Somebody To Love
7 Where is your boy tonight?
Notas iniciais
Quinn perdeu toda manhã preparando as coisas para o encontro. Esperou a mãe sair de casa para arrumar tudo. Repensou todo o seu plano várias vezes. Não queria nada que tivesse a menor possibilidade de dar errado. Assim, quando acabou de arrumar tudo o que havia planejado e foi para o banho, não conseguia parar de sorrir. Aquilo era maluquice, ela sabia. Estava prestes a ter seu primeiro encontro com uma garota. Com Rachel Berry. E, o que é pior: ao pensar na garota, seu coração disparava. Droga, ela realmente não conseguia parar de sorrir. Estava irremediavelmente apaixonada.
Rachel, por sua vez, não podia fazer muita coisa além de esperar. Acordou cedo, coisa que era normal para ela. E, logo após cumprir suas obrigações matinais, começou a se arrumar. Não sabia que horas Quinn viria pegar ela. E nem se ela viria, pensou Rachel, com um aperto no coração. O fato é que Rachel era extremamente metódica e gostava das coisas do seu jeito. E, principalmente, gostava de saber o que estava acontecendo. E Quinn carregava aquela aura misteriosa, com todos aqueles sorrisos e sobrancelhas levantadas, e ela não sabia direito o que a garota poderia querer com ela.
Ela estava machucada. Ainda sofria com o fim do namoro com Finn. Mas havia resolvido deixar isso pra lá, pelo menos por um tempo. Agora, com as férias de inverno, teria um tempo para afastar o garoto dos seus pensamentos e da sua visão. E nada melhor que um novo amor, para esquecer um antigo.
Ela sabia que deveria estar surtando com tudo o que estava acontecendo. E, pra ser honesta, às vezes ela surtava. Como na noite anterior, quando Quinn a chamou para um encontro. Mas, quando ficava perto da outra garota, a sua voz calma e as coisas que ela falava a tranquilizavam de tal forma que Rachel não tinha escolha, se não deixar-se levar pela situação. Então, às 11 da manhã ela estava completamente pronta, e tentou de todas as formas relaxar e esperar alguma noticia de Quinn Fabray, que não tardou a aparecer na sua porta.
- Quinn! Que.. que bom que você veio..
- Eu disse que eu viria te buscar, Rachel... – ela sorriu, balançando a cabeça negativamente.
Mas Rachel ignorou o comentário dela, a puxando para um abraço. Quinn sorriu, sentindo a garota menor próxima a si. Parou para sentir o cheiro dela. Era bom. Fechou os olhos por um instante, aproveitando a sensação.
- Quanto tempo eu não te vejo assim... sem o uniforme.. cabelo solto..
- Ordens de Sue Sylvester... Aparentemente eu não devo aparecer em público sem o uniforme..
- Isso é sério? Meu Deus, Quinn, essa mulher é assustadora..
- Sim. Por isso mesmo eu respeito as regras dela.. então, eu vou ter que usar o uniforme hoje a noite...
- O que vai acontecer hoje a noite?
- A treinadora me ligou hoje cedo, praticamente obrigando todo o Glee Club a ir a casa do Prof. Schuester passar o natal com ele.. Parece que ela ficou tocada, depois da cantoria natalina de ontem. Minha mãe já me liberou, mas se alguém não quiser ir, nós daremos um jeito..
- Passar o natal com o Glee Club? É claro que eu quero ir! — ela deu um dos seus maiores sorrisos, fazendo Quinn sorrir também. – e.. antes disso, pra onde nós vamos?
Quinn novamente passou seu braço pelo dela, a guiando até o carro, o sorriso misterioso que tanto intrigava Rachel brincando em seus lábios.
Quinn dirigia em silencio. Só quando chegou na porta da sua própria casa é que, estacionando o carro, voltou a olhar para Rachel.
