Soft Heart

15 Capítulo XII


Notas iniciais
Olaar, meus amores! Sem muito a dizer hoje, só... Aproveitem o capítulo! *---* Sobre os comentários que ainda não respondi, me desculpem, meu note tá dando problema e é super complicado ficar respondendo no celular, porque ele é bem temperamental. Não sei como consigo postar por ele. Hakahakahskshsishskshsisus Boa leitura. ❤

Era noite novamente e Daryl se via sem pregar os olhos. O único som além dos grilos e do eventual cacarejar das galinhas era o choro de Beth. Aquele som parecia ecoar em seus ouvidos, lembrando ele a cada momento que por mais que estivesse ao lado dela, esse era um tipo de trauma que ele dificilmente conseguiria apagar dos pensamentos dela.

O arqueiro se perguntava como Carol conseguia dormir naquele mesmo quarto. Talvez ela também não conseguisse, afinal, agora ele podia observá-la pelo canto de seus olhos zanzando pela cozinha com um copo d’água na mão.

— Você também não consegue, não é? — ela cochichou enquanto se aproximava dele e sentava-se no braço do sofá.

— Ela pelo menos está acordada? — ele respondeu com uma nova pergunta.

— Não. E não importa o que eu faça, ela simplesmente não acorda. E, quando finalmente acorda, ela evita falar sobre isso. — Você acha que tem algo a ver com aquilo em Shirewilt?

— Pela forma que ela se debate… Ela me derrubou no chão uma noite dessas quando tentei sacudí-la pelos ombros.

A expressão tensa de Carol era evidenciada pela fraca luz que vinha do abajur aceso em um dos cantos. Era claro que ela estava muito mais preocupada com o estado de Beth do que com uma boa noite de sono.

— Anda. Deita aqui e vê se dorme um pouco — Daryl indicou o colchonete onde deveria estar deitado.

— E você?

— Vou tentar fazer alguma coisa.

Beth já estava acordada quando Daryl chegou ao quarto que ela dividia com Carol. Ela se sentia uma inútil por não conseguir se controlar e sabia que Carol não dormia há várias noites. A loira se encolheu em uma bola e tentou secar as lágrimas rapidamente antes que Daryl sentasse na beirada da cama.

— Me desculpe se te acordei — ela murmurou com a voz embargada, sem encará-lo.

— Eu não dormi ainda.

— Sabe, Daryl, por mais que eu tente, simplesmente não consigo esquecer.

Ele se remexeu desconfortável na cama, sem saber exatamente o que dizer. Beth se esticou um pouco, torcendo-se para virar seu corpo na direção do homem. Hesitante, ele deitou na cama e ela se ajeitou no peito dele, fungando.

— Eu sinto as mãos nojentas dele por todos os lados. Quando eu fecho os olhos eu sinto a respiração quente e úmida dele nas minhas costas. O frio da lâmina na minha barriga, quando ele cortou as minhas roupas. Eu tento fugir, mas eu não consigo. Ele parece impossivelmente forte, eu me debato e grito em vão, porque ninguém está vindo.

— Chega. Por favor — Daryl pediu com a voz trêmula.

Ele sabia que ela precisa falar, mas ele não queria ouvir. Sentia raiva de si mesmo por não estar lá. Droga, ela estava do lado dele, dormindo, e ele não viu quando ela saiu.

Beth mordeu a língua com força e respirou fundo. Ela queria parar de chorar e seguir em frente, porém sempre que fechava os olhos voltava para aquele lugar. Havia passado por muitas coisas. No hospital, Gormann tinha tentado também, mas ela havia conseguido se livrar dele.

Ela sentiu a mão de Daryl hesitantemente pousar em seu cabelo, uma carícia desajeitada e tímida.

— Eu devia estar lá, mas eu não estava — Daryl resmungou e Beth quis encará-lo. A voz dele estava estranha, como se chorasse. Ele segurou sua cabeça bem firme contra o peito dele. — Eu não vou deixar nada te acontecer agora.

— Você não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Eu fui estúpida em sair sozinha — ela protestou.

— Eu também não estava lá quando eles te levaram daquela casa.

— E não importa, Daryl. Se você estivesse eles teriam te matado. Àquelas pessoas só querem os fracos. Aqueles que eles podem controlar. Eu era fraca, mas agora não sou mais.

— Você era forte. Só não sabia disso — ele resmungou, enterrando o rosto nos cabelos dela.

Beth sentiu um alívio enorme por finalmente ouvir aquilo, por ter dito a ele que não importava o que ele tinha feito ou deixado de fazer, as coisas aconteceram exatamente da forma que tinham que acontecer.

Quando pôde, finalmente esticou seu rosto para beijá-lo. Era uma sensação tão nova e tão acolhedora que ela se deixou envolver, seu corpo instintivamente se ajeitando sobre o dele. As mãos de Daryl passearam até a cintura dela e dessa vez ela não teve medo.

