Somente Sem Sorte

13 Seu mais novo desafio


Notas iniciais
Ok... Como eu começo? Eu nem mesmo sei o que dizer. Faz tanto tempo... Mas... Oi leitores lindos do meu coração! Então, eu sei que provavelmente muitos dos leitores que acompanhavam esta história já nem estão mais no Nyah, afinal, faz uns anos... Bem, eu peço desculpas pela demora, de anos, agora. Eu tive meus motivos para parar de escrever, mesmo que eu sonhasse com estes personagens, eu passei por muitas coisas, mas, enfim. Eu não pretendo parar de postar novamente. Quero acabar essa história, por que eu a amo. Eu senti tanta falta de escrever, tanta falta dos meus leitores... Vocês não tem noção, de verdade. Bem, vou parar com o texto nas notas. kk Espero mesmo que gostem, meus amores. ^^

P.O.V. Anne

Eu estava distraída quando vi alguém se aproximar da mesa onde eu estava. Eu fiquei estática pensando que era o Mason, mas felizmente era o Cameron.
— Oi, Anne. Nossa... Você está... Linda. — ele disse se aproximando de mim. Eu me levantei da cadeira e ele me cumprimentou com um beijo no rosto.
— Obrigada, Cameron. Você também não está nada mal. — eu sorri para ele. Ele estava maravilhoso como sempre. Ele usava uma camisa social branca, um colete cinza e uma gravata fininha preta, assim como a calça black jeans e os sapatos sociais.
Ele sorriu. — Mas o que você está fazendo aqui sozinha? — ele perguntou.
— Bom... Na verdade eu vim com o Mason. Mas ele está vendo uns detalhes da festa, então... — eu meio que concluí. Ele assentiu, parecendo um pouco surpreso.
— Entendo. Se importa se eu ficar aqui te importunando por enquanto? — ele me perguntou divertido.
— Ah... Por favor! — eu disse da mesma forma que ele o indicando uma cadeira. Ele se sentou na cadeira à frente da qual antes eu estava sentada. Eu me sentei novamente.
— Você não me incomoda, Cameron. — diferente de certo homem de lindos e límpidos olhos azuis. — Eu gosto da sua companhia. — eu disse a verdade.
— Eu também gosto muito da sua companhia, Anne. — ele parecia um pouco tímido agora, os olhos dele sempre meigos. — Quer ir lá para fora? No momento deve estar bem mais interessante do que aqui.
— É claro. Vamos. — nós nos levantamos e fomos para fora do salão. Aquela noite estrelada estava simplesmente fantástica, isso lembrou um pouco a minha infância, quando eu ficava observando as estrelas por muito tempo. Eu sentia falta disso, a rotina me impedia de sentir isso... Essa serenidade e o silêncio gritante e revelador das estrelas. — São fascinantes, não é? — o Cameron sorria olhando para mim, ele percebeu que eu admirava as estrelas.
— São sim. — eu respondi olhando para o céu novamente. Eu senti uma leve brisa de vento e me arrepiei, o tecido do meu vestido era fino e infelizmente eu sou muito friorenta. — Cameron, nós podemos voltar lá para dentro? — ele pareceu um pouco confuso, mas assentiu.
— É claro, Anne. — ele continuava com uma expressão confusa. Nós entramos novamente no salão e fomos para a mesa onde estávamos. Eu me surpreendi ao entrarmos novamente no salão. Já tinham muitas pessoas lá. Eufiquei tanto tempo assim admirando as estrelas? Eu olhei ao redor e não vi o Mason, ótimo. Ou melhor, droga... Até fora da empresa eu fico fugindo dele. Isso é ridículo. Eu o e o Cameron nos sentamos na mesa onde nós estávamos. Eu precisava de uma bebida.
— Cameron, pode pegar uma bebida para mim? — perguntei.
— Sim, Anne. Eu já trago para você. — ele sorriu se afastando levemente e logo retornou, me entregando a taça. — Anne, se importa se eu te deixar um pouco? Uma amiga minha é cliente da JHW e ela mora longe, então não poderei vê-la tão cedo depois da festa. — eu não gostei do tom dele. Ele parecia estar com pena de mim por me deixar sozinha. Eu não queria que ele tivesse pena de mim, eu gosto de ficar sozinha. Sempre gostei.