- Sabe, eu te devo desculpas.. Eu passei a noite em claro ontem, pensando em algum lugar para um primeiro encontro legal... mas eu não consegui. Eu.. Rachel, me desculpa, mas eu tive medo. Eu não sei se eu estou pronta pra te levar em algum local público.. eu queria que estivéssemos em algum lugar aonde poderíamos fazer qualquer coisa, sem nos preocupar com qualquer pessoa ao redor... E, claro, essa cidade não ajuda.. eu não achei nenhum restaurante completamente vegano nessa fim de mundo! Mas.. eu comprei almôndegas vegetarianas.. e eu mesma cozinhei... eu juro que ficou bom! Demorou, mas ficou bom.. foi por isso que eu demorei, também. Eu tava tentando deixar a minha casa um local mais aceitável para um encontro... Me desculpe. – Rachel olhava para ela com a boca entreaberta, parecendo levemente surpresa. – fala alguma coisa...
- Então... é realmente um encontro?
- Claro que é! Eu disse que era! – ela pareceu insegura — A não ser que.. você não queira que seja...
- Eu quero. – ela se preparou para sair do carro, mas Quinn correu para dar a volta e abrir a porta para ela. – Vamos. Eu quero ver se valeu a pena esperar a manhã inteira.
Elas entraram em casa em silencio. Quinn puxou Rachel pela mão até a mesa, que diferentemente da noite anterior, agora tinha uma toalha vermelha e uma delicada decoração. Rachel sorriu ao ver o porta-guardanapo em formato de estrela. Sentou-se, esperando por Quinn, que voltou rapidamente, com uma única orquídea amarela na mão.
- Eu comprei no mercado hoje, junto com o almoço.. eu não sabia se você gostava de flores, então eu escolhi algo mais discreto.. – Rachel não respondeu – você.. não gosta de flores?
- Eu.. não sei, Quinn.. eu nunca ganhei flores antes..
- Bom.. pra tudo tem uma primeira vez na vida, então...
Quinn serviu o almoço, um pouco desajeitada. Mas Rachel não teria nada do que reclamar. Bom, quase nada. Ela fez cara feia ao perceber a presença de carne no prato de Quinn.
- Quinn! Você fez me trouxe para almoçar em casa porque se preocupava com a minha comida, ou com a sua?
- É claro que com a sua! Eu.. só não estou acostumada com o gosto, então eu adicionei um pouco de bacon na minha.. Mas eu estou realmente tentando comer a mesma coisa que você.. dá um desconto, vai..
- É brincadeira, Quinn – ela abriu um novo sorriso – eu não sou do tipo que força as outras pessoas a seguirem a minha dieta, eu sei que não é fácil.. E, aliais, parabéns.. a comida está ótima.
Terminaram o almoço conversando bastante. Em alguns momentos, Quinn até esquecia-se da refeição, o olhar se perdendo em Rachel, que falava sem parar. Incrivelmente, conversar com ela era realmente bom. Ela não havia percebido isso na noite anterior, enquanto a mãe estava com elas, mas o assunto entre elas fluía facilmente. E Rachel era realmente inteligente. Ou talvez, ela pensou, divertindo-se com o pensamento Talvez ela só estivesse se apaixonando por tudo o que dizia respeito aquela garota.
Continuaram conversando enquanto comiam a sobremesa, sorvete vegan. E, mesmo depois de terminarem, continuaram ali conversando por um bom tempo. Quinn quase se esqueceu dos planos pro resto do encontro, perdida nos assuntos que Rachel puxava. Retirou os pratos da mesa, mas não deixou a cantora ajudar. Deixaria a louça para mais tarde.
- A gente pode ir lá pra cima? Eu preciso do meu computador pra fazer uma coisa..
- Fazer o que, Quinn?
- Você acha que o encontro ia ser só um almoço? Eu.. preparei uma coisa...
- Pra mim?
- Claro... – ela estendeu a mão para Rachel. – vamos?
