Notas iniciais
Tá tarde,o capítulo tá enorme(não me matem) Então,apenas algumas coisas: tem amorzinho,tem fofurinha e tem uma surpresa no final As músicas: what you want - john butler trio(pra surpresinha no final) - cês vão amar pq ela combina bastante - e pode ser flashlight da jessie j(só pro resto do capítulo não ficar sem trilha) scrr Boa leitura!! :)) p.s.: os cometários eu agradeço E JURO QUE VOU RESPONDER A TODOS!!!

Eram precisamente duas da manhã quando Robin acordou com um som fraco e persistente;como uma risada de criança ou algo parecido."Mas quem são os malucos que têm forças para estarem acordados a essa hora?!",pensou e virou para o outro lado,agradecendo aos deuses quando o barulho cessou."Se eu perdesse mais uma noite de sono,juro por tudo que é mais sagrado que eu mataria um amanhã" e fechou os olhos.

Alguns minutos depois,ele ouviu a risada de novo."Isso é sério?!",resmungou,jogando os pés pra fora da cama,indo até a janela do quarto de hóspedes e olhando lá fora.A rua estava calma e silenciosa.Então mais uma vez ele ouviu a risada."É melhor que não seja Henry no videogame ou o Roland assistindo desenhos.",pensou irritado,enquanto calçava os chinelos.

Saindo do quarto,a primeira coisa que fez foi checar o filho mais velho.Empurrou devagar a porta de Henry,que estava entreaberta,apenas para encontrar o filho ressonando;o cansaço visível em sua expressão.Foi então em direção ao quarto de Roland e mais uma vez,o que encontrou foi apenas o pequeno agarrado ao golfinho e ao macaco de pelúcia,resmungando algumas coisas durante um sonho.

Então,a risada de novo ecoou em seus ouvidos."Deus,me diga,o que eu fiz pra merecer isso mesmo?!" e revirando os olhos,continuou sua peregrinação pelo labirinto que era a mansão de Regina.Conforme ia andando,a cada vez que ouvia a risada,esta parecia mais perto.Foi aí que,descendo as escadas,notou que uma das portas do lado esquerdo da sala de estar estava entreaberta;era o escritório da morena.Se dirigiu até lá e,parando na porta e observando pela fresta,viu uma silhueta pequena,meio encolhida em uma espécie de sofá,de frente para a televisão,assitindo algo que o britânico não conseguiu distinguir.

Robin então colocou a mão na maçaneta e devagar começou a empurrar a porta,tentando fazer o mínimo de barulho possível.Um soluço baixo e reprimido encheu o ambiente e ele viu que era Regina sentada no sofá.Abrindo mais um pouco a porta,ele parou onde estava ao ver o vídeo que passava no aparelho.O aniversário de 4 anos de Milagros.

"Mamãe,mamãe!Olha o que a Meg me deu!" — a menina agitava uma coroa vermelha que piscava no ar — "Não é liiiiiiiiiinda?!"

"Wow,que linda,meu amor!" — Regina,que usava um vestido branco de alças leve e uma sandália bege de salto,se abaixou para ficar do tamanho da filha — "Por que não mostra pro seu pai?" — ela sorriu e ajeitou o cabelo da menina

"Tá bom!" — Milagros abriu um sorriso banguela enorme e olhou para a câmera — "Papai,papai!Olha,olha,olha!" — mais uma vez ela agitou o adereço no ar e riu

"Nossa mas que coroa mais linda!" — a voz de Robin se fez ouvir e ele baixou a câmera para mais perto de si,a fim de capturar a expressão de felicidade da filha

"Agora eu sou uma verdadeira rainha!" — ela disse,colocando a coroa — "Se abaixe,súdito!" — a menina colocou uma expressão austera no rosto,empinando o nariz — "Não me desobedeça!"

