Somente Sem Sorte
1 O começo da desgraça
Notas iniciais
Espero que gostem dessa fic! Bom... Já que é o início da fic eu não tenho nada o que dizer ainda... Só espero que gostem!
Boa leitura! ^^
P.O.V. Anne
Eu estava atrasada, como sempre. Mas não tinha tanto problema, afinal, eu era a noiva do diretor-presidente da More Easy, uma das maiores agências publicitárias do país. Bom, pelo o que eu estou dizendo pode até parecer, mas eu não sou do tipo de mulher que usa o corpo para “subir” na vida. Para falar a verdade, embora eu esteja noiva, eu sou virgem. Eu sempre fui considerada uma nerd e sinceramente, eu gosto desse título. Mesmo que eu nunca tenha precisado me esforçar para aprender.
Eu o havia conhecido há muito tempo... Matthew Eric Statham. Nós havíamos estudado juntos e eu o amava em secreto, mas, eu não era o tipo de garota que ele perceberia. Depois de alguns anos eu fui mudando e me tornando uma mulher mais atraente, logo eu vim trabalhar na More Easy e o encontrei novamente. Eu não acreditava que o garoto por quem eu fui apaixonada por tanto tempo era o meu chefe. Por algum motivo ele começou a demonstrar interesse em mim e em pouco tempo estávamos namorando. E depois... Noivos.
Estava chovendo. Eu odeio chuva. Eu devia ter percebido que era um mau presságio, mas como sempre, eu fui ingênua. Entrei na firma e habitualmente cumprimentei todos, só estava faltando uma pessoa... Katheryn Saylee, uma mulher muito sociável. Poderia ter acontecido alguma coisa para que ela se atrasasse? Eu iria averiguar isso depois. Agora eu só queria de imediato, abraçar o meu noivo e beijá-lo como de costume. Continuei seguindo até a porta da sala dele e a abri.
- Oi, meu amor. – falei entrando e fechando a porta atrás de mim rapidamente. A cena que eu vi foi chocante. Ele estava com os botões da camisa abertos, o cabelo bagunçado, os lábios vermelhos, ou melhor, com batom vermelho, em cima de uma vadia... A vadia Katheryn Saylee, que estava sem camisa, deitada sobre a mesa do meu noi... Ex-noivo, com as pernas fixas no quadril dele. Eu já tinha visto o bastante. Peguei minha bolsa, que com o choque que eu levei, acabou caindo no chão. Fiz menção para ir embora...
- Espera... Marie meu amor, não é o que você está pensando... – É claro que não, ela só estava se sufocando com a saliva e você teve que meter a língua na garganta dela para salvá-la, não é?
- Nunca é. – foi só o que eu disse e saí pela porta com lágrimas nos olhos e um sorriso sem humor. Todos olhavam em minha direção então eu abri novamente a porta da sala do meu ex- noivo, que tinha voltado a se agarrar com aquela vadia. Perfeito... Aquele canalha não teve nem a decência de vir atrás de mim, bem pelo o contrário, continuou se agarrando com aquela... Mulherzinha. Eu ri sem humor olhando para os dois aos beijos enquanto todo pessoal da firma estava surpreso, mas aparentemente não era com a traição do meu ex-noivo, e sim com a minha descoberta. Só eu não sabia que ele me traía?! Ótimo! Eu tinha perdido meu noivo, meu emprego e a minha dignidade. Coisas que não se pode achar assim ao relento, ou no chão... Era mais complexo.
Eu voltei para o meu apartamento e admito que chorei, mas não por muito tempo. Eu não podia chorar por causa de um calhorda que me traiu. Então, entristecida pelos acontecimentos daquele dia eu decidi que à noite eu iria sair sem rumo por uma cidade vizinha para não ser reconhecida, fazer o que eu nunca fiz e principalmente... Um pouco mais à vontade. Eu tomaria umas doses de vodka antes de sair de casa. E para deixar claro... Eu nunca fiquei bêbada em toda a minha vida. Eu só queria esquecer tudo o que tinha acontecido. Ser outra pessoa aquela noite, fazer alguma loucura. Como... Como... Passar a noite com um desconhecido por exemplo. Ótima idéia! Mas... De onde eu tiro coragem para fazer uma coisa dessas?! Eu nunca fiz nada de errado ou inconsequênte. Mas estava tentada a fazer isso. Aquela traição atingiu o âmago do meu ser. Deixou-me sem chão. Mas eu não queria nem iria pensar naquilo.