- Eu tenho que confessar.. nunca imaginei você tão.. cavalheira.
- Eu vou levar como um elogio.
- É pra levar... – ela sorriu, se levantando a segurando a mão da loira.
Rachel estava sentada na beirada da cama de Quinn, observando o quarto ao redor, enquanto a líder de torcida mexia no computador.
- Seu quarto é tão sério...
- Foi meu pai quem escolheu.. eu acho que teria deixado ele mais alegre, se tivesse tido escolha... – ela se virou, para encarar Rachel – só um minuto, baby, o download está acabando... O que foi? – ela perguntou, notando o sorriso da garota.
- Você, me chamando assim.. é estranho.. – ela se controlou para parar de sorrir.
- Desculpa..
- Eu não estava reclamando.. – ela desviou o olhar, constrangida.
Quinn abriu o arquivo de música, deixando ele pausado. Pegou uma pequena caixa enfeitada dentro do armário e caminhou até Rachel, segurando sua mão novamente.
- Rachel... Desculpa... eu estava arrumando as coisas hoje cedo e eu achei isso.. acho que você esqueceu aqui ontem... eu não sabia o que era, então eu abri...
Ela mostrou o presente. O mesmo que ela havia tentado dar a Finn. Rachel corou.
- Aqui diz que dá direito a uma música romântica.. para ele ou ela.. – Quinn sorriu, passando a mão pelo rosto de Rachel. – mas eu não quero nada que te lembre ele, então.. sou eu quem vou cantar pra você..
Ela deu play na música.
Where is your boy tonight? I hope he is a gentleman.
Maybe he won't find out what I know:
you were the last good thing about this part of town.
Cantou a primeira estrofe com a sua voz doce, antes de uma melodia agressiva invadir o quarto.
When I wake up,
I'm willing to take my chances on the hope I forget
that you hate him more than you notice I wrote this for you.
Incrivelmente, a voz de Quinn harmonizava-se com a batida forte, tornando a música extremamente agradável. Rachel sorria, prestando atenção na letra.
Do you need him? I could be him.
I could be an accident but I'm still trying.
That's more than I can say for him.
Quinn segurou as duas mãos de Rachel, cantando a música enquanto a olhava nos olhos. As duas trocavam um sorriso.
Where is your boy tonight? I hope he is a gentleman.
Maybe he won't find out what I know:
you were the last good thing about this part of town.
Someday I'll appreciate in value,
get off my ass and call you...
but for the meantime I'll sport my
brand new fashion of waking up with pants off
at 4:00 in the afternoon.
Do you need him? I should be him.
I could be an accident but I'm still trying.
That's more than I can say for him.
Quinn acenou para Rachel, que entendeu que deveria fazer a segunda voz, e começou a acompanhar ela.
(won't find out) he won't find out
(won't find out) he won't find out
Quinn agora mantinha as duas mãos no rosto de Rachel, se deliciando com a voz da garota, que cantava para ela
Where is your boy tonight? I hope he is a gentleman.
(he won’t find out)
Maybe he won't find out what I know:
you were the last good thing about this part of town.
Quinn terminou de cantar, mas não se afastou. Sustentava o olhar de Rachel, mordendo o lábio inferior, esperando alguma reação da diva, que parecia sem palavras.
- Quinn... o que isso significa?
- Eu achava que você fosse mais esperta, se tratando de interpretar letras de músicas, Rachel... – ela riu, chegando mais perto da outra, as bocas extremamente próximas agora. Ela diminuiu o tom de voz para apenas um sussurro – não é obvio?
Rachel não soube o que responder. Na verdade, a proximidade da outra garota tirava qualquer capacidade de reação. Ela juntou a boca com a de Quinn, roçando seus lábios levemente. A loira se inclinou, buscando um beijo, mas Rachel se afastou, um sorriso safado nos lábios.
