Somente Sem Sorte

6 Sua irritante companhia


Notas iniciais
Oi de novo, meus amores! Bom... Como eu havia dito, eu tentei postar o Cap. no dia de ontem, (afinal, já passou da meia-noite), mas não foi o suficiente, obviamente. Enfim, espero que gostem do Cap! ^^ Eu gostei de escrevê-lo, me diverti demais com o Mason. kk'
Oi leitores fantasmas! ~le eu dizendo olá~ Saibam que eu amo vocês e vou ficar muito feliz se vocês aparecerem para me dizer um "olá" também. kk'
Não liguem para as minhas bobagens, ok? Dormi pouco ontem. kk' Boa leitura, meus amores! ^^

No dia seguinte, dia treze de Janeiro de dois mil e treze, eu me acordei cedo como normalmente por causa do despertador. Tirei os fones de ouvido e coloquei meu celular em cima da cômoda ao lado da minha cama. Eu troquei de roupa, colocando uma calça legging, um top preto no estilo tomara-que-caia, uma regata ameixa e calcei um tênis confortável. Eu penteei meus cabelos e os prendi em um rabo-de-cavalo. Eu me dirigi à cozinha e tomei meu café da manhã. Eu fui até o banheiro e fiz minha higiene pessoal. Ainda era cedo e meus pais ainda não tinham acordado. Eu já havia dito a minha mãe que eu correria pela manhã, então poderia sair tranqüila do apartamento. Tomei em mãos meu celular e os fones, que estavam em cima da cômoda. Eu fui escutando música até a pista de caminhada e corrida da cidade e comecei a correr. Eu não gostava de correr na pista, mesmo que ela fosse própria para isso. Era demasiada a quantidade de pessoas usavam aquela pista e eu não me sinto bem em lugares com uma grande concentração de pessoas. Mas, naquele dia, por mais incrível que pareça, tinha poucas pessoas caminhando e correndo na pista. E eu não queria fazer o trajeto da minha caminhada matinal pelo parque, já que eu sempre corria com o Matthew. Eu não podia correr o risco de acabar o encontrando no parque, mesmo que eu amasse correr naquele lugar sereno e com uma vista perfeitamente natural.

Quando a música “Take A Bow” da “Rihanna” (http://letras.mus.br/rihanna/1217552/traducao.html) começou a tocar na minha playlist eu sorri sem humor com a ironia. Fazia muito tempo que eu não escutava aquela música. E quando eu a ouvia eu não imaginava que um dia estaria passando por essa situação. Agora eu conhecia o verdadeiro significado de uma traição. Eu comecei a sibilar em um tom baixo a música e meus olhos marejaram nas frases: “And the award for the best liar goes to you” (E o prêmio de melhor mentiroso vai para você) “For making me believe” (Por me fazer acreditar) “That you could be faithful to me” (Que você poderia ser fiel a mim) “Let's hear your speech out” (Vamos ouvir seu discurso). Eu tinha que parar com isso. Eu tinha que parar de sofrer por alguém que nem mesmo se importa comigo. E como a música também dizia: “but it’s over now”. Foram ótimos os momentos que eu tive com o Matthew... Mas agora acabou. Eu não ia mais chorar por ele. Nunca mais. Eu apertei meus olhos ouvindo o final da música e respirei fundo novamente esperando a próxima música da playlist.

- An! – eu escutei alguém me chamando de repente. Infelizmente só há uma pessoa que me chama de “An”. Eu baixei o volume do meu celular e me virei. Meu... Pai... Do... Céu... – Oi, An. – ele estava com uma camiseta de algodão de manga curta e uma bermuda. Aqueles braços... Aquelas pernas... Os cabelos desarrumados... O corpo suado pelo esforço... Ofegante. Como se ele tivesse acabado de fazer sexo selvagem. Ou estivesse pronto para fazê-lo... Anne! Que pensamentos são esses?! Eu sentia os feromônios exalando do corpo dele e me afetando como nunca antes. Eu poderia dizer que ele estava irresistível. E ele obviamente sabia disso. Aquele sorriso de canto habitual estava no rosto dele. Ele parecia bem melhor do que no dia anterior.

- Oi. Está me seguindo? – eu perguntei com certa diversão tentando deixar de analisá-lo por pelo menos um segundo.

- Embora a ideia de estar logo atrás de você seja tentadora, An... – será que ele poderia ser mais malicioso? Eu revirei os olhos e voltei a correr. -... Não, eu não estou te seguindo. – ele continuou me acompanhando. – Você canta bem. – ele disse olhando para frente e ainda sorrindo de canto.

