Somente Sem Sorte
7 O modo como me atrai
Notas iniciais
Tudo bem com vocês?! Estou muito feliz hoje. Aí vocês me perguntam por que (ou não) e eu respondo: Não faço a mínima ideia. ^^ kk'
Ok, parei com a palhaçada. Muito obrigada pelos reviews do último Cap, meus amores! :D Fiquei muito feliz em saber que gostaram do humor do Mason. Aliás, por falar em Mason... Esse Cap. é o primeiro P.O.V. Mason da fic! *-----* Espero que gostem de conhecer ele um pouco mais e saber o que ele pensa. :)
Eu escrevi esse Cap. escutando "Grenade", (http://letras.mus.br/bruno-mars/1749482/traducao.html) então aí está o link se vocês também quiserem ouvir enquanto lêem.
Boa leitura, meus lindos! ^^
P.O.V. Mason
Ela era perfeita. Tanto que eu não conseguia descrever. O sorriso dela era sempre doce, ela era sempre carinhosa, a mulher mais atraentemente intocável que eu conhecia. Tímida, sedutora, ela tinha algo que me excitava de uma forma inexplicável para mim. Eu era louco por ela. Tanto a ponto de esperar quanto tempo fosse necessário para tê-la completamente.
Eu era sempre carinhoso com ela, cuidava dela, fazia de tudo para vê-la sorrir. Aquele sorriso tímido que fazia com que eu esquecesse de todo o resto. Eu jamais imaginaria que aquilo fosse acontecer. Ela sempre demonstrou sentir tudo o que eu sentia, era tímida e recatada até mesmo quando estávamos sozinhos e não me deixava tocá-la, mesmo que fôssemos noivos. E isso só fazia com que eu a desejasse ainda mais. Eu confiava nela. Para mim ela era inocente... Ingênua.
Com um buquê de flores lá estava eu, a esperando do lado de fora do campus da faculdade dela. Eu faria uma surpresa para ela, ela nem imaginava que eu iria buscá-la na faculdade. Como sempre, eu estava com um largo sorriso no rosto apenas por pensar que logo a veria. Eu caminhava de um lado para o outro imaginando o que eu diria ao vê-la. “Um buque de rosas para a mais linda das flores... Não, isso ficou uma droga. Você tem que conseguir formular algo melhor, Mason.” – eu pensava e olhava ansioso para o relógio no meu pulso. Já tinham se passado quinze minutos do horário da saída dela. Mas eu tinha certeza que ela ainda não havia saído.
Entrei no campus e me dirigi à sala dela. Cada segundo me torturava, eu queria tanto vê-la, beijá-la, tocá-la. Eu precisava tê-la nos meus braços. Eu estava com muita saudade dela já que não havíamos nos visto no final de semana. Parecia que eu não a via a uma eternidade.
Mas depois que eu abri a porta da sala de aula dela e a vi daquela forma... Eu nunca vou esquecer como me senti... Digno de pena, impotente, frustrado. Ela estava debruçada na mesa do professor dela, o qual estava por cima dela, fazendo-a gemer enquanto a estocava. O que eu fantasiava todos os dias... Fazê-la gemer meu nome... Tocá-la, acariciá-la e fazê-la minha.
Ver aquilo foi doloroso como só eu sei. A cada batida do meu coração eu sentia como se estivessem cravando uma faca no meu peito, eu acabei deixando o buquê de rosas que eu havia comprado para ela cair no chão. Toda aquela história de esperar o casamento...
- Oh, Charlie! – ela gemeu o nome do desgraçado e meus olhos se encheram de lágrimas com a raiva que eu sentia. Eu faria qualquer coisa por ela, eu a amava. E ela me traía assim?! Apenas uma vez antes eu tinha sentido dor e raiva naquela intensidade.
- Mas que porra é essa, Suzane?! – eu queria gritar, mas a minha voz saiu como um sussurro enquanto as lágrimas que eu tentava conter escorriam devagar pelo meu rosto. Eles ainda não haviam percebido que eu estava lá até aquele momento.
- Ai meu Deus... Mass, eu... Desculpe-me. Eu não queria... – ela começou assustada e surpresa com a minha presença. Ela ajeitou a saia enquanto o professor dela levantava as calças.
- Não queria?! – o “Charlie” se manifestou com raiva. Eu meneei a cabeça sorrindo sem humor e fui em direção a ele. Comecei a socá-lo. Ele tentava se esquivar e protestar, mas a raiva me cegava. Eu o deitei no chão e não consegui parar de socá-lo até deixá-lo inconsciente, tamanha a raiva que me tomava. Minha vontade era de matá-lo, mas ele não era o único culpado.
