Notas iniciais
Soundtrack: Robin/Regina: Outlaws - David Lambert/transição Robin e Regina pro Henry - https://www.youtube.com/watch?v=sQMdQLBK0sw / Henry no hospital(cês escolhe aí): https://www.youtube.com/watch?v=iIIkWdeFlFs (4:00 até 5:30) ou https://www.youtube.com/watch?v=bnIV9v_ml8k ou https://www.youtube.com/watch?v=dZr8pd8NS-Y (pra parte da mão ajshakh)

Os primeiros raios de sol entraram pela janela e ainda que leves,se intrometeram no ambiente calmo."Era bom demais pra ser verdade.",Robin pensou quando a luz da manhã,acertou seu olho esquerdo,forçando-o a sair da penumbra do sono.

Quando fez menção de sair de debaixo do aconchego das cobertas,o britânico sentiu um peso em seu ombro direito.Olhou então para baixo e o que viu,o fez sorrir genuinamente pela primeira vez nos últimos dias: Regina dormia tranquilamente,os cabelos negros levemente bagunçados,um sorriso calmo no rosto,a pele nua dos ombros,que se encontrava para fora do cobertor,parecia que tinha finalmente recuperado seu bronzeado natural e ele podia jurar que naquele exato momento,em algum lugar do universo,um coro de anjos cantava uma melodia celestial..."Anjos?Melodia celestial?Sério,Robin?!",se repreendeu mentalmente e soltou uma risada.

– Por que está me olhando? — a voz sonolenta de Regina o tirou de seus devaneios e ela riu quando ele levou um susto

– Deus! — ele respondeu num pulo,levando a mão ao peito — Regina,te acordei?

– Não,não.Eu estava lendo um livro,você não viu? — a morena retrucou com seu sarcasmo habitual,enquanto se espreguiçava devagar e bocejava

– Muito engraçada você,não? — o britânico riu,enquanto se sentava na cama e olhava o relógio — Wow,8 horas já!Acho que se não nos levantarmos,essa casa não anda. — continuou,jogando a coberta de lado e colocando a calça do pijama,já se levantando — Será que as crianças esqueceram do colégio?Quer dizer,horário nunca foi o forte deles e...

Nesse momento,o som de algo caindo no chão tirou Robin de seu monólogo.Se virando,ele viu Regina parada,o celular no chão,a boca semi aberta,os olhos pareciam vidraças por conta das lágrimas que já caíam e ela parecia petrificada enquanto o encarava com um misto de mágoa,raiva e descrença.Foi aí que ele percebeu o que tinha dito.Não havia mais a mesma "confusão" matutina de antes porque simplesmente "as crianças",não estavam mais ali;não 100% das crianças como costumava ser.

Regina arquejou e se deixou cair sentada na cama,toda dor e agonia voltando pior do que antes,de uma maneira que não podia aguentar.Ela se agarrou à coberta e foi escorregando,até estar sentada no chão,abraçada à próprias pernas.O britânico naquele momento só queria cavar um buraco e se jogar dentro.Como pudera dizer aquilo?

– Regina,eu... — ele começou,se aproximando dela e tocando-lhe o ombro

– Que tipos de pais somos nós? — ela o cortou,sussurrando com o olhar fixo em um ponto do chão

– O que?Como assi-

– POR DEUS,ROBIN! — gritou,se virando de repente para ele — Pare de se enganar e agir como se tudo estivesse bem porque não está!Nossos filhos estão sofrendo,o mundo está desmoronando a nossa volta e olha como estamos encarando isso? — continuou,bufando — Tivemos uma droga de uma noite por puro prazer e luxúria e pra que?!Apenas pra benefício próprio! — ela se levantou e começou a catar suas roupas do chão — Nosso filho corre o risco de ter o sonho arruinado,o sonho de entrar pra uma faculdade conceituada,nossa filha está presa a uma cama de hospital,sem perspectiva do que vai acontecer amanhã e Roland... — Regina soluçou,o aperto no peito se formando — nós estamos nos esquecendo dele,estamos esquecendo de que temos um filho de apenas 3 anos,que não está entendendo nada nos últimos dias e tudo o que ele escuta quando nos vê é "Roland,vai lá pra fora","Roland,fica com a sua avó","Roland,por que não vai brincar um pouco no quintal?". Quer dizer,como você acha que está a cabeça dele?

