Sofia
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Capítulo 2:::::
Tomo meu café da manhã rapidamente e depois desço as escadas correndo.
#Telefone tocando.
Estou lavando a louça e não ouço o telefone até desligar a torneira. Corri para atender mas quando pus a mão já havia ido para a caixa postal. A pessoa que ligou estava deixando recado. Parei para ouvi-la.
Capítulo 3::::
“Teresa (minha mãe) não vá pela estrada principal está derrapando demais. Vá pela da esquerda, você sabe qual é! Olha o plano não precisa ser hoje. A Sofia ainda é jovem. Se quiser podemos esperar mais um ano. Assim que chegar me liga. Tchau”. Essa voz era exatamente igual a do homem que estava aqui em casa ontem.
Peguei minha bicicleta e fui para escola. Cheguei já atrasada. O professor de história não me chamou a atenção mas vi por sua expressão que não estava contente comigo. Eu não conseguia parar de pensar na minha mãe... Na mensagem... No comportamento dela... Eu comecei a me lembrar na mensagem da caixa postal quando passou pela minha cabeça “não vá pela estrada principal está derrapando demais” Um frio na barriga surgiu e logo uma dor muito forte atingiu minha cabeça. Eu não aguentei e gritei:
–Aaaaaaaaai! – A dor estava se alastrando pelo meu corpo – Ai! – Minha vista ficou embaçada – Rrrrraaaa – Eu estava me contorcendo no chão quando o professor gritou:
–Chamem a enfermaria correndo!
Um montinho de gente se formou a minha volta. O professor empurrou alguns e se ajoelhou ao meu lado.
–Sofia respira fundo, calma já chamei os enfermeiros!
Eu comecei a ficar ofegante minha vista começou a escurecer e eu parei de me contorcer.
–Sofia! Sofia! Fala alguma coisa! – Dizia o professor.
Eu estava fraca demais para falar. A última coisa que vi foi uma maca e dois homens de branco chegando ao meu lado.
*2 horas depois
Acordo com a respiração ofegante. Abro os olhos e vejo um teto de plástico branco. Há algo pinicando minha mão esquerda. Viro o rosto com dificuldade, mas consigo ver que há uma agulha de soro ligada a minha veia. A algo em meu rosto. Um fino tubinho de respiração. Também vejo Tobias e dona Savanna de janela do quarto em que estou. E esse não é o da enfermaria e sim do hospital da cidade.
–Então a mocinha acordou! – Falou um médico ao entrar no quarto.
–O que... Aconteceu? – Falo com dificuldade.
–A senhorita teve um princípio de AVC. Mas agora já está tudo bem! – Falou ele trocando o saquinho de soro.
–Quando eu vou sair daqui – Pergunto.
–Logo, assim que estiver 100%
–E quanto tempo isso pode demorar?
–No máximo 2 dias...
–Já avisaram a minha mãe?
–Bom que eu saiba não, mas aquele menino e uma senhora estão esperando para vê-la. Posso autorizar eles há entrarem?
–Pode.
Ele abre a porta e fala algo para eles. O médico do espaço para que eles entrem.
Dona Savanna estava muito mal. Seus olhos cheios de lágrimas e Tobias estava meio...Sei lá.
–Sofia... –Falou Dona Savanna acariciando meus cabelos.
–Oi – Falo abrindo um sorriso-Minha mãe vem? Ver-me? – Falei com entusiasmo.
Dona Savanna abaixou a cabeça –Não – Ela diz.
–Mas por quê?
–Sofia, você vai ter que ser forte...
Não respondi apenas a minha cara já indicava que eu não tinha entendido nada.
–Sua mãe se morreu.
Sinto como se um tiro tivesse alcançado meu peito. Encosto minha cabeça no travesseiro e logo o médico já está do meu lado e dona Savanna não estava mais ali.
*Dia Seguinte
Descobri que eu ia viver meu tio, irmão do meu pai. Aquele pai que nunca me procurou. Sempre morei com minha mãe e ele nunca me deu um telefonema.
Eu já estava em casa fazendo minhas malas quando Tobias chegou lá.
–Olá Tobias – Disse desanimada.
–Olá Sofia – Falou ele com o mesmo ritmo.
Ficamos por um instante em silêncio até que ele continuou.
–Você sabe que fomos muito amigos quando éramos crianças e também sabe que nos afastamos pelo meu trabalho e a escola. Mas eu queria que soubesse que eu te considero uma grande amiga e desejo toda felicidade! De coração..
–Obrigada Tobias – Digo abaixando a cabeça.
Ela beija e minha testa e vai embora.
Volto para arrumar as minhas coisas.
–Senhorita Sofia está na hora de ir. –Falou o policial.
Ele me ajuda com as malas até o carro da polícia onde eu fiquei até chegar o aeroporto.
#Atenção passageiro do voo e 466 se dirigir-se ao portão 8.
Levanto-me com as minha mala de mão e vou para o avião. Dormi quase a viajem toda.
Quando sai do avião fui pegar minha mala e depois me sentei nos bancos do aeroporto.
–Senhorita Sofia?
–Sim
–Venha comigo.
Não sabia quem era mas apenas o segui.
–Esse aqui é seu tio – Ele disse apontando para o carro preto grande.
–Obrigada – Falei já indo em direção ao carro.
Eu não sabia nem como era o nome dele.
*2 batidas na porta do carro
–Sofia? – Ele perguntou.
–Sim – Falei.
Ele abriu a porta do carona e a mala logo depois saiu do carro e pôs as malas de viagem na do carro.
–Então quantos anos você tem mesmo – Falou entrando novamente no carro.
–16
–Nossa como cresceu!
–Prazer meu nome Wil seu tio – Ele já estava dirigindo mesmo assim esticou uma das mãos para mim. Não retribui o aperto de mão. Ele suspirou – Sei que deve estar muito triste pela sua mãe ,mas vamos ter que criar uma relação amigável...
–Me desculpe só não estou com cabeça pra conversa. – Falei virada pra janela.
–Tudo bem, ainda teremos um pouco de tempo para nos conhecer até... – Percebo que fica meio nervoso como se tivesse deixado escapar algo que ele não podia dizer.
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