Entrei no banheiro e tomei um banho muito demorado. Passei creme em todo o meu corpo, vesti uma lingerie vermelha e coloquei um vestido lindo que eu estava guardando para a minha festa de noivado que seria, no caso, amanhã. Penteei e sequei meus cabelos com secador, deixando os meus cabelos lisos um pouco mais volumosos.
Olhei-me no espelho e vi uma mulher fatal, do estilo que eu nunca fui... Sedutora.
Eu vestia um vestido vermelho escuro na altura dos joelhos, o vestido era frente única e tinha um decote moderado, nada vulgar, apenas sexy. Eu usava uma meia-calça cor da pele e sapatos de salto meia-pata pretos, com detalhe em vermelho na sola. Meus cabelos estavam soltos e com mais presença do que o normal, eles emolduravam meu rosto delicado, que estava com uma maquiagem leve... Pó compacto, delineador preto, máscara para cílios e batom sabor morando.
Eu saí do meu apartamento daquele jeito... Nem acredito.
Dirigi na mais alta velocidade permitida e sem rumo, até que encontrei um lugar aparentemente agradável para beber em paz. Não era um bar exorbitante ou algo do tipo, pelo contrário, era calmo, sereno. Eu não precisei beber muito, eu descobri naquela noite que ficava bêbada com facilidade.
Saí do tal bar- que eu não lembro o nome — e voltei a dirigir na mais alta velocidade permitida. É... Parece que mesmo bêbada e sem chão eu continuo certinha.
Eu não sabia exatamente o que estava fazendo e sentindo. Eu tive vontade de chorar novamente, então parei bruscamente o carro perto de um parque e saí respirando fundo.
- Eu não vou chorar, eu não vou chorar, eu não vou chorar! – eu disse para mim mesma. Não tinha ninguém ali onde eu estava. Eu me afastei um pouco mais do carro, caminhando desnorteada, mas bem consciente. Eu senti saudade dele, dos braços dele, dos lábios dele... Eu havia o amado por tanto tempo, eu não estava acostumada a estar longe dele. Eu toquei em meus lábios lembrando quando eu o beijava, aquela sensação veio à minha mente, dos lábios dele acariciando os meus. Mas eu não queria me lembrar dele.
Eu continuei caminhando e logo me sentei em um dos bancos do parque. Droga! Nem enlouquecer eu conseguia! Algumas lagrimas começaram a escorrer do meu rosto e eu as recolhi. – Ele não merece, Marie. Ou melhor, Anne. – eu disse para mim mesma. Eu iria ser chamada de Anne a partir de agora. Não queria lembrar da voz dele ao pronunciar meu primeiro nome.
Eu, mais calma agora, me levantei do banco em que eu estava e comecei a caminhar sem rumo novamente. As lágrimas escorreram sem que eu pudesse contê-las, eu nem mesmo havia visto que alguém se aproximava.
Era um homem de olhos azuis alucinantes, os cabelos negros desalinhados, mas perfeitamente arrumados e simplesmente... Lindo. O homem mais atraente que já vi, com toda a certeza. Ele andava a passos largos, despercebido com as mãos nos bolsos, ele não havia me visto. Eu me arrependeria se fizesse isso, mas também me arrependeria se não o fizesse. E por que eu não faria?! Meu noivo havia me traído e eu queria esquecê-lo. Aquele era um ótimo modo. E... Aquele homem era lindo, eu provavelmente nunca mais o veria... Não tinha nada com o que me preocupar.
Eu saí caminhando também em passos largos em direção àquele homem. Eu me aproximei dele e o beijei. Aquele beijo foi muito diferente dos beijos que eu dava no meu ex-noivo. Eu segurava o rosto daquele desconhecido, o acariciando. Meus lábios eram carinhosos enquanto a minha língua era ousada. Eu expressei tudo o que precisava com aquele beijo, coloquei todas as emoções possíveis nele, todas as minhas mágoas... Era como se eu estivesse falando tudo o que precisava, mas não conseguia. Aquele homem me segurou pela cintura e aprofundou o beijo. Ele beijava muito, mas muito bem... Bem melhor do que o meu ex-noivo. Eu fiquei sem ar e me afastei dele. Eu o olhei nos olhos, ele sorria de canto... Um sorriso arrebatador enquanto ele olhava para os meus lábios. Eu dei um último beijo nele, suave e lento. Eu precisava fazer aquilo.