– Regina... — Robin tentou chamá-la mas ela o cortou em seguida

– ROBIN,ELE SÓ TEM 3 ANOS! — esbravejou,jogando as roupas no chão de novo — VOCÊ SABE O QUE É TER 3 ANOS E SENTIR QUE SEUS PAIS ESTÃO OCUPADOS DEMAIS PRA TE DAR ATENÇÃO E EXPLICAR O QUE ESTÁ ACONTECENDO?! — Regina sentiu as lágrimas rolando quentes por suas bochechas — Eles três estão sofrendo e olha o que fizemos?!Passamos a noite como se nada estivesse acontecendo,como se ainda fossemos casados e esquecemos completamente de tudo!Pelo amor de deus,Robin! — completou,soluçando e se sentando na cama mais uma vez

Naquele momento,Robin se sentiu como o pior ser humano do mundo.As palavras da morena o atingiram em cheio."Eu disse a ela que tudo estava bem...de alguma forma eu a forcei.De alguma forma,eu coloquei tudo de lado e a arrastei junto.Eu sou o culpado dela estar se sentido assim.Bom trabalho,seu idiota!".A cada soluço da ex-esposa,ele esperava que uma fenda se abrisse no chão e o engolisse.

Porém,de repente,algo no fundo de sua mente fez com que o turbilhão de pensamentos pararasse por um momento.Não algo,alguém;mais precisamente,uma voz.Uma voz que ele conhecia bem."Ei,pai!Vocês não fizeram nada de errado.Parem de se martirizar,isso não os faz nos amar menos.Contanto que vocês estejam aqui quando eu acordar,eu não me importo!Talvez o bundão do Henry se importe mas eu não.E também,cá entre nós,qual a importância da opinião dele quando comparada à opinião da sua favorita,não é mesmo?!"

– Por que está rindo? — a voz embargada de Regina tirou o britânico de seus pensamentos e ele se deu conta de que estava sorrindo e com lágrimas nos olhos.A risada de Milagros ainda ecoava em seus pensamentos — Robin?... — a morena chamou de novo e tudo que Robin fez foi sorrir para ela e a surpreender com um beijo calmo,porém capaz de expressar toda felicidade e amor que sentia que naquele momento — Robin!Mas o que...

– Shhh mas nada. — ele sentou na cama,segurando o rosto de Regina,que o olhava assustada,com as duas mãos — Regina,nós não fizemos nada de errado.Não se culpe,não nos culpe.Você sabe que,assim como queremos vê-los felizes,mesmo com todos os empencilhos que acontecem na vida,nossos filhos também querem nos ver felizes. — ele ajeitou a mecha de cabelo que sempre insistia em cair no belo rosto da morena e enxugou com os polegares as novas lágrimas que insistiam em cair — Você sabe disso,sabe que a última coisa que eles querem é que nós nos culpemos por algo natural,algo movido pelo amor...o mesmo amor que trouxe eles a esse mundo,o mesmo amor que eles,nossos pais,irmãs e amigos sabem que nunca se esvaiu,nunca deixou de existir,nem nunca vai. — o britânico se ajoelhou no chão à frente dela — Regina,tudo o que eu disse ontem,é a mais pura verdade.Eu nunca,nem sequer por um segundo,deixei de te amar.Eu errei feio com a nossa relação,errei feio quando me deixei levar pelo calor do momento e pela cegueira que as minhas burrices me causaram,errei feio quando desperdicei cada nova chance que você me dava e errei pior ainda quando não parei para pensar antes de assinar os papéis do divórcio e no que aquilo implicaria... — o britânico a olhava com lágrimas nos olhos,voz embargada e sem vergonha nenhuma de demonstrar toda a tristeza que sentia durante aquela confissão

Regina o olhava incrédula.Ela sabia,pelo que os filhos falavam naqueles últimos 2 anos,que ele não lidara bem com todo o processo do divórcio e que sofria,porém achava que era tudo fruto da imaginação das crianças ou apenas um plano delas para que os dois voltassem a ficar juntos.O que ela não esperava,mesmo depois da surpresa de Natal,da noite de Ano Novo na cabana,das declarações de amor e até mesmo depois da noite passada,era que aquilo tudo fosse realmente verdade,que Robin realmente se sentisse daquela forma porque durante todo esse tempo,ela havia se preparado para o pior:a hora em que o britânico percebesse o grande erro que estava cometendo,voltasse atrás,dissesse que aquilo tudo não passara de uma grande confusão e que ele já não se sentia da mesma forma.

Realmente,a morena se prepara para tudo,menos para esse momento e para a surpreendente sensação de alívio que ele lhe trazia;era quase como se pudesse enxergar um ponto de paz no meio do olho do furacão que sua vida se tornara.

