Something Special
23 Capítulo 22
Notas iniciais
Com um baque surdo,caiu no chão.Estranho foi não sentir a dor,já que a queda havia sido brusca.Ela abriu os olhos com dificuldade,a claridade invandindo-os como um tsunami invade uma cidade.Soltando um suspiro pesado,Milagros apoiou o peso do corpo nas mãos e olhou em volta.O lugar era de um verde sem fim;o cheiro das flores,do vento,tudo entrava por sua alma e a fazia sentir como se o mundo tivesse sentido de novo.Estava de volta ao Rose Garden,seu lugar preferido em toda San Diego.
De repente,escutou uma risada ao longe.Ela tentou identificar de onde o som vinha,porém sem sucesso.Decidiu então,se levantar para explorar o local e assim,quem sabe,encontrar a dona ou o dono da risada.Enquanto andava,a garota começou a observar que o caminho que tomara,se estreitava cada vez mais,até que as árvores começaram a formar uma espécie de túnel e o ar dentro deste,a se esvair.
Milagros começou a correr e conforme o fazia,sentia a risada ficando cada vez mais perto,até que,ao se aproximar do fim do túnel,ouviu a voz de Regina.
– Você é tão linda,eu tenho tanta sorte de ter você,filha. — ela disse,porém Milagros não conseguiu ver com quem ela falava; pra dizer a verdade,a menina não conseguia ver nem a própria mãe.De novo a risada.
Ela sentia que quanto mais corria,mais o fim do túnel demorava a chegar,como se estivesse ficado presa,correndo eternamente em uma esteira.De repente,foi como se o tempo diminuísse,junto com seus movimentos e um clarão de apenas segundos mas que quase a cegou,chegando a refletir sua luz nos olhos de Milagros,fazendo com que os dois parecessem duas contas brancas azuladas,surgiu e,trazendo consigo uma ventania forte,destruiu o túnel,fazendo com que as folhas voassem para longe.
Milagros levou a mão ao peito,quando o tempo e espaço à sua volta voltaram ao normal,inspirando o ar o máximo que pode,pois foi como se o clarão tivesse sugado todo o oxigênio do local.A risada se fez ouvir mais uma vez.Mas agora,ela identificou de onde esta vinha.Ao norte,debaixo de uma árvore frondosa,cercada de roseiras,sentadas num banco de pedra acinzentado,estavam sua mãe e uma menina,de cabelos negros lisos e pele morena,que trajava um vestido branco,leve e fino
– Você é tão linda,eu tenho tanta sorte de ter você,filha. — Regina falou a mesma coisa de antes,fazendo com que Milagros franzisse as sobrancelhas e notasse que algo estava errado.A voz não parecia ser de sua mãe.Pertencia à ela mas...parecia que não era ela mesma dizendo aquela frase.
Se aproximando devagar,Milagros percebeu que a figura da menina com quem sua mãe conversava era pálida,sem cor,sem vida,como se estivesse...desaparecendo.Era isso!A menina estava desaparecendo e só Regina,do alto de seu "transe" parecia não notar isso.
– Você é tão linda,eu tenho tanta sorte de ter você,filha. — a morena disse mais uma vez e foi aí que Milagros notou que,ela não olhava diretamente para a figura à sua frente e sim,para um ponto mais "distante";um ponto prateado no colo da figura fantasmagórica da menina,um ponto que ela reconheceu como sendo o camafeu que havia dado à Regina no dia das mães,há muito tempo atrás. — Eu te amo. — o diálogo mudou,finalmente, e ela sentiu que algo estava errado.
– Eu te amo também,mamãe mas... — a menina finalmente se pronunciou,sua voz suave como veludo,distante como um eco;sua voz como a sua. — Você falhou comigo.
Ao proferir essa frase,a menina se levantou e foi como se aquele gesto agisse como um estalar de dedos,pois Regina finalmente olhou diretamente para a figura à sua frente e seu olhar,fez com que Milagros quisesse matar a garota;era um olhar de descrença,de dor,um olhar vitrificado pelas lágrimas.
