Notas iniciais
Então, um pouco depois do prometido, mas tá aqui...
Espero que gostem desse capítulo... Tá um tanto lentinho...
Maaaaaas... SEXTA-FEIRA É MEU ANIVERSÁRIO, MEU POVO!
Quero presente, hein u_u
Enfim... Boa leitura!

Adriana se levantou da cadeira num salto, alarmada. Encarou Matheus, que trazia uma expressão de desespero no rosto, e depois Fernanda, que também se levantou.

― Rápido, levem-na para o quarto de hóspedes! ― disse a bruxa rapidamente, indo na direção dos três mestiços e passando entre eles.

Fernanda, mais que depressa, seguiu Adriana, enquanto Matheus segurava Ana em seus braços e a erguia, também seguindo a bruxa para o tal quarto. Lá, a depositou sobre a cama e voltou o olhar para Lucas, que também parecia desesperado. Fernanda encarou Adriana preocupada enquanto Marcelo e Natália entravam no local. Achava que aquele ar não seria bom para menina.

― Você tem sanationem? ― perguntou Matheus para Adriana, que assentiu e já ia saindo do quarto.

― Eu te ajudo a procurar ― disse Fernanda e a seguiu, quando a bruxa assentiu.

Marcelo não conseguia parar de encarar o ferimento esverdeado e profundo que a menina deitada tinha no braço. Estava realmente assustador.

― Isso tá feio ― sussurrou Lucas, ao notar o ferimento, com uma careta de dor.

Matheus fechou a cara, ignorando completamente o comentário do amigo, e arrumou as mechas ruivas que caíam sobre o rosto da amiga, depositando, logo em seguida, a mão sobre sua testa. Estava quentíssima.

― Ela tá com febre ― disse ele com a voz quase morta.

Marcelo engoliu em seco e virou o olhar Lucas, que o encarava tenso.

― Pode trazer água fresca e uma toalha pra mim, por favor? ― pediu o bruxo ainda tenso e preocupado.

O pai de Natália assentiu e saiu do quarto atordoado. E se aquela menina morresse dentro de sua casa? Como explicaria isso aos policiais que fossem investigar as causas da morte? Como explicaria isso aos pais dela, se é que ela os tinha?

Natália, que prestava atenção a cada movimento no quarto, era a única pessoa que estava completamente calma. Não sabia o motivo, mas tinha certeza de que tudo terminaria bem. Então fitou a porta, quando sua mãe e Fernanda adentraram.

― Aqui o sanationem ― disse Adriana entregando um copo de vidro, cheio de um líquido escuro e espesso, para Matheus.

Ele, por sua vez, pegou o copo e, depois de abrir a boca de Ana, começou a entorná-lo lá dentro. A mestiça deitada sobre a cama começava a engolir o líquido, quando Fernanda se aproximou de Natália e tocou seu ombro gentilmente. Ainda achava que a menina não podia ver tudo aquilo acontecendo.

Nesse exato momento, Marcelo entrou no quarto, trazendo uma vasilha de água fresca e uma toalha macia. Ele as depositou perto da cama e se afastou, segurando na mão de Adriana. Ela o encarou e deu um sorriso triste. Lucas, ao ver os objetos, se ajoelhou próximo à Ana e, pegando a toalha, a mergulhou na água fresca. Depois a depositou, cuidadosamente, sobre a testa da amiga.

Foi nesse instante que Ana terminou de beber todo o líquido negro, começando a sussurrar coisas sem sentido, como:

― Preciso nadar... Meu pai precisa de mim... Podem me trazer tacos...?

Matheus, que havia depositado o copo sobre o criado-mudo, franziu as sobrancelhas e encarou Lucas, que já torcia pela terceira vez a toalha. Tinha de trocar a água desta a cada dez segundos, pois estava esquentando rápido demais.

― A febre dela tá muito alta ― disse ele preocupado. ― A água esquenta rápido. ― E mergulhou novamente a toalha na água, que já começava a ficar morna, torcendo-a de novo e a colocando sobre a testa de Ana.

Matheus franziu os lábios e respirou fundo, para que as lágrimas que embaçavam seus olhos não rolassem por seu rosto.

― Ela vai ficar bem ― sussurrou Natália no ouvido de Fernanda.

A guardiã a encarou, de sobrancelhas franzidas.

― Como sabe disso? ― perguntou ela num sussurro quase inaudível.

A menina deu de ombros e sorriu. No mesmo instante, um arrepio percorreu todo o corpo da guardiã, fazendo-a desviar o olhar para frente, para Ana. Aquilo realmente perturbara a guardiã. Fora realmente sinistro.

Adriana olhava para a cena com um aperto no coração. Não queria que Ana morresse. Não queria mesmo. Ela e os dois meninos haviam a ajudado. Haviam ajudado Natália. Sem eles, os Senhores Eternos já teriam os pegado.

― Os batimentos... ― disse Matheus segurando a mão da menina enquanto verificava seu pulso. Seus olhos estavam marejados e sua expressão indicava desespero. ― Pararam. ― E se deixou cair sobre o chão, derrotado.

Lucas franziu as sobrancelhas e encostou o ouvido sobre o peito de Ana, verificando que não havia som algum ali. Nem respiração, nem batimentos cardíacos. Então encarou Matheus, que já chorava desesperado, e o abraçou bem apertado. Logo os dois caíram em prantos.

― Essa não ― sussurrou Adriana e encarou Marcelo, que parecia mais desesperado do que todos no quarto. Depois o abraçou e também começou a chorar.

Fernanda encarou Natália, também com os olhos marejados, e franziu as sobrancelhas. Ela sorria. Outro arrepio lhe percorreu o corpo inteiro quando Natália se soltou de seu toque e começou a caminhar, lentamente, até a cama. Nesse momento, todos no quarto começavam a fungar, mas viraram a atenção para a menininha, curiosos.

