Notas iniciais
OLÁ EU VOLTEI!!! Esse último fim de semana(SIM EU FUI NA EA!!) me deu inspirações pra escrever e aqui estou com mais um capítulo E boatos,apenas BOATOS de que essa semana vai ser cheia deles O capítulo tá seguindo a linha dos anteriores e tá sofrência pura,já aviso ajkshksjh leiam escutando a música nobody's home da avril lavigne Boa leitura! :)

Antes de entrarem na casa de Regina,Robin e a morena se entreolharam.Sabiam que dali pra frente,a realidade seria outra: teriam de fazer adaptações em suas vidas,tinham de lidar com o possível cancelamento da admissão de Henry em Stanford,como Robin iria fazer pra que pudesse estar no comando da empresa e ali com a família e,acima de tudo,o fato de que talvez sua menina nunca mais fosse andar.

Regina não tinha mais lágrimas,o rosto permanecia o mesmo que nos dias anteriores: pálido,quase que sem vida,o brilho nos olhos havia sumido,assim como o sorriso pelo qual o britânico se apaixonara.Ela suspirou,fechando os olhos e parou com a mão a apenas alguns centímetros da maçaneta da grande porta branca.Como iria contar aquilo à todos?Simplesmente abriria a porta e diria "Então,os médicos não sabem quando ela vai acordar e bem,ela pode ficar paralítica.Vivam com isso!"?Não.O turbilhão de pensamentos ia ficando cada vez mais intenso,até que seu corpo inteiro gelou e pareceu petrificar,a angústia crescendo dentro de si.Apenas um único nome ecoando em sua mente.

– Henry... — ela sussurrou,arquejando;o pânico visível em seus olhos

Henry.Como ela iria contar ao filho que a irmã poderia ficar em uma cadeira de rodas para sempre?A julgar pelo modo como ele reagira quando viu Milagros naquele estado,a morena não sabia o que esperar agora."E se ele fizer algo?E se ele se culpar?E se ele tentar se matar?...

– Meu deus,não. — seus pensamentos se tornaram audíveis e ela agora falava em voz alta — Ele não vai aguentar.Henry... — seus olhos passeavam de um lado para o outro,ela sentia como se não fosse capaz de mexer nenhum músculo,a boca estava semi aberta e ela respirava com dificuldade.De repente,sua visão começou a formigar,uma onda de náusea forte a acometeu,os pés pareciam não tocar o chão,como acontecera antes no hospital;ela estava prestes a desabar quando sentiu uma mão em suas costas

– Regina? — a voz de Robin soou longe porém de maneira reconfortante — Regina,você está bem? — ela podia sentir a preocupação em sua voz e na maneira em como ele acariciava suas costas,como se quisesse ter certeza de que ela ainda estava ali,e serviu para que ela voltasse a si e conseguisse distinguir o ambiente à sua volta antes mesmo de desmaiar

– Sim..estou.. — sua voz havia novamente se transformado em um fio

– O que houve?Você ficou branca de repente.- ele a olhava,a mão agora em seu ombro,apertadndo-o

– Henry.Como vamos contar isso pra ele? — sua voz fraquejou — Quer dizer,você viu como ele ficou só de vê-la naquele estado,se ele souber o quão grave é a situação e o que realmente pode acontecer,eu... — ela parou para reprimir um soluço — Eu não sei,Robin...e se ele tentar se matar por achar que foi o culpado?Não podemos deixar isso acontecer,não podemos,Robin...nós não podemos...

– Ei,ei,calma. — ele a abraçou,trazendo a cabeça dela de encontro ao peito e a acariciando os cabelos negros — Eu sei o que você está sentindo.Eu sou pai deles,Regina,e o que eu menos quero é ter que dar a notícia de que talvez minha filha nunca mais ande.Eu mesmo não quero ouvir isso,não quero acreditar... — Regina sentiu a voz do ex-marido fraquejar nesse momento e sabia que ele estava lutando para não chorar — Mas nós não podemos esconder a verdade de todos,principalmente do Henry.Por mais que doa nele,assim como está doendo em nós agora,a verdade precisa ser dita,entende?Henry não é mais criança e não saber o que está acontecendo,vai fazer um estrago muito maior do que se ele souber.Entende? — ele perguntou e sentiu ela fungar e assentir

Os dois ficaram assim por um tempo,até que uma brisa suave e fria começou a soprar,fazendo a morena tremer.

