Sofia

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Recomendo: Summer Love - Mari Horan

*Dia Seguinte

–Sofia, acorda meu amor – Falava minha mãe acariciando meu cabelo.

Coço os olhos e me sento na cama – Já vou levantar mãe – Digo descobrindo minhas pernas.

Quando finalmente me levanto minha mãe está usando o banheiro. Desço para sala de refeições e a mesa de café da manhã já está posta. Tomo um suco de maçã e como um pãozinho doce. Subo novamente para ver se minha mãe já saiu de lá. Sim ela já saiu. Pego minha roupa e vou tomar meu banho. Ponho uma calça xadrez vermelha e preta, blusa branca com manguinha um pouco cheinha, um colete preto e uma all star cano longo preto.

Pego minha mochila e vou para o carro onde minha mãe já se encontra. Vamos ouvindo musica no carro.

Chegamos a escola. Minha mãe me deu um beijo na testa e eu saio. Como sempre ninguém me viu entrando. Fui até meu armário e peguei quatro livros bem pesados. Quando estava entrando na sala alguém esbarra de costas comigo. Os livros se caiem e eu bato com o queixo no chão, mas não machuco. Viro-me para ver quem era. Tobias, novamente me derrubando. Ele fica meio envergonhado e coça a cabeça. A turma já está rindo. Cato bem rápido meus livros e vou me sentar.

–Bom dia Alunos! – Falou o professor Benson entrando.

Abri meu caderno e comecei a desenhar.

–Senhorita Sofia! – Fecho rapidamente meu caderno e me viro para o professor – Sim professor? – Falo sem graça.

–Gostaria de ir para secretaria? – Meu coração acelera nunca tinha ido para secretaria – Não – Respondo nervosa.

–Então pare de desenhar e preste atenção na aula – Obedeço.

*Intervalo

Sentei-me no final do pátio, onde não havia ninguém. Peguei uma maçã que minha mãe tinha me dado em um saquinho de papel marrom. Saboreei a maçã enquanto abria meu livro “Divergente”. Minha leitura foi interrompida por Madison. Ela era uma colega, a única que falava comigo, mas eu sou muito fechada e às vezes ela cansa e vai conversar com os outros.

–Iai fazendo o que?

–Lendo

–Sofia... Quando você vai sair dessa caverna que fez em volta de você!?Quando vai se enturmar com outras pessoas!

–Prefiro ficar na minha. Quem quer aparecer sempre se dá mal.

–Uma hora você vai cansar! Ou pior nunca vai ter companhia na vida!

–Eu tenho minha mãe!

–Mães não são eterna Sofia...

–Eu sei...

–Pense nisso, saia dessa casca que você fez a sua volta! – Ela se levanta e vai para o outro grupo.

Senti-me realmente sozinha. Como se eu fosse uma extraterrestre. Mas e se eles não gostarem de mim, e se me acharem esquisita.

*Depois da Aula

Sai da escola e minha mãe já estava na porta. Entrei no carro e ela estava no celular.

–Então tá eu vou sim! Devo deixar Sofia em casa e vou. – Disse ela para alguém que eu desconheço ao telefone. Logo depois dessa frase ela desliga.

–Quem era? – Pergunto.

–Trabalho..- Ela diz concentrada na direção.

Chegamos a casa. Almoço e depois vou dormir um pouco.

*16 horas

Acordo com o assobio de um pássaro. Levanto-me e vejo que está chovendo. Abro um sorriso. Eu amo a chuva! Desço as escadas correndo passo pela cozinha e pego um biscoito. Ouço um pequeno chiado de uma conversa que parecia estar vindo da sala. Ando lentamente até a porta da sala que está trancada. Mas dá para ouvir um pouco ...

“Só há essa forma dela saber” Falou uma voz de homem.

“Mas, não há uma forma menos dolorosa, quero dizer...Que não a faça sofrer?” Dizia minha mãe.

Uma dúvida invadiu minha cabeça... Que era “ela” a pessoa de quem eles se referiam... Será que era eu? Mas se fosse o que eu teria de saber?! Por que eu vou sofrer?

“Acho que não.. E assim e bom para o afastamento de vocês! Ela não terá como voltar nem desistir vai ser sua única escolha!!” Continuou o homem.

Sai dali e fui direto para o meu quarto. Sentei-me na escrivaninha e peguei os livros da escola. Fiz o dever de casa e fui para a minha adorada janela. Isso já era 18 horas e só sai de lá 19h30min!

*3 Batidas na porta.

–Sofia...

Eu estava sentada na minha escrivaninha escrevendo minhas poesias... Virei-me e prestei atenção no que tinha a dizer.

–Filha mamãe amanhã não vai poder te levar para a escola..

–Por quê?

–Porque eu vou viajar... Há trabalho e preciso que fique para dar comida aos pássaros...

–Está bem, você volta amanhã mesmo?

–Sim – Ela diz enquanto abaixa a cabeça. Logo depois ela se retira e fecha a porta.

Algo me diz que ela não está sendo sincera, em momento algum ela olhou nos meus olhos...

Isso está me deixando aflita...

Desço as escadas e vou ver Tv na sala.

–Trouxe seu jantar – Diz minha mãe com uma bandeja. Há nela um prato de comida, um copo de suco de laranja e um arranjo de Flor.

–Mãe não precisa trazer aqui, eu vou para mesa!

–Não. Está muito frio e não consigo ligar à lareira. Não vai desprezar o jantar que fiz com tanto carinho pra você né? – Ela vem caminhando lentamente em minha direção.

–Claro que não – Digo já em pé beijando sua testa.

–Que bom agora sente que eu vou apoiar a badeja pra você !

Obedeci, me sentei na poltrona em frente a Tv e ela colocou a bandeja no meu colo. Logo depois foi acender a lareira da sala.

–Mãe... Não estou reclamando, mas por que isso tudo? Quero dizer, você só vai viajar amanhã mesmo nos veremos não é? – Falo entre uma garfada e outra.

–Sofia! Não é educado falar enquanto come. Agora termina seu jantar que eu vou terminar a costura da manta de dona Savanna.

Não respondo apenas a encaro. Ela sai pelo corredor a fora.

*Dia seguinte.

Acordo com o chiado da chuva. Acordo de bom humor! Levanto-me e ponho rosto para fora da janela. Recordando minha infância ponho a língua para fora e uma gota se esparrama sobre ela. A brisa gelada me dá frio e me lembra de que hoje ainda há escola. Olho para a minha cabeceira e minha mochila está arrumada. Logo ao lado na escrivaninha a uma cesta de café da manhã com um cartãozinho escrito “Dá mamãe” Isso tudo está muito estranho. Abro a porta do quarto e vou direto para o banheiro. Viro-me para olha o espelho e nele há uma mensagem “Lembre-se sempre que eu te amo” Abro um sorriso mas logo depois ele se fecha. Porque isso? Arrumei-me com uma calça jeans azul escuro, moletom branco bem fofinho com uma estampa do Batman e meu tênis all star cano longo preto.

Tomo meu café da manhã rapidamente e depois desço as escadas correndo.

#Telefone tocando.

Estou lavando a louça e não ouço o telefone até desligar a torneira. Corri para atender mas quando pus a mão já havia ido para a caixa postal. A pessoa que ligou estava deixando recado. Parei para ouvi-la.

Notas finais
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