- Isso quer dizer que você desistiu da tal líder de torcida dos seus sonhos?
- No momento, a única garota com a qual eu estou me importando é você, Rachel...
E Rachel a puxou para um beijo. Suas mãos contornavam a cintura de Quinn, acariciando com a ponta dos dedos. A mão de Quinn entrou pelo cabelo da outra, puxando levemente, trazendo a garota pra mais perto. Suas línguas se tocavam, se movimentando no mesmo ritmo, fazendo os já conhecidos calafrios percorrem os dois corpos. Quinn afastou-se, com um suspiro.
- Meu Deus, Rachel... você beija extraordinariamente bem...
- Então não pare de me beijar..
E elas voltaram a se beijar. Quinn se inclinava sobre a garota mais baixa, tentando juntar cada vez mais seus corpos. As mãos faziam caricias delicadas na nuca de Rachel, que por sua vez deslizava as mãos pelas costas de Quinn. Afastavam-se rapidamente, trocando selinhos, pra depois voltarem a se beijar.
- Hm... Acho que esse é o melhor encontro que eu já fui, Quinn. – a loira sorriu, puxando Rachel para um novo beijo, mas ela se afastou. – mas eu acho que em algum momento eu vou precisar conversar pra processar toda a informação..
- Que informação, Rach? – ela perguntou, arqueando as sobrancelhas.
- Eu.. Você.. Encontro.. Músicas românticas..
Quinn deu um longo suspiro, sentando-se. Rachel acomodou-se no meio da cama, dando espaço para a outra garota ficar ao lado dela. Olhava para Quinn preocupada.
- Eu.. não estou dizendo que eu não estou gostando nem nada do gênero.. mas.. Você era a pessoa com quem eu costumava a brigar, então.. é meio estranho..
- Rachel, eu sei que é. Eu acho estranho também, ok? Mas.. que droga, eu sempre quis ter alguém pra fazer isso, sabe? Eu me sinto tão sozinha.. como se eu não conseguisse me conectar com ninguém naquele colégio.. Kurt e Mercedes são ótimos, e o Sam é um garoto legal, mas.. Não é a mesma coisa. Eu sempre quis ter alguém.. pra estar junto, sabe? Alguém para quem eu pudesse fazer coisas legais.. tipo cozinhar e cantar músicas.. Eu via você fazendo isso com o Finn e eu realmente invejava.. não era ciúmes por ele.. eu só.. invejava a forma como você conseguia ter isso com ele, e eu nunca consegui.. Mas ai eu percebi o quão infantil eu estava sendo, forçando sentir coisas que eu não sentia.. sabe.. Puck foi um idiota e provavelmente o maior erro da minha vida, mas ele me disse uma coisa que, mesmo bêbada, faz sentido pra mim até hoje..
- E o que foi que ele disse?
- Algo do tipo.. a vida é cheia de experiências e você tem.. que se soltar e aproveitar.
- Parece o tipo de coisa que ele falaria pra te seduzir.. – Rachel riu, confusa.
- E, ok, tirando essa parte, fez sentido mesmo assim.
- E o que isso quer dizer?
- Que eu já perdi tempo demais me preocupando em fazer o que os outros esperem que eu faça, e agora eu quero fazer.. o que me faz bem..
- Que é..?
- Nesse momento? Te fazer esquecer o Finn.. – Ela deitou Rachel contra a cama, ficando por cima dela. Buscou a boca da morena para um novo beijo, mas ela novamente a afastou. – Que foi?
- Eu só queria dizer que.. eu entendo como você se sente. Eu já me senti assim também.. eu sei o que é.. ser uma intrusa, não se adaptar.. É muito bom ver você sendo honesta consigo mesma, Quinn.. e.. Por mais confusas que as coisas sejam e isso tenha acontecido muito rápido.. É muito bom estar aqui com você.. Mesmo que as possibilidades do que vá acontecer depois me assustem muito.