"Eu não sonharia em fazer isso!" — ele retruco,levantando a mão livre em rendição e fingindo medo mas antes que pudesse fazer a reverência para a "rainha",Cora chega gritando

"Regina,hija,não podemos mais conter essas crianças!Já tem três querendo atacar a mesa de doces e o bolo!" — ela disse arfando — "É melhor cantarmos parabéns agora,antes que uma guerra civil comece!" — completou em seu jeito dramático

"Ok,mãe,sem estresse,mantenha a calma.Respire,certo?" — Regina lutava pra não rir do desespero da mãe — "A situação não está tão ruim assim,são só crian-

"ATACAR!" — a morena foi interrompida de repente por Henry,que tinha uma espada de plástico em punho e liderava um grupo de crianças que ao seu sinal,saíram em disparada em direção à mesa visada

"Não,não,não,não!" — Regina gritou,levando as mãos à cabeça — "HENRY DANIEL MILLS HOOD,PARE JÁ COM ISSO!" — tentou se fazer ouvir — "Isso é muito ruim!" — disse se abaixando para pegar Milagros do chão

"Ei!" — a menina protestou — "Não ganhei minha reverência ainda!Isso não é justo!" — disse cruzando os braços na altura do peito e fazendo bico

"Não vai ser justo 30 crianças comendo o seu bolo e você ficar sem um pedaço." — Regina disse olhando para a filha e arqueando uma sobrancelha — "Não quer isso,quer?!"

"MORTE AOS SUBALTERNOS!" — MIlagros gritou

"MILAGROS!" — Regina a repreendeu e olhou na direção da câmera — "Você andou assistindo com ela aqueles filmes violentos de novo?" — a filmagem agora tremia pois Robin não parava de rir — "Robin!É sério!" — ela repreendeu mas já quase perdendo a pose de durona pois a risada do marido era contagiante

"Morte aos subalternos?" — ele disse entre um riso e outro — "Não me lembro de nenhum filme com isso!" — e caiu na gargalhada de novo,dessa vez levando Regina junto — "Vamos,minhas rainhas,a mesa do bolo as espera." — completou se aproximando e dando um beijo na testa da filha

"Obrigada." — Regina sussurrou,com um sorriso brilhante no rosto,antes de se esticar e dar um selinho demorado em Robin,que já havia baixado a câmera e esta agora,filmava o gramado do quintal

"Ewwwww,que nojo!" — a voz de Milagros se fez ouvir,os dois voltaram a gargalhar e a filmagem foi interrompida

Robin tinha lágrimas nos olhos e só saiu do transe por causa do soluço um pouco mais alto que Regina deixara escapar.Ele podia ver que ela tremia,tentando reprimir o choro.Quando ele foi se aproximar,a tela ficou clara de novo e se pode ouvir ao longe o 'parabéns pra você'.

"Vamos,querida,faça um pedido." — Regina estava do lado direito da filha,ajeitando a coroa da mesma,enquanto Robin estava do lado esquerdo,segurando com uma das mãos a cintura da menina,que estava em pé na cadeira

"Robin,isso está gravando?!" — a voz de Beatrice atrás da câmera fez todos rirem e o casal revirar os olhos

"Mãe,eu não acredito!Se a senhora perder isso,eu nem sei" — Robin bufou

"Pode seguir,Robin,está gravando sim!" — disse Zelena,olhando por cima do ombro da mãe

"Mamãe,posso fazer o pedido?" — Milagros perguntou

"Se você não fizer,eu faço" — Henry implicou,sorrindo de lado

"E o que você sabe sobre pedidos?!" — ela bufou,cerrando os olhos

"Mais do que você,com certeza!" — retrucou,mostrando a língua

"Você é um bobão!" — ela gritou,já avançando no irmão

"Ok,ok,vocês dois!" — Regina interviu,separando os irmãos — "Milagros,faça logo seu pedido ou a vela vai apagar.E Henry,por favor,já chega de implicância!"

"Tá bom,mãe." — os dois resmungaram e Milagros encheu os pulmões,fechou os olhos,apertando-os e soprou a vela com toda força,apagando a mesma e todos aplaudiram

"Posso contar o pedido,mamãe?!" — ela perguntou com os olhos brilhando

"É claro que não,sua boba!Se contar,perde a graça!Dãã!" — Henry,que estava no colo de Robin, implicava com a irmã de novo,que o fuzilava com o olhar

"Querida,seu irmão tem razão.Mas se quiser contar,pode contar,afinal o pedido é só seu." — Regina disse sorrindo e acariciando os cabelos da filha

"Tá bom então!Eu pedi que..." — ela fez uma pausa,a fim de criar suspense — "QUE ESSE DIA DURE PRA SEMPRE!" — ela disse num supetão e com uma alegria que contagiou a todos na sala — "E que nunca,nunquinha,nada de ruim aconteça,que você e o papai fiquem aqui pra sempre e que...bem..." — ela hesitou,abaixando o olhar — "o Henry também..."