– O que? — Regina disse,em um fio de voz e respirando pesadamente
– É isso mesmo.Você falhou comigo. — a voz da menina ficava mais alta,conforme o céu se fechava e um vento,semelhante ao que destruíra o túnel de folhas antes,se fazia presente — Você não foi me procurar antes naquelas pedras,você não foi me procurar quando seu coração mandou.Ao invés disso,deixou Henry ir.
– Mas ele...
– ELE NÃO É VOCÊ!ELE NÃO É MEU PAI,MUITO MENOS MINHA MÃE! — ela esbravejou e com isso,o vento se intensificou,fazendo seus cabelos negros esvoaçarem,revelando sua nuca,que agora sangrava e empapava a parte de trás do vestido — VOCÊ FALHOU COMIGO! — a garota gritou mais uma vez e a árvore explodiu,jogando Regina longe.Ao ver aquilo,Milagros sentiu a raiva subir por suas veias e explodir em seu peito.
– EI!VOCÊ! — ela gritou,saindo do lugar em que se escondia — SAIA DE PERTO DA MINHA MÃE!
A menina,que se aproximava de Regina devagar,parou na metade do caminho ao ouvir a voz de Milagros.
– E PODE IR DEVOLVENDO O MEU CAMAFEU!
– Seu camafeu? — a garota falou,da maneira mais calma possível — Não quer dizer nosso? — e se virou,fazendo com que Milagros engolisse em seco.Ela era ela.As duas eram a mesma pessoa,apenas em versões completamente diferentes. — Eu sou você,Milagros.Eu sou o seu interior nesse momento,a sua raiva,os seus sentimentos confusos,a sua frustração,o seu sentimento de abandono,o vazio dentro do seu peito.Eu sei como você se sente,eu sei que,assim como eu,você quer fazê-la pagar por ter falhado com você,com nós duas.
– NÃO! NÃO É VERDADE! — Milagros gritou,tentando se fazer ouvir por cima de todo o vento e dos relâmpagos e trovões que agora se faziam presentes,tentando ao máximo fazer com que Regina notasse a diferença entre as duas e notasse que ela jamais falaria todas aquelas coisas — Eu amo minha mãe,ela nunca falhou comigo ou com meus irmãos,ela não tinha como prever o que ia acontecer!Henry simplesmente se meteu na frente de qualquer atitude dos dois e correu até as pedras,ele foi mais rápido do que eles dois. — conforme ia falando,Milagros se sentia diferente e percebeu que a garota à sua frente ria diabolicamente e com satisfação — Roland também precisava de atenção,ele tinha perdido o balde dele,minha mãe precisava ficar com ele na areia — de repente,seu outro eu começou a falar as mesmas coisas que ela e ao mesmo tempo,como se já soubesse aquele diálogo — Eles deixaram que Henry fosse porque ele era mais rápido,eles não queriam,quer dizer,podiam se arriscar,eles... — então,ela percebeu que a garota sabia o diálogo porque ele era verdade.Mesmo estando em coma,Milagros sentia tudo aquilo,sentia raiva de tudo e todos,sentia que os pais haviam falhado com ela e começou a sentir lágrimas quentes e grossas rolando por suas bochechas
– Está vendo?Você realmente sente isso tudo,apenas está com medo de admitir porque...
– NÃO!EU NÃO SINTO NADA DISSO,VOCÊ SENTE!E VOCÊ NÃO SOU EU! — ela gritou — MÃE,MÃE!NÃO ACREDITE NELA,ELA NÃO SOU EU!MÃE! — ela insistiu de novo quando Regina olhou em sua direção,cerrando os olhos para enxergar melhor — MÃE,ELA NÃO SOU EU,MÃE! ELA- mas de repente,sua voz não saía mais e ela gritava em vão
– Milagros?... — Regina chamou,enquanto tentava levantar,se apoiando no tronco da árvore perto da qual se chocara;seu nariz sangrava e ela estava fraca
– Você é tão ingênua,Milagros. — a garota disse,se aproximando.Já não usava mais o vestido branco mas sim,as roupas que Milagros usava no dia do acidente.O cabelo e as pernas estavam empapados de sangue,como no dia do acidente — Você não tem capacidade de admitir seus próprios sentimentos como eu tenho. — ela riu e seu riso ecoou por cima de toda a tempestade — E sabe o que mais eu tenho que você não tem? — disse,se aproximando e quase colando seu rosto no de Milagros — Voz e... pernas que funcionam.