- O que? Quando me ouviu cantar? – eu estava corada, tenho certeza. Então eu me lembrei. Eu não acredito que eu estava cantando “Take A Bow” em voz alta.

- Agora há pouco. – ele olhou para mim. — Talvez eu estivesse te seguindo por um tempo. – ele olhou para frente e disse divertido novamente sorrindo.

- Eu não percebi que estava cantando em voz alta. – droga, isso sempre acontece.

- Você até desafinou um pouco. – ele continuava me provocando. Será que eu desafinei mesmo?

- Eu não desafinei! – é muito difícil eu desafinar.

- É claro que não. – ele usou de sarcasmo. Eu fiz uma careta para ele. Obviamente, ele riu do meu ato.

- Sempre corre aqui? – eu queria mudar de assunto.

- Está me cortejando, An? – ele insistia com graça enquanto estreitava os olhos e aumentava aquele sorriso lascivo dele. Eu estreitei os olhos para ele com um olhar descrente e levemente irritado. – Eu gosto de correr aqui. Gosto de admirar a vista.

- Admirar a vista? – eu perguntei confusa. – Mas aqui é um espaço totalmente urbanizado. – ele me encarou com um sorriso e um olhar muito sugestivos. É claro... As corredoras. Eu suspirei alto. Talvez ele não tenha mesmo salvação.

- Por que não corre só de top, An? – ele perguntou ao acaso olhando na direção dos meus seios. Eu abracei meu corpo instintivamente para que ele deixasse de me admirar.

- Eu não gosto que fiquem me observando. Não gosto de mostrar meu corpo. – eu parei de me abraçar quando ele parou de dirigir o olhar dele para mim.

- Por quê? Você tem um belo corpo. – ele sorriu olhando para frente novamente. Eu enrubesci.

- Você não o viu para saber. – eu disse baixo. Ninguém conhecia meu corpo e as imperfeições dele.

- Mas eu adoraria. – ele olhava nos meus olhos com aqueles olhos azuis ofuscantes dele. Eu não poderia estar mais vermelha e encabulada com as palavras dele. Eu sentia meu rosto queimar com a vergonha. – Você é linda, Anne. – os olhos dele continuavam queimando os meus. Eu nunca conseguia acreditar quando me diziam isso. Mas os olhos dele pareciam... Tão sinceros.

- Sempre diz exatamente o que pensa? – eu perguntei ainda afetada pelas palavras dele.

- Normalmente. – ele respondeu em seguida. Caminhamos em silêncio por segundos que pareciam eternos.

- Eu posso ver pelos seus olhos... – eu disse baixo para mim mesma, mas aparentemente foi alto o suficiente para que ele escutasse.

- O que? – ele parecia confuso.

- Quando está sendo sincero. – eu respondi sem olhá-lo. Ele olhou para mim rapidamente e então para frente novamente sorrindo.

- Acha que me conhece tanto assim? – o sorriso sincero no rosto dele era lindo.

- Não. – ele me olhou um pouco surpreso. — Mas acredito que os olhos sejam as janelas da alma. – continuei. – É claro que algumas janelas tem vidro fumê, mas... – eu pensei mais sobre o assunto e a minha peculiar analogia. -... Enfim... – eu meio que concluí.

-... Vidro fumê? – obviamente ele começou a rir de mim.

- Ah! Você entendeu. — ele apenas sorria. Eu suspirei tentando formular uma frase coerente. — O que eu quis dizer é que algumas pessoas sabem como ocultar em certos momentos o que elas realmente sentem, mas não totalmente e muito menos o tempo todo. – ele assentiu ainda com a expressão divertida no rosto. Nós caminhamos mais um pouco em silêncio. Eu não sabia o que dizer, mesmo que aquele silêncio me perturbasse. Eu fechei meus olhos brevemente respirando fundo e fui levemente empurrada para o lado. Eu abri meus olhos e dei um olhar de advertência para ele. Ele fingia normalidade.

- O que? – ele perguntou sério, mas tinha diversão nos olhos dele.

- Você sabe o que. – eu respondi ainda com os olhos semicerrados. Ele meneou a cabeça ainda fingindo e pouco depois me empurrou de novo. — Mason... — eu o alertei e ele sorriu sem olhar para mim. Depois de um breve intervalo ele me empurrou de novo. Foi aí que eu coloquei o pé para ele cair. Ele tropeçou no meu pé e quase caiu bruscamente no chão. Finalmente o sorriso lascivo saiu do rosto dele.

