Something Special
18 Capítulo 17
Notas iniciais
"- Mamãe,eu não quero ir! — Milagros chorava
– Vai ficar tudo bem meu amor,é só me dar a sua mão! — Regina estendia a mão,estava há mais de uma hora naquilo
– Não!Eu vou cair! — a menina chorava e se agarrava ao galho da árvore
Milagros sabia que tinha sido errada em subir na árvore para pegar o gatinho que vira na rua.Podia ter chamado seus pais mas quando viu o bichinho que parecia não conseguir descer da árvore,esqueceu completamente que era apenas uma criança de 6 anos e tinha medo de altura.No momento em que chegou no galho em que o gato se encontrava,o mesmo pulo,caiu em pé e correu para a rua,deixando a menina lá em cima.
Depois de horas tentando descer,acabou com uma parte do casaco presa em um galho menor mais ao lado e sabia que se tentasse sair dali,iria cair.Então começou a gritar e por sorte,uma vizinha que passava ouviu e chamou seus pais.E agora estavam ali.Seu pai no chão,juntamente com Henry e sua mãe,bem à sua frente,em uma espécie de escada que os bombeiros haviam colocado para que seu resgate pudesse ser feito.
– Milagros,escute a sua mãe! — Robin gritava do chão — Você não vai cair,filha,só tente esticar a sua mão!
– Papai,eu não consigo!Estou com medo! — ela envolvia cada vez mais o galho com os pequenos braços
As lágrimas de preocupação de Regina escorriam pelas bochechas e pareciam fazer com que seu rosto congelasse,devido ao vento gelado de inverno que soprava.Passou as mãos pelo rosto e cabelos,descendo-as para o pescoço.Foi quando se lembrou da corrente gelada que ali repousava.Subiu a mesma um pouco e puxou o pingente:um camafeu prata que ganhara no último dia das mães da filha.E então sorriu quando teve uma idéia.
– Pode levantar isso mais um pouco? — ela se virou para o bombeiro na base da escada — O suficiente para que eu fique o máximo possível da árvore — o homem assentiu e ela sentiu a escada se mexer e se segurou na borda do pequeno "quadrado" — Milagros,abra seus olhos.
– Mamãe,não!Eu vou cair... — Milagros chorava com os olhinhos fechados e apertados
– Não vai!Você não confia em mim? — Regina notou que o choro da filha estava parando ao sentir sua voz mais perto mas a menina ainda tremia — Se lembra de quem me deu esse camafeu?Não foi você?Com essas duas fotos nossas?Isso quer dizer que acredita que somos uma só. — a morena retirou o camafeu do pescoço e o colocou em sua mão direita — Olha aqui,eu não tiro ele de perto de mim nunca,porque sempre que me sinto mal e o aperto,sinto você comigo e tudo de ruim some...
– Mas mãe,estou com medo... — Milagros tinha os olhos abertos e as lágrimas escorriam — E se eu cair?... — ela sussurrou com sua vozinha
– Você confia em mim? — Regina perguntou mais uma vez,ao que a menina assentiu — Então vem... — ela se abaixou,abrindo devagar a pequena porta do quadrado,estendeu a mão com o camafeu para que a menina a pegasse — Vem,filha,você consegue! — completou sorrindo,enquanto estendia o braço esquerdo para poder amparar Milagros
– Mamãe não vai te deixar cair! — Henry gritou e Regina podia jurar que a voz do filho estava embargada
Milagros soltou então uma das mãozinhas do galho e a esticou.Ainda tremendo,ela abriu os olhos devagar e se aproximou mais,sempre tendo como ponto de equilíbrio o rosto sorridente da mãe.
– É só segurar a minha mão,tudo vai ficar bem... — Regina sussurrou ao sentir a mão gelada da menina tocar a sua,envolvendo o camafeu no meio das duas,e então um pequeno peso se chocar contra seu corpo."
Regina acordou de repente,com lágrimas nos olhos mas sorrindo.Porém aquele sorriso logo sumiu quando se lembrou de que sua menina não estava ali mas sim em uma cama de hospital.Olhou para o quarto e percebeu que Roland e Henry já não estavam mais lá.Agradeceu mentalmente por isso pois sentiu as lágrimas escorrendo por seu rosto em apenas alguns segundos.