– Não tem porque continuar mentindo em relação ao que sentimos. — ele continuou,nunca quebrando o contato visual — Não tem porque continuar com isso tudo,não tem porque desperdiçarmos mais uma chance que a vida está nos dando.Regina,não precisamos ter medo.Está tão na cara que ainda nos sentimos da mesma maneira que,como Milagros diria,só falta levarmos um letreiro em neon na cabeça! — brincou,arrancando uma gargalhada e algumas lágrimas da morena,ao mencionar a filha

– O que quer dizer? — mesmo já tendo uma idéia de qual seria a resposta dele,Regina perguntou,pois tudo o que não precisava naquele momento,era criar esperanças para algo sem futuro — Robin?... — ela chamou,o coração apertando cada vez mais,quando depois de alguns segundos ele não respondeu.E então...

– Quero dizer que te amo,Regina.Que não aguento mais passar um minuto sequer longe de você,não aguento mais fingir que esse divórcio não me afetou e que eu não sofri.Quero dizer que eu não aguento mais essa distância,que não aguento mais olhar pros nossos filhos,ver a esperança em vão nos olhos deles cada vez que nos veem juntos e depois ver aquelas mesmas órbitas sorridentes,escurecerem com desolação. — ele fez uma pausa e soltou um suspiro trêmulo,tentando em vão,difarçar as lágrimas — E,acima de tudo,quero dizer que eu quero você de volta.

No momento que as palavras deixaram sua boca,Robin teve a sensação de que o tempo tinha parado,pois a surpresa e o brilho nos olhos de Regina foram tão genuínos que ele se sentiu completamente sem ar.A morena tinha no rosto a mesma expressão de quando o ouviu dizer que a amava pela primeira vez,17 anos atrás,ainda em Storybrooke,onde toda aquela história começara.Os olhos dela dançavam surpresos,como os de uma criança quando tenta mentir que não comeu todo o chocolate antes do jantar,e aquilo só fazia aumentar o nervosismo do britânico,que ansiava por uma resposta.Ele então fechou os olhos,umedeceu os lábios e respirou fundo.

– E você? — começou,tomando a mão direita da morena na sua — Me quer de volta? — completou,soltando a respiração que nem sabia que estava prendendo

Por segundos,que mais pareciam séculos,tudo o que se podia ouvir no quarto eram as respirações descompassadas dos dois e os corações batendo numa frequência que mais pareciam fogos de artifício explodindo.

– Regina...

– Sim. — ela o cortou,antes que ele pensasse outra coisa ou perguntasse mais uma vez

– O que? — Robin sentiu o ar faltar,tinha de saber se realmente tinha ouvido direito

– Sim! — a morena,que tinha novamente os olhos cheios d'água,sorriu da maneira radiante que só ela sabia como e levou o britânico junto,que respirou aliviado — Sim,eu ainda te amo e sim,eu te quero te volta... — ela levou uma das mãos ao rosto do homem à sua frente e fechou os olhos,sentindo uma corrente elétrica percorrer seu corpo ao tocar a pele levemente áspera,que revelava resquícios da barba que crescia — Sim,sim,sim... — completou,ofegante e abrindo os olhos,deixando as lágrimas caírem,enquanto se jogava em um abraço apertado

Robin envolveu a cintura da morena,apertando-a contra seu corpo,fechando os olhos e sentindo cada batimento do coração dela que,agora sincronizado com o seu,formava uma quase que uma melodia.Regina passou os braços pelo pescoço do britânico e liberou todas as lágrimas que vinha segurando desde o começo daquela conversa.

– Eu... — ela tentou começar uma frase em meio aos soluços mas logo foi interrompida por Robin

– Shh,não fale nada agora. — ele disse,enterrando o rosto na curva do pescoço da morena e inalando o perfume cítrico de seus cabelos — Eu sei...

No calor do momento,o casal nem percebeu que Henry,que tinha vindo acordar a mãe,assistira a tudo pela fresta da porta.O menino tinha lágrimas nos olhos.Lágrimas que,pela primeira vez naqueles dias,eram de felicidade.Ele então encostou a porta novamente e,sorrindo com o pensamento que teve,saiu dali,em direção ao andar de baixo.
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Pegando um pedaço de papel,Henry escreveu um bilhete para os pais e colou na porta da geladeira.

"Mãe,pai,não precisam se preocupar mais comigo.Estou me sentindo melhor e fui à escola porque não estou nem um pouco a fim de perder a vaga em Stanford(é,eu sei da minha situação :) as discussões de vocês nunca foram das mais silenciosas,então...).
Ah,aproveitei e levei o Roland para a creche.Não se preocupem,nós vamos passar por isso juntos e quando menos esperarmos,Milagros vai estar de volta em casa.
Amo vocês!
P.S.: Pai,tio Killian me mandou uma mensagen pouco antes de sair(parece que ele não conseguiu seu celular ou algo assim) e pediu pra você ligar assim que puder(parece que é sobre a empresa)"

Terminando de fazer isso,ele pegou sua mochila,colocou Roland no colo e saiu,fechando a porta da frente devagar.