- Isso foi maldade, An. – ele disse baixo com o bendito sorriso novamente no rosto.

- O que? – eu o imitei prendendo um sorriso. Nós chegamos até o final da pista de caminhada e voltamos no trajeto.

- Só faltava babar. – ele disse simplesmente. Eu não o entendi.

- Como?

- Aquele que passou por nós. Só faltava babar olhando para você. – eu sorri e meneei a cabeça.

- Tantas mulheres mordendo o lábio para você e você só atenta para um pobre homem com problema de visão?

- Ele foi o décimo primeiro, An.

- Décimo primeiro? – eu não acreditei.

- O décimo primeiro a quase ter uma ereção por olhar para você.

- Não seja ridículo. – eu estava morrendo de vergonha. Isso era possível?

- É verdade. Eu contei. – ele parecia sincero.

- Você ganhou, então. Aquela que está vindo é a sua décima terceira. – era verdade. Eu dei de ombros quando ele olhou para mim surpreso. — Eu também contei. – ele sorriu muito malicioso e satisfeito.

- A pista ainda não acabou, An. Nós podemos continuar nos divertindo. Mas é claro que no final eu vou ganhar. Eu sou irresistível. – pode até ser... Mas eu sou competitiva.

- Eu duvido. – eu disse tirando a minha blusa e ficando apenas com meu top tomara-que-caia preto. Ele me olhou com certa admiração por meu ato, eu sorri internamente.

- Ah, An... Você não vai ganhar essa. – ele disse divertido e tirou a camiseta também. Eu tentei não olhar, mas era meio que impossível. Como um homem pode ser tão... Quente? Aquele abdômen definido, mas não exagerado era... Perfeito.

Nós continuamos correndo e contando os admiradores um do outro... Ridículo, eu sei, mas era divertido. As pessoas às vezes são muito indiscretas.

- E então? Quantos admiradores eu obtive? – perguntei no final da pista.

- Vinte e quatro. – ele disse sério. Acho que ele estava com medo de perder a competição.

- Então deu empate. Você também conseguiu vinte e quatro admiradoras. – eu sorri observando a expressão satisfeita dele.

- Não, An. Você ganhou. Eu me esqueci de contar um. – ele chegou mais perto, ficando com o corpo dele muito próximo do meu. – Vinte e cinco. – ele pronunciou olhando profundamente nos meus olhos. Eu não podia ficar mais envergonhada ao ver os olhos dele de repente provarem o meu corpo. Eu me afastei dele rapidamente e coloquei a minha camiseta.

- Até amanhã, Mason. – eu não podia ficar perto dele me observando daquela forma, como se estivesse me imaginando.

- Eu vou te acompanhar até a sua casa. – ele estava novamente do meu lado, vestindo a camiseta dele também.

- Apartamento. – eu o corrigi.

- Que seja. – ele revirou os olhos com a minha correção. – Quero conhecer seu apartamento. – sempre malicioso.

- Quem disse que eu vou te deixar entrar? – eu provoquei.

- Faria isso comigo, An? – ele fingiu chateação tocando o peito dele. Eu o olhei descrente e revirei os olhos para ele.

Nós continuamos conversando até chegarmos ao meu apartamento.

- Obrigada por me acompanhar até aqui. – o agradeci ainda nervosa. Eu não ia deixá-lo entrar.

- Qualquer coisa por você, An. – ele sorria libidinoso, eu olhei-o agnóstica. – Não vai me convidar para entrar?

- Não. – fui sucinta.

- Posso saber por que, An? – de novo essa pergunta? Eu não sabia bem o que falar. Então eu vi a porta do meu apartamento sendo aberta. Era a minha mãe. Ela pareceu bem surpresa por me ver acompanhada.

- Marie, eu não sabia que já tinha voltado da corrida. – ela falava comigo, mas não tirava os olhos do Mason.

- Eu recém cheguei, mãe. – eu expliquei.

- E quem é este jovem que lhe acompanha? – minha mãe sempre sutil. Eu ia responder, mas...

- Mason. Objeto sexual da Marie. – ele sorriu meigo me puxando para o lado dele e me envolvendo com o braço esquerdo dele de lado. Eu fiquei estática por um momento. — E também sou chefe dela nas horas vagas. – ele disse naturalmente à minha mãe. Objeto sexual?! Ele não tem mais o que inventar? Eu lancei um olhar mortal para ele, que me respondeu com uma piscada de olho. Eu me soltei dele e o afastei empurrando-o.