A morena respirou fundo e se forçou para fora da cama e em direção ao banheiro,a fim de tomar uma ducha,se arrumar e enfrentar mais um doloroso dia de muitos que ainda estavam por vir.
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Depois de realizar sua higiene matinal e de tentar,sem sucesso,disfarçar as olheiras e olhos vermelhos com base e rímel,Regina prendeu o cabelo no que ela acreditava ser a melhor possibilidade de um rabo de cavalo naquele momento e desceu as escadas.A casa estaria silenciosa,se não fosse por um cochichar que vinha da direção da cozinha.
Assim que chegou perto do cômodo e apareceu na porta,todas as vozes se esvaíram quase que instantaneamente e a morena sentiu os olhares pairarem sobre si.
– Ahn...bom dia. — disse seca e indo em direção à bancada,se servindo de um pouco de café
Houve uma troca de olhares entre Beatrice,Zelena,Cora e Angélica e esta última se levantou,indo em direção à irmã.
– Regina... — disse colocando uma das mãos no ombro da irmã — Sei que não é o melhor momento mas eu... ahn...nós — Angélica mordeu o lábio inferior,escolhendo as palavras
– Têm que ir embora? — a morena completou enquanto colocava açúcar no café
– É,é isso. — a outra suspirou pesadamente — Olha,eu sei que é um momento difícil mas a base ligou,eles precisam de nós dois lá,nos enviaram as passagens por email ontem à noite e...
– Eu entendo,Angélica. — Regina segurou a mão da irmã,apertando-a — Sei como são os empregos.
– Tem certeza de que não se importa?Eu posso ligar e explicar a situação,Jack pode ir sozinho,eu já estou quase tirando a licença,de qualquer forma.
– Não,não.Está tudo bem,mesmo. — a morena esboçou seu melhor sorriso — Vá,complete seu trabalho enquanto essa menina não vem ao mundo.Mas prometa que vai manter o contato por mensagens e skype!Agora que te tenho de volta,você não sai mais da minha vista.
– Eu prometo. — Angélica sorriu e abraçou a irmã da maneira mais apertada que pode — E você nos mantenha à par da situação.Estamos a apenas um vôo de distância e viremos pra cá assim que precisar. — Regina sorriu e apertou as mãos da irmã mais uma vez — Fique bem,ok?Te amo,mana. — e se retirou para se despedir dos demais
– Mãe,recebi uma ligação do hospital agora.Regina já acordou?Nós temos que... — Robin que vinha entrando apressado na cozinha com o celular em mãos,parou na metade do caminho ao ver a ex-mulher já de pé e arrumada — Ah,você já acordou... — sorriu sem jeito — Está melhor? — perguntou se aproximando
– Depende do seu conceito de "melhor" — a morena respondeu com uma pitada de sarcasmo — Você disse que o hospital ligou... é sobre... é... — ela fraquejou;já tinha os olhos marejados mais uma vez
– É,é sobre ela. — Robin se aproximou e só então notou os grandes círculos escuros debaixo dos olhos de Regina.Ele suspirou e tomou uma das mãos da ex-mulher;ela tremia e estava gelada — Nós podemos vê-la...
Ao ouvir aquilo,o olhar de Regina se iluminou e ela conseguiu sorrir genuinamente depois daqueles 3 dias.Robin sentiu seu coração se aquecer,ela tinha o mesmo sorriso da menina de 17 anos atrás,no dia do casamento dos dois.A morena pousou a caneca em cima da bancada e surpreendeu o ex-marido em um abraço rápido mas cheio de significado,e saiu correndo para o hall de entrada.
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A viagem até o hospital foi rápida mas o ambiente no carro parecia estar mais leve.Robin não pode deixar de notar que Regina levava constantemente a mão ao pescoço e ficava brincando com alguma coisa ali.
– Posso perguntar o que é isso? — ele perguntou e se arrependeu no momento em que o fez,pois ela não o olhou — Regina?
