Notas iniciais
Oii!! Tudo bem amores??? Vamos a mais um capítulo, espero que gostem... Até as notas finais...

A nossa viagem de volta para Berk foi feita, na maioria, em silêncio. Eu desconfiei que a Astrid pensasse que eu estava bravo com ela. Mas eu não estava. Claro que ela poderia ter falado comigo, deveríamos ter ido juntos, sei lá. Ela simplesmente se arriscou demais. Entretanto o sobrenome dela é Hofferson (e teimosia também). Então ela tem um nível de teimosia crônica dos vikings acima do normal.

Na viagem inteira a Astrid manteve seus braços em torno da minha cintura, carinhosamente. E eu fiquei feliz por ela estar ali comigo, estar bem. Estava feliz por sentir sua presença comigo. Seu jeito doce de ser. E seu jeito de guerreira também. Era a minha Astrid que estava bem (não sou possessivo, se é o que pensou).

Quando estávamos chegando a Berk, sentimos o clima esfriar cada vez mais E quando avistámos a ilha, vimos uma neblina bem leve (bem leve mesmo) em volta dela.

–Isso é muito estranho – eu murmurei para mim mesmo. O futuro é o frio. Afastei os pensamentos por um instante.

Então observei por um tempo e vi que não havia nada de errado com a ilha, apenas a neblina. Então resolvi que eu e Astrid precisávamos esclarecer algumas coisas.

–Para clareira amigão – eu disse para o Banguela. Ele fez uma pequena curva, e fomos em direção à imensa floresta de Berk.

–Não vamos para casa? – ela perguntou para mim.

–Eu acho que precisamos conversar – eu fiquei pensando se o meu tom de voz passou raiva ou alguma coisa do tipo, porque a Astrid não falou mais nada pelo resto do caminho.

Avistamos a clareira (a clareira das lembranças) e o Banguela pousou perto do lago. Desmontamos dele e convidei a Astrid para sentar-se na borda do lago. Banguela deitou-se atrás de nós para dormir.

–Soluço – ela encarou o lago e começou a falar. – Sei que você está bravo comigo. Quando eu recebi o bilhete, obviamente eu desconfiei. Mas eu quis enfrentar o que viesse sozinha. Eu acreditava que era capaz e que poderia acabar com um pouco dessa guerra, amenizar talvez, eu não sei. Sim, eu sei que deveria ter falado contigo. Não só por eu te amar e saber que você se preocupa, mas também por ser o líder da aldeia e precisar saber o que acontece na ilha. Mas eu... Não sei, eu... – ela disparou tudo e nem deu chance de eu falar nada.

–Astrid! – eu a interrompi. – Calma quem disse que estou bravo contigo?

–Vo-você não está? Mas...

–Claro que não – eu a interrompi de novo. – Eu sei o quanto você é teimosa e louca. E esse é um dos motivos por eu ser apaixonado por você, compartilhamos as loucuras. Eu desconfio que sou ainda mas louco que você – isso a fez olhar para mim e sorrir. – Acho que você devia ter me avisado claro. Eu fiquei muito preocupado com o que poderia acontecer contigo. E, além disso, tinha um bilhete de Drago, que é sempre um mistério como eles chegam até mim. Mas olha, também descobrimos algumas coisas importantes. O quanto eles são fracos. Pelo menos os homens de Labor são. Não tenho dúvidas que os homens de Drago são malucos e fortes, mas os homens de Labor estão confusos – ela concordou comigo balançando a cabeça. Então eu ri com uma lembrança. – E eu também amei as suas afrontas contra Labor. Copiei algumas frases para o meu livro mental chamado Frases e olhares da Astrid – queria fazê-la rir e consegui. – Viu, teve seu lado bom. Embora eu não queira mais que você faça isso. Se o seu objetivo é me matar, me joga no mar, mas não faça isso. Eu não suportaria viver sem você.

–Eu também não suportaria. Desculpe preocupa-lo. Mas obrigada pelo que disse. Eu esqueço às vezes que você só tem palavras boas para falar. Você faz sempre as pessoas se sentirem bem. Obrigada por me salvar também.

–Foi um prazer milady. Eu vou sempre estar ao seu lado. E você não precisava ser salva – eu ri. – É a Astrid Hofferson e seu machado poderoso.

–Estava sem ele.

–Labor tem que agradecer – nós rimos. – E agradeça ao Banguela também, ele ficou preocupado com você – ele abriu um dos olhos ao ouvir seu nome. Astrid sorriu e sussurrou um “Obrigada” para ele. Ele ronronou e depois voltou a dormir.