Natália, parecendo nem se importar com os olhares sobre ela, se aproximou da cama e se ajoelhou ao lado dela. Lucas e Matheus lhe deram espaço, esperando para ver o que aconteceria. A menina encarou a ferida verde e profunda que Ana ainda tinha no braço e desfez o sorriso, tomando uma expressão séria. Depois esticou a pequenina mão e, sem se importar, tocou no braço de Ana, fechando os olhos. No mesmo instante, a mão da menina se iluminou com um forte tom de rosa. O peito de Ana se inflou, retornando para a posição inicial logo em seguida. A respiração estava começando a voltar. Não demorou muito para que o movimento se tornasse natural. E foi então que Natália abriu os olhos, retirando, com um sorriso, a mão de sobre o braço da menina. A ferida, que antes existia ali, havia desaparecido completamente. Em seu lugar, estava uma cicatriz rosada e totalmente curada.

Lucas e Matheus tinham os olhos arregalados, admirados e surpresos pelo que acabaram de presenciar. Adriana e Fernanda estavam boquiabertas enquanto Marcelo parecia mais agradecido do que qualquer outra coisa.

― É um milagre! ― Fernanda deixou escapar, admirada.

Natália apenas se levantou, os encarou e deu um sorriso infantil. Estava certa sobre Ana. Sabia que daria tudo certo, e assim aconteceu.

Com um sobressalto, Matheus se soltou de Lucas e verificou o pulso de Ana. Estava normal. Depois depositou a mão sobre a testa da menina. Estava com a pele fresca. A febre já havia ido embora!

― É um milagre ― concordou ele com um sorriso e os olhos marejados.

Natália sorriu e estendeu os braços para abraçá-lo. Ele fez o mesmo e os dois se abraçaram bem apertado.

― Obrigado... ― sussurrou Matheus para ela. ― Obrigado por salvar minha menina.

― De nada ― disse Natália infantilmente.

E depois disso a menina recebeu vários abraços e beijos de todos no quarto. Era uma verdadeira heroína.

― Agora só precisamos deixar Ana descansar ― disse Fernanda depois de secar os olhos e lançar um longo olhar para a menina sobre a cama.

― E tá mais do que na hora da Natália ir pra cama ― completou Adriana com um sorriso orgulhoso no rosto. ― Vamos? ― e estendeu a mão para ela.

A menininha sorriu e assentiu, segurando a mão da mãe, quando todos saíram do quarto. Ela, Natália e Marcelo seguindo para o quarto da menina enquanto os outros seguiam de volta para a cozinha. Lá, Natália se deitou em sua cama e se cobriu, enquanto seus pais se sentavam ao lado da cama e tinham sorrisos nos rostos.

― Estamos orgulhosos de você ― disse Adriana ainda sorrindo.

― Obrigado, mamãe ― respondeu Natália com seu sorriso infantil e fechou os olhos logo em seguida.

A menina não demorou a pegar no sono. Então Marcelo e Adriana se entreolharam, preocupados. E foi nesse momento que viram, pela fresta da janela, a noite se esvair, sendo substituída pelo dia.

Ali perto:

― Ele está despertando ― concordou Vida olhando para cima assustada. ― O que faremos agora?

Destino desviou o olhar para o Poder, que o encarou e depois desviou o olhar para a filha, dando um meio-sorriso.

― Vamos continuar procurando a criança ― respondeu ele e então voltou o olhar para seu arredor, o esquadrinhando.

O sorriso no rosto do Senhor Eterno logo se desfez, formando uma expressão séria e confusa em seu lugar. Destino franziu as sobrancelhas e fez o mesmo: esquadrinhou o arredor. Vida desviou o olhar para eles e franziu as sobrancelhas.

― O que houve? ― perguntou ela os encarando.

Poder respirou fundo.

― Não sinto mais a criança ― ele admitiu enquanto olhava para baixo. ― Me distraí com o Céu e acabei perdendo ela.

― Magia de camuflagem? ― perguntou Destino estreitando os olhos.

O outro Senhor Eterno assentiu, atordoado, e o encarou.

― E de uma magia muito boa ― completou. ― Nenhuma outra desse tipo foi capaz de me despistar antes.

Destino ergueu suas sobrancelhas e encarou Vida, que parecia confusa.

― Já que não podemos rastrear a criança, o que vamos fazer agora? ― perguntou ela colocado os punhos fechados nos quadris.

― Só nos resta esperar ― respondeu Poder voltando a olhar para os céus.

― Esperar o quê? ― perguntou Vida quase desesperada. Queria se ver livre da Terra logo. ― Não temos muito tempo!

Poder a encarou e franziu as sobrancelhas levemente.

― Acalme-se, filha ― disse ele suavemente. ― Só cabe a nós esperar no momento. Esperar que o Céu desça. E é o que vamos fazer.

Vida franziu as sobrancelhas, relutante, mas acabou por assentir.

― Meu senhor, tem certeza que é o melhor a fazer? ― perguntou Destino quase num sussurro. ― Por que não subimos lá em cima e pegamos o Céu logo?

Poder o encarou mortalmente.

― Porque precisamos que o Céu nos guie até a criança ― respondeu Poder em voz alta. ― Ele é o único que sabe, já que tem visão total lá de cima.

Destino assentiu e desviou o olhar para o alto. Esperava que esse plano desse certo. Senão, tudo estaria perdido.

Notas finais
E então, gostaram da Natália usando poder de cura? E do plano do Poder?
Mandem reviews e eu tento postar até... Eu realmente não sei, porque eu queria postar sexta, mas acho que não vai dar... Enfim, até terça que vem eu tento, ok? ^^
Até o/