– Vamos entrar,você não pode ficar doente. — o britânico disse calmamente,enquanto esfregava rapidamente as costas da ex-esposa,na tentativa de mantê-la aquecida.Como não obteve resposta,se soltou dela um pouco e já ia girando a maçaneta,quando sentiu uma mão em seu braço

– Vai me ajudar? — Regina perguntou num sussurro,os olhos lotados de esperança,medo e angústia,tudo ao mesmo tempo

– Sempre. — Robin sorriu como pode e depositou um beijo demorado em sua testa,abrindo a porta da mansão em seguida
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– MAMA! — Roland gritou e veio correndo ao escutar a porta bater

– Oi,pequeno príncipe — ela tentou sorrir de maneira não tão mecânica para o menino e o pegou no colo em seguida

– Regina,se quiser,eu posso ficar com ele pra você descansar. — Robin se ofereceu,preocupado

– Não,não.Está tudo bem. — ela respondeu ajeitando o casaquinho de Roland — Ficar com meu bebê sempre me ajuda,não é mesmo,meu amor? — e completou encostando seu nariz nos cabelos cacheados do filho,inalando o suave cheiro de talco

– Sim! — o menino assentiu prontamente e sorriu,abraçando o pescoço de Regina com força,apertando os olhinhos

– Mãe?

Uma voz soou grave do alto da escada e toda a leveza da situação pareceu se esvair da sala.Regina não tinha coragem para olhar Henry diretamente nos olhos.Os passos pesados nos degraus indicavam que o menino estava se aproximando cada vez mais.

– Mãe. — a voz do garoto soou como uma ordem;ele sabia que sempre que algo de ruim acontecia,Regina ficava exatamente assim: distante,evasiva e não o olhava diretamente nos olhos

Regina levantou os olhos e o encarou.Ficaram assim durante alguns minutos,as respirações pesadas.A morena apertava as costas de Roland e podia sentir o menino calmo enquanto brincava com seu cabelo e tinha a cabeça deitada em seu ombro.Olhava Henry,que mexia nervosamente no gesso em seu braço,enquanto os olhos expressavam medo."Deus,eu não posso fazer isso com eles".

– Regina... — ela sentiu o braço de Robin em seu ombro e pela voz dele,sabia que estava prestes a chorar também

– Mãe,pai... — Henry perguntou com a voz embargada e impaciente — O que aconteceu? — quando viu os pais hesitarem e uma lágrima correr pela bochecha esquerda de Regina,ele explodiu — O QUE ACONTECEU?COMO ESTÁ A MINHA IRMÃ? FALEM ALGUMA COISA! — ele chorava e alternava o olhar entre os dois

– Vocês chegaram!Meu deus,eu estava preocupada e... — Cora que vinha entrando na sala,parou no meio do caminho ao observar a cena — Está tudo-

– Mãe,leve o Roland lá pra fora. — Regina a cortou,nunca quebrando contato visual com Henry

– Ok.- a mulher mais velha respondeu,hesitante e pegou o neto no colo — Venha,Roland.

– Mas vovó,eu queio ficar com a mamãe. — o menino falou,fazendo bico

– Sua mãe precisa descansar agora e conversar com seu irmão,querido.Além do mais,você não vai querer perder o caminhão de sorvete,vai? — ao ouvir aquilo Roland levantou os olhinhos cheios d'água e balançou a cabeça em um não triste,que fez o coração de Cora se apertar — Então vamos.Quem sabe a gente não escolhe um sabor bem legal e colorido pros seus pais e pro Henry,hein? — ela disse enquanto ia se retirando da sala e a única coisa que Regina ouviu antes dos dois desaparecerem completamente,foi o menino murmurar um "Pode ser",já um pouco mais animado e aquilo conseguiu de alguma forma amenizar sua dor
Mas logo tudo voltou a ficar pesado como antes quando tudo o que a morena podia ouvir era a respiração ofegante de Henry.

