Something Special
17 Capítulo 16
Notas iniciais
– Senhor e Senhora Hood,eu... — a enfermeira,que já vinha avisar que o tempo de visita já tinha acabado,parou na entrada do quarto ao ver Robin e Regina no chão,a morena sendo amparada por ele,enquanto soluçava e tinha o olhar fixo na máquina que controlava os batimentos cardíacos de Milagros — Está tudo bem?
– Sim,está.Nós já estamos de saída. — o britânico respondeu,fungando e com os olhos visivelmente vermelhos,indicando que também havia chorado
Ele abaixou um pouco a cabeça e sussurrou algo para Regina que relutou a princípio,soluçando um pouco mais alto mas logo cedeu e se levantou junto com o ex-marido.Quando já haviam passado pela porta e a enfermeira fechava a mesma,Regina reuniu forças e perguntou,em um fio de voz.
– Vamos poder visitá-la amanhã? — ela se segurou em Robin,apreensiva pela resposta da enfermeira
– Não tenho certeza ainda,precisamos checar com o Dr. Whale. — a moça respondeu com um certo pesar na voz e,ao ver Regina fechar os olhos,apertando-os,se aproximou e apertou a mão da morena — Prometo que farei o possível. — completou,dando um sorriso sincero
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Ao verem o casal passar pela porta,Emma e Úrsula levantaram de suas cadeiras,apreensivas.Queriam saber como Milagros estava mas também souberam,no momento em que viram Regina sair,quase tropeçando nas próprias pernas e se segurando em Robin,que aquele não era o melhor momento.
– Ei... — Emma foi a primeira a se pronunciar,se aproximando dos dois e se postando do outro lado da amiga,fazendo carinho no braço da mesma — Pronta pra ir pra casa? — ela perguntou,retirando uma mecha do cabelo negro bagunçado,que insistia em cair sobre o rosto de Regina,e a colocou atrás da orelha da morena.
A morena ficou um tempo sem responder,fitando o vazio;as grandes órbitas cor de chocolate pareciam feita de vidro por causa das lágrimas.Os outros três se entreolharam,sabiam que talvez ela nunca mais voltasse a ser a mesma mulher de antes,sempre com uma resposta na ponta da língua.Finalmente,ela fungou e assentiu.
Quando chegaram à porta do hospital e esta se abriu,deixando entrar a brisa fria daquela manhã,Regina parou.
– Regina,vamos. — Robin disse calmamente mas quando a viu absorta nos pensamentos,fez um sinal para Emma e Úrsula,que já estavam mais à frente,esperarem.Ele se colocou na frente da ex-mulher e segurou seu rosto com as duas mãos — Ei,o que houve?
– Henry... — foi tudo o que a morena conseguiu pronunciar,enquanto olhava a cidade lá fora.
Robin fechou os olhos e quis se estapear.Henry,claro.Como ele pudera esquecer do filho e não ter ido atrás do menino quando o mesmo saiu quase estourando a porta do hospital.Quando retornou o olhar à Regina,viu o queixo da morena tremer pela centésima vez naquele espaço de menos de 24 horas e ficou sem chão.Henry havia saído correndo quando viu a irmã daquele jeito,ainda estava fraco,machucado e não podia ser deixado daquele jeito pelas ruas de San Diego.Porém o britânico se sentiu ainda mais sem chão quando percebeu que não tinha idéia de onde o garoto poderia estar.Ele deixou escapar um suspiro de frustração.Tantos problemas em um tão curto período de tempo.
– Robin... — ele sentiu uma mão em seu ombro;era Úrsula — Eu vi quando ele saiu.Tentei segurá-lo e até mesmo seguir mas mesmo machucado ele foi mais rápido. — Robin sentiu o quanto Úrsula estava desapontada consigo mesma por não ter conseguido conter o "sobrinho"
– Tudo bem,Úrsula.A culpa não é sua. — ele suspirou mais uma vez — Ninguém pode imaginar o que está se passando na cabeça dele nesse momento.O problema é: não sabemos para onde ele pode ter ido. — o britânico proferia aquelas palavras a muito custo,pois sabia que era apenas uma questão de segundos até Regina se dar conta da gravidade da situação e só deus sabe qual seria a reação da morena
– Por favor... — a voz de Regina se fez ouvir e Robin apertou seus braços em volta dos ombros e cintura da morena;de repente ela ficara branca e ele temeu pelo pior."Meu deus,outro surto não,ela não vai aguentar...",ele suplicou mentalmente — Eu preciso do meu filho comigo... — ela completou e lágrimas rolaram por suas bochechas — Por favor...
– Regina,eu...