- Tire as suas coisas da minha casa até a noite. – eu disse me levantando e olhando para a mulher que antes eu chamava de “Suzy”.
- Por favor, Mass... Eu te amo. – aquilo era de mais.
- Me ama?! Pelo amor de Deus, Suzane! – eu não conseguia controlar a minha raiva. Mas eu não sabia o que era maior, o ódio ou a dor que eu sentia. — Você é uma vagabunda. Eu nunca pensei que você me trairia.
- Mass... – a voz dela falhava. Tinham lágrimas nos olhos dela. Ainda era difícil acreditar que ela tinha me traído. Eu a amava tanto... Como ela pôde fazer isso comigo? Eu não era homem o suficiente para ela?
- Eu nunca mais quero te ver, Suzane. – eu disse ríspido saindo da sala, deixando-a chorando. Eu me lembrei das vezes em que eu tinha a consolado enquanto ela chorava. Eu odiava vê-la chorar e sempre fazia de tudo para animá-la... Eu fazia de tudo por ela. Mas aparentemente eu não era o suficiente. Durante muito tempo eu me perguntei o porquê de ela ter me traído. Eu sempre deixei claro o quanto eu a desejava.
E mesmo que eu quisesse muito, foi difícil esquecê-la. Eu achava que ela era inocente, ingênua. Mas o único ingênuo fui eu... Eu realmente pensava que ela me amava.
E então depois de quase cinco anos, ela aparece dizendo que sente a minha falta. E por que isso ainda mexe comigo? Mesmo depois de quase cinco anos eu não consegui esquecê-la?! Isso é o que me enfurece. Que mesmo depois de sofrer por ela e depois das mulheres com quem saí nos últimos anos... Ela ainda me atraía. Mas eu não sou mais como antigamente. Eu prometi para mim mesmo que jamais sofreria de novo por uma mulher, muito menos pela mesma.
Eu ouvi batidas na porta, o que me despertou de meus pensamentos. – Entre. – eu disse voltando minha atenção para a porta do meu escritório. Era a minha doce dose de diversão diária, An.
- An. Está ainda mais gostosa hoje, sabia? – ela olhou rapidamente para si mesma. Ela vestia uma camisa social preta com os primeiros botões abertos e uma calça jeans colada no corpo. Ah, An... Que bunda você tem... Eu me divertiria muito com ela.
- Obrigada, Mason. – ela esboçou um sorriso sarcástico para mim. Eu sorri para ela. Ela se irritava tão facilmente. Eu adorava isso nela. – A Suzane está aqui e quer falar com você. – eu revirei os olhos. Eu pensei que não a veria tão cedo, mesmo que a JHW vá fazer a publicidade da nova grife de sapatos dela.
- Mande-a entrar. – eu disse organizando os papéis em cima da minha mesa. Ela assentiu se retirando. Eu fui obrigado a admirar a bunda dela de novo. Eu sorri sozinho assim que ela fechou a porta. Depois de pouco tempo a Suzane estava na minha sala.
- Oi, Mass. – ela disse sorrindo, entrando e se sentando em uma das cadeiras em frente à minha mesa.
- Bom dia, Suzane. – minha voz era normal, eu não olhei para ela. Continuava organizando as coisas na minha mesa. – O que faz na JHW? Pensei que viria aqui somente semana que vem.
- Eu queria te ver. Saber como você está. – ela continuou e passou a mão pelo cabelo, o ajeitando como eu fazia antigamente com ela.
- Eu estou bem. Obrigado. – eu não queria me importar com a presença dela, mas eu não conseguia. – Como vai o Charlie? – eu perguntei sarcástico. Ela emudeceu por algum tempo.
- Depois que ele soube que eu estava grávida eu nunca mais o vi. – ela pareceu abalada. Por que eu ainda me sentia mal por vê-la daquele jeito? Aquilo era o que ela merecia.
- Eu sinto muito. – infelizmente era verdade. Ela esboçou um leve sorriso. Aquele sorriso tão familiar para mim.