— É claro que não, vai lá falar com ela. — eu sorri para ele. Ele não precisava se preocupar comigo. — Nos vemos mais tarde. — ele assentiu agora sorrindo e foi para o centro do salão, no meio de todas aquelas pessoas. Eu sorri olhando para todos. Pareciam felizes e descontraídos, isso era muito bom. Eu fui surpreendida por um garçom, que me ofereceu salgadinhos. Eu fiquei um pouco em dúvida se deveria aceitar ou não, mas então eu aceitei. Só um salgadinho não vai fazer tanta diferença. E estava mais do que delicioso. Eu suspirei. Por que as comidas mais gostosas tem que ser as mais gordurosas e nada saudáveis? Isso é uma droga.
Eu estava distraída quando escutei um leve choro. Eu olhei ao redor e vi um menininho tapando o rosto com as mãos. Coitadinho. Eu odeio ver crianças chorando. Eu me aproximei dele e me agachei com cuidado por causa do vestido.
— Oi, garotinho.
— Oi. — ele respondeu tirando as mãozinhas do rosto.
— O que aconteceu? — eu perguntei com cuidado.
— Eu me "pedi" da minha mamãe. — ele respondeu enquanto as lágrimas já escorriam dos olhinhos dele e novo e ele as enxugava.
— Posso te ajudar a achá-la? — ele assentiu ainda com as mãos nos olhinhos. — Qual o seu nome? — continuei.
— Josh. — ele olhava agora nos meus olhos com aqueles olhinhos verdes incrivelmente meigos. — E o seu?
Eu pensei por um momento. — An... Pode me chamar de An. — eu sorri para ele. — Posso te pegar no colo, Josh? — ele assentiu estendendo os bracinhos para mim. Que garotinho lindo. Eu o peguei no colo e comecei a caminhar com ele pelo salão. — Qual é o nome da sua mamãe? — eu perguntei a ele, mesmo sabendo que eu provavelmente não a reconheceria pelo nome.
— Mamãe. — ele respondeu como se fosse óbvio. — eu sorri o ouvindo. Que amor de criança.
— E como ela é? — eu perguntei novamente.
— Linda. — ele disse da mesma forma. Esse garotinho é muito meigo. Ok... Melhor ser mais objetiva.
— Qual é a cor do cabelo dela? — indaguei.
— Castanho...Assim. — ele respondeu tocando o cabelinho dele, que também é castanho.
— E qual é a cor dos olhos dela? — continuei.
— Azul. — ele continuava. Ele parecia mais calmo agora.
— Titia An? — Ah, que lindo. Eu sou titia.
— Sim, Josh? — eu sorri para ele.
— E se a gente não "acha" a mamãe? — ele me perguntou novamente. Ele estava preocupado novamente.
— Eu prometo que vamos achar sua mamãe. — eu olhei fundo nos olhos dele, ele sorriu para mim pela primeira vez.
— Quantos anos você tem, Josh? — eu continuei procurando com ele, mas eu queria distraí-lo.
— "Tês" — ele me disse me mostrando três dedinhos. — tão lindinho. Nós dois olhávamos para os lados até que eu o ouvi novamente. — Mamãe! — ele disse mais alto. Eu me virei na direção em que ele olhava.
— Joshua! — eu não acreditei. Era a Suzane. Eu soltei o Josh no chão e ele saiu correndo em direção a Suzane, que o segurou no colo. — Você sabe o quanto eu estava preocupada com você? — ela perguntou retoricamente para ele, o abraçando apertado. Ela olhou para frente e consequentemente, para mim. — Anne?
— A tia An me ajudou a te "acha" mamãe. — o Josh disse se virando no colo dela e olhando para mim, que sorri para ele.
— Ah... Obrigada, Anne.
— De nada. O seu filho é um amor. — era a mais pura verdade.
— É sim... — ela dizia com ar de sonhadora olhando para ele. -... Embora ele nem sempre obedeça quando eu digo para ele ficar do meu lado. — ela dizia agora como uma bronca para o Josh, que olhava para o chão com a repreensão. Que garotinho lindo.