– Mãe,por favor. — o menino se aproximava,já com o rosto vermelho — Eu não sou mais criança.Me diga o que está acontecendo... — ao ver que Regina desviara o olhar,ele se virou para Robin — Pai!Pai,por favor,pai!Eu preciso saber,por favor! — o britânico também ficou sem reação e então Henry não aguentou mais — O QUE VOCÊS DOIS PRETENDEM COM ISSO?SEI QUE ESTÃO ESCONDENDO ALGUMA COISA,FALEM LOGO OU EU JURO POR DEUS QUE EU VOU ATÉ AQUELE HOSPITAL SABER POR MIM MES...

– Sua irmã pode ficar paralítica,Henry. — a voz de Regina saiu baixa e trêmula,enquanto ela encarava um ponto vazio do hall de entrada

Por alguns segundos que pareceram uma eternidade,o hall caiu em um silêncio enlouquecedor.Regina tinha medo de se virar e olhar para o filho.Robin encarava os olhos assustados do garoto,após aquela revelação.

– O que? — Henry piscou — Não,não!Não pode ser! — ele continuava alternando o olhar entre os pais — Vocês está brincando,certo? — quando nenhum dos dois se pronunciou e tudo o que ele podia ouvir eram soluços baixos e reprimidos,perdeu a cabeça — CERTO?! MÃE!NÃO,NÃO PODE SER... — e começou a soluçar alto — Ela está aqui fora,não está?! — ele sorriu de maneira sarcástica e se dirigiu para abrir a porta

– Henry... — Robin segurou seu braço mas ele o soltou com força e o encarou com um misto de dor e ódio no olhar;o mesmo de Regina

– ME SOLTA! — o garoto gritou e abriu a porta em um supetão — Ok,Milagros,boa tentativa!Pode sair do seu esconderijo! — ele riu nervosamente e começou a andar para o jardim da frente,olhando todos os cantos — Milagros?! — Henry insistiu mas só ouviu as folhas das árvores farfalharem com o vento — MILAGROS! — sua voz havia começado a falhar,as lágrimas caindo

Regina de dentro de casa,se virou e chorava copiosamente,arquejando.Todo seu corpo doía.

– MILAGROS! — Henry berrava para a rua vazia,sem rumo e foi em direção à uma árvore de porte médio,do lado esquerdo do jardim,cambaleando — MILAGROS!!! — os berros ensurdeciam Regina que tentava andar mas sentia os pés falhando.

Henry viu um arbusto do outro lado da rua se mexer e seus olhos se arregalaram.

– MILAGROS! — ele gritou e se levantou,quase tropeçando nos próprios pés,e correu em direção ao meio da rua

– HENRY!NÃO! — Regina gritou e correu atrás do filho,o agarrando por trás,segurando os braços dele,a mesma hora em que um carro passou rente a eles — SUA IRMÃ NÃO ESTÁ AQUI! — ela chorava e tentava segurar o menino,que se debatia,tentando se soltar

– NÃO,ELA ESTÁ SIM! MÃE,NÃO! ME SOLTA! — ele chorava pura agonia

– Henry,por favor... — a morena tentava soar firme mas as lágrimas não permitiam

– Mãe,não...mãe,ela não pode... — Robin havia se juntado aos dois e os abraçava por trás.Henry estava em surto parecido com o que Regina tivera antes — NÃO! — ele começou a fraquejar e se agarrou à blusa da morena,chorando alto,junto com Regina e Robin,que agora ignorava todo seu protocolo de ser forte pela família e arquejava,agarrado aos dois,enquanto uma chuva fina começava a cair

Notas finais
Sofrência né? ajkshaksahs MAS NÃO ME MATEM PORQUE A PARTIR DE AMANHÃ JÁ COMEÇAM OS FLASHBACKS AEEEEE (tem uma referência ao 2x09 na cena do poço que eu fiz no final,vamos ver se cês descobrem) Então,recadinhos: o que vocês acham que está acontecendo com a Regina?Será que está doente?Será que está na lagoinha? ajkshaks Also,as personagens que eu disse que vão talvez entrem em SS,pra investigação,não são da série (ó a dica aí procês matarem quem são ;D) Comentem bastante,me sigam no tt @aiyya_yo e contiuem acompanhando!! Beijos seus lindos