- Eu também. – ela disse baixo me olhando nos olhos. – Mas... Eu nunca o amei então... – ela deu uma breve pausa. -... Eu nunca senti por mais ninguém o que eu sentia por você, Mason. – ela segurou a minha mão esquerda com as mãos dela. – O que eu ainda sinto por você. – as mãos dela acariciavam a minha. Eu não tive reação, só ficava olhando para nossas mãos enquanto ouvia atentamente o que ela dizia. – Eu sei que você também me ama. Você não pode ter se esquecido de tudo o que sentia por mim. Eu não me esqueci do que eu sentia por você nem por um segundo. Eu te quero de volta, Mason. Eu sei que eu errei. – eu pude ver lágrimas escorrerem pelo rosto dela. Eu continuava imóvel a observando.
– Mas foi algo momentâneo. Eu jamais te trairia. Eu te amava. – ela soltou a minha mão e se levantou da cadeira em que ela estava sentada, fazendo a volta, vindo na minha direção. – E... Eu queria que você me perdoasse, Mass. – ela segurou o meu rosto, acariciando-o. –... Queria que você fosse meu novamente. – ela se inclinou na minha direção e me beijou suave. Os lábios dela continuavam macios como antigamente.
Eu odiava o modo como ela ainda me atraía. Eu a queria como antes. Puxei-a forte pela cintura, fazendo-a se sentar no meu colo. Eu já estava muito excitado com o beijo e os toques dela. Nós dois gememos contra os lábios um do outro com o impacto dos nossos corpos. Os braços dela me envolveram pelo pescoço enquanto as minhas mãos alisavam as coxas dela e se infiltravam na saia que ela usava. Minhas mãos corriam pelo corpo dela como nunca antes, eu finalmente estava a descobrindo, completamente.
Eu a queria tanto... Queria que ela gritasse de prazer e percebesse o erro que tinha cometido ao me trair. Eu segurei forte nas coxas dela e ela prendeu as pernas dela na minha cintura. Eu me levantei da minha cadeira ainda segurando as pernas dela em mim e logo passei meu braço sobre a minha mesa, jogando as coisas que estavam sobre ela no chão bruscamente e colocando a Suzane sobre a mesa.
Eu beijava o pescoço dela feroz e me impulsionava contra ela devagar, fazendo-a gemer com o atrito na parte mais sensível do corpo dela. As pernas dela subiam e desciam pelas laterais do meu corpo enquanto eu direcionava a minha boca para a porção dos seios dela que saía da blusa que ela usava.
- Ah, Mason! – eu a escutei gemer o meu nome. Aquilo me satisfez de uma forma indescritível. Era aquilo que eu queria.
- Geme de novo. – eu sussurrei no ouvido dela e massageei a intimidade dela por cima da calcinha que ela usava.
- Mason! – ela gemeu alto. Eu sorri contra a pele dela escutando-a.
Eu lambi o pescoço dela até chegar perto do ouvido dela. – Foi isso o que você perdeu. – eu sussurrei e a soltei me afastando e ajeitando a minha gravata. Ela respirava ofegante ainda sobre a minha mesa e eu a observava com um sorriso satisfeito escorado na parede com meus braços e pernas cruzados. Ela ajeitou a roupa dela olhando a todo o momento para mim e saiu da mesa vindo até mim que continuava sorrindo.
- Eu mereci isso. – ela segurou meu rosto novamente. Eu sorri sem humor. – Eu vou reconquistar seu amor, Mason. – ela disse e me beijou de novo. Obviamente, eu retribuí o beijo.
- Eu acho que não. – eu disse sorrindo e coloquei atrás da orelha dela uma mecha de cabelo que cobria um pouco seu rosto. – Mas eu ainda quero te comer. – eu a puxei para perto de mim novamente, a acariciando de maneira ousada como há poucos segundos. — Apesar de usada você ainda parece deliciosa, sabia? – eu disse rouco no ouvido dela e depois mordi o lóbulo da orelha dela. Ela se arrepiou enquanto eu ainda alisava o corpo dela.
- Eu não quero assim. – ela se soltou dos meus braços. É claro. Assim só com o Charlie. — Eu vou reconquistar seu amor, Mason. Eu prometo. – ela disse e saiu da minha sala olhando em meus olhos. Eu só consegui sorrir vitorioso a observando tão aflita.
Ah, Suzane... Eu não sou mais como eu era quando nos conhecemos.
Notas finais
E aí?! Gostaram do Cap?! Vou ficar esperando a resposta de vocês. Quero saber o que acharam do primeiro P.O.V. Mason. *----*
Muito obrigada por tudo, lindos! Beijos! :*
Dica extremamente perfeita:
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Te Beijar Ou Te Matar? : https://fanfiction.com.br/historia/250509/Te_Beijar_Ou_Te_Matar_Segunda_Temporada
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