— Daryl, por favor — ela implorou contra os lábios dele.

Daryl sabia que não poderia se controlar e ela não parecia querer que ele o fizesse. Ela afastou-se por um momento, inclinando o corpo para trás e tirando a camisola. Por Deus, ele achou que poderia sufocar quando percebeu que apenas a calcinha fina havia restado em seu corpo.

As curvas dela eram acentuadas pela luminosidade muito fraca que vinha do lado de fora. Se aquilo era um pecado, ele queimaria no inferno com um maldito sorriso no rosto.

Em um ímpeto quase selvagem ele segurou com firmeza o corpo dela, invertendo os papéis. Um suspiro surpreso escapou dos lábios dela quando ele finalmente afundou o rosto na curvatura do pescoço da garota. O cheiro que vinha dela era inebriante, o deixava atordoado o suficiente para perder a noção de que havia outras pessoas na casa e que a cama rangia abaixo deles a cada mínimo movimento.

Beth precisava daquilo como precisava do ar. Precisava que as carícias de Daryl apagassem o rastro amargo que aquele homem maldito tinha deixado na sua pele. Precisa daquilo com uma intensidade tão forte que seus olhos marejaram e seu peito doeu.

As mãos de Daryl tateavam seu corpo ansiosamente, queimando como brasa, atiçando-a de uma maneira que fazia seus pensamentos se perderem em uma nuvem incoerente. Os dedos ásperos abriram um caminho perigoso para dentro da calcinha que ela usava, tocando-a onde ela jamais fora tocada.

Ela mordeu o lábio com força quando ele a acariciou ali, inclinando-se sem o mínimo de timidez. Ele subiu seu corpo sobre o dela, ainda tocando-a com avidez.

— Posso? — ele rosnou roucamente em seu ouvido e Beth se viu acenando freneticamente com a cabeça, com medo de separar os lábios e acabar dizendo algo vergonhoso.

Quando um dos dedos dele a invandiu sem aviso prévio ela mordeu o pescoço dele com força, sufocando a ardência que lhe acometeu.

Daryl precisava repetir mentalmente a cada segundo que tinha que ir devagar. Que Beth era virgem, inexperiente. Mas ela era terrivelmente quente e ansiosa, seu corpo roçando contra o dele ferozmente. Era como se ele esperasse por isso há séculos.

As mãos dela tateavam desnorteadas sua camisa, demorando-se nos botões, obrigando-o a ajudá-la. Ele não sabia ao certo quando foi que o restante de sua roupa havia parado no chão, mas ele se viu nu em algum momento, seu corpo queimando pelo dela.

Beth agarrou-se nervosamente aos ombros dele, pronta para recebe-lo. Ela não queria pensar nas conversas bobas e adolescentes que havia tido no colégio, aquelas que a assustavam com a dor da primeira vez. Era Daryl e ela queria.

Shhh — ele sussurrou no ouvido dela e Beth sabia como ele estava se controlando. — Confie em mim.

Foi a última coisa clara que Beth ouvira antes de se perder na sensação do corpo dele invadindo o seu. A dor arrastou-se pelo seu baixo ventre, mas ela chutou-a para algum canto do seu subconsciente quando ouviu um gemido rouco dele chegar aos seus ouvidos. Os ombros dele estavam rígidos e os braços apoiados de cada um dos lados do rosto dela.

— Tudo bem. Estou bem — ela sussurrou contra a pele dele.

Era tudo o que Daryl precisava ouvir. Ele não sabia ser gentil como Beth merecia, mas naquela noite se esforçava para ser o melhor que podia para ela.

Mesmo com o consentimento do loira, ele esperou um momento para que o corpo dela se acostumasse ao dele, antes que de fato começasse a se mover lentamente.

Beth esqueceu da dor e concentrou-se na respiração descompassada, no ritmo contínuo, no suor que se acumulava na testa de Daryl, colando alguns fios de cabelo ali. Quando deu por si estava absorta em um mar de sensações profundas, elevando seu quadril para que se encaixasse ainda mais a ele.

Ela fechou os olhos, apenas aproveitando cada segundo, suas pernas leves como plumas, como se seu corpo flutuasse e todas as suas forças se concentrassem um um único ponto, deixando-o sensível.

Daryl sentiu o corpo de Beth aconchegar-se em seus braços, seu íntimo contraindo-se no seu. Era demais para que resistisse um segundo sequer. Não demorou para chegar ao ápice, desabando exausto sobre a loira.

Beth queria fazer um esforço e manter seus olhos abertos, todavia, sentia um cansaço sobrenatural se abater sobre ela. Seu coração batia em um ritmo frenético, fazendo-a rir.

— Durma, Beth — Daryl disse enquanto se ajeitava ao lado dela, puxando-a para seu peito.

A voz dele parecia distante e o pedido irrecusável, quando Beth finalmente cedeu, fechando seus olhos e adormecendo.

Notas finais
Gostaram? ❤