O rosto do menino ao ouvir aquilo se transformou em um vermelho puro e ele sinzalizou que queria sair do colo.Robin atendeu,segurou sua espada e o colocou na cadeira ao lado da irmã.

"Eu?" — ele perguntou,incrédulo

"É,é,você." — ela respondeu impaciente e timidamente,brincando com a barra do vestido violeta — "Você é bobão e tudo o mais mas... — e de repente,foi surpreendida por um abraço sem jeito e apertado

"Eu te amo,Mi!" — Henry disse e apertou a irmã — "Feliz aniversário.."

"Eu te amo também,Henry" — ela retribuiu o gesto,apertando mais ainda

"Robin,eu acho que não está filmando!" — a voz de Beatrice e um resmungo geral foi a última que se fez ouvir antes da tela voltar a ficar preta de novo

Robin não tinha mais certeza de como ainda estava em pé.Aquelas filmagens destruíram o resto das forças que ele ainda tinha ou pelo menos pensava que tinha.Olhou para a silhueta de Regina no sofá,que continuava encarando a televisão,e começou a se aproximar devagar a fim de não assustar a morena.Porém,um estalo de seu joelho o denunciou,fazendo Regina dar um pulo e enxugar as lágrimas rapidamente.

– Robin? — ela disse num sussurro,enquanto fungava,tentando disfarçar o choro — Há quanto tempo está aí? — completou,se esticando um pouco para acender o abajur que ficava do lado do sofá

– Tempo suficiente pra sofrer ainda mais.- o britânico respondeu,sem jeito e soltando um longo e pesado suspiro — Eu não queria te assustar,eu só...

– Tudo bem. — ela disse com a cabeça baixa

– Por que não está dormindo? — Robin perguntou preocupado e desejou não ter feito isso quando ela o olhou profundamente — Deculpe,não é da minha conta.

– Eu não consegui dormir. — ela o cortou,enxugando as bochechas — Esses últimos dias ficaram passando na minha cabeça como um filme de novo,de novo e de novo.Minha consciência deixou bem clara que dormir hoje,não era exatamente uma opção. — e riu com amargura — Então,eu desci e resolvi sofrer mais um pouco.Pra quem já está molhado,um pingo não é nada,não é mesmo? — ela fez uma pausa,hesitante — E você?Por que não está dormindo também?

– Eu não sei. — ele suspirou,se sentando ao lado dela no sofá — Acho que pelo mesmo motivo.

O silêncio mais uma vez encheu o pequeno cômodo.Nenhum dos dois sabia muito bem o que falar.

– Robin,o que vamos fazer? — a morena foi a primeira a falar — Quer dizer,Henry pode perder a admissão em Stanford,você pode ser retirado do cargo de presidente da empresa,talvez o mesmo aconteça comigo e ainda temos o fato de que Milagros vai acordar e... — a voz dela falhou — e como vamos contar a ela?... Robin,me diga que isso é um sonho e que eu vou acordar amanhã com os meus filhos todos em casa,rindo,brigando,eu não me importo,com tanto que estejam todos aqui,por favor... — as lágrimas voltavam a inundar seus olhos e a rolar quentes por suas bochechas

Robin se aproximou e a abraçou apertado.Como ele queria poder dizer que tudo aquilo realmente era um sonho.Que na manhã seguinte,Milagros seria a primeira a acordar e já estaria na cozinha conversando com a empregada e fazendo o mingau de Roland,no momento em que todos descessem.Que Henry estaria melhor,brincando como sempre,que ela estaria sorrindo de novo e que bem...talvez estivesse com ele.Mas sabia que aquilo não era verdade.

