Somente Sem Sorte

14 Um homem de palavra


Notas iniciais
Oi, leitores lindos do meu coração! :D Meus amores, estava tão atônita no Cap. passado que esqueci de agradecer por várias coisas. Obrigada pelas recomendações que recebi nesse meio tempo e pelos comentários que recebi na fic durante esses anos que estive fora. *-* Eu fiquei realmente encantada com cada palavra. É muito importante para mim. Às leitoras antigas, obrigada por não desistirem de mim. ♥ E eu amo todos vocês, lindos! Bem, espero (como sempre) que gostem do Cap! ^^ E desculpem se eu demorar um pouco para postar, como eu fico dez horas por dia fora de casa estudando e trabalhando, eu não estou tendo o tempo que gostaria para escrever. Mas vou tentar ser rápida! E sempre que tiver um tempinho, vou me adiantando. Bem, vou deixar vocês lerem. Boa leitura, lindos! ^^

— Boa sorte, Mason. — eu disse me soltando do braço dele, me afastando. Eu torci para que ele não viesse atrás de mim, foi quando ouvi a voz da minha mãe.

— Marie! — discreta como sempre.

— Mamãe... Cadê o papai? — eles iriam juntos, mas eu não o via.

— Ah, seu pai está conversando com seu "chefe". — eu revirei os olhos, pensando que era melhor não discutir a respeito do Mason novamente.

— O que eles estão conversando? — eu pensei alto os avistando.

— Eu estou aqui com você, como eu poderia saber? — ela disse como se não fosse óbvio. — Vamos até lá e você descobre, filha. — ela nem mesmo esperou eu responder.

— Não, mamãe... Não... — eu apenas comecei, a vendo ir em direção a eles. Eu bufei, a seguindo.

Chegamos até onde meu pai e a praga estavam.

— Olá, querido! Como está lindo! Não é, filha? — minha mãe disse à praga. Me constranja menos, por favor, mamãe. Eu pude me sentir ruborizar.

— Olá, senhora Gray. Obrigado. Devo dizer que está deslumbrante. — o Mason disse mais formal. Eu estranhei, pela maneira informal como ele falou com minha mãe em frente ao meu apartamento.

— Bem, aproveitem a festa. — A praga disse com um sorriso. Tão amável novamente... Me dava náuseas. — An, pode me acompanhar? — ele disse logo se afastando. Eu revirei os olhos, o seguindo.

— Para o que precisa de mim? — eu disse ficando ao lado dele.

— Para nada. Eu só gosto da sua companhia. — ele sorriu me dando o braço, segurando a minha mão novamente, entrelaçando os nossos dedos. Ele realmente parecia fazer isso automaticamente. Era até estranho pensar que o Mason era um homem carinhoso. Mas... Talvez fosse para fazer ciúmes para a Suzane, assim como antes, quando ele me segurou pela cintura na frente dela... Aquele sorriso vitorioso no rosto dele ao ver a reação dela naquele momento me deu náuseas. Eu soltei a mão dele da minha simplesmente.

— Acho que está me confundindo com a Suzane. — ele pareceu pensativo por um momento. Droga... Não é problema meu se ele ainda se sente atraído por ela. Não é problema meu se eles fazem sexo selvagem na sala dele. Não é problema meu se ele quer se vingar dela de forma tão infantil. Mas é problema meu se ele me usa para fazer ciúmes. Qual é o problema desse cara? E por que eu me importo?! Que sejam felizes! Eu me virei para ir embora e ele segurou meu pulso.

— Não... Não estou. — ele se aproximou mais de mim, olhando fundo nos meus olhos. Eu não devia ficar tão nervosa de repente. — Mas eu estou entediado. Quer dançar, An? — eu admito que me perdi um pouco nos olhos dele enquanto tentava manter minha respiração. Como eu odeio ser ansiosa!

"Sway", de Michael Bublé ( https://www.youtube.com/watch?v=lZM-5SYr2Yk )recém começava a tocar. Uma das mãos dele segurou minha mão novamente e a outra estava em minha cintura. Nós estávamos bem afastados, já que eu me afastava dele apreensiva. Ele revirou os olhos e me puxou forte contra ele, deixando os nossos corpos próximos e então ele começou a olhar para os meus lábios, chegando o rosto dele mais perto do meu, como se quisesse me provocar, logo virando o rosto e sorrindo convencido.

— Achou que eu ia te beijar, é? – ele achava graça.

— Sim. – ele me olhou surpreso. – Você só quer fazer ciúmes para a Suzane. Seria uma boa forma, não é? – cutucou, agora aguenta.

