Notas iniciais
Voltei!!! Oie, leitores lindos do meu coração! Céus... Eu achei que nunca mais iria dizer essa frase....
Bom... Depois de mais ou menos dois meses, voltar assim de repente... Eu nem acredito. Mas eu precisava desse tempo para me acertar comigo mesma e... Espero que não fiquem com raiva de mim. Eu realmente pensei que nunca mais entraria nessa conta. Mas graças às minhas béést's Little Salvattore e L 1, que sempre estiveram me incentivando nesse período, eu resolvi voltar a escrever. Vocês não sabem como eu senti falta de vocês, meus fofos. Eu li todas as reviews e as recomendações que me enviaram desde a minha saída e amei todas! *-------* É sério! Não tenho como agradecer, a não ser dedicar esse Cap. à todos vocês que sempre estão aí me apoiando. *--------------* Eu amo vocês!
Bom, espero que gostem... Boa leitura, meus amores! ^^

Depois de me agarrar com um estranho, do qual eu ainda nem tenho conhecimento do nome, eu caminhei em direção ao meu carro e dirigi até chegar ao meu apartamento, o que não foi fácil, já que eu não fazia a mínima idéia de onde eu estava. Entrei no apartamento e chegando ao meu quarto me atirei em cima da minha cama. Eu fechei meus olhos, eu ainda sentia a mão daquele desconhecido subindo pela minha coxa e se infiltrando no meu vestido. O que eu fiz?! Eu não acreditava no que tinha acabado de fazer.

Depois de pouco tempo eu ouvi o meu celular tocando. Olhei no visor, tinham treze chamadas e duas mensagens do meu ex-noivo, do qual eu não quero mencionar o nome. Mas era a minha melhor amiga, Kate. Mesmo depois da faculdade nós nunca deixamos de nos falar, apesar de irmos para firmas diferentes.

– Oi, Kat. – eu disse com pesar.

– Que voz é essa?! O que aconteceu? – ela perguntou preocupada.

– Resumidamente, o... Meu ex-noivo me traiu e eu me agarrei com um desconhecido depois de ficar bêbada. Aliás, eu acho que ainda estou alterada. – eu respondi rindo. Eu não estava bem.

– Marie... – ela começou e eu a interrompi.

– Anne, por favor, Kat. – eu a retifiquei.

– Pois bem, Anne... Eu estou indo para aí. – ela disse e já ia desligar.

– Não Kat, eu vou ficar bem. Eu só quero ficar um pouco sozinha, tudo bem? – eu perguntei. Ela emudeceu por alguns segundos.

– Tudo bem Ma... Anne. Então você está desempregada agora? – ela perguntou ainda preocupada.

– Sim. – eu respondi baixo. Eu nunca mais voltaria a colocar os pés na More Easy.

– Bom... Quanto a isso não se preocupe, amiga. Estão precisando de uma secretária na JHW, eu sei que você tem capacidade até para ser diretora-presidente, mas vai ter que se contentar em ser secretária por enquanto. Eu consigo uma entrevista para você... Tem alguém lá que me deve um favor. – ela disse e riu. A Kate era a pessoa mais pervertida que eu conhecia, além da mais engraçada. Era melhor eu nem perguntar quem e por que lhe devia um favor.

– Obrigada, Kat! Sabe que eu te amo, não é?! – eu disse mais feliz. A JHW, agência em que a Kate trabalhava, era a principal concorrente da firma do meu ex-noivo.

– De nada, Marie. – ela disse com uma voz acolhedora. Por isso ela era a minha melhor amiga. Eu não a repreendi por me chamar pelo meu primeiro nome, ela estava acostumada a me chamar assim.