— Aí está você. — droga... — Eu estava te procurando, An. — o Mason segurou o meu quadril, ficando atrás de mim, com o corpo dele colado no meu. — Eu não consegui me esquecer do que você me disse mais cedo, An. Você me deixou tão excitado... — ele sussurrava no meu ouvido alto o suficiente para que a Suzane ouvisse, agora me abraçando por trás. Ele mordeu o meu pescoço, eu não tive reação a não ser estremecer nos braços dele e eu odeio admitir que aquilo era muito, muito bom. Eu olhei aflita para o Mason e depois para a Suzane, que parecia mais surpresa que eu. — Suzane? Eu não tinha te visto aí. — ele disse parecendo surpreso ainda me abraçando e com o queixo apoiado no meu ombro direito, mas aquele brilho nos olhos dele... Eu me soltei dos braços dele e meneei a cabeça cruzando os braços, olhando-o indignada. Ele está fazendo ciúmes para a Suzane... Comigo?!
— Eu... Eu vou buscar mais champanhe. — eu não aguentava mais ficar perto dele.
— Espera, An. — o Mason segurou o meu pulso. — Eu busco para você. — eu olhei para o meu pulso e para o rosto dele com muita raiva, assim ele me soltou. — Você também quer mais, Suzane? — ele perguntou a ela que negou erguendo a taça dela, que ainda estava cheia. — Eu já volto, An. — o que eu quero, Sr. Walker, é exatamente o contrário. O Mason segurou a minha mão, me acariciando enquanto ele pegava a minha taça, eu continuava olhando nos olhos dele possessa. Ele logo se afastou, esboçando um leve sorriso de canto ao passar por mim. Esse desgraçado está se divertindo às minhas custas. Mas ele ainda me paga.
— Mamãe, eu posso "bincar" com a tia, An? — o Josh me despertou dos meus pensamentos.
— Eu acho que a Anne não quer brincar, filho. — a Suzane disse.
— Na verdade, eu adoraria brincar com ele se você não se importar, Suzane. — eu amo crianças.
— Ah... Não, eu não me importo. — ela pareceu surpresa. Eu peguei o Josh no colo.
— Aqui, An. — o Mason não brincou quando disse que não ia demorar.
— Ah, obrigada. — eu agradeci pegando a taça, da qual eu tomei um gole e depois a coloquei sobre a mesa. — Quem é o baixinho? — Mason, legal como sempre... — Meu nome não é baixinho, é Josh! — ele fez uma carinha de bravo, cruzando os bracinhos. Isso mesmo, Josh! — Josh! — a Suzane o repreendeu. — Este é meu filho, Joshua. — ela o apresentou. — Josh, cumprimente o Mason. — ela ordenou. Ele apenas virou o rosto, ainda emburrado. Eu ri internamente. — Tia An, vamos "bincar" agora? — ele me perguntou meigo novamente. Eu pude ver o Mason estreitar os olhos. Eu olhei para Suzane, que afirmou com um gesto de cabeça, me dando permissão.
— Vamos, Josh, vamos brincar. — eu falei enquanto o levava para bem longe dali, bem longe do Mason. Foi então que eu me dei por conta de que seria difícil arranjar uma brincadeira naquele salão. — Hum... Josh, sabe jogar "Jakenpô"? — ele afirmoou com a cabeça. — Quer brincar disso? — ele apenas afirmou de novo. — Ok, então. — eu sorri o colocando no chão. — Jo-ken-pô! — nós sacudimos nossas mãos direitas, conforme a brincadeira. Eu pedra, ele também pedra. Nós rimos com o empate. E eu segui. — Jo-ken-pô! — desta vez, ele me ganhou. E nas outras duas também. Eu realmente não tenho sorte nem no Jokenpô... Que triste. — Acho que desisto, você é bom demais nisso. — eu continuei sorrindo. Ele sorria vitorioso, a coisa mais linda.
De repente uma música começou a tocar. — Titia, An, vamos "dança"? — como eu poderia dizer não?
— É claro, Josh. — ele estendeu as mãozinhas para mim, que as segurei. Eu o peguei no colo e começamos a dançar. Acho que vou me congelar para casar com essa criança.
Ao final da música a Suzane chegou até nós, segurandou no colo. — Vamos, Josh, vai deixar a Anne cansada.
— Capaz, eu amei o tempo que passamos juntos, Josh. — eu me despedi. Antes de hoje, eu nem mesmo sabia que a Suzane tinha um filho. E ele era tão amável. Eu voltei para a mesa onde estava antes.
— Você tem jeito com crianças. — essa voz...
— Eu adoro crianças, isso ajuda bastante. – eu finalmente olhei nos olhos dele. – Elas são doces e sinceras. Diferente de você, Sr. Walker. – eu disse divertida me virando novamente.