— Olha quem está com ciúmes agora. – ele sorriu me provocando. Que raiva... Não, eu não estou com ciúmes! Eu não posso estar com ciúmes... Posso? — Por que não acredita que eu só quero dançar com você, meu amor? – ele perguntou ainda sorrindo provocador de canto. "Meu amor" o caramba...

— Pelo jeito abobado como você olha para ela. – eu também sei provocar, Mason. Segundos depois que eu disse isso, ele quase me fez cair, me empurrando levemente no meio da nossa dança e me puxando contra ele novamente, mas de costas pra ele.

— Eu só quero você, Marie. – ele disse muito próximo do meu ouvido. Eu admito que isso me deixou com muita raiva. De repente eu estava em um dos meus filmes preferidos, "The Wedding Date". Sem pensar duas vezes, eu dei uma cotovelada com toda a força no estômago dele, que fez uma expressão de dor. Kat Ellis teria orgulho de mim. – Violenta... – ele disse retomando o ar ele me virou de frente para ele novamente. -... Só faz eu te desejar mais. – ele disse olhando novamente nos meus olhos. Eu apenas bufei desviando nossos olhares.

— Other dancers may be on the floor... (Talvez outras dançarinas estejam na pista de dança...) — ele começou a cantar sussurrado me olhando nos olhos a todo o segundo. — ...Dear, but my eyes will see only you... (...Querida, mas meus olhos só vão ver você...) — o quê? Ele estava cantando para mim? — ...Only you have that magic technique... (...Só você tem aquela técnica mágica...) — ele me puxou um pouco mais contra ele. — ...When we sway I go weak (...Quando balançamos eu fico fraco) — ele sorria cantando para mim. Eu acabei sorrindo também, desacreditada. Ok... Isso foi muito meigo.

Nós continuamos dançando normalmente. Ele continuava sorrindo, mas era um sorriso diferente do habitual, tinha algo diferente que eu não conseguia desvendar. Isso fazia eu não conseguir parar de sorrir também, de nervosismo. Enquanto dançávamos, ele chegou com o rosto mais perto dos meus cabelos, que estavam sobre meu ombro, como se quisesse sentir meu perfume. Eu acabei me rendendo e virei meu rosto em direção ao pescoço dele, fechando os olhos enquanto o perfume dele me inebriava. Nós estavamos com nossos rostos quase colados.

Naquele momento, o Mason não parecia uma praga na minha vida, mas sim um homem completamente desejável para mim. Obviamente, eu tinha raiva de mim nessa hora. Ele é um canalha, Anne! Se concentre! Não importa se ele é lindo, sexy, beija incrivelmente bem e tem um sorriso que faria qualquer mulher se apaixonar... Não se renda!

Na próxima parte, em que a música fica mais calma, "I can hear the sounds of violins, Long before it begins" (Eu posso ouvir o som dos violinos, Muito antes deles começarem) ele aproximou um pouco mais nossos corpos. Eu acabei sentindo algo... Grande. Eu não resisti e o provoquei um pouco, exatamente como a música pedia: "Make me thrill as only you know how, Sway me smooth, sway me now" (Me faça vibrar como só você sabe como, Me balançe devagar, me balance agora) Ele mordeu o lábio inferior com meu ato, fazendo com que eu estremecesse nos braços dele.

Eu acho que ele viu minha expressão, pois quando abri os olhos, ele mantinha um sorriso um tanto convencido enquanto olhava para mim. Isso me fez corar. Depois na parte em que a música para por alguns segundos ele me baixou um pouco e me ergueu novamente, ficando novamente com o rosto muito perto do meu. Meu coração acelerado, minha respiração descontrolada, os olhares dele me queimando... Eu sabia que havia muitas pessoas dançando, como nós. Mas eu sentia como se só nós dois estivéssemos ali. ... Quando a música acabou, foi como o despertar de um sonho. Eu queria tanto beijá-lo naquele momento...

— Essa foi a dança mais excitante que eu já tive, An. — ele disse ainda olhando fundo nos meus olhos.

— Eu percebi. — eu disse automaticamente, eu juro. Eu não pensei, eu simplesmente já tinha dito quando notei. Afinal, como eu não notaria aquilo?!

— E você gostou do que sentiu. — o Mason disse sorrindo.

— Não. Não gostei. — é claro que eu gostei. Eu não conseguia parar de sorrir de nervosismo. Droga de corpo traidor.