–Eric quis me ajudar também – voltei sua atenção para mim. — Na verdade ele acompanhou-me até lá sem ser convidado. Eu não queria que mais ninguém se machucasse. Ele estava lá, mas não precisou me ajudar, porque... Bom eu... Eu lutei com o Labor e... Acho que não foi necessário que ele ajudasse a gente.

–A propósito, você foi incrível.

–Ah... – eu corei um pouco. – Obrigado. Eu nem sabia das minhas habilidades mortais – ela riu.

–Não se ache muito Strondus, ou alguém vai parar no lago – ela apontou para ele.

–Muito obrigado pela gentileza senhorita – ela revirou os olhos.

–Disponha.

–A propósito, eu ainda não ganhei um beijo de agradecimento. Eu acho que eu mereço.

–Eu vou pensar no seu caso – ela disse cruzando os braços e sorrindo.

–Eu não vou pensar – eu envolvi-a nos meus braços e trouxe-a para mais perto de mim, olhando diretamente para os seus olhos. – Já pensou? – eu arqueei as sobrancelhas e então lhe dei um beijo. E aproveitei cada segundo. Afinal, ela estava ali comigo, e nada mais importava para mim.

Ela sorriu quando nos separamos.

–Você não me deu chance para pensar.

–E não devia mesmo.

Ela sentou-se do meu lado e ficamos abraçados enquanto víamos anoitecer, na clareira onde tudo começou para nós. Ou pelo menos tecnicamente.

Depois de um tempo, a Astrid falou:

–Temos que ir. Minha mãe deve estar preocupada comigo. Você falou alguma coisa para ela?

–Não falei nada, mantive a história que iria te encontrar na floresta. Você irá contar a verdade para os seus pais ou prefere não preocupa-los?

–Acho melhor contar tudo. Até para ficarmos atentos ao Drago e aos Incontroláveis. Aliás, o nome da ilha deles é horrível.

–Eu concordo. Mas, bom, você quem sabe. Vou te levar até em casa e podemos contar juntos, se você quiser.

–Eu adoraria.

Eu chamei o Banguela, que um pouco relutante, se espreguiçou. Nós montamos nele e curtimos em silêncio a vista noturna da nossa ilha.

Banguela pousou na frente da casa da Astrid. Ela abriu a porta de sua casa e nós entramos. Apenas Léia estava em casa e ela nos recebeu com um abraço carinhoso (até o Banguela entrou e recebeu um cafuné dela. Léia é sempre carinhosa. Mas incrivelmente ágil em batalha).

–Sentem-se queridos – ela disse. Sentamos no sofá em frente à poltrona dela, na sala.

–Muito bem mãe – a Astrid começou. – Precisamos te contar uma coisa.

E foi nesse momento que eu descobri todos os detalhes do sequestro de Astrid. Léia, como a Astrid, mantinha uma feição indecifrável. Não demonstrou suas emoções em momento algum. Mas isso era só um disfarce. Sozinha ela derramava suas lágrimas e permitia-se aliviar as tensões. Parecia que prometera a si mesmo nunca chorar na frente da Astrid ou de qualquer outra pessoa. Mas eu já a encontrei chorando escondida.

Quando o relato terminou, ela apenas segurou as mãos da Astrid e sorriu feliz por ela estar ali. Depois olhou para mim e segurou minhas mãos também.

–Muito obrigada por salvá-la.

–Eu nunca me perdoaria se não fizesse isso.

Ela então fez algo inesperado. Abraçou-me. E eu disse que ela não mostrava suas emoções, mas ela gostava de abraçar. E seus abraços eram fortes.

Depois de conversarmos mais um pouco, eu fui para casa. Na verdade o Banguela me obrigou a ir embora. Ele queria dormir e sinceramente eu também. Despedi-me de Léia e Astrid e fui para casa.

O Banguela aterrissou na frente de casa e subiu para o quarto indo dormir. Preocupo-me muito com ele e senti-me culpado por ele estar assim. Então subi também e sentei-me no chão ao seu lado.

–Desculpe amigo, durma bem – ele abriu um dos olhos e deu uma lambida em mim. – Obrigado – ele ronronou e eu acariciei-o, vendo-o dormir.

E acabei adormecendo ali também.

Notas finais
E então gostaram??? Hiccstrid??? Muito Obrigada pelos comentários... Sei que não respondi os últimos, mas prometo que vou respondê-los.... Um beijo enorme e até o próximo capítulo. Temp