Solitária

31 Inferno chamado Betânia


Notas iniciais
Galera, eu fiquei sem internet esses dias e tentei de tudo pra postar, até mesmo tentei convencer a minha mãe a rotear para que eu pudesse escrever ao menos um oi, mas não deu. Porém, creio que eu não tenha perdido muita coisa. Gente, eu sei que não tenho postado com muita frequência e sinto mesmo, mas 1) não tem acontecido muita coisa e 2) estou com um monte de deveres para fazer e PREGUIÇA. Mas eu pretendo voltar a postar todos os dias fielmente, ok? É isso. Beijossas, e comentem! :)

31/08/15

Hello, Amy.

Eu já te disse o quanto fico estressada por causa da maldita Betânia?

Ela, com seus olhares de deboche e seu atrevimento. Ela, que acha que pode mandar em todo mundo (já disse que eu odeio ordens?). Ela, a vadia patricinha que se acha tanto que dá nos nervos.

E sabe o que é pior?

O pior é que as pessoas idiotas que habitam aquele lugar que chamo de sala de aula são tão burras que obedecem Betânia e caem sobre seus pés.

Quando ela, com toda sua "polidez", grita um cala boca com voz irritante pra todo mundo, os idiotas obedecem.

Sabe o que EU faço? Eu, com toda a minha antipatia e ironia, rio. E tagarelo ainda mais. Afinal, ela não tem poder sobre mim. Somos iguais.

Mas você ainda não sabe o pior de tudo naquela sala.

As garotas, que são quase as criadas oficiais de Betânia (embora Clementine tenha me dito que a maioria delas acha Betânia uma patricinha, apesar de "legal"), sempre dizem que você está tentando imitar Betânia se você fizer algo meramente parecido com o que Betânia geralmente faz.

Ou seja: ser mal-educada, aparecida, patricinha, namorar com um malandrinho que não sabe quanto é 2+2, escutar músicas com o fone na hora da aula e querer se fingir de santinha para os professores.

Pronto! Aí está, uma Betânia F. completa.

Argh, é tão irritante que tenho vontade de gritar!

Você pode achar que eu tenho inveja da criancinha imatura, mas eu prefiro muito mais ser depressiva e iludida do jeito que sou do que uma puta que todos os garotos ficam pegando por aí.

Quer saber, Amy, outro dia eu estava pensando sobre o amor.

Existem diversas formas de amor e de demonstrar amor (porque para mim palavras são vazias quando o assunto é esse).

Eu, por exemplo, amo meus primos, meus pais e minha família. Amo as pessoas erradas às vezes, e às vezes amo as pessoas certas.

Não sou de demonstrar amor, se você quer saber. Eu já disse o quanto amo a liberdade? Odeio que fiquem pegando no meu pé.

Sou péssima com abraços e me atrapalho toda na hora de dar um beijo (no rosto, claro. Na boca é "mais fácil" porque você tem certa intimidade com a pessoa e tal). Sinto cócegas quando beijam meu pescoço, não importa quem seja, e deixo a pessoa toda constrangida quando começo a rir por causa disso.

Também tem a saudade.

Eu odeio saudade, nossa, odeio muito.

Senti saudades poucas vezes. Sinto saudades da minha irmã e por incrível que pareça da minha mãe quando, por exemplo, eu viajo com meu pai biológico (que demorou a entender que eu sou do tipo que não fica procurando e ligando para as pessoas toda hora) e minha madrasta.

Fico com muitas saudades quando fico muito tempo sem ver meus primos/amigos. E quando os vejo é uma bagunça de abraços e a pergunta típica "E aí?".

Estou meio sentimental hoje, e não sei porquê.

Vou indo, Amy, tchauzinho.