No fundo,alguma coisa dentro dele não o permitia acreditar 100% naquilo tudo,naquele destino já traçado.Alguma coisa dentro dele insistia em gritar que não era daquele jeito que as coisas terminariam,que tudo mudaria.Restava saber se para bem ou mal.De repente,seus pensamentos foram interrompidos por um ressonar suave.Ele olhou para seu peito e viu que Regina já dormia tranquila mas eles não podiam ficar ali.

– Regina — ele apertou seu ombro e ela acordou devagar — Você acabou dormindo,vamos subir. — ela assentiu e eles saíram do escritório,fechando a porta e seguiram em direção às escadas.Quando chegaram no primeiro degrau escutaram um choro baixinho — O que é isso? — ele perguntou preocupado

– Eu não sei. — ela respondeu e os dois começaram a subir

De repente,o choro de novo,agora seguido de um "Não,mamãe,não!Papai,por favor,a mamãe não!Mi?Mi!Não,mamãe,papai,chamem a Mi!Mamãe,mamãe!" .Regina arregalou os olhos e subiu correndo os degraus que restavam e abriu a porta do quarto de Roland rapidamente e viu o menino chorando e lutando contra o cobertor;os bichinhos de pelúcia caídos no chão.

– Mamãe,não! — ele choramingava,o rostinho com uma expressão de medo

– Roland? — Regina chamou,afastando um cacho da testa do filho,mas ele ainda estava dentro do pesadelo

– MAMÃE! — ele continuava chamando por ela sem parar

– Roland! — a morena elevou a voz e o menino finalmente acordou,em um supetão e se agarrou a ela com força,soluçando — Ei,meu amor,eu estou aqui.Você teve um pesadelo? — perguntou calma,enquanto envolvia o menino e o puxava pro seu colo.Ele assentiu — Quer contar o que foi pra mamãe e pro papai? — ela apontou para Robin que estava sentado na beirada da cama e afagava os cabelos de Roland.Dessa vez o menino balançou a cabeça em um não amedrontado — Tudo bem então,meu amor.Não precisa contar,não vamos forçar,ok? — continuou calmamente,enquanto Roland se agarrava em sua camisola e ainda tremia

– Roland,você quer alguma coisa? — Robin perguntou depois de algum observando o filho que tinha a cabeça quase enterrada no peito de Regina e mantinha os olhinhos lacrimejantes em um pequeno sinal que a morena tinha no seio direito mas ele não respondeu

– Filho? — Regina chamou — Está tudo bem,shhhh,estamos aqui agora,você pode relaxar.Foi só um pesadelo,nada de ruim vai acontecer.Está bem? — continuou,enquanto balançava ele devagar — Quer voltar a dormir? — ela perguntou quando notou que os olhinhos dele se fechavam cada vez mais mas ele lutava para mantê-los aberto,por medo de voltar a dormir — A mamãe e o papai prometem que não vão sair daqui até você pegar no sono e estar sonhando com um lugar bem legal.O que me diz?

Pometi,mamãe? — ele perguntou baixinho,levantando a cabeça e enxugando os olhinhos

– Prometo,meu amor. — ela sorriu de volta — Quer o papai perto também? — Roland assentiu,convicto,e Regina chamou Robin para se sentar ao seu lado

– Mamãe,assim o papai vai cair! — o menino resmungou.E com razão,pois o espaço que Regina havia deixado para Robin sentar era bem pequeno

– Mas não tem espaço pra ele sentar.

– Tem sim! — o menino respondeu,já um pouco mais travesso e aponto para as costas de Regina — Aí atrás,como naqueia foto quando eu era mais menor!

– Pequeno,Roland. — a morena o corrigiu — E não sei se uma boa idéia isso,filho,quer dizer... — ela olhava hesitante para Robin,que não parecia se importar nem um pouco com a sugestão — Robin,me ajude aqui!

– Mamãe,você pometeu que ia ficar aqui! — ele choramingou

– Regina,se é isso que ele quer... — o britânico respondeu e Regina podia jurar ter visto,mesmo no escuro do quarto,um sorriso em seu rosto

– Mas...