Eu e a Kate conversamos mais e ela ficou muito interessada no desconhecido com quem eu me agarrei. Eu queria pelo menos saber o nome dele... Embora ele tenha me deixado muito nervosa, eu gostei do jeito dele. Ele tinha me feito sentir algo que eu nunca senti antes, era como se eu desejasse conhecê-lo mais do que antes eu desejava conhecer ao meu ex-noivo. Mas era bom que eu nunca mais o visse... Se isso acontecesse eu morreria de vergonha.

E no dia seguinte já era a minha entrevista. A Kate me disse a hora em que eu devia estar na agência. Eu olhei novamente para o relógio em meu pulso, eu estava cinco minutos adiantada... Não o suficiente para parecer desesperada, mas o bastante para aparentar pontualidade. Falei com a atendente da agência, a Kate, e ela me levou até o local onde nós faríamos uma prova simples de conhecimentos gerais para selecionar as mais capacitadas. Quando eu cheguei ao local com a Kate algumas das outras candidatas já estavam na sala. Cumprimentei todas as outras candidatas, uma delas foi rude virando o rosto e fazendo uma expressão de enojada. Eu somente me sentei em uma das cadeiras esperando o momento da prova.

A prova começou, estava fácil. Eu fui a segunda a terminá-la. Quando todas acabaram as provas estas foram corrigidas. Enquanto isso, a mulher que havia me esnobado se vangloriava dizendo o quão fácil a prova estava... Só não sei por que ela demorou tanto para terminar então... Vadia exibida.

Um pouco depois a Kate veio anunciar as três selecionadas para a entrevista coletiva.

– Eu vou dizer os nomes das selecionadas, levantem-se, por favor, ao ouvir seus nomes. – todas assentiram. – Caroline Schimidt. – eu havia ficado feliz por ela, parecia uma boa garota, com um olhar sincero. – Hillary Owen. – era a vadia que me esnobou. – E Marie Anne Gray. – a Kate sorriu olhando para mim e moveu os lábios sem som dizendo “Parabéns”. Eu sorri me levantando e ficando ao lado das outras candidatas.

Eu estava um pouco nervosa com a entrevista coletiva, fazia muito tempo que eu não participava de nada parecido e eu sempre acabava me atrapalhando nessas situações. A Kate nos conduziu a outra sala e depois saiu desta deixando a porta aberta.

– Todas têm ótimos currículos, Sr. Walker. O Sr. só deve fazer a entrevista coletiva agora. – era a voz da Kate.

– Então escolhe a mais gostosa, eu não tenho tempo para isso. – nós ouvimos uma voz dizendo perto da entrada da sala e todas dirigimos nossos olhares à porta, que ainda estava aberta. Poucos segundos depois um homem parou em frente à porta... Eu fiquei estática. Eu não conseguia acreditar que era ele... O homem que eu havia beijado na noite anterior. A Kate chegou à porta também.

– Será a sua secretária, Sr. Walker. O Sr. deve escolher. – ela continuou séria. Ele revirou os olhos como um adolescente revoltado a Kate, que logo deu de ombros se desculpando.

– Bom dia, eu sou Mason Singh Walker. – ele disse entrando na sala com uma expressão séria. A Kate se retirou. Ele parecia não lembrar, eu fiquei aliviada.

– Bom dia, Sr. Walker. – todas nos levantamos dizendo em uníssono.

– Podem se sentar novamente. – ele disse nos observando atentamente. – Seus nomes? – ele perguntou olhando para a Caroline.

– Caroline Schimidt. – ela disse um pouco acanhada, sem o olhar nos olhos... Grande erro em uma entrevista. Ele assentiu caminhando até a próxima candidata e erguendo as sobrancelhas ao olhar para ela.

– Hillary Owen. – ela disse levantando os seios e depois ajeitando o cabelo com um sorriso libidinoso. Ele encarou os seios dela por um longo momento lhe dando um olhar malicioso em seguida com aquele sorriso maroto... Safado. Tem como copular através de olhares? As contemplações deles me fizeram pensar a respeito. Pouco depois ele caminhou até mim com a expressão séria novamente e erguendo as sobrancelhas.