– Acho que sei onde ele está. — Emma que estava pensativa até então,se pronunciou — Robin,leve ela pra casa.Eu encontro vocês lá depois. — ela se aproximou de Regina e apertou os ombros da morena — Vai ficar tudo bem. — e saiu do hospital,correndo em direção à rua
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Depois de uma silenciosa viagem de carro,finalmente Robin encostou na garagem da casa de Regina.Ele olhou a morena e percebeu que ela continuava na mesma posição,sem esboçar nem um tipo de sentimento,nem nada.Bem,pelo menos ela não estava chorando,o que o britânico não sabia se era uma coisa boa ou ruim.Ele tirou o cinto e saiu do carro,seguido de Úrsula,que seguiu para abrir a porta do lado de Regina,ajudando a amiga a sair.
A morena deixou a bolsa cair no chão mas não fez nenhuma menção de pegá-la,continuando a andar em direção à casa,abraçada com Úrsula.Robin suspirou,pegando a bolsa de Regina e seguiu as duas.
Quando a porta se abriu,um vazio.Regina arquejou e parou na entrada.Úrsula e Robin se entreolharam e o britânico balançou a cabeça para a morena,quando esta fez menção de chamar Regina.Aos poucos todos foram surgindo da sala de estar e Robin fez um sinal com a mão para que não fizessem perguntas.Ele olhou para Regina e a morena havia voltado a chorar e ele sabia exatamente o motivo: de todos os rostos presentes,nenhum deles era o que a ex-mulher queria ver.
Em ocasiões como essa,nas quais passavam muito tempo fora,a primeira a correr pro hall de entrada,desde pequena,e praticamente se jogar nos dois,enchendo-os de perguntas,era Milagros."Onde estavam?" "Por que demoraram?" "Mãe,Henry não me deixou terminar o dever,fez birra pra vovó e ainda pegou minha boneca!" "Mãe,Henry comeu todo o resto da lasanha e não deixou nada pra mim!" "Que bom que chegaram,o faminto ali reclamou a noite toda que estava com fome.Aparentemente ele tem 16 anos e não consegue levantar a bunda do sofá e ir fazer uma comida".
Cora e Angélica se aproximaram com lágrimas nos olhos e envolveram Regina em um abraço apertado.A morena apertou as duas e elas ficaram assim por um longo tempo.Cora sussurrou algumas palavras em espanhol que Robin não entendeu mas ficou aliviado quando viu a morena se acalmar um pouco e os soluços diminuírem.
– Regina,vamos subir.Você precisa descansar... — Úrsula tocou o ombro da morena devagar e esta assentiu e as duas subiram à escadas
Quando já estavam fora do campo de visão,todos se aproximaram de Robin e Killian perguntou:
– Então,como ela está?Como eles estão?
– Henry está bem,só sofreu algumas escoriações,quebrou um braço e talvez tenha distendido um músculo do tornozelo. — ele começou e ao ouvir isso,Cora soltou um "Santo Dios!",em alívio — Mas ele fugiu do hospital quando foi até o quarto de Milagros e...viu como ela está. — aquilo fez o ambiente pesar — Ela está em coma... — Robin completou,sob o olhar de todos,tentando ao máximo segurar as lágrimas mas quando sentiu o abraço da mãe e da irmã e ouviu os soluços delas,não segurou mais e finalmente se permitiu desabar ali mesmo.
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– Pode parar aqui. — Emma deu a ordem ao motorista.Ela pagou e saiu do táxi
À sua frente,um grande letreiro dizia "Balboa Park".Ela sabia que Henry estava ali,tinha que estar.Se não estivesse com que cara ela iria voltar à mansão de Regina?"Ei,então,aparentemente,Henry desapareceu e Milagros está em coma.Viva com isso.".Não,ela não podia deixar a morena na mão.
Retirou o celular do bolso.O relógio marcava exatamente 7 horas.Felizmente os jardins do parque ficavam abertos 24 horas.A loira suspirou,colocando o celular de volta no bolso do casaco.Ela iria achar Henry,nem que tivesse de virar San Diego do avesso.
Atravessou a entrada principal e apertou o passo,seguindo em direção ao Rose Garden,que ficava mais ao oeste da entrada do parque.A brisa fria da manhã soprava e Emma se enterrou ainda mais em seu casaco.Ela rapidamente chegou a um dos caminhos menos conhecidos daquela ala do parque e parou na metade quando reconheceu a bota de Henry esquecida em meio a um dos milhares arbustos de rosas.Se abaixou,pegando a mesma e olhando em volta,avistou um pequeno vulto debaixo de um caramanchão.A loira suspirou pesadamente e fechou os olhos.Sabia exatamente porque o menino estava ali.