– Mas nada,mamãe! — Roland interrompeu,fazendo os pais suspirarem e cederem ao pedido

Robin colocou as mãos nas costas da morena,a empurrando de leve pra frente e se sentou,meio sem jeito,atrás dela.Suas pernas em volta do quadril dela,o calor de seu peito em suas costas,era quase como se os dois fossem um de novo.Regina por sua vez continuou hesitante em relação àquela posição."Meu deus,o que estamos fazendo?Estamos divorciados e mesmo assim,ainda agindo como dois adolescentes?Isso não está certo,quer dizer,eu fico desconcertada só de sentir ele perto de mim,imagine nessa posição;adeus aos meus sentidos e auto controle...espere,O QUE?! REGINA,OLHE NO QUE ESTÁ PENSANDO!MEU DEUS DO CÉU,EU PRECISO SAIR DAQUI AGORA!...aquela noite na cabana já foi um erro,agora nessa situação é pior ainda..."

– Mamãe! — Roland a interrompeu de sua discussão interna — Se encosta no papai,assim eu não consigo drumi!

–Ahn...certo,certo... — a morena piscou algumas vezes e se encostou aos poucos em Robin.A sensação do seu peitoral quente em suas costas a fazendo ver estrelas,a respiração dele fazendo seu coração acelerar,fazendo-a sentir como se uma corrente elétrica estivesse prestes a percorrer sua coluna e explodir em seu cérebro.Eram tantas sensações que Regina nem percebeu quando fechou os olhos e deixou todo seu peso cair em cima do ex-marido,que agora tinha as mãos firmes em sua cintura,soltando um pequeno gemido de prazer ao sentir o calor dele a envolver

– Regina? — a voz baixa e calma dele a fez dar um pulo — Shh,shhh... — ele acariciou seu braço e apontou com a cabeça,por cima de seu ombro,para Roland que já dormia profundamente de novo — Não demorou nada... — ele completou sorrindo

– P-pois é... — Regina sentiu a garganta seca quando o hálito quente de Robin passeou por sua orelha e ombro — É melhor colocarmos deitado de novo,não acha?... — ela perguntou,tentando focar em outra coisa mas não ouviu resposta;até mesmo a respiração de Robin parecia ter se esvaído -Robin,eu estou falando com voc..- ela disse virando a cabeça rapidamente,sem perceber que o britânico tinha o rosto a milímetros do seu e a encarava com os olhos brilhando,e acabou por beijá-lo

Os lábios dos dois se encontraram e se encaixaram perfeitamente como sempre.As respirações quentes e descompassadas se misturando.Os dois só pararam o beijo quando o ar se fez necessário.

– Regina... — o britânico pronunciou o nome dela ofegante,seus lábios roçando nos dela,sua mão agarrada na alça da camisola dela

– O que?... — ela respondeu encarando os lábios dele e tão ou mais ofegante quanto Robin

– Acho que o Roland quer ficar na cama... — ele completou,fazendo com que os dois olhassem pra baixo e segurassem o riso,pois o menino se mexia,tentando encontrar uma posição confortável no colo da mãe

Robin então se levantou devagar e deixou que Regina colocasse o filho na cama,o ajeitando com carinho e colocando os bichos de pelúcia de volta ao lado dele.Não pode deixar de sorrir quando Roland pareceu suspirar e dar um leve sorriso quando a morena afagou seus cabelos e depositou um beijo em sua testa,sussurrando um boa noite.

Ele seguiu em direção à porta,abrindo-a devagar e saiu,sem que a morena o visse.Regina começou a caminhar de costas,com um sorriso bobo no rosto ao olhar o filho e parou na entrada da porta,ainda encarando o menino.Estava tão absorta que não percebeu quando uma mão agarrou sua cintura com força e a puxou.

Robin que estava escondido do lado da porta,a imprensou contra a parede,surpreendendo-a com um beijo apaixonanante mas ao mesmo tempo feroz.Ela tentou agarrar a maçaneta da porta de Roland mas ele prendeu suas mãos na parede de novo e fechou a porta rapidamente.

– Robin,nós... — a morena tentou argumentar

– Regina,agora não.Nós já sofremos tanto...