– Anne Gray. – eu disse olhando a todo o momento nos olhos dele. Eu engoli em seco quando ele aproximou o rosto dele do meu sorrindo de canto, ele tinha um olhar marcante como na noite anterior, me intimidava um pouco. E se ele se lembrasse de mim?... Mas os olhos dele eram tão lindos...

– Pensei que fosse Marie. – ele disse muito baixo, para que só eu o ouvisse. Eu podia ter um ataque, meu coração parecia ter parado. Droga!... Ele tinha lembrado. Ele sorriu sem humor virando o rosto e saindo de perto de mim e indo até a porta, onde a Kate estava novamente.

– Eu já escolhi. – ele disse passando apressadamente por ela, que o seguiu.

Poucos segundos depois a Kate veio até onde nós estávamos para anunciar quem ficaria com o cargo. – Marie Anne H. Gray, parabéns! Você conseguiu o cargo. – ela disse animada. A Caroline veio até mim me parabenizar e a Hillary saiu da sala bufando. Pouco depois a Kate me abraçou.

– Parabéns, Marie! Você merece! – ela estava muito entusiasmada. — Ah! O Mason quer que você vá à sala dele. E não se preocupa, embora ele tenha parecido sério e conservador ele é bem diferente disso. – ela continuou sorrindo.

– Kate, é ele. – eu ainda estava em choque.

– O que? – ela perguntou confusa.

– Ele é... O homem que eu beijei ontem. – eu disse simplesmente. A expressão no rosto da Kate mudou no mesmo instante. Os olhos dela se arregalaram, aqueles olhos castanhos alegres dela se encheram de surpresa em um tom escurecido. Ela olhou para os lados e aproximou mais o rosto dela do meu.

– E você não disse que foi bom? – ela perguntou baixo me fazendo rir. Sempre a Kate...

– Você pensa nisso nessa situação, Katy?! – eu perguntei indignada.

– Eu só estou tentando ver o lado bom, Marie... Anne,desculpe. – ela disse se justificando. – E eu tenho inveja de você... – ela fingiu chateação. -... O Mason é muito gostoso! – ela enfatizou com uma expressão de raiva. – Mas vai rápido, que o seu chefe está te esperando. E se ele te contratou ele gostou do que aconteceu entre vocês. Quem sabe vocês não continuam agora o que começaram ontem, hein? – ela disse sorrindo maliciosa e me batendo sutilmente com o braço. Eu a encarei sorrindo sem humor.

– Onde é a sala dele? – eu perguntei um pouco ansiosa.

– Vem, eu vou te mostrar. – a Kate me levou até uma sala mais afastada de onde os outros trabalhavam. – Aqui. – ela disse apontando para a sala.

– Ok. – eu disse e respirei fundo. – É só agir normalmente... Só agir normalmente. – eu dizia para mim mesma.

– Calma, Marie. Ele não vai te agarrar. – a Kate tentou me acalmar. Eu afirmei com a cabeça e bati na porta.

– Pode entrar. – era aquela voz rouca. Eu abri a porta enquanto a Kate se retirava.

– Com licença, Sr. Walker. O Sr. queria falar comigo, não é? – eu disse fingindo normalidade. Ele sorriu de canto me admirando e se inclinando mais para trás na cadeira em que estava sentado enquanto brincava com uma caneta que tinha em mãos.

– Sim, mas sabe que pode me chamar de “gostoso”. – ele disse malicioso. Eu enrubesci. – Sente-se Marie. – ele disse olhando para mim e depois para uma das cadeiras da mesa dele, ainda se divertindo com a caneta que tinha em mãos. Eu me sentei, eu já esperava que ele me tratasse assim.

– Por que me escolheu? – eu perguntei com toda a calma, eu realmente queria saber. Ele sorriu muito largo.