– O que?Estava falando comigo? — ela parecia ter saído de um transe mas os traços de um pequeno sorriso podiam ser facilmente notados em seu rosto.Bem,pelo menos ela não estava brava com ele ou incomodada pela pergunta
– Sim.Eu perguntei o que é isso no seu pescoço que você tanto mexe. — o britânico sorriu enquanto paravam no sinal
Regina abaixou o olhar para seu colo,onde o camafeu se encontrava e retirou o mesmo de dentro da blusa,mostrando ao ex-marido.
– Isso é...
– O camafeu que ela me deu na primeira festa de dia das mães do prézinho. — a morena segurava o pingente com carinho,esfregando o polegar levemente nele — Ainda não sei como ela conseguiu guardar todo aquele dinheiro que você deu para comprar o colar e não gastou tudo em doces.
– Bem,ela sempre foi a mais ajuízada,não é? — ele disse,voltando a dirigir quando o sinal abriu — Se fosse Henry ou até mesmo Roland,as lojas de doces do bairro já estariam falidas! — completou,arrancando um breve sorriso da morena
– Acha que é um sinal? — ela perguntou com os olhos fixos na rua
– Um sinal?Como assim? — Robin começou a diminuir a velocidade conforme iam se aproximando do hospital
– Eu não sei.Eu sonhei com ela e com o camafeu noite passada... acha que isso significa que ela me quer perto dela?Que isso é algum tipo de solução? — Regina olhou para o hospital à sua frente e fungou,enquanto tirava o cinto de segurança
– Eu não sei,Regina. — o britânico suspirou e quando viu a ex-mulher baixar o olhar,tomou suas mãos nas dele — Mas com sinal ou sem,de uma coisa eu tenho certeza.Independente de onde Milagros estiver ou como ela estiver,ela sempre vai te querer por perto. — ela o olhou em lágrimas e tentou sorrir — Você é e sempre foi uma ótima mãe. — ele sorriu de volta
– Obrigada... — ela disse timidamente e sorriu de forma mais genuína
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– Ah,Sr. e Sra. Hood! — a enfermeira exclamou ao ver Regina e Robin entrarem no corredor que levava à ala onde Milagros estava — Achei que não viriam mais. — ela sorriu de forma acolhedora
– E perder a chance de ficar com a minha filha cada segundo?Jamais. — Regina respondeu seca mas logo notou que a enfermeira ficara sem jeito — Me desculpe,eu não estou no meu melhor humor esses dias,não é nada pessoal. — ela sorriu
– Tudo bem,eu entendo. — a enfermeira assentiu e sorriu de volta — Bem,vamos? — ela perguntou,se afastando para que os dois pudessem passar
– Eu não posso agradecer isso que fez por nós. — Robin parou no meio do caminho antes de passarem pela conhecida porta e colocou uma mão no ombro da enfermeira — Sei que é difícil,portanto muito obrigado.Não só à você como ao Dr. Whale também.
– Bem,fizemos uma parte do trabalho mas a sua filha é a "culpada" disso tudo. — a enfermeira sorriu e explicou — Ela é bem forte de saúde,de estrutura,de tudo.Boa parte do trabalho foi ela quem fez,mesmo insconsciente. — Regina tinha lágrimas nos olhos e sorria ao ouvir aquilo — Mais detalhes,eu deixo para que o médico explique pra vocês,tudo bem?Devemos realmente ir agora antes que o horário acabe. — o ex-casal assentiu e os três seguiram pelo corredor
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Ao chegar na porta do quarto,Regina gelou.Tinha medo de desabar como no dia anterior mas sabia que não podia,pois logo que acordara naquela manhã,ela havia se agarrado ao camafeu e feito uma promessa em pensamento à Milagros:de que seria forte até o final.E algo lhe disse que a menina conseguia sentir aquela promessa,afinal ela sempre fora especial,desde o primeiro momento em que abriu os olhos após vir ao mundo.