- Que.. que bom. Eu só quero fazer você se sentir bem... Nós estamos de férias, Rachel.. Só me dê esse tempo.Eu sei que é difícil pedir isso, mas.. saia do controle só um pouco.. vamos aproveitar enquanto as coisas estão fáceis.. e depois a gente pensa nas conseqüências, ok?
- Você ta me fazendo parecer a Srta Pillsbury, falando desse jeito comigo.. – ela riu, nervosa.
- Ah, você pode ser meio maníaca quando quer... – Quinn riu também, pressionando Rachel contra a cama e a beijando.
Rachel desistiu de falar mais qualquer outra coisa. O beijo de Quinn a acalmava muito mais do que horas e horas de conversa. Ela passou as mãos pelas costas da loira, fazendo carinho, enquanto a trazia pra mais perto. Quinn ajeitou-se por cima de Rachel, entrelaçando suas pernas com as da outra garota. Um arrepio de desejo perpassou o corpo de ambas e Rachel deixou escapar um pequeno gemido, no meio do beijo. Quinn ouviu e diminuiu um pouco a intensidade do beijo, constrangida.
Rachel percebeu e sorriu. Inverteu as posições, ficando por cima de Quinn na cama. Murmurou um “tudo bem..” no ouvido da loira, antes de espalhar leves beijos pelo pescoço dela. Foi a vez de Quinn gemer baixinho. A líder de torcida apertou a cintura da cantora, a trazendo pra perto novamente, pressionando o corpo da morena contra o dela uma vez mais.
Rolaram novamente na cama. Quinn por cima, controlando a intensidade do beijo. Devagar e profundo. Ela provava a boca de Rachel calmamente. Não queria perder nada. A mão da morena brincava na parte de trás da sua coxa, acariciando com as pontas dos dedos. Rachel sentia a pele da loira se arrepiar ao seu toque, e isso só a fazia querer continuar. Quinn novamente friccionou seus corpos, arrancando um novo gemido de Rachel.
- Estamos indo rápido demais...? – ela sussurrou, preocupada.
- Shh... É um encontro.. não seria um encontro completo sem um amasso..
Quinn deu um sorriso safado, mordendo o lábio inferior de Rachel, que iniciou um novo beijo, enquanto deslizava as pontas dos dedos pelas costas de Quinn, por dentro da blusa. A loira ameaçou fazer a mesma coisa, subindo um pouco a blusa que a outra usava, mas Rachel segurou sua mão, rindo.
- Eu entendi seu jogo, Rachel.. você gosta de provocar.. – Quinn levou a boca até a orelha de Rachel, roçando os lábios ali antes de continuar – eu também gosto...
- Que bom.. porque você está agüentando muito mais que todos os garotos que eu já saí.. – ela segurou o rosto de Quinn entre as mãos, a puxando pra um beijo longo e profundo, que só foi interrompido com o barulho distante de alguém entrando em casa.
Elas se entreolharam, assustadas, antes de se afastarem completamente.
- Acho que minha mãe já chegou em casa...
- E agora? O que eu faço?
- Como assim, o que você faz? A gente desce lá... você fala com minha mãe, que você já conhece... eu te apresento a minha irmã... e a gente vai pra casa do Sr. Schue..
- Eu não sei se quero ter que falar com a sua mãe agora...
- Sentindo-se culpada, Berry? – Quinn disse, com um leve sorriso, enquanto se aproximava para roubar um beijo da garota.
- Para, Quinn! Sua mãe está ai e eu não quero que ela pense mal de mim. – ela deu um sorriso travesso – agora vá se arrumar para irmos!
- Você voltou ao controle, então?
- Sim.
- E... você perderia o controle se eu me arrumasse aqui, na sua frente? – ela mordeu os lábios, testando Rachel.
- De maneira nenhuma. E você?
- Eu.. – ela balançou a cabeça, levemente constrangida, mas sorrindo. – vou me trocar no banheiro. É rápido.