– Eu já te disse... – ele começou e se sentou normalmente na cadeira, me olhando nos olhos a todo o momento e sorrindo aquele sorriso de canto. -... Todo o homem prefere as apertadas. – ele continuou, eu fiquei sem reação. – E você também parecia a mais apta ao cargo. Eu sou muito rigoroso em relação aos meus subordinados. – ele continuou agora mais sério. Subordinada... Céus... Ele queria me humilhar. Embora ele tenha moral para isso, continua sendo maldade. Eu engoli em seco e sustentei o olhar daqueles olhos incrivelmente azuis e convencidos. Eu podia ver toda a satisfação no olhar dele e isso me exasperava. Por que até nesse momento em que eu estou com raiva dele ele tem que ser o homem mais atraente que eu já conheci?!

– Pensei que queria a mais gostosa... – eu tentei controlar a minha voz, que vacilava na repulsa que eu sentia no momento. Pude ver os olhos dele se estreitando levemente. –... E pelo o que eu sei, quando um chefe é rigoroso em relação aos seus subordinados, estes são escolhidos por sua eficiência e não por seus atributos físicos. – eu disse o desafiando. O leve sorriso que os lábios dele abrigavam se dissipou do rosto dele. Foi intimidador.

– Eu não contratei a mais eficiente? Se eu cometi um erro a contratando, devo corrigi-lo imediatamente, Marie. – a voz dele estava seca, mas a diversão era evidente em seus olhos. Subordinada... Agora eu tinha certeza que ele jamais me deixaria esquecer o significado dessa palavra.

– Escolheu muito bem. – eu disse e tentei dar o meu melhor sorriso, que deve ter sido muito desprezível devido a toda a raiva que me tomava.

Ele sorriu largo e provou meu corpo com os olhos novamente. — Eu tenho certeza, Marie. – aquela voz baixa e rouca fez com que eu estremecesse. Droga de corpo traidor! E o desgraçado ainda riu da minha reação... Argh! Pude sentir meu rosto queimar com a vergonha.

– Me chame de Anne, por favor. – eu disse tentando mudar de assunto. Ele inclinou a cabeça para o lado em uma expressão pensativa e um pouco incompreensível enquanto me fitava.

– An...? – ele sussurrou direcionando o brilho daqueles enigmáticos mares azuis para o teto do grande escritório. O modo como os lábios dele envolviam meu novo apelido era impressionantemente atraente.

– Não, Anne. – eu retifiquei logo apreciando o modo como ele me chamou. – Ninguém nunca me chamou de An. – pensei em voz alta.

– Eu gosto de An. Soa íntimo... – e o maldito sorriso malicioso estava naqueles lábios esculpidos. Desgraçado!

– Eu prefiro que me chame de Anne. – a vergonha me tinha novamente. Como ele podia me intimidar tanto?! — Mas... Por que me chamou aqui, Sr. Walker? – tentei manter uma distância segura. Somos apenas chefe e secretária. E daí se eu o ataquei na noite passada e fiz a coisa mais selvagem que uma garota como eu teria coragem de fazer?! E daí se esse homem maravilhoso gostou?! Aliás, que homem não teria gostado?! Ele deve pensar que eu sou uma mulher qualquer que se entrega para o primeiro homem que aparece... Droga! Por quê?! Por que tinha que ser logo ele aqui?! Por que tinha que ser logo ele ontem?!

– Mason, An. Mason. – ele me retificou revirando os olhos e se levantando da cadeira de couro com aspecto extremamente confortável. – Quero te dar as devidas instruções. – ele fez a volta cruzando as pernas e os braços enquanto se escorava na mesa de vidro, ficando praticamente de frente para mim, muito perto olhando distraidamente para as minhas pernas descobertas pela saia que eu usava. A saia era comportada e o olhar dele inacreditavelmente não estava malicioso, mas mesmo assim eu me sentia exposta.