– Obrigada. – eu disse vidrada naqueles olhos azuis maliciosos e me soltei dos braços dele. Mas ele segurou meu pulso esquerdo e antes que eu pudesse perceber os meus lábios já estavam sendo beijados pelos dele novamente. Ele me puxou contra a parede de um ginásio, me prensando contra a mesma. Eu mal respirava.
- Não pensou que iria me deixar excitado assim e ir embora, pensou? – ele disse com uma voz rouca –e perfeita- entre os beijos no meu pescoço. Os braços dele me cercavam contra a parede, me deixando mais nervosa ainda. A mão esquerda dele subia pela parte externa da minha coxa direita, se infiltrando no meu vestido. Eu estava paralisada, eu jamais esperaria uma coisa dessas. Quando eu finalmente percebi o que estava acontecendo me afastei dele.
- Isso é abuso! Como pode ficar tocando em uma mulher assim?! – eu estava atônita.
- Não acha que é feminismo demais me beijar contra a minha vontade e depois me chamar de abusador por tocar a sua coxa contra a sua vontade? – ele perguntava divertido, com aquele sorriso lascivo ainda nos lábios.
- Mas... Você gostou do beijo. – eu disse mais calma cruzando os braços na defensiva, ele tinha razão. Ele foi se aproximando de mim aos poucos até ficar a centímetros do meu rosto, eu dei um passo para trás e ele segurou o meu braço direito, deslizando a mão dele pelo mesmo e depois tocando na parte externa da minha coxa e novamente infiltrando a mão dele no meu vestido, mas mais... Carinhoso. Eu arregalei meus olhos olhando para aqueles mares azuis.
Ele me beijou novamente, mas mais calmo, como eu o havia beijado anteriormente. – E você gostou do meu toque. – ele disse com aquela voz rouca e um sorriso convencido. – Não gostou...? Afinal, qual o seu nome? – ele continuou sorrindo.
- Marie. – eu disse simplesmente. Eu queria me retificar dizendo meu segundo nome, mas aqueles olhos me hipnotizavam. Ele sorriu.
- Marie... – ele disse se aproximando de mim novamente e mordendo o lóbulo da minha orelha. -... Lindo nome. – ele disse como um sussurro no meu ouvido e me segurou pela cintura novamente beijando o meu pescoço e depois os meus lábios. – Sabor morango... Eu amo morangos. – ele disse olhando em meus olhos. Eu não tinha reação, mas poderia ter um ataque.
- Qual é o seu nome? – eu perguntei ainda imóvel.
- Eu não gosto de falar meu nome. – ele disse contra a pele do meu pescoço. – Ao invés do meu nome você pode gemer “gostoso” quando quiser. – ele disse ainda mais malicioso beijando o meu pescoço.
- O que?! Pervertido! – eu disse me afastando mais dele. – Acha que eu vou...?! – eu disse apavorada.
- Eu disse que você me deixou excitado, você gostou quando eu te toquei. O que você achou que ia acontecer? – ele disse com um sorriso de canto. Eu odeio quando começam a rir de mim, eu não disse nada... Ele tinha razão novamente. O que eu estava pensando?! – Espera, não me diga que você é virgem! – ele disse sorrindo ainda mais.
- Eu... Eu... – eu não consegui dizer nada, meu rosto fervia.
- Não se preocupe e nem fique nervosa... Todo o homem gosta mais das apertadas. – ele disse como um sussurro no meu ouvido e me segurando pela cintura novamente.
- Pervertido! Sai de perto de mim! – eu disse me soltando dos braços dele e indo em direção ao meu carro.
- Espero te encontrar de novo, Marie! – ele disse divertido com aquele sorriso malicioso de canto.
- Se eu tiver sorte, não!... – eu disse mais alto para que ele escutasse, ele ainda sorria do mesmo jeito. E depois falei baixo para mim mesma. -... Mas eu nunca tenho sorte...
Notas finais
Vou ficar muito feliz se me mandarem review para que eu saiba o que acharam e no que preciso melhorar. ^^
Obrigada por ler a fic!
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