

— Dormindo. Logo depois que você saiu ela voltou para cama, e então essa daqui, – Apontou para Jane. – apareceu, bateu na porta e perguntou por você. Aparentemente o destino estava querendo que nos encontrássemos, Jane. – Maggie disse com um sorriso forçado.

— Você não vai falar nada, Daryl? – Jane perguntou. – Ela está dizendo que vai me bater se eu não parar de te procurar. – falou e Daryl deu de ombros e se encostou na parede do lado da porta, tirando um cigarro do bolso e acendendo. – Vou falar com o Rick sobre isso é um absurdo! – exclamou.

— Acho que o Rick tem problemas maiores para lidar do que você, Jane. Acho melhor você escutar meu conselho e sair do caminho da minha família. A Beth pode até ser paciente, mas eu sou bem estressada, e como eu não costumo seguir as regras mesmo, não vou me importar de te bater se você continuar importunando eles dois ouviu? – Maggie disse pegando Jane pelos braços e sacudindo. – Mesmo que eles tenham me dito para ficar fora disso. – terminou. – Agora dá o fora daqui porque ninguém dessa família tem nada para falar contigo.

Daryl viu quando Jane o olhou irritada e saiu da varanda jogando os cabelos para o lado no ato, e Maggie voltando a entrar na casa e se jogando no sofá. A cunhada tinha claramente ignorado o que a irmã tinha dito, mas Daryl não estava nem um pouco incomodado com o que a mulher tinha feito. Na verdade o homem ainda não sabia como lidar com aquilo, ele já havia dito algumas vezes para Jane não se aproximar dele, mas parecia que a mulher não entedia, talvez a pequena conversa que ela tinha tido com Maggie ajudasse.

— Não precisa reclamar, Dixon, sei que não devia me meter, mas perdi a cabeça. – Maggie comentou quando ele entrou na casa após terminar de fumar.

— Não vou reclamar. Talvez ela entenda agora que não quero nada com ela, nem nunca vou querer. – disse vagamente. – Vou ver a Beth, se quiser ir para casa... – avisou.

— Ah! – ela pulou do sofá. – Vou sim, avise pra Beth que fui ficar com meus garotos. E Daryl, obrigada por tomar conta da minha irmã. Sei que implico com você algumas vezes, mas sei que está fazendo-a muito feliz. – Maggie falou e saiu pela porta logo em seguida.

O homem subiu as escadas calmamente e se encostou no batente da porta por alguns minutos observando Beth dormindo. Durante os dias que ficaram sozinhos depois da queda da prisão esse foi um habito que Daryl acabou adquirindo, ele adorava observar a loira dormir. Ele sentou e tirou as botas, e voltou a se deitar do lado da loira, fechou os olhos e tentou dormir novamente.

Daryl só acordou novamente quando sentiu alguém se mexendo na cama, ele abriu os olhos e viu Beth com uma tigela de salada de frutas que ela tinha feito alguns dias antes, e na mão livre um livro sobre bebês que provavelmente Maggie tinha emprestado para ela. O homem se virou para a mulher e a observou colocar uma colherada na boca, e virar lentamente a página do livro, concentrada. Ele se ajeitou na cama e deitou a cabeça nas pernas da mulher, que sorriu e tirou a tigela do colo a colocando na mesa de cabeceira.

— Como está se sentindo? – ele perguntou enquanto a mulher fechava o livro também, e afastava os cabelos da testa dele.

— Bem. Não tive dores, nem enjoos hoje mais cedo, tomei café da manhã e agora estou comendo outra vez. Maggie já foi? – ela perguntou se inclinando e beijando-o.

— Sim, disse que queria passar um tempo com Glenn e Hershel. – Daryl respondeu. – Vou te dizer porque provavelmente isso vai chegar a você de qualquer maneira. – ele começou e Beth o olhou curiosa. – Jane veio aqui enquanto eu estava no Rick, e Maggie e ela acabaram discutindo, na verdade sua irmã fez o melhor dela... – ele riu.

— Ela bateu na Jane? – Beth perguntou surpresa. E suspirou aliviada quando Daryl negou rindo. – Ah, melhor.

— Mas ameaçou. – o homem continuou. – Se você tivesse escutado acho que teria chorado com o discurso de “vou proteger a minha família” que a Maggie usou. – Daryl debochou e Beth deu um tapinha em seu braço.

— Poderia até ter chorado, mas eu ia ter torcido bastante para a Maggie na briga. –gargalhou. – E com Rick como foi? – ela perguntou.

— Tudo certo. Espero que esteja pronta para me aguentar a noite inteira com você. – falou e Beth riu dando outro beijo nele.

— Mal posso esperar, Sr. Dixon. – avisou.

Notas finais
Espero que tenham gostado e até semana que vem! Não esqueçam de deixar as opiniões de vocês. Beijos ♥