— Mas eu sou sincero. E não ser doce o tempo todo é uma conseqüência disso, An. — eu o olhei.
— Você não é sincero o tempo todo. – eu disse como um devaneio pensando na atitude dele com a Suzane.
— Ninguém é sincero o tempo todo, An. – cheque-mate. Ele estava certo. O que eu poderia dizer? Eu apenas fiquei refletindo por um momento, até que ele me despertou dos meus pensamentos. – Eu também gosto de crianças. – eu tive que rir.
— Acredito. – eu usei de sarcasmo.
— É verdade. Eu só fiquei com ciúmes. – do Josh com a Suzane?
— Ele é uma criança, Mason. – e ela é a mãe dele.
— Mas você é a minha An. – ele disse se aproximando mais de mim e acariciando o meu rosto. Eu fiquei estática por um momento. Ele ficou com ciúmes de mim com o Josh? Como eu poderia acreditar nisso?
— Eu não sou nada sua, Mason. – eu disse rapidamente, tirando a mão dele do meu rosto. – A não ser sua secretária. – continuei nervosa.
— Não é verdade. Você também é minha acompanhante. – ele estendeu a mão, para que eu a segurasse. Eu segurei a mão dele, me levantando da cadeira. Eu acabei sorrindo admirando o sorriso dele. O que está acontecendo comigo? O que ele está fazendo comigo?
— Sr. Lehmann, é um prazer recebê-lo. – o Mason cumprimentou com um aperto de mãos quem, como obviedade, deve ser o Sr. Lehmann, me despertando de meus pensamentos. Ele era um homem alto e bem afeiçoado. Era evidente que tinha mais de quarenta anos, embora ele tivesse um ar sedutor e certo charme.
— Mason Walker... E quem é essa mulher tão linda? – ele beijou a minha mão, olhando para mim de uma maneira estranha. Eu vi o Mason respirando fundo.
— Essa é a Anne, minha secretária. – o Mason soltou a minha mão, me envolvendo de maneira possessiva pela cintura novamente, mas dessa vez eu não me soltei do braço dele. O Sr. Lehmann não me dava boas impressões, talvez isso se desse por causa da aliança na mão esquerda dele e o ar de cortejo dele para mim. Acho que o Mason pensou o mesmo que eu. – E como vai a sua esposa, a Sra. Lehmann? – eu sorri discretamente com o sorriso vitorioso do Mason.
— Ela está bem, mas não poderá comparecer hoje. – o Sr. Lehmann parecia nervoso ajeitando o terno. O Mason tem mesmo o dom para deixar as pessoas nervosas. Eu devo admitir que gostei disso agora.
— Entendo. – o Mason continuava com a mesma expressão. — Aproveite a festa, Sr. Lehmann. – o Sr. Lehmann assentiu ainda apreensivo, se retirando.
— O que foi isso? – eu perguntei ao Mason com um sorriso.
— Um traidor que vem a ser meu cliente. – ele disse com desprezo.
— Já pode me soltar, Mason. – eu olhei para a minha cintura e o braço dele que me envolvia.
— Não, está bom assim. – ele disse normalmente.
— Eu prefiro ficar de braço com você. – não que eu quisesse ficar de braço com ele, mas o braço dele envolvendo a minha cintura me deixava aflita.
— Se você prefere, An... – ele sorriu deixando de envolver a minha cintura, segurando o meu braço novamente e logo segurando a minha mão com a dele novamente, entrelaçando nossos dedos como antes.
— Sabe, An... Eu realmente não consegui me esquecer do que você me disse mais cedo. Eu espero que você ainda cumpra o que disse.
— Era uma brincadeira, Mason.
— Eu sei. Mas é bom que você saiba que eu não brinco com esse tipo de coisa, An. Eu ainda vou te deixar louca como você me deixou hoje. Isso é uma promessa, An. E eu nunca descumpro uma promessa.
— Eu não sou uma mulher que se deixa enlouquecer, Mason. — a sempre certinha, Marie Anne Hall Gray.
— Eu adoro desafios, An. — droga, por que isso está soando como um cortejo mútuo? Eu não quero cortejá-lo. Ele é uma praga. Gostoso, irresistível, sedutor, mas é uma praga. Eu tinha que acabar com isso...

Notas finais
Então leitores lindos do meu coração? O que acharam?! Espero que tenham gostado! *-* Por favor, me mandem reviews para eu saber o que acharam, seus lindos. Amo vocês! ♥