Soldado 37
5 Um dia colorido...com sangue.
Notas iniciais
Oee minna-san, bem se alguém me acompanha, desculpe pela demora, estava meia desanimada e só consegui escrever hoje, pois vi que alguém está acompanhando a história!!!!
Quase engasgando com o que acabara de ouvir, o soldado apenas conseguia olhar para Max, o que mais aquele garoto que aparentemente era ignorante a muitas coisas, tinha em sua mente?
Müller pensava, e olhava o garoto, ele tinha uma postura firme, totalmente diferente da última vez em que o vira, em que parecia um bicho amedrontado. E numa sucessão de pensamentos, veio à mente de Fredrich uma idéia que o fez gelar: Qual seria a reação de Max quando soubesse detalhadamente quem era aquele homem que estava ao seu lado, e o que ele tinha como objetivo na vida? Se soubesse de tudo, o garoto certamente não confiaria em Müller, se é que em algum momento chegou a confiar... ...Depois de comer até se fartar, Max que estava muito sonolento, lançou um sorriso sincero ao soldado após agradece-lo pela comida, e deitou-se por cima das cobertas sujas que estavam juntas formando um aglomerado que era, sem dúvidas, bem mais atraente que o chão gelado e úmido do porão, dormiu rapidamente, e respirava devagar. O som da respiração pesada e lenta de Max era o único ruído audível no cômodo, até que Müller ouviu passos descendo a escada que dava acesso ao porão, era tarde de mais..._ Então é isso o que você veio fazer aqui a essa hora de noite...Soldado. _ Era o Sgt. Hubberman, que tratou de enfatizar bem a última palavra que pronunciou enquanto adentrava o porão que cheivara à morte e chutava levemente os alimentos que restaram da refeição de Max._ E-Eu posso...bem posso explicar, não é nad... _Müller tentava falar, mais estava com um nó na garganta, e com o rosto pálido, agora, por mais uma irônia do destino, ele é quem parecia um bicho amedrontado. Porém antes que pudesse derramar suas palavras foi interrompido pelo Sargento, que agora fala enfurecido, num tom alto, mas sem deixar de estampar o olhar de divertimento no rosto._ Eu sempre soube que você não era confiável, seu porco imundo, eu queria tanto que seus "companheiros" estivessem aqui pra te ver, bancando a babá do judeuzinho indefeso. Mas infelizmente, eu vou matar você e esse ratinho, alias, vou é destroça-lo, e levar os olhos dele de recordação, eu não sou um homem bom Fredrich? _ A ironia sempre foi marca registrada de Hubberman, ah, se ele soubesse o que estava por vir.Fredrich, tomado por um instinto animal, e um tanto psicótico ergueu o rosto, mostrando assim um sorriso branco e um olhar de superioridade, que apagou o olhar incandescente e cheio de divertimento do Sargento, que agora recuava a medida em que o soldado avançava, mesmo Müller sabendo que Hubberman estava armado, e ele sem um objeto pontiagudo se quer, ele continuava a caminhar._ O que você pensa que tá fazendo, seu rato desgraçado? _ Hubberman gritava essas palavras enquanto já passava a mão por sua roupa, em busca da arma mais proxima, porém, antes que ele atingisse seu objetivo, Müller segurou sua garganta com tanta força, que o fez perder o ar rapidamente, mas, em um útimo ato Hubberman sacou uma pistola de uma única bala, do bolso de sua calça e com a mão tremula apontou-a em direção ao rosto de Müller, que apertava o pescoço do sargento com fúria e torcia para que ele fechasse os olhos logo:_ Seu maldito, morra logo, alemão desgraçado, ninguém vai matar Max...Eu vou cuidar dele, foi o último pedido de Beth _ Fredrich dizia isso, enquanto apertava ainda mais o pescoço de Hubberman, que ao tentar ajeitar a arma para atirar no soldado traidor, deixou-a cair, um sorriso estampou-se no rosto de Müller de imediato, e Hubberman finalmente fechou os olhos, não sem antes mandar o soldado ir para o inferno.Depois de segurar a garganta do morto por mais alguns instantes só para "garantir" sua morte, Fredrich pegou uma de suas pedrinhas, e cravou-a com força no ouvido do cadáver. Andou pela sala, e chegando perto de Max viu que ele não havia acordado, foi isso que ele pensou, pegou então uma das cobertas imundas e cobriu o corpo falecido de Hubberman. Já Max assistia à cena com os olhos semi-cerrados e fechava rapidamente quando o soldado ameaçava movimentar-se, depois disso o dia nasceu, Max exausto, não conseguira pegar no sono uma vez se quer depois do assassinato que havia presenciado, mas apesar disso, o garoto sentia uma certa segurança, e mantinha o pensamento de que aquilo que Müller fez foi para proteger ele, e cumprir o que sua tia Elizabeth havia pedido à ele, alias, seus pensamentos voltaram à morte de seu pai e sua tia, quem os havia matado? E... quem era Müller?Então os olhos de Max se fecharam pois ele percebeu que Fredrich ia se mover, e assim foi.O soldado abaixou-se ao lado do menino, e "acordou-lhe", Max encenando tudo pensou, "eu sou um ator incrível, talvez eu deva ganhar a vida atuando"._ Max, acorde, a gente ter que ir. _ Müller pronunciava essas palavras, já pegando as mãos do menino para levantá-lo e sorria docemente para ele. Pena que era uma falsa doçura, pois a perocupação estava estampada em seus olhos.