Ao ouvir a última parte,o sangue de Milagros gelou e ela caiu no chão.A garota agora ria com satisfação enquanto se virava e andava na direção de Regina.Milagros se desesperou e tentou mexer as pernas,porém estas já não recebiam comandos.O que lhe restava era tentar rastejar,porém quanto mais perto conseguia chegar,mais longe sua mãe e seu outro eu ficavam.
Como se gostasse daquele "show",a garota devolveu a voz de Milagros,só para ouvi-la gritar,bem na hora em que o Rose Garden estava prestes a ir pelos ares.
– Não,não,não! — Milagros implorava e balançava a cabeça negativamente — MÃE,NÃO!
Então,outro clarão tão ou mais forte quanto o primeiro apareceu e ela sentiu que uma força a puxava pelas pernas para trás,pelo caminho que tinha vindo.Ela tentou espernear o quanto pode,se agarrando no chão,nos galhos caídos conforme estes passavam por ela.Seus braços e dedos sangravam,ela berrava e chorava,implorando para que Regina não acreditasse em nada daquilo,enquanto a garota fantasmagórica apenas ria e seu riso ecoava por cima de todo caos e tempestade.
Com um puxão mais forte do que o primeiro,Milagros se sentiu cair em um vácuo infinito.Sua voz já não saía,ela sentia como se,da cintura pra baixo,seu corpo estivesse imerso em um líquido gosmento que o deixava cada vez mais pesado e inútil de se carregar.Ao chegar a uma certa altura do vácuo,ela parou;o tempo parou.Apenas para que uma força,maior do que a de antes,a puxasse para baixo de maneira tão intensa que,quando ela sentiu seu corpo bater com toda força em uma superfície gelada e relativamente macia,uma dor lacinante na cabeça e na lombar tomou conta de si;uma dor sobrenatural,a qual não podia suportar.
E então,tudo ficou negro,como estava antes de ela ter ido parar naquele lugar diabólico.E o único som que ela conseguiu escutar,antes de retornar ao estado de dormência anterior,foram apitos ensurdecedores que preencheram seus tímpanos.
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O apitar dos monitores preenchia o quarto e os corredores daquela ala do hospital.Duas enfermeiras entraram quase que arrombando a porta,assustadas pelo barulho,enquanto uma terceira saiu às pressas,procurando pelo médico de plantão.
Elas tentaram de todas as maneiras normalizar os aparelhos mas parecia que quanto mais tentavam,mais eles iam à loucura.Uma delas percebeu que o peito de Milagros chegava a tremer de tão forte que seu coração batia,parecendo que rasgaria o peito da menina a qualquer momento.
Quando o médico chegou,se aproximou da cama e pediu que uma das enfermeiras pegasse uma seringa.
– Mas doutor,um calmante no estado que ela está pode causar algum dano!
– Você não vê o que está acontecendo?! — ele disse,nervoso — Alguma coisa aconteceu que a deixou nesse estado,precisamos desse calmante ou o sistema dela vai entrar em parafuso e sabe-se lá no que isso pode afetá-la e...
– Dr. Hopper! — a enfermeira o cortou e apontou para Milagros — Ela não precisa de calmante algum,olhe como a expressão dela está serena,ela não está tendo convulsões,nem nada parecido! — ela falava alto,tentando se fazer ouvir por cima de todo aquele barulho
– Meu deus,eu nunca vi isso na minha vida... — o médico respondeu,pasmo — Mas mesmo assim,é um risco que temos de tomar!Você! — começou,apontando para uma das enfermeiras — Pegue um desfibrilador,talvez precisemos de um!E você — apontou para a outra enfermeira,do lado direito da cama — preciso que fique o tempo todo medindo o pulso dela,está bem?