Ela se aproximou devagar,a fim de não assustá-lo,porém assim que o viu,correu em sua direção.Henry estava caído no chão encostado em uma das pilastras;o pé sem a bota sangrava,assim como alguns de seus machucados no peito e rosto,principalmente dois corte profundos: um acima da sobrancelha esquerda e outro próximo ao lábio superior.Ele tinha o rosto marcado pelo caminho das lágrimas e a expressão era de pura dor.
– Henry! — Emma se abaixou ao lado dele,examinando-o — O que aconteceu?Você estava bem quando saiu do hospital!Quem fez isso com você?Henry?
– Por que,Emma? — foi tudo o que o menino conseguiu falar,pegando a loira de surpresa
– O que?
– Por que ela e não eu? — ele começou a chorar de novo — Olha como ela está,Emma!Minha irmã está entubada,em coma,não sei se ela vai acordar,não sei o que vai acontecer e eu?Eu só estou com a droga de um braço quebrado! — Emma sentiu o coração apertar — Eu sou o irmão mais velho,Emma!Eu tinha um trabalho simples e ela retirá-la daquelas pedras antes que a lancha chegasse,eu segurei o braço dela mas não consegui ficar por muito tempo,a lancha veio em seguida...
– Henry,não é sua culpa...
– EU DEVIA TER PROTEGIDO ELA!SEGURADO NELA COM MAS FORÇA,A PUXADO COM MAIS FORÇA!QUEM SABE AGORA NÃO ESTARÍAMOS OS DOIS COM OS BRAÇOS QUEBRADOS E RINDO UM DA CARA DO OUTRO! — ele soluçava e batia com a cabeça na pilastra,fazendo Emma perceber que a razão de o menino estar sangrando,era ele mesmo.
– Henry... v-você fez isso com você mesmo? — a loira perguntou em choque
– Eu não mereço estar intacto quando minha irmã está aos pedaços,não posso encarar meus pais assim...
– Ah meu deus,Henry... — ela se sentou ao seu lado e o puxou para um abraço — Não foi culpa sua.Seus pais e todos sabem disso,inclusive Milagros.Você fez o que pode,tomou uma atitude antes mesmo que seu pai ou sua mãe o fizessem e isso faz de você um irmão de ouro e um verdadeiro herói. — ele a encarou — Não se martirize por isso,por favor.Talvez o destino quis assim:que você sofresse menos traumas físicos,pra poder apoiar seus pais e sua irmã,que sofreram traumas emocionais e psicológicos. — ela tentou sorrir o máximo que pode — Sei que é difícil,de longe eu não posso imaginar a sua dor mas você tem que ficar forte.Não estou pedindo pra segurar a barra toda só nos seus ombros mas pra que você,principalmente agora,se doe pelo menos um pouco à eles,especialmente à sua mãe...
– C-como ela está?... — Henry perguntou,fungando
– Mal,garoto.Não vou mentir pra você. — Emma suspirou com pesar — Ela teve um surto na praia,teve de ser sedada,tomou as notícias de uma maneira péssima e ao que parece,teve outro surto quando viu sua irmã do jeito que ela está,e quase desabou quando se deu conta de que você tinha fugido e ninguém tinha idéia de onde você podia ter ido.
– Mas você me achou...como?
– Por causa disso... — Emma o segurou pelas costas,fazendo-o desencostar da pilastra e apontando para o canteiro logo atrás:o de rosas vermelhas,o canteiro mais bonito de todo o Rose Garden — Sabia que o primeiro lugar que viria era pra cá...se lembra de quando vocês vinham aqui,quando menores e sua irmã pegava sempre uma dessas rosas vermelhas e brincava,fingindo ser a personagem que ela mais gostava?
– Ela fingia ser uma maçã e dizia que era a Rainha Má... — Henry completou com um sorriso mas logo voltou a chorar — Na quinceañera dela eu pedi permissão ao diretor do parque e fiz um buquê com essas rosas...ela adora rosas vermelhas...ah,Emma! — ele se jogou nos braços da loira e soluçou com pesar
– Shhh,está tudo bem,Henry.Pode soltar tudo,não precisa ser forte sempre. — ela apertava o menino e afagava seus cabelos.Por um minuto achou estar segurando o pequeno Henry a quem havia batizado quando o mesmo tinha 2 anos.
Os dois ficaram assim por alguns minutos,até que o menino se soltou.
– Eu quero ir pra casa,quero ficar com a minha mãe. — ele disse,limpando o rosto e ajeitando o cabelo
– Tudo bem então. — a loira o soltou e se levantou,começando a andar em direção ao caminho que viera
– Ahn...Emma? — Henry a chamou e ela se virou na hora — Uma ajudinha aqui?Se não percebeu eu não consigo me levantar sozinho — o garoto completou,arqueando uma sobrancelha,exatamente como Regina fazia
– Ah sim,vejo que já temos o velho Henry de volta,sem um "por favor". — Emma sorriu,ao que Henry revirou os olhos e bufou,e estendeu a mão — Vem,garoto. — ele se apoiou nela e os dois começaram a caminhar
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Depois de passar duas horas dentro da banheira,Regina finalmente havia trocado de roupa e estava deitada na cama,absorta em seu mundo de pensamentos,quando de repente a porta abriu.