...Já do lado de fora, Max e Fredrich caminhavam ligeiramente, de mãos dadas, por ruas desertas, ruas, que serviam de atalhos para a marcenária onde Müller teve seu primeiro e único emprego descente. Chegando lá Fredrich foi recebido com alegria pelo seu antigo empregador, um senhor de cerca de 58 anos, cabelhos grisalhos, e olhos azuis enfraquecidos, então com rapidez Müller explicou a situação do jeito mais detalhado que o momento lhe permitiu, e sem pestanejar o senhor de cabelo branco, pegou a mão de Max e o acompanhou até um quarto nos fundos, onde eram guardados algumas sobras de madeira, e ferramentas, Müller que os seguia deu um abraço carinhoso e cheio de alivio no menino, que o retribuiu animadamente, despediu-se do bom velho em que ele confiava como ninguém, e saiu apressadamente.Chegou ao seu alojamento e apenas sentou-se em um banco, fingia tomar sol, até que um dos soldados aproximou-se e começou a conversar com ele, pelo jeito ninguém deu por sua falta, o soldado que papeava com Müller não conseguia esconder a animação, amanhã eles iriam ver de perto algumas das pesquisas realizadas com os judeus, Müller então já preparava o estômago, com certeza eles deviam estar dissecando os probres homens, quase vomitou ao ter esses pensamentos, sorte a sua é que não tinha comido nada à um bom tempo.Logo um outro soldado chegou afobado até eles, e disse que uma pessoa viu o Sgt.Hubberman saindo do alojamento tarde da noite, e não tinha voltado mais, e que agora a pouco, uma mulher vira a porta da casa dos alemães traidores aberta, e chamou alguns guardas que estavam por perto para darem uma busca lá dentro, por medo que judeus estivessem lá, mas a única coisa que acharam foi o Sargento morto, com uma pedrinha no ouvido.Müller engoliu em seco mas ninguém reparou nele, ninguém parecia ter mais qualquer informação sobre o assassinato, nem tinham visto qualquer pessoa supeita, e p dia transcorreu normal, até que no fim da tarde, quando Fredrich caminhava por perto de seu alojamento em um momento de distração esbarrou no mesmo soldado que havia papeado com ele na manhã de hoje, e com o impacto do esbarro Müller desequilibrou-se e caiu, no mesmo momento, caiu de seu bolso diversas pedrinha negras, minuscúlas, e iguais a que encontraram no ouvido de Hubberman, o soldado olhou espantado para Fredrich, que esboçou um sorriso no rosto, e disparou um tiro no peito do soldado que, morreu instantaneamente deixando uma poça de sangue em baixo de si._ Um dia colorido de sangue, um dia, de muitos outros. _ Dizendo isso, Müller recolheu suas pedrinhas, e não quis colocar uma no ouvido da sua última vítima, então abriu-lhe a boca, e colocou a pedrinha lá, e ela logo sumiu.
Notas finais
Isso é tudo galera, até semana que vem! Se gostarem comentem e favoritem, recomendem e etc c:
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