— É claro que gostou. Gostou de me sentir contra você devagar enquanto você me estimulava balançando o quadril tão graciosamente... — ele falava baixo perto do meu ouvido, para que somente eu escutasse. Eu fechei meus olhos, mordendo forte meu lábio inferior. Como essa voz rouca pode me afetar tanto? — Eu não imaginava que faria isso. Você me surpreendeu, An. — abri meus olhos. Eu também me surpreendi, Mason. Eu não faço esse tipo de coisa. — E eu adorei. – eu também... Nossa...

— Mason, eu... Eu vou me sentar com os meus pais. – ótimo. Era o melhor que eu podia pensar?

— Eu vou com você. — eu o olhei descrente. — Eles são meus sogros, afinal. — haha! Muito engraçado...

— Eles são meus pais, não da Suzane. — eu falei simplesmente.

— Ciumenta... — eu pude observar o sorriso lascivo dele. — Eu sei que você é minha, An. Toda minha. — agora eu ri.

— Eu sou toda minha, Mason. — era verdade.

— Não é o que seu corpo diz em resposta a cada toque meu. — eu fingi não ouvir essa parte. Infelizmente eu não podia negar que ele me deixava... Louca.

Chegamos à mesa onde meus pais estavam, eu sentei ao lado do meu pai e o Mason, ao meu lado.

— Vocês dançaram muito bem. Dava para sentir a paixão de vocês! — minha mãe observou. Ah, mamãe... A Senhora não faz ideia do que dava para sentir. Eu olhei para o Mason, que somente sorria malicioso para mim, acho que ele pensou o mesmo que eu. Pervertido.

— Obrigada, mamãe. Mas não tinha paixão nenhuma. — eu achei estranho o Mason não ter dito nenhuma piadinha sarcástica ainda, mas então eu entendi: o meu pai o deixava nervoso. Eu sorri. O meu pai parecia muito sério hoje, normalmente ele não é assim. Ele normalmente é muito divertido, mas ele sempre teve muito ciúme de mim e da Mandy. Meu pai é o homem mais racional que eu conheço. É claro que o Mason "ganhou" o meu pai quando começou uma conversa sobre carros. Admito que ambos pareciam realmente empolgados. Não, papai. Não se renda, por favor. Por que eu fui dizer para ele que o meu pai é alucinado por carros?! E é claro que essa conversa também me interessava, mesmo que eu fizesse de tudo para aparentar indiferença, o que não era o caso da minha mãe. Ela não gosta muito da fascinação do meu pai por carros, ela tem ciúmes, na verdade. Eu me surpreendi vendo que eu e o Mason temos gostos muito parecidos no que diz respeito a automóveis.

— Eu tenho que fazer um discurso agora, com licença. — ele explicou, se levantando. Eu sorri, ele parecia nervoso.

— Está nervoso. – eu afirmei o acompanhando.

— Não. Eu não... Estou nervoso. — era interessante vê-lo assim. — Que bom então. Boa sorte. Eu sorria o observando.

— Obrigado. — ele realmente estava nervoso.

— Você vai se sair bem, Mason. — eu segurei a mão dele com as minhas. Ele sorriu e olhou para as nossas mãos e depois para mim. Eu soltei a mão dele, acho que me empolguei demais em animá-lo.

— Eu sei. — ele disse divertido e convencido dando de ombros, mas logo se afastando.

O carisma do Mason era algo realmente incrível. O Mason parecia muito envolvido com o trabalho. Acho que ele gosta mesmo de publicidade. Tinha paixão nas palavras dele. E isso era lindo. Enquanto eu o observava acabei lembrando do meu discurso de dias atrás, na minha suposta festa de noivado. Eu senti um aperto tão grande no peito. Matthew... Por que? Eu sempre tentei ser perfeita para você...

— Ele é perfeito, não é? – alguém me despertou de meus pensamentos. Eu olhei para a direção daquela voz.

-... Thalia, certo? — eu tinha quase certeza. E eu tinha que concordar com ela, olhando-o assim tão humilde e animado ele parecia mesmo encantador.

— Thalia Mills. E você é a Anne, não é? — ela peguntou.

— Anne Gray. — a respondi com um sorriso.

— Espera... Não era você que estava com o Mason há pouco tempo? — não me lembre disso, por favor.

— Sim. – eu fui sucinta.

— Vocês estão... Namorando? — droga... Era isso que eu temia por acompanhar o Mason.

— Não! É claro que não... -... embora eu já tenha agarrado o homem que você julga ser perfeito... -... Nós somos apenas chefe e secretária.

— É que vocês estavam de mãos dadas, então... – ela continuava com as indiscrições.

— É, eu acho que ele faz isso automaticamente. Ele só me pediu para acompanhá-lo... Não temos nada. — eu falei a verdade.