– Regina,você ouviu? — a voz calma e preocupada de Robin a tirou de seus pensamentos
– Me desculpe,o que? — ela disse,enxugando uma pequena lágrima que insistiu em cair e recompondo rapidamente
– Vocês só tem 45 minutos com ela. — a enfermeira explicou — Foi tudo o que conseguimos.Apesar de ela estar estável,ainda está sob severa observação.Tudo bem? — os dois assentiram e a moça sorriu — Bem,eu vou indo,deixo vocês aqui. — ela completou e se retirou
Robin viu a enfermeira se afastar e se virou para Regina,apenas para encontrá-la encarando mais uma vez a maçaneta da porta.Ele suspirou e passou um dos braços por seus ombros.
– Tudo bem?Se quiser eu posso entrar primeiro,não precisa ser você a abrir a porta... — ele disse calmamente,observando cada movimento e expressão da morena
– Não,tudo bem.Estou bem. — ela disse fungando e com a voz embargada mas logo deixou as lágrimas de lado,suspirou a fim de se recompor e abriu a porta,entrando devagar
Robin ficou um pouco mais atrás,hesitante em entrar mas também na retaguarda.Continou observando cada movimento da ex-esposa.Conforme ela ia caminhando em direção ao outro lado da cama,ele ia dando passos pequenos até parar exatamente na entrada do quarto.Seu corpo se enrijeceu por um momento e ele percebeu que no dia anterior não havia olhado a filha direito e o pouco que olhou,o fez querer arrancar o coração fora,gritar e a sacudir,implorando para que acordasse."Agora não,Robin.Você tem que ser firme.Por Regina,por Roland,por Henry e,principalmente,por Milagros.",uma voz martelou em sua cabeça."Tem de ser forte.Vamos,entre no quarto...".Enquanto dialogava consigo mesmo,sem perceber o britânico caminhava a passos lentos para dentro do quarto,seus olhos fixados na cama,seu coração acelerado parecia que ia sair pela boca a qualquer minuto."Seja forte,Robin.Por todos,por si mesmo,por ela e..."
– Parece que ela está dormindo... — a voz da Regina era um fio e o tirou de seu conflto interno.Ele se permitiu olhar.
Percebeu que estava do lado da cama e parecia ter saído de um transe,pois quando se deu conta de que olhava fixamente para a filha,seu coração quase parou e ele arquejou,reprimindo um soluço,seus olhos se encheram de lágrimas.Robin olhou o rosto de Milagros,ela tinha uma expressão tranquila.Regina tinha razão,parecia que ela estava apenas dormindo.Se apenas aqueles tubos,monitores,agulhas não estivessem ali.
Ele subiu o olhar e observou a ex-mulher no lado oposto da cama.Ela passava a mão nos cabelos emaranhados de Milagros,devido às ataduras de sua cabeça,e chorava.Uma lágrima escorreu da bochecha de Regina,caindo certeira na mão esquerda da filha.Então Robin com cuidado,segurou a mão direita dela.Estava gelada e sem vida,apesar de ter sangue correndo nas veias por baixo da pele.Ele obsevrou a agulha ali espetada e outra onda de lágrimas ameaçou dominá-lo.
– Milagros... — ele sussurrou,sentindo sua voz ficar embargada e tremular
Poucos minutos haviam se passado quando uma batida na porta retirou o ex-casal do transe conjunto.
– Desculpem atrapalhar,aproveitei que vocês estavam aqui e vim checá-la e ver também como estavam passando. — Whale sorriu rapidamente,entrando no quarto
Regina saiu do outro lado da cama e deu a volta,ficando ao lado de Robin.Enquanto Whale consultava os monitores de Milagros,o celular de Robin começou a tocar alto e insistentemente.Ele se assustou e percorreu os bolsos atrás do aparelho.
De repente,um dos monitores começou a disparar.O médico se exasperou e colocou o estetoscópio,checando a menina imediatamente,enquanto os bipes do celular e do monitor pareciam se fundir.