– Primeiramente quero que se instale em sua mesa. Kate te mostrará qual é, embora seja fácil deduzir, sendo a única não ocupada. – ele continuava olhando para frente dele e logo para minhas pernas despercebidamente, eu apenas afirmava com um gesto de cabeça, aflita com o olhar dele sobre mim. Eu senti uma necessidade aguda de baixar mais a minha saia grafite sobre as minhas pernas cruzadas. E foi isso o que eu fiz sutilmente, ou pelo menos tentei. Infelizmente isso chamou mais a atenção dele para as minhas coxas. Ele parou de falar por dois longos segundos inalando rapidamente admirando minhas pernas cruzadas, como se recém as tivesse notado e logo me olhou nos olhos ainda com os lábios entreabertos, desconcertado. Eu fiz isso com ele? Eu comecei a brincar com meus dedos em um ato automático de nervosismo. Minhas mãos estavam suadas, como sempre ficavam quando eu ficava ansiosa. Tomando a respiração normal ele afrouxou a gravata azul marinho que usava, ficando com um ar mais irreverente e sexy como na noite anterior, dando continuação às suas instruções para mim. Eu tentava não me distrair enquanto o admirava me instruir, mas era difícil olhando para ele daquele jeito. A criatura mais irritantemente sexy que eu já tive o prazer... Prazer ou desprazer? Sim... Que eu já tive o prazer de conhecer... Anne, definitivamente você está virando uma mulher muito maliciosa. – Entendeu? – ele perguntou por fim me despertando de meus pensamentos luxuriosos. Eu nunca fui assim. O que está acontecendo comigo, afinal?!

– Sim... Sim, é claro. – a maioria.

– Então como eu gosto do meu café? – Hum... Ele queria me testar...

– Você não disse. – em nenhum momento eu escutei a palavra café sair da boca dele antes. Pelo menos não daquele jeito sedutor. Como até café parece algo sedutor perto desse homem?! Ele sorriu de canto deixando de se escorar na mesa de vidro e se inclinando na minha direção ficando a centímetros do meu rosto e me fazendo recostar na cadeira em que eu estava sentada.

– Muito quente e doce... – ele estava perto demais com a voz mais rouca do que o habitual. Eu pude perceber o olhar dele sobre meus lábios enquanto ele umedecia os lábios dele. Meu coração acelerou como nunca antes. Realmente muito quente... -... É assim que eu gosto do meu café. – agora ele olhava em meus olhos novamente. Quando ele se afastou enchi meus pulmões, aliviada e somente nesse momento percebendo que eu tinha trancado a respiração com a nossa proximidade.

– E preciso que organize isto. – ele disse colocando uma pilha pequena de folhas de ofício perfeitamente alinhadas em cima da mesa. – Quero que organize de acordo com as datas. Por enquanto é só. – ele disse se sentando novamente na cadeira de couro preto, finalmente parecendo um CEO sério. Eu levantei ainda um pouco afetada pela presença dele, logo pegando um pouco desajeitada às folhas que ele me entregou. Normalmente eu consigo controlar bem o meu próprio corpo, mas a presença dele me faz sentir a pessoa mais descoordenada do mundo.

– Com licença, Sr. Walker. – eu disse agradecendo mentalmente por sair daquela sala. Ele assentiu retornando ao que estava fazendo, sem direcionar novamente os olhos para mim. Qual era o problema dele? Suspirei aliviada me dirigindo à única mesa vaga em meio ao ambiente sofisticado da empresa.

– E então, Marie? Sobre o que falaram? – era a Kate.

– Trivialidades... Eu diria. – menti. Não queria discutir sobre a conversa com o meu irritante e sedutor chefe naquele momento. – Essa é a minha mesa, não é? – mudar de assunto... É o melhor que posso fazer.

– Sim, é esta. O Mason pediu que eu te mostrasse? – ela olhou para mim com um ar convencido. Isso é típico da Kate.