— Ótimo. – ela olhou para frente novamente sorrindo, voltando sua atenção para Mason. Será que ela gosta dele? Foi o que pareceu pela indiscrição sutil.

As palmas me despertaram de meus pensamentos. De repente eu percebi o Mason vindo em nossa direção.

— Foi um ótimo discurso. — a Thalia o elogiou.

— Obrigado, Thalia. — quem o vê assim realmente pensa que é um ser humano humilde...

— Só a verdade. Foi realmente maravilhoso. — Thalia prosseguia com os elogios, fazendo a praga ficar ainda mais exibida. Antes que eu sentisse vontade de vomitar, resolvi me retirar.

Eu fui para fora do salão. Rapidamente eu lembrei o porquê de ter entrado para o salão antes quanto estava com o Cameron. O vento já fazia eu me arrepiar, assim como o Mason fazia. Aquele filho da mãe... Cheio de sorrisos para a Thalia depois de dizer que eu era a única que ele queria... Cafajeste descarado. Não é como se eu não soubesse, mas... Como alguém pode ser assim? Eu realmente não entendo... Não entendo como alguém pode não sentir remorso ao brincar com os sentimentos de outras pessoas.

Assim como o Matthew, dizendo incontáveis vezes que me amava. Eu acreditei nas palavras dele. Eu era dele, toda dele. Eu ficava feliz somente por saber que o veria. Todos os dias eu esperava pelo momento no qual ouviria a voz dele, pelo momento em que nos beijaríamos, pelo momento em que nos abraçaríamos e eu sentiria o mundo parar. Eu o amava tanto... Queria me casar com ele, queria ter filhos com ele, assim como ele dizia que queria passar o resto da vida dele comigo. Por que todas essas mentiras, afinal? Se eu nunca signifiquei nada para ele... Por que despedaçar o meu coração assim? Eu o amava tanto... Talvez ainda ame, de alguma forma.

Eu sequei meu rosto, obviamente já estava chorando. Por um breve momento tive receio de borrar minha maquiagem, mas, não faria tanta diferença... Somente que meu rosto ficaria bagunçado como meu coração estava. Eu respirei fundo, olhando para as estrelas. Por que a vida tem de ser tão complicada? Era incrível como eu me sentia uma criança naquele momento. Aquele garota desajeitada de sempre. Mesmo depois de tantos anos, as coisas nunca vão mudar, Anne? Qual o seu problema?

Eu não podia ficar chorando ao lado de fora do salão, embora fosse o que eu mais queria no momento. Se alguém me visse daquela forma... Se o Mason me visse... Eu me sentiria deplorável. Como eu realmente não queria ter que dar explicações, decidi entrar e ir até o banheiro para desfazer a confusão em que estava meu rosto. Eu me surpreendi ao ver que não estava tão ruim. Eu então retirei a maquiagem borrada e refiz o delineado, logo tentando disfarçar a vermelhidão do meu rosto com a base. Eu definitivamente amo maquiagem.

Saí do banheiro como se nada tivesse acontecido, como se há momentos eu não estivesse sangrando por dentro. Como se eu ainda não estivesse.

Eu fui sentar com meus pais. O tempo parecia se arrastar enquanto eu tentava aparentar normalidade. Meu pai já tinha perguntado umas três vezes se estava tudo bem. Talvez por que eu não parava de comer salgadinhos e ele saiba que eu não consigo parar de comer quando estou ansiosa ou por que o meu sorriso quando eu dizia “estou bem” não era convincente. De qualquer forma, ele me conhece como ninguém. E eu tinha vergonha de demonstrar o que eu sentia naquele momento até mesmo para ele. Embora eu só quisesse um abraço, eu sabia no que isso acabaria. Eu não conseguiria parar de chorar depois que começasse. Eu conhecia bem aquela sensação dos nervos à flor da pele. Então eu simplesmente não queria pensar em absolutamente nada. Obviamente impossível.

Felizmente eu consegui segurar meus sentimentos dentro de mim. Talvez eu tenha evoluído um pouco em questão de autocontrole.... Ou muito.

De repente o Mason veio à nossa mesa. – Está tudo bem? – ele perguntou baixo para mim, como quem se importa.

— Sim. – eu dei o sorriso mais convincente de todos, com toda a certeza. Ele sorriu.

— Pode me acompanhar, An? – eu hesitei por um momento. Mas como eu tinha aceitado acompanhá-lo na festa, era o certo, não? Eu acenei afirmativamente com a cabeça. Pedimos licença aos meus pais e o Mason segurou meu braço, me conduzindo até fora do salão. – Tem certeza de que está tudo bem, An? – não, Mason. Não está tudo bem. Eu fui traída pelo homem que eu amava. Eu fiz uma loucura em te beijar aquela noite, embora eu sentisse que precisava disso. Eu me sinto mal por ter comido tantos salgados na festa para me sentir melhor. E me sento horrível por você pensar que eu sou fácil. E mais ainda por me sentir extremamente atraída por você.