– O que está acontecendo? — Regina se aproximou da cama,nervosa
– Eu não sei,o celular dele começou a tocar e o monitor ficou maluco. — Whale parecia alarmado com algo e então apertou um botão,chamando a enfermeira — Robin,desligue isso agora! — ele gritou
– Eu estou tentando! — Robin tinha o aparelho em mãos,ele tremia e e sem querer deixou o mesmo cair em uma das coxas de Milagros
– Robin,desligue isso agora! — Regina gritou,já chorando
A enfermeira entrou no quarto e começou a checar Milagros rapidamente e os barulhos cessaram.
– O que houve aqui? — ela perguntou,arfando — Vim o mais rápido que pude.
– Ele estava checando a Milagros,meu telefone começou a tocar,o monitor apitou do nada,eu não sei! — Robin passou as mãos pelo rosto e suspirou — Meu deus,será que foi porque eu deixei o telefone cair sobre a coxa dela?
– Provavelmente não. — Whale olhava tudo,procurando por uma resposta — Espere,o telefone caiu antes ou depois dos barulhos cessarem? — ele se aproximou apreensivo
– E-eu não sei.Depois eu acho. — o britânico se embolava nas próprias palavras — Eu desliguei e ele caiu em seguida.É,foi isso!
Foi uma questão de segundos para que a expressão de Whale mudasse completamente.Ele retirou um pequeno objeto de metal do bolso do jaleco.
– Por favor,fique atenta ao monitor. — ele instruiu a enfermeira,que assentiu,e então bateu de leve com o pequeno martelo na canela de Milagros,encarando a enfermeira uma segunda vez.Esta balançou a cabeça negativamente.
– O que houve? — Regina,agora em lágrimas,perguntou mas o médico paraceu não ouvi-la
Ele então suspirou,tentou mais uma vez e de novo,uma resposta negativa.Mudou para a outra perna,repetindo o procedimento e recebeu não como resposta.O médico então guardou o objeto no bolso de novo e se apoiou nas grades ao lado da cama,suspirando e fechando os olhos.A enfermeira parecia apreensiva.
– O QUE HOUVE COM A MINHA FILHA? — a morena explodiu e finalmente Whale subiu o olhar e a encarou
– Os monitores apitaram quando o celular de Robin começou a tocar.O ambiente que estava calmo,foi perturbado e mesmo em coma,Milagros sentiu,por isso os batimentos dela subiram e o aparelho disparou — ele começou a explicar.Regina e Robin trocaram um olhar incrédulo e ao ver aquilo,Whale fechou os olhos mais uma vez;não seria fácil — Entretanto,há algo que vocês precisam saber...
– O que é? — Robin perguntou,cauteloso
– Bem,você disse que deixou o celular cair na coxa dela,logo depois que o barulho acabou.Como ela consegue sentir algumas coisas,o corpo dela deveria ter respondido a esse estímulo.Uma simples alteração nos batimentos seria suficiente.Por isso eu pedi que a enfermeira checasse o monitor enquanto eu testava isso. — ele pausou e suspirou
– Eu não entendo... — a voz de Regina voltara ao fio que havia se tornado e as lágrimas caíam sem parar
– Há uma razão pela qual o monitor não deu qualquer sinal quando eu fiz esse pequeno teste. — Whale hesitou — Devido à barra de ferro que se atravessou sua lombar,Milagros sofreu diversos danos que ainda não podemos dizer a gravidade.Porém,com esse último acontecimento,é quase certo de que ela tenha perdido o movimento das pernas.
O silêncio caiu sobre o quarto,até as respirações pareciam ter cessado.Regina olhava fixamente para a cama e tinha a boca aberta,os olhos brilhava com mais lágrimas que se formavam.Ela arquejou,se curvando para frente,como se uma dor lacinante percorresse seu corpo e explodisse em seu coração.Ela tremina e Robin a apertou com ainda mais força.Aquilo tudo era demais.Simplesmente demais.
– E-então... — ela começou,se aproximando da cama e estendendo a mão para tocar a perna direita da filha — Ela... — de repente o caminho que sua mão fazia parou;ela pousou as duas mãos sobre a grade da cama e a agarrou com força -Não,não,não,não...
– Eu sinto muito... — Whale se pronunciou mais uma vez antes de se retirar do quarto,seguido pela enfermeira
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