– Mas e se isso não for certo? — ela o encarava com dúvida nos olhos

– Não importa.É disso que precisamos agora.Confia em mim? — ela a encarou de volta e ela pode ver ternura em seus olhos e uma certa angústia também

– Sempre... — ela sussurrou,mordendo o lábio inferior e ficou na ponta dos pés,capturando os lábio dele novamente,em um beijo apaixonado

Ele soltou as mãos dela e logo levou as suas para os quadris da morena,subindo lentamente para sua cintura,enquanto ela se agarrava a seus bíceps com necessidade,traçando seus músculos e subindo as mãos em direção às alças da regata branca que ele usava,agarrando o tecido com os dedos,as juntas ficando brancas da força que ela fazia para não gemer enquanto ele beijava e mordiscava seu pescoço.

– Robin,por favor...

O britânico entendeu a súplica da morena e a segurou pelas coxas,levantando-a do chão,fazendo com que ela,enroscasse as pernas em seu cintura,e a beijou novamente,caminhando em direção ao quarto dela.Encostando Regina na porta,ele lutou para achar a maçaneta e quando abriu a porta,praticamente se jogou pra dentro do quarto,fechando a porta devagar atrás de si,nunca quebrando o beijo,que agora era puro desejo e necessidade,as línguas se enroscavam,buscando dominância,os corações batiam acelerados,se tornando um só;ele podia sentir a pele arrepiada dos braços de Regina,que estavam em volta de seu pescoço.

Com cuidado,ele a colocou na cama,ficando entre suas pernas,e descendo a boca para seu pescoço e chupando o ponto sensível dali e arrancando gemidos suaves da boca da morena.As mãos de Regina brincavam com sua camiseta,até que ela começou a enrolar a mesma para cima,enquanto passava as unhas pela cintura e costas de Robin.

Ele se ergueu um pouco,deixando-a tirar a regata e voltou para trabalhar no pescoço e mandíbula da morena,contornando com a lingua,chupando,mordiscando.Regina fincava as unhas nas costas dele e o puxou para cima,para que pudesse encará-lo.Seu peito subia e descia,enquanto a morena arfava e buscava por ar.Robin então conseguiu distinguir,na luz fraca que vinha de um abajur do lado da cama,um brilho que vinha dali.

– Isso é?...

– O cordão que você me deu no dia da minha formatura? — ela perguntou sorrindo e levando a mão ao pescoço.Ele assentiu,alternando o olhar entre a corrente e os olhos dela — Sim,é. — a morena respondeu,mordendo o lábio inferior e sorrindo mais uma vez,do jeito que só ela sabia fazer — Eu sempre carrego ele comigo e agora esses dias,voltei a usá-lo... — ela hesitou em continuar

– Você sabe que nunca deixei de amá-la,certo? — Robin perguntou olhando-a no fundo dos olhos

– Eu sempre soube... — ela sussurrou,lágrimas já formando nos olhos castanhos — porque eu também nunca,nem por um segundo,deixei de te amar...

– Eu te amo,Regina...

– Eu também te amo,Robin...

E aquela declaração foi o bastante pra que mais um beijo pudesse explicar o que as palavras não podiam.Robin inverteu as posições,tirando sua calça do pijama e colocando Regina por cima,tirando em seguida a camisola da mesma bem devagar,enquanto ela sorria e se inclinava para segurar seu rosto com as duas mãos e beijá-lo novamente.

O britânico então soltou uma de suas mãos da cintura dela e apagou o abajur,deixando que só a luz fraca da lua lá fora,que vinha de uma fresta das finas cortinas, testemunhasse os movimentos lânguidos dos dois corpos de fundindo em só que se seguiram depois.

Notas finais
Então né......................... akjshaksjhakjshas Seguinte: que flashback que cês querem agora?Querem um pulinho no tempo?Querem saber o que a Regina tem? É só comentar,beleza? Um beijo p vcs,espero que tenham desconsiderado qualquer erro pq já tá tarde e se eu não for dormir agora,meu pai vai comer meu cu asjlskjal (mitira que meu bebê unicórino nao faz isso e sim,eu chamo meu pai de bebê unicórnio CHEGA JÁ FALEI DEMAIS beijos e até o próximo capítulo!!