— Sim. – foi tudo o que eu disse.

— Precisa de uma bebida. – ele disse como se essa fosse realmente a solução. Eu acabei sorrindo.

— Quer me embebedar, Mason? – ele fez uma expressão ferida.

— Acha que eu quero me aproveitar de você, An? – ele ainda se fingiu de afetado, mas logo o sorriso provocador tomou o rosto dele. – Como se você precisasse estar bêbada para eu te agarrar. – ele disse sorrindo e saiu rapidamente. Imbecil descarado.

Logo ele estava de volta, com duas taças. Ele me alcançou uma. – Obrigada. – eu agradeci, logo me arrepiando com o vento. Eu estranhei quando ele pegou a minha taça novamente e a colocou sobre a pingadeira de uma das janelas do salão, junto com a dele. – O quê...? – eu apenas comecei. Ele começou a desabotoar o casaco do terno e eu simplesmente travei. – Mason? – ele sorriu com a minha reação. Aquele sorriso de canto. Ele se aproximou de mim, segurando minha mão.

— Está com frio. – ele foi vestir o casaco em mim, mas eu não permiti.

— Não precisa, Mason. – eu me afastei um pouco dele. Aquela proximidade me deixava tensa.

— Eu faço questão, An. – ele se aproximou novamente, finalmente vestindo o casaco em mim. No mesmo instante eu senti o perfume dele... Céus, era tão bom... — Tão sexy com meu casaco... – eu tenho certeza que corei. Ele entregou minha taça novamente. – ...An, assim eu vou acabar me apaixonando. – aquele sorriso lascivo voltava ao rosto dele. Eu sorri sem humor.

— Tem como estar apaixonado por duas ao mesmo tempo? – eu simplesmente perguntei.

— Duas? – ele estreitou os olhos, como se estivesse fazendo esforço para entender. Eu fiquei em silêncio e como se ele lesse meus pensamentos... – Acha que estou apaixonado pela Suzane? – ele se aproximou novamente de mim. – Acha mesmo, An? – ele se aproximou ainda mais. Perto demais. Eu umedeci meus lábios olhando para os dele. Por que ele tem que ser tão desejável?!

Eu me afastei, tomando um gole da taça de champagne. – Talvez.

— Não entendeu quando eu disse que era a única que eu queria? – ele continuou brincando.

— Mason isso não tem graça.

— É claro que não, tem tesão. – eu o olhei descrente.

— Claro que sim... – eu falei sarcástica.

— O que sentiu na nossa dança, An? – droga... Ele tinha razão, eu sabia disso. De repente eu senti a minha respiração descontrolada, os olhos dele nos meus me hipnotizavam. Ele foi se aproximando mais e mais, indo em direção ao meu pescoço. Ele começou a beijar o meu pescoço, enquanto os braços dele me traziam para mais perto do corpo dele. Eu podia sentir a língua dele deslizando pela minha pele devagar... Aquilo era tão gostoso... Uma parte de mim queria que ele parasse e outra implorava por cada vez mais. Os braços dele me envolvendo forte, aquele perfume me inebriando, o calor do corpo dele... Eu não conseguia pensar direito. Eu passei minha mão livre pela nuca dele e puxei os cabelos dele, um tanto forte. Ele soltou um gemido baixo contra a pele do meu pescoço. Eu estremeci nos braços dele.

Ele levantou o rosto, olhando nos meus olhos com aqueles mares azuis. A respiração dele também estava acelerada. Eu fazia aquilo com ele? Ele olhou para os meus lábios e os beijou. Eu retribuí o beijo, sentindo a língua dele acariciar a minha, assim como os braços dele acariciavam meu corpo. Tudo era tão bom... Tão gostoso... Eu sentia tanta falta de toque, de carinho... E o Mason era realmente indescritível.

Ele voltou a atenção dele para o meu pescoço de novo. Eu não podia estar mais quente. — Mason... – eu meio que gemi o nome dele.

– Eu disse que te deixaria louca, An. – ele olhava nos meus olhos profundamente. Eu não podia negar... O Mason soube cumprir a promessa dele eximiamente. Eu estava completamente louca.

Notas finais
E então, lindos?! O que acharam?! Ah... Esse Mason... Espero mesmo que tenham gostado! E vou ficar muito feliz se comentarem o que acharam. :D Beijos, amores! ^^