Elas desceram rapidamente. Rachel pediu, novamente, para que Quinn não se demorasse, pois ainda estava encabulada. Uma coisa era ter aparecido impetuosamente na porta da casa de Quinn na noite anterior, quando estava confusa e precisando de alguém. Fazer isso racionalmente era diferente. Principalmente na frente da irmã e do cunhado da garota. Então pegou suas coisas rapidamente e esperou na sala, junto com a irmã da Quinn, enquanto essa se despedia da mãe e do cunhado na cozinha, quando preparavam a ceia. Voltou pra sala com a flor de Rachel na mão, e entregou a ela, discretamente. A irmã observava a cena desconfiada. Quinn puxou Rachel rapidamente para o carro.
- Quinn, acho que a sua irmã não gostou muito de mim..
- Não liga pra ela.. ela é a cópia perfeita do meu pai, sempre de cara fechada.. – Rachel ainda parecia nervosa. – Obrigada, Rach..
- Pelo que?
- Por.. me dar essa chance.. foi o melhor encontro que eu já tive, também. Você é incrível. Obrigada por me deixar.. me aproximar..
- Quinn.. para.. Você.. você não tem idéia do quanto isso está me fazendo bem. Acho que sou eu quem devo agradecer.. Eu achei que ia ficar completamente sozinha agora, depois do que eu fiz com o Finn, mas.. ta sendo ótimo estar com você. De verdade. Acho que eu teria surtado completamente se você não estivesse do meu lado nesses últimos dias..
Quinn buscou a mão dela, fazendo um carinho leve com o polegar. Aproximou-se mais dela, a olhando nos olhos.
- Você é tão incrível que nem ao menos percebeu que, na verdade, quem está me fazendo bem é você. Você está me dando a chance de ser eu mesma, de te conquistar.. meu Deus, Rachel, você nem ao menos surtou, nem por um instante, por eu ser uma garota...
- Isso é estranho, né? Eu não parei pra pensar sobre isso ainda.. Mas eu acho que isso significa mais pra você do que pra mim.. Eu não gosto de julgar as pessoas.. Você sabe que eu só falei.. daquele jeito com você no corredor, aquele dia, porque eu estava nervosa, não sabe? – Quinn fez que sim com a cabeça, concordando. – Você não precisa se sentir diferente, só por.. Ter um gosto um pouco diferente da maioria das garotas do colégio.. Nós tivemos um encontro normal hoje, não tivemos? Nada que dois adolescentes não façam normalmente..
- Sim.. e foi exatamente por isso que foi tão bom. – Quinn não se segurou, abraçou Rachel, falando baixo no seu ouvido. – obrigada pela maneira como você fez eu me sentir hoje, Rach..
- Você não precisa agradecer. – Ela segurou o rosto de Quinn, dando um longo selinho na garota. – Eu gosto muito de você, Quinn. Você sabe disso, não é?
- Eu.. também gosto muito de você, Rachel.
Elas trocaram mais um selinho, antes de Quinn dirigir até a casa do Sr Schue, segurando a mão de Rachel durante todo o caminho.
Notas finais
eu não queria criar todo um drama em torno do primeiro encontro delas porque.. sei lá.. é a minha visão das coisas, entendem? eu queria.. que a Rachel ajudasse a Quinn a ser ela mesma e a se soltar, sem tratar isso como um big deal, sabe?
pra mim, a Quinn é realmente muito reprimida.. e nesse momento o que ela precisa é da Rachel controlada pra ajudar ela a lidar com isso tudo.. convenhamos que é MUITA coisa pra se lidar, não é mesmo?
então, acho que a melhor forma de se fazer isso, é agindo naturalmente... até porque, esse foi só o primeiro encontro delas...
então... reviews? tô me sentindo insegura em relação ao texto, acho que perdi o jeito de escrever >< HAHAHA
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