- Eu gostei dele. – minha mãe disse como se apreciasse as próprias palavras. — Minha filha, agora eu entendo porque você trocou de emprego tão rápido. – até a senhora, mamãe? O sorriso dele ficava cada vez mais largo. Eu queria não ter mais que passar vergonha.

- Ele pode ouvi-la, mãe. – eu disse sentindo como se o meu corpo fosse se esvair em puro vexame. — Aliás, vinte e cinco. – eu olhei para o Mason cruzando os braços por causa da raiva que me tomava completamente. Parece que empatamos mesmo. Ele sorriu com o meu humor.

- Eu sei. Por que acha que eu disse? – minha mãe prosseguia com as indiscrições. Alguém tem uma arma por aí? – E por que disse vinte e cinco, Marie? – eu apenas meneei a cabeça, dando a entender a ela que não era relevante.

- Eu adorei conhecê-la, senhora Gray. – o Mason foi simpático.

- Erin, querido. Chame-me de Erin. – eu revirei os olhos, entediada.

- Erin. – ele sorriu de maneira diferente, não malicioso novamente. – Infelizmente eu já tenho que ir, mas, eu adoraria ter a presença da Sra. e do Sr. Gray na comemoração do aniversário da JHW. – comemoração do aniversário da JHW?

- Eu e o George adoraríamos. – a minha mãe disse animada. O que foi que eu fiz para merecer isso?!

- Será no sábado que vem. A An pode lhe dar os detalhes depois. – ele continuava.

- An? – a minha mãe perguntou confusa.

- É o meu apelido carinhoso para a Marie.

- Hum... Soa tão... – a minha mãe começou.

-... Íntimo? Sim. – ele sorria largo. — É isso o que eu quero ser da sua filha, Sra. Gray. – até a minha mãe ficou surpresa com as palavras dele. Ele olhou para mim. – Muito íntimo. – eu revirei – mais uma vez – os olhos para ele. Qual é o problema dele, afinal?

- Engraçadinho. Vamos entrar, mãe. – eu puxei a minha mãe pelo braço delicadamente, fazendo-a subir os pequenos degraus até a porta novamente. Ela sorriu olhando para mim e entrando no meu apartamento, mas não sem antes ouvir a próxima declaração do Mason.

- Vai deixar o seu namorado assim, An? – Namorado?! As brincadeiras dele realmente não têm limites.

- Mason... – eu comecei enfurecida. Eu estava com tanta raiva... Era melhor que eu não protestasse naquele momento. Eu acabaria perdendo a compostura e a minha mãe estava perto. Ela me deu educação. –... Até amanhã. — eu disse entrando no meu apartamento e vendo aquele sorriso provocante no rosto dele enquanto eu fechava a porta. Eu suspirei com os olhos fechados escorada na porta. Quando abri meus olhos novamente pude ver um sorriso convencido nos lábios da minha mãe. Eu conheço esse olhar...

- Ele é apenas meu chefe, mãe.

- Eu percebi. – ela disse sarcástica.

- Eu vou tomar banho. — eu relevei o sarcasmo dela mudando de assunto.

Tirei meus tênis ao entrar no meu quarto e fechei a porta. Eu tirei a minha regata ameixa e fiquei me admirando em frente ao espelho. Como um ser assim pode conseguir vinte e quatro, vinte e cinto admiradores? Eu meneei a cabeça com meus pensamentos. “Você é linda, Marie... Lembre-se disso.” – eu repetia na minha mente, eu não podia recomeçar com isso. Essa fase da minha vida já havia passado.

Libertei-me do resto das minhas roupas e entrei em baixo do jato de água do chuveiro. Enquanto a água acariciava calmamente a minha pele, eu me lembrava da minha corrida com o “gostoso”. Eu sorri com a lembrança. Como ele pode ser tão boa companhia em um minuto e um completo imbecil em outro?! Mas... Eu devo ter algum problema, por que... Embora ele seja a criatura mais maliciosa que eu já conheci e sempre me deixe com raiva e nervosa, eu tenho que admitir que gosto da companhia dele. De uma forma meio peculiar... Eu gosto dele.


Notas finais
kk' Sempre o Mason. Espero que tenham gostado do Cap! ^^
Muito obrigada por tudo, meus amores! Beijos! ^^
Dica tremendamente perfeita:
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Te Beijar Ou Te Matar? : https://fanfiction.com.br/historia/250509/Te_Beijar_Ou_Te_Matar_Segunda_Temporada
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