Quando a segunda enfermeira voltou com o desfibrilador,deixando este a postos,e a terceira já segurava o pulso de Milagros,o médico injetou o calmante em um dos tubos ligados às veias da menina e esperou.Como mágica,todos os monitores pararam de apitar no mesmo instante,inclusive os que mediam os batimentos cardíacos.Dr. Hopper olhou para a enfermeira com o desfibrilador e acenou com a cabeça para que esta lhe passasse o mesmo.No momento em que iam começar a tentar reanimar Milagros,o apito suave do monitor se fez ouvir e os quatro respiraram aliviados.
– Devemos comunicar isso à família,Dr. Hopper? — uma das enfermeiras perguntou apreensiva
– Não.Pelo menos,enquanto não descobrirmos o que causou isso e o verdadeiro problema dela. — ele respondeu,olhando preocupado e intrigado para os monitores,e os dois deixaram o quarto
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– Roland,Henry!Vamos logo,vocês vão se atrasar! — Robin gritou para o andar de cima da casa,na beira da escada e conseguiu a resposta que os garotos vinham lhe dando há meia hora "Já estamos descendo,pai!"
O britânico olhou para o relógio que marcava 07:25 e respirou fundo."Se eles perderem esse ônibus,eu juro que eles vão a pé porque eu não vou dar carona nenhuma!",resmungou.Quando a torradeira apitou e o microondas também,ele levou um susto e correu para a bancada,colocando uma torrada na boca,queimando os dedos e os lábios no processo,e se esforçou ao máximo para colocar o café dentro da garrafa térmica."Será que dá pra eu comer essas torradas aqui?Acho que dá,se eu engolir bem rápido e torcer pra que isso não me dê azia mais tarde",ele pensou e,quando se sentou em um dos bancos para tentar relaxar,Henry e Roland desceram as escadas,fazendo a maior algazarra e os telefones da casa resolveram tocar todos de uma vez só.
Revirando os olhos e fazendo uma cara de poucos amigos,Robin atendeu o telefone,prendendo o aparelho no pescoço,e saiu à caça de seu celular.
– O que?! — ele resmungou,enquanto revirava o sofá da sala
– Robin!Isso é jeito de falar com a sua mãe?! — Beatrice o repreendeu do outro lado da linha
– Meu deus,mãe,oi! — respondeu desajeitado e finalmente encontrando seu celular — Mãe,só um instante. — e atendeu o celular — Hood.Killian,eu falei à 9! NOVE HORAS!EU ME RECUSO A APARECER AÍ ANTES DAS NOVE! — esbravejou — Eu não quero saber o que esses caras querem,eu marquei a reunião às nove e eu e você vamos aparecer à nove!Se eles não quiserem o nosso trabalho,que vão à merda e arranjem profissionais melhores!
– Tchau pai! — Henry gritou,segurando Roland no colo e já saindo pela porta
– Tchau Hen...ESPERA! — ele saiu correndo e escancarou a porta de novo — Aqui,não esquece a lancheira dele! — e entregou a lancheira de Roland ao menino,que sorriu e deu um beijo desajeitado e sonolento na bochecha do pai — Então,Killian,está bem?Olha eu não aguento mais,desde que tivemos essa idéia de abrir logo o novo escritório aqui,nem tempo de visitar minha filha no hospital eu tenho direito e NÃO VAI SER HOJE QUE ESSES IDIOTAS VÃO ME PRIVAR DE TOMAR UM CAFÉ DA MANHÃ DECENTE! — ele esbravejou e bateu com o telefone a toda força na mesinha de vidro que Regina tinha no hall de entrada. — Merda!Killian,daqui a pouco eu te ligo,ok cara?Esqueci minha mãe no outro telefone e acho que vou perder a vida porque acabei de rachar a mesa da Regina.Ok,então,tchau!