Depois de deixar Roland na creche,ao invés de seguir o caminho oposto que levava à escola,Henry virou à esquerda e parou no ponto de ônibus,torcendo para que o certo chegasse logo.Quando este parou,o garoto entrou e sentou ao fundo do veículo,em um assento da janela,olhos fixos nos prédios que pareciam "correr" e riu baixo ao lembrar que,quando pequenos,ele e Milagros realmente acreditavam quando Robin dizia que os edifícios tinham olhos e os seguiam por toda parte.
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O coração de Henry palpitava,ele sentia as palmas das mãos suarem enquanto caminhava pelos corredores brancos que pareciam não ter fim.Ao chegar em frente à porta certa,ele segurou com força a alça da mochila que levava no ombro esquerdo,fechando os olhos e respirando fundo,antes de levar a mão à maçaneta e girar a mesma,abrindo a porta.Entrando no quarto,ele colocou a mochila no chão ao lado da poltrona perto da janela e se virou,indo em direção à cama em que a irmã se encontrava.

Ele pegou na mão fria e imóvel da garota,segurando a vontade de chorar ao máximo.

– Eu sinto sua falta. — sussurrou,deixando escapar um suspiro trêmulo — Sabe,mesmo com toda sua implicância,seu jeito de me irritar e de bancar a segunda mãe pra mim,sendo que eu sou o irmão mais velho,então tecnicamente deveria fazer isso por você... quer dizer,bancar o segundo pai,não a segunda mãe porque aí seria estranho e provavelmente você faria eu me vestir de mulher e... — ele olhou para Milagros e riu — provavelmente agora você já teria me mandado calar a boca porque eu falo demais às vezes. — o garoto abaixou o olhar e soluçou,apertando a mão dela de leve — Eu me pergunto se você está bem.Quer dizer,bem você não está mas eu quero dizer,psicologicamente bem,sabe?Ou se você está que nem aquele garoto de Sobrenatural que na verdade não estava em um coma e sim,preso naquele mundo dos espíritos. — ele fez uma pausa e observou novamente a expressão da menina.Nada. — Não,né?Foi o que eu pensei — suspirando,ele voltou o olhar de novo para a mão da irmã — Ah!Espere,eu trouxe uma coisa pra você! — e soltou a mão dela,indo em direção à sua mochila — Aqui está.

Puxando um banquinho que encontrou debaixo da cama,ele se sentou e colocou um livro em seu colo.

'Once Upon a Time'– Henry leu o título bordado,já desbotado,em voz alta e sorriu — Se lembra de como nós sempre pedíamos pra mãe contar essas histórias pra gente?Ela não aguentava mais:você de um lado,sempre viciada na história da Branca de Neve,e eu do outro,louco pelas aventuras de Peter Pan e os Meninos Perdidos. — e abriu o livro,começando a folheá-lo — Você não sabe como eu suei pra conseguir trazer esse livro aqui!Roland o achou ontem à tarde e queria levá-lo hoje pro dia das novidades.Hoje de manhã,depois que eu vi... bem,algo que eu vou te contar em outra visita,tive a idéia de trazer o livro mas quem disse que ele deixava?!Então,quando eu contei que era uma surpresa pra você,ele sorriu e disse que me deixava levar só porque era exclusivamente pra você! — ele riu e balançou a cabeça — Um garoto de 18 anos perdendo uma discussão pro irmão de 3;o mundo oficialmente perdeu sua órbita natural!

Virando mais algumas páginas,Henry finalmente chegou na que queria.

– Ok.Pode parecer estranho e eu não sei se você vai lembrar disso quando acordar e,provavelmente,me chamar de crianção maluco e rir da minha cara,mas tenho como base o artigo de um psiquiatra que diz que as pessoas em coma podem às vezes escutar o mundo à sua volta e isso ajuda quando elas despertam.Então,lembre-se que só vou fazer o que estou prestes a fazer porque Roland insistiu antes de entrar na creche,porque estou fazendo um favor a sua saúde e porque,bem... — ele hesitou,revirando os olhos e bufando — eu me importo com você e quero te ver bem.Porém,ser tentar contar a alguém o que aconteceu aqui,eu vou negar com todas as minhas forças. — e dando um peteleco de leve no braço de Milagros,voltou sua atenção pro livro — Vamos lá então... — o menino completou,se aproximando mais e depositou uma das mãos na grade da cama,apoiando a cabeça no braço desta,enquanto a outra segurava o livro em seu colo