– Exatamente. – me sentei colocando sobre a mesa as folhas que ele havia me conferido.

– Ele vinha me tratando como secretária dele enquanto ele não arranjava uma. – ela revirou os olhos. – Trabalhei em dobro nos últimos dias. – ela continuou se debruçando sobre a – agora, – minha mesa. O telefone começou a tocar. – Atende. – ela me olhou arregalando os olhos.

– Mas... O que eu digo? — eu perguntei um pouco apreensiva, eu odeio atender telefones... Eu nunca sei o que dizer. A Kate me deu um olhar mortal levando a mão ao telefone sobre a minha mesa.

– JHW. Bom dia. – eu me surpreendi com a voz amável e macia que a Kate emitiu. E para completar a cena ela ainda deu um sorriso típico de atendente. Ela era um exemplo como secretária. Somente me perguntava se ela se lembrava que as expressões faciais não podem ser vistas através do telefone fixo. – Sim, é claro. – o sorriso dela era maior. Ela passou o telefone para mim. – Avisa o Mason que o Sr. Barnes está na linha e depois passa a ligação para ele. – ela disse e saiu caminhando em direção à recepção. É... Será um longo dia.

No período de intervalo do almoço eu já tinha me acostumado com o novo ambiente de trabalho. Na More Easy eu trabalhava em minha própria sala, o que me tranqüilizava. Eu sempre fui muito reservada.

Eu e a Kate almoçamos em um restaurante perto da agência, o Jet’aime. Um restaurante divino.

Felizmente eu não tinha ido ao escritório do Mason muitas vezes depois da nossa conversa pela manhã. Eu agradeci por isso. – An, me traga os papéis que eu te pedi para organizar hoje pela manhã. – ele falou rápido enquanto passava por mim, alto o suficiente para que todos os outros o escutassem me chamando pelo meu novo apelido. A palavra subordinada veio à minha mente de novo. Aquele desgraçado quer mesmo me humilhar.

– É claro, Sr. Walker. – levantei da minha mesa visivelmente irritada com os papéis em mãos.

Eu bati na porta. – Entre. – ele disse em tom médio. Eu entrei e fechei a porta atrás de mim rapidamente, estava nervosa por algum motivo. Tudo bem... Eu sei que o motivo é óbvio. Ele estava organizando a mesa, como na primeira vez em que eu estive na sala. Ele levantou os olhos e um sorriso sensual se formou lentamente no rosto dele. Pude sentir meu rosto corar.

– Aqui, Sr. Walker. – estendi minha mão com as folhas na frente dele. Ele as segurou e passou os olhos rapidamente por elas, logo me fitando novamente. Eu me afastei novamente da mesa dele, tomando certa distância ainda nervosa. — Mais alguma coisa, Sr. Walker?

– Sim. — ele se levantou da cadeira calmamente afrouxando a gravata e caminhando até a frente da mesa de vidro e se encostando nela com os braços e as pernas cruzadas. Ele parou por um segundo encarando meus olhos enquanto um sorriso de canto invadia o rosto dele novamente e ele enganchava os polegares no cós da calça jeans azul escura que ele usava, chamando minha atenção para as mãos dele. Ele logo inclinou o tronco para trás, apoiando suas mãos na mesa de vidro. enquanto mantinha as pernas levemente afastadas e tomava uma expressão impassível novamente. — Quero que faça um oral para mim. — todo o sangue fugiu do meu rosto perante a naturalidade na voz dele.




Notas finais
E aí?! Gostaram?! Espero que a resposta seja sim. :)
Vou ficar extremamente feliz se vocês me mandarem review dizendo o que acharam. *-------*
Muito obrigada por tudo, meus lindos! Beijos! ^^
Dica espetacular de leitura:
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Te Beijar Ou Te Matar: https://fanfiction.com.br/historia/250509/Te_Beijar_Ou_Te_Matar_Segunda_Temporada
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