– Filho mas o que foi isso? — Beatrice perguntou assustada — Isso não está fazendo bem pra você!
– Mãe,agora não! — ele a cortou,rápido como uma lâmina,se arrependendo em seguida — Desculpe,eu só estou estressado e com muita coisa em cima dos meus ombros agora.Mas me diga,como está Zelena?E Gold?Ele está melhor?!
Duas semanas antes,Zelena recebera uma ligação da pessoa de quem menos esperaria,Belle.A moça havia ligado aos prantos;aparentemente,Gold sofrera uma parada cardíaca grave durante uma das reuniões do trabalho e estava sendo levado para a sala de cirurgia,em estado crítico,pois era questão de segundos até que a falta de circulação do sangue e oxigênio neste,ocasionasse um derrame.Zelena no mesmo instante,ligou para sua secretária,arrumou as malas,conforme os soluços e lágrimas permitiram e,no dia seguinte,já estava no primeiro vôo para Londres,junto com Peter e Beatrice.
– Ah filho,inconsolável,né?Gold não está lá,nem cá,ela e aquela menina Belle vivem em pé de guerra e,pra completar,os médicos não nos dizem nada,só ficam falando que poderia ter sido pior e blá blá blá,essas baboseiras de quando eles não querem admitir que o buraco é mais embaixo. — e soltou um suspiro
– Como eu gostaria que tivesse algo que eu pudesse fazer... — o britânico disse,chateado — Mas e Peter?Como ele está processando isso tudo?Ele está bem?
– Ah,o Peter é outra história,né?Foi só chegarmos aqui que as coisas começaram a dar errado pro coitado do menino.Primeiro,isso do pai,depois descobriu que aquele Joffrey,que ele chamava de "melhor amigo",além de plagiar a idéia do projeto que eles iriam apresentar nesse final de semestre,ainda roubou a namorada dele!Vê se pode isso?!
– Eu sabia!Eu sempre disse pra ele não confiar naquele garoto,alguma coisa não me cheirava bem! — reclamou."Robin,você viu minha pasta preta?!",ele foi interrompido pela voz de Regina,que descia as escadas com pressa — Mãe,eu tenho que desligar agora mas depois eu converso melhor com a senhora e olha,diga ao Peter que se ele não tiver idéias para o novo projeto,eu posso ajudá-lo,é só marcarmos um dia para um "conferência" pelo skype.Tudo bem,mãe,eu dou um beijo neles todos.Também te amo,tchau.
– Robin,você me ouv -
Ao chegar no quinto degrau da escada,Regina sentiu as pernas pesarem,como se algo as puxasse para baixo.Uma náusea forte lhe acometeu,pior do que aquelas que vinha sentido nas semanas anteriores,sua visão ficou turva e tudo à sua volta começou a girar.A morena tentou focar em um ponto,a fim de conseguir descer os degraus restantes mas eles dançavam,assim como o chão ao final da escada;tudo começou a duplicar e ela teve a sensação de ter tomado algum tipo de droga.
– Regina,tem certeza que a sua pasta não está...REGINA!
Ela conseguiu distinguir a voz de Robin mas a mesma estava muito distante para que ela seguisse o som.Então ela arriscou descer mais um degrau,do modo como pode,porém este parecia estar mais perto do que o normal e em um rápido movimento,enganada por sua própria consciência,Regina deu um passo em falso e sentiu seu corpo cair.Robin subiu as escadas correndo e a pegou antes que ela rolasse a escada.
– REGINA! — gritou,segurando a morena com força e dando leves tapinhas em seu rosto,apenas para perceber que ela tinha a pele gelada e suava frio — Meu deus,Regina!Você consegue me ouvir?Regina?!
Regina já não ouvia o britânico que a chamava.Sentia a cabeça pesar,se sentia fraca como se tivesse sido jogada longe depois de uma explosão e se chocado contra algo.E tudo que ela pensou ouvir,antes de desmaiar,foram apitos...incessantes e agudos.
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