– Regina... — Robin apareceu e a chamou
– Sim? — ela respondeu se recostando na cabeceira da cama e o encarando.Os olhos vermelhos e inchados indicando que ela chorara mais uma vez
– Tentamos de tudo mas o Roland não quer dormir. — o britânico suspirou — Minha mãe disse que ele não pregou os olhos a noite toda,só chorava e chamava por você e...
– E o que? — a morena o encorajou a continuar,mesmo estando com o coração apertado pra escutar o resto
– Ele quer comer... — Robin apertou os lábios
Regina deixou escapar um suspiro.Seu queixo tremia e ela reprimia um soluço com todas as forças.Sabia o que aquele "comer" significava.Apesar de ter 3 anos e ter aceitado a mamadeira sem problemas,Roland de vez em quando ainda pedia o peito.Eles nunca haviam entendido muito bem quando ele uma vez entrou no quarto de madrugada,gritando e tropeçando no golfinho de pelúcia e só se acalmou quando Regina teve a idéia de dar o peito pra ele e quando aquilo se intensificou durante e após o período do divórcio,até que Zelena contou que havia explicado o caso para uma amiga sua que era psicóloga e ela disse que o peito era uma segurança que Roland tinha e se apegava durante momentos difíceis,uma maneira de se sentir perto da mãe,de se sentir protegido.E para ele estar pedindo aquilo,é porque com certeza havia visto pelo menos uma parte do acidente e do desespero.
A morena passou as mãos pelo cabelo e assentiu,pedindo para que Robin o trouxesse.A porta se abriu de novo,dessa vez mais devagar,e Regina sorriu ao ver apenas um olho castanho a encarando curiosamente.
– Mama? — Roland a chamou,a vozinha era apenas um fio
– Vem cá,pequeno príncipe. — ela afastou as cobertas e bateu no lugar ao seu lado na cama
Roland entrou correndo,soluçando e quando ela o pegou no colo,ele tremia e agitava as mãozinhas.Robin encarou a morena e ela fez um sinal para que ele os deixasse a sós;o britânico assentiu e saiu fechando a porta.
– Shhh,está tudo bem,meu amor. — ela abraçava o menino com força,tentando ao máximo não chorar — Quer contar pra mim o que aconteceu?
– Mamãe... — Roland soluçou,se soltando dela,e a encarou — eu te amo! — e a abraçou apertado pelo pescoço
Regina não aguentou mais e chorou pesadamente,se agarrando mais nele do que ele nela.Aquela frase,ela já tinha ouvido uma vez...Milagros havia lhe dito,quando tinha 5 anos e Regina havia segurado sua mão e a ajudara acertar um dardo no local certo,fazendo com que a menina ganhasse um colar com um pingente prata de cavalo em um feira do prézinho.
– Eu também te amo,meu bebê...muito! — respondeu,enchendo o rosto do menino de beijos e o deitando em seu colo
Ela ficou balançando Roland por um longo tempo,os dois se encarando e ele brincava com as mechas mais compridas de seu cabelo,puxando mais forte de vez em quando,fazendo a morena fingir uma dor,arrancando risadas do filho.Regina achou que ele havia esquecido do peito,quando o menino fechou os olhos e pareceu dormir,até que ele começou a se remexer em seu colo e fazer força com as mãos,por vezes socando um de seus seios e ela entedeu que ele estava tendo um pesadelo e realmente precisava daquilo.
– Shhh,está tudo bem,Roland.É hora de ficar quietinho... — ela disse baixo,enquanto abaixava uma das alças da camisola e segurava a cabecinha do filho,que logo abocanhou seu seio,chupando com força.Regina ajeitou seu cabelo e riu quando ele sem querer mordeu seu mamilo — Ainda é um bebê... — ela sussurrou e continuou observando o menino,não reparando que a porta se abria devagar,mais uma vez
– Mãe... — Henry sussurrou e correu em direção à cama,se sentando devagar quando a morena apontou para Roland em seu colo — Mãe,eu... eu sinto muito... — ele deitou a cabeça no ombro de Regina e chorou — Não podia ter saído daquele jeito...
– Está tudo bem,Henry,eu entendo... — ela respondeu acariciando o rosto do filho com o braço livre — Shhh,não chore...
– Eu estou aqui pra você,mãe...sempre vou estar... — disse abraçando Regina como pode
– Eu também,Henry,eu também...
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