Soldado 37

6 Uma nova paixão e um novo aliado


Notas iniciais
olá galera, não sei se alguém vai ler este capítulo, mas se alguém ler peço que comente c: é muito importante e motivador pra uma escritora de uma fic tão pequena receber um comentário, arigatou, Boa leitura!

Fredrich então limpou a arma do assassinato e colocou-a na mão do soldado morto, pegando a que o mesmo trazia consigo para ele, e ainda antes de partir do local do crime pressionou as mãos do cadáver de Urban Reichert envolvendo a arma.

Agora era só torcer para que ninguém o tivesse visto e para que todos concordassem que foi um suicídio.

Quando acharam o corpo de Reichert todos os demais soldados ficaram perplexos, nenhum deles imaginava que aquele soldado tão animado e de sorriso fácil poderia suicidar-se, por um momento tiveram suas dúvidas. Mas logo Müller — que estava bem preocupado — recordou-se do dia da morte de Elizabeth, mais precisamente da conversa que todos os soldados haviam tido no caminho do porão com cheiro de sangue, e mesmo não tendo prestado o mínimo de atenção, lembrou do que Urban Reichert havia dito.

_ As coisas estão difíceis de mais em minha família, duas das minhas três irmãs já foram mortas por uma doença que ninguém sabe o que é, e meu pai está cada vez pior, perdendo a visão e o movimento das pernas, e minha mãe... Bem ela não se orgulha do meu trabalho.

Depois de repetir a fala do soldado morto com o máximo de detalhes que conseguira, os soldados se aquietaram, na tentativa de acreditar que o sorriso fácil de Reichert era apenas uma máscara que escondia o quanto ele estava infeliz.

...

O restante do dia passou silenciosamente, duas pessoas importantes para os soldados dali morreram em sequência e o clima estava pesado, Fredrich se sentia mal por ter matado alguém que fora seu companheiro durante um grande espaço de tempo, mas ele não podia se esquecer que se não tivesse tirado a vida daquele homem ele seria entregue, ou será que não? Müller se sentiu então ainda pior, e a palavra Monstro veio à sua mente novamente.

Com o cair da noite, Fredrich já estava roendo as unhas de ansiedade e também se preparava para sair no meio da madrugada ver como estava seu pequeno Max Stein.

Demorou uma eternidade, mas enfim todos dormiram e sem pensar, num movimento ligeiro e silencioso Müller já caminhava em direção à casa de Bastian Weindenfeller.

A rua estava escura e fazia frio, nenhuma alma se quer perambulava por lá, o silencio só era quebrado pelo som dos passos de Fredrich e ele logo chegou à casa do marceneiro que lhe havia ajudado tanto.

Bateu na porta duas vezes seguidamente, e logo Bastian com cara de sono e pijama abriu-lhe a porta que rangia de velha. Entrando com cuidado e se desculpando pelo horário, Fredrich já colocou-se no caminho que levava ao último quarto da casa, era um quarto bem melhor que o porão em que Max ficava anteriormente, era mais quente e limpo, tinha um colchão, cobertas e apenas algumas peças de madeira e ferramentas inutilizadas lá, as paredes grossas estavam recém pintadas de uma cor nude e calma, apesar de ser um pouco escuro lá embaixo, a cor das paredes deixava o lugar mais claro e aconchegante , correu os olhos envolta do cômodo enquanto o adentrava, e foi surpreendido por um abraço do pequeno menino de cabelo escuro que sorria e o chamava de Fred, o abraço foi correspondido e enquanto abraçava o garoto abriu os olhos e por cima dos pequenos ombros de Max viu um par de olhos que o encaravam com uma expressão doce e serena, não, infelizmente não eram os olhos castanhos de Beth que aqueciam seu coração, mas sim um olhar azul feroz que arrepiava seu corpo. Quem era aquela? Ela parecia já o conhecer, mas Müller só se lembrou dela quando ouviu sua voz naturalmente rouca e baixa.

_ Fred! Que saudade eu senti e você, há anos não o vejo, como você está?

Fredrich se lembrava, era Amélie Windenfeller, a filha de Bastian Weindenfeller, enquanto respondia a sua pergunta formalmente, olhava-a da cabeça aos pés, quando ele havia ido trabalhar para Bastian ela era apenas uma criança de cabelo desgrenhado e muito sapeca, tinha por volta dos 10 anos, mas agora parecia uma boneca, usava o cabelo preso em um coque bem feito, tinha um corpo bem desenvolvido, olhos ferozes e cheios de vida, uma pele muito branca, mas nada fora do comum, lábios avermelhados e bochechas rosadas enfim, era linda.

Tomando um café quente, recém feito, que foi servido por Amélie, o soldado explicou com riqueza de detalhes o que havia acontecido, velando um pouco o fato de ter matado o seu primeiro amor.

Bastian ouvia tudo com espanto, e fazia pouquíssimas interrupções que serviam apenas para certificar-se da certeza de um fato. Então Fredrich perguntou: _ Tudo bem se Max ficar aqui por um tempo Bastian?_

Sem pensar por nem um segundo o senhor de cabelos grisalhos afirmou animadamente que o pequeno judeu poderia ficar ali.

Sentindo-se aliviado Müller novamente foi para perto de menino que brincava com Amélie e depois de se despedir de todos, voltou sorrateiramente para o lugar da onde tinha vindo.

...

O dia amanheceu, e todos os soldados estavam animados com os planos do dia: Ver experiências realizadas com os impuros.

A contra gosto Fredrich acompanhou aos outros, quando chegaram ao local em que funcionava um consultório de experiências improvisado os olhos alemães brilhavam, exceto certo par de olhos azuis, no momento em que chegaram Müller tentou reparar na sala suja em que havia entrado, mas sua atenção foi totalmente desviada, o terror petrificava seus olhos, ele mal podia acreditar no que via. Um homem estava sendo colocado totalmente nu e amarrado em um tanque de água gelada, para ser congelado com rapidez. Com o vômito chegando à boca, Fredrich saiu “de fininho” da sala e encontrou um banheiro nojento e improvisado, não conseguiu segurar, vomitou ali mesmo e quando terminou de limpar a boca Fredrich saiu do banheiro tentando digerir o que havia acabado de ver, e deu de cara com Heinz Küster, e antes que pudesse dizer algo o soldado já foi dizendo angustiado.

_Müller, eu ouvi o que Hitler lhe disse aquele dia, por favor, fale com ele, me deixe te ajudar a cumprir a meta e ter a minha liberdade de novo, eu juro que não contarei nada a ninguém, por favor Müller, assim como você eu não agüento mais isso tudo.

Surpreso e confuso Fredrich tentava falar algo à Heinz, até que uma idéia estúpida passou por sua cabeça, e ele respondeu com firmeza e um sorriso de superioridade:

_Tudo bem Heinz, mas se falar algo, eu vou ter que te destruir.

Notas finais
isso é tudo galera :* beijo proces
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.