"Enquanto o príncipe perseguia o ladrão a cavalo,através da Floresta Traiçoeira,sua noiva,que ficara na carruagem,cruzou os braços e fez beicinho,imaginando quantos minutos terrivelmente chatos seriam necessários antes que eles pudessem retomar sua viagem rumo ao castelo de seu pai.[..]O princípe conseguiu fazer com o que tal ladrão caísse de seu cavalo e,num movimento rápido,desceu do seu e o agarrou,ordenando que ele retirasse o capuz e lhe mostrasse seu rosto.
Quando o "meliante" fez o que lhe fora pedido,o princípe se surpreendeu ao perceber que não se tratava de um ladrão mas sim,de uma ladra.Uma linda ladra,de pele levemente amorenada como o caramelo,cabelos negros como a noite e lábios rosados como um pêssego..."

– Essa Branca de Neve parece com a nossa mãe,não parece?! — ele interrompeu a leitura de repente — Sempre achei isso.Enfim,continuando...

"[...]Durante alguns minutos,eles apenas se encararam,eles não precisavam de palavras para expressar o que sentiam em seus corações naquele momento.E foi ali,sob a ponte dos ogros,que o amor deles nasceu,onde eles sabiam que,não importa como fossem separados,eles sempre encontrariam um ao...

E então aconteceu.Como num passe de mágica,Henry sentiu um aperto em sua mão que estava na grade e levantou a cabeça em um supetão,apenas para ver a mão de Milagros sobre a sua.

– Meu deus! — Henry fechou o livro com a mão livre e se levantou,voltando a atenção de novo para a irmã — Você consegue me ouvir?Milagros,por favor,faz alguma coisa,qualquer coisa!Você está acordando?Quer me dizer algo? — ele se desesperou,passeando os olhos pelos vários monitores aos quais sua irmã estava ligada e viu quando o que media os batimentos cardíacos mostrou que eles estavam aumentando de frequência — Deu certo!Você consegue me ouvir! — o garoto sorria de orelha a orelha

Porém,a alegria não durou muito pois logo os batimentos cessaram e ele sentiu a mão de Milagros voltar ao estado normal e cair novamente ao lado do corpo da menina.

– Você pode não ter aberto os olhos mas eu sei que isso significou alguma coisa. — ele disse — E se isso te fez bem,eu prometo que vou voltar todos os dias até você acordar. — retirando o celular do bolso,ele viu que já estava tarde.Então,se virou para guardar o livro na mochila,pegando a mesma para ir embora — Tenho que ir agora.Mas fica tranquila,isso vai ser o nosso segredo,ok? — continuou,dando um último aperto na mão da irmã e seguindo em direção à porta -Ah,e acorde logo,está bem?Preciso de você ligada pra me ajudar a estudar pras finais desse último ano ou eu não sei como vou passar em física!Infelizmente,não tenho o cérebro igual ao seu ou do pai. — completou e sorriu,dando uma última olhada na menina,antes de fechar a porta

Notas finais
EAE GALERINHA!!! Eu sei que vocês provavelmente querem comer o meu cu porque eu não atualizava fazia mais de 1 mês mas agora fiz um capítulo fofo,enorme e caprichado(eu acho) pra vocês!Levei bem uns 4 dias pra fazer,primeiro pq a inspiração não vinha,segundo porque agora tô trabalhando,então o tempo é curto e terceiro pq eu vejo bastante fanvid pra entrar no clima,daí eu me perdia nelas e esquecia de escrever akjshaksk Mas o importante é que tá aqui e eu espero que vocês gostem!!Desconsiderem se estiver mal escrito,realmente a inspiração fugiu e eu tomei no cu MAH OE! A referência da reação da reonciliação do casal 20 e do abraço foram do 3x22(a cena da lareira) e a do Henry no hospital foi do 1x03(que a Mary lê pro David) Provavelmente,daqui vai ter mais um capítulo só e dps já vai ter o famoso pulo no tempo pq coisinhas vão acontecer com os personagens,principalmente com dona Regis ~~tension~~ É isso aí então,esse porra tá enorme já af comentem bastante,repassem prazamizade e tchau! P.S.: alguém aí sabe fazer BEM fanvid?Ou conhece alguém que saiba fazer?Quero fazer um trailer pra fic!! Se souberem de alguém,só mandar aqui por msg ou lá no meu twitter: @aiyya_yo :)