Solare e Luana
14 Amanda
Notas iniciais
Talvez o incidente com o cajado tenha me deixado paranoica, eu fiz questão de trancar a porta do meu quarto e ainda por cima fiquei encarando o cajado por uma 2 hora até dormir, sorte minha que o cajado ainda estava ali, peguei o cajado e desci as escadas, para minha surpresa a unica pessoa que estava lá era Amanda cercada de bandagens, ela parecia estar meio hipnotizada como se estivesse num sonho, não queria interrompe-la, mas fiz isso:
– Bom dia, Amanda! Por que só você está aqui?
– Oi... Solare. São 6:50 eu costumo acordar nesse horário. Quer alguma coisa tem pão, pudim de leite...
– Obrigada! Vou pegar um suco de laranja e um biscoito.
Amanda fez um gesto com a cabeça e voltou ao seu estado de transe, eu me perguntava por que ela as vezes era animada e de repente e tornava numa pilha de nervos, eu as vezes mudava de humor mas tinha motivos, terminando de comer eu sem pensar duas vezes a perguntei:
– Amanda, por que você esta tão triste e melancólica?
Ela pensou um pouco mas percebi certo incomodo, talvez fosse a pergunta, mas não parecia se isso talvez o modo como a chamei, não eu estava fantasiando, olhou para baixo e me respondeu:
– Vou te contar uma coisa que não contei par ninguém. Eu é minha mãe sempre nos demos bem, meu pai abandonou minha mãe e eu, sempre fomos eu e ela, até que um dia eu soube que minha mãe tinha uma irmã chamada Stela, ela estava gravida mas o parto era arriscado e podia matar a criança, sem pensar duas vezes ela foi atras de uma criatura horrenda, a criatura era aquela que havia criado as trevas, minha tia implorou uma solução, mas a criatura disse que só podia fazer isso por uma troca minha tia teria que ceder seu corpo para a criatura possui-la, fazendo o trato no dia em que ela deu a luz a criança a chamou de Stela, porque ela saberia que seria a ultima vez que veria sua filha, o tempo talvez tenha se congelado, mas bastou por um misero segundo que fez com que a criatura sumisse com minha tia eu não sei aonde minha prima está ela foi adotada, mas minha tia é aquilo que um dia você e sua irmã irão enfrentar as Trevas...
Eu fiquei calada por um momento, sera que era verdade parecia ser mas ao mesmo tempo não parecia, ela havia me ajudado eu não podia duvidar dela:
– Amanda...eu...vou fazer o possível para salvar sua tia.
–Obrigada.
Olhei para o relógio e vi que eram 7:20, e pensei demorou meia hora para ela me contar a história, escutei alguns passos e logo direcionei meu olhar para a porta era Luana meio sonolenta:
– Oque vocês estão fazendo aqui a essa hora?
Eu olhei para Amanda e resolvi não contar seu segredo pelo menos não agora
–Nada. Só conversando e no conhecendo melhor.
Lancei um sorriso para Amanda que retribuiu com um sorriso, estava feito eu ia tentar confiar nela e ela ia tentar confiar em mim:
–Bem vejo vocês mais tarde vou dar uma treinada, mas antes vou escrever uma carta para a mamãe, bateu uma saudade dela.
Entrei no meu quarto deixei o cajado de um lado e me sentei em frente ao computador comecei a escrever sobre tudo, eu só havia falado com minha mãe uma vez desde que cheguei no colégio, minha mãe devia estar preocupada, sera que Louis mandou algum sinal de vida para ela, eu sei que Luana não mandou ela é tão irresponsável nem deve ter se preocupado em mandar um sinal de vida. Deve ser duro ter que aguentar os chiliques de jogos da Luana, as paixonites do Louis e os meus piripaques quando alguma coisa some, pensando agora minha mãe e meu exemplo ela adotou duas recém-nascidas e um menino de 4 ano, ela não queria nos separar ela disse que nos chegamos no orfanato jutos eu e Luana numa cestinha e Louis ficou tentando nos proteger das mulheres do orfanato, quando chegou lá pensou que iria adotar 1 criança e levou 3 criancinhas.
– Nossa Solare você tá tão viajada.
Olhei para o lado e vi Luana jogando 3ds, ri baixo e disse:
– Só lembrando da vida, vem vamos treinar um pouco.
Ela concordou com a cabeça e me seguiu até fora da torre, o céu estava tão azul como já mais esteve antes, saindo da torre fomos para o jardim onde geralmente nós treinamos, eu não sabia muito de magia mas estava aprendendo, eu só sabia fazer objetos flutuar e conseguia criar fogo, a Luana fazia a mesma coisa só que em vez de fogo ela criava água, existia uma mesa em que ficavam um vaso, um caderno e uma bola, o objetivo era faze-los flutuar:
– Você primeiro Sol.
Claro que ia primeiro Luana queria terminar seu jogo, tentei me concentrar e ficar focada, primeiro eu iria pegar a bola, olhei diretamente para ele levantei minha mão e com todas as minhas forças tentei move-lo, ele veio lentamente até mim, eu estava tão orgulhosa o vaso tava flutuando:
– 1 já foi só faltam 2.
Luana concordou com a cabeça, agora o caderno, estava tudo correndo bem quando eu fui pegar o vaso eu meio que estava muito enérgica, o que fez com que ele se quebra-se em vários pedaços:
– Droga!
– Você estava indo bem, mas pra começo é difícil.
Olhei para o lado e vi Amanda sorrindo, como num piscar de olhos ela levantou sua mão e reconstruiu o vaso e o colocou ao lado do caderno e da bola:
– Agora é sua vez Luana.
Ela ficou triste, pois teria que parar de jogar, guardou o 3ds e foi para o jardim, a diretora havia a dito para treinar mais sua dominação de água, porque sempre que ela usava, ela se molhava toda, espalhava água pra todo lado entre outras coisas, Luana fez uma bola de água e lançou nas flores algumas gotas caíram nas flores, mas a maioria caiu no chão:
– Que coisa, eu odeio controlar água, Sol como você controla tão bem o fogo?
– Sei lá, eu só controlo facilmente sem me queimar, é como se eu tive se nascido sabendo fazer isso.
– Exibida!
Luana me deu língua e continuou a tentar regar as plantas, Luana era teimosa ela não iria desistir tão fácil, nos eramos gêmeas mas as poucas semelhanças que tínhamos eram nossa determinação e nossa coragem estou doida para ver oque vai acontecer, o dia começou de um jeito estranhamente indescritível.
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