Sobrevivência
2 Dias 2 e 3
Notas iniciais
Dia 2
Como vocês já devem saber, eu não dormi por nem um segundo por causa de um ataque de aranhas que durou a noite toda, me obrigando a ficar escondido em uma casa que mais parece um banheiro que ficava perto do meu abrigo. Não sei se a pessoa que morava lá ainda está viva, mas se estiver eu vou agradecer.
Caramba, eu estou morto de fome, se eu pudesse até comeria a carne de algumas aranhas que morreram por aqui, mas até que não é má ideia! Se eu assá-las Eu ficar satisfeito, eu acho...
Essa casa realmente me ajudou, acho que posso ficar por aqui, isso se ninguém vier até a noite.
Já que as coisas se estabilizaram, acho que é melhor eu sair por aí pegando madeira, pedra e ouro para minha máquina de alquimia, que pode me ajudar em várias coisas que eu direi depois.
Acho que enquanto estou pegando os recursos vou aproveitar para pegar palha, cenouras e principalmente flores, porque com elas eu poderei fazer um chapéu floral que, de algum jeito, me deixa mais calmo.
Vocês devem ter percebido que eu escrevo mal pra caramba, não sou muito bom nisso, principalmente na pontuação, mas isso é uma coisa que não tem a menor importância, o meu negócio é a ciência e... Acho que encontrei alguém! Parece ser muito magro e, magro até demais! PORCARIAAAA!!!!! Era só a droga de um tronco que tinha galhos que pareciam braços.
Depois de ser frustrado, eu fui procurar comida, tipo umas cerejas silvestres que eu estou vendo agora e vou pegar, já peguei. Estou totalmente satisfeito agora, mas uma carne de coelho cairia bem. Vou matar aquele que está bem ali. DROGA! Aquele coelho maldito escapou! Preciso aperfeiçoar minhas técnicas e... Minha sorte está de mau humor comigo, já está anoitecendo e eu vou voltar pra casa. Boa noite e até amanhã.
Dia 3
Bom dia leitor, se é que vão achar esse livro, mas sem pessimismo, não aconteceu nada durante a noite e mesmo assim eu não dormi nada, mas vamos começar o dia.
Parece que, se alguém mora naquela casa, vem vindo aí. Vou me esconder atrás da máquina para ver se ele é hostil, já que ele é bem musculoso e cheira mal e... Peraí mano! O cara tem cheiro de porco e ele parece um porco, mas... Ele é um porco bípede ou eu estou maluco? Não! Com certeza ele é um porco bípede! Mas, ele parece simpático, e um tanto esfomeado. Como sou uma boa pessoa, dei um pouco de carne de aranha crua que sobrou do ataque. Fiquei sem dúvidas espantado quando ele disse:
- Você ser legal. Eu amar amigo. Eu seguir.
Respondi contente ao ver alguém racional:
- Que bom que agora você pode me ajudar na minha jornada. Também quer sair dessa ilha?
O porco respondeu meio abobado:
- Essa ser mim casa. Eu morar com mim amigos e mim família e se quiser pode morar na vila de nós.
Respondi muito feliz e esperançoso:
- Claro que eu quero. Fico muito grato pela sua generosidade e se tem algo que eu possa fazer como agradecimento é só falar.
O porco simpático respondeu:
- Se quiser pode ajudar a matar as aranha que invade a vila de nós.
Eu respondi com um pouco de medo, mas determinado a ajudar meu amigo:
- Vou ajudar todos com o máximo de conhecimento que eu tenho. Mas me diga, qual é o seu nome?
Meu amigo respondeu como se ninguém o perguntasse isso há aos (o que é provável):
- O nome de mim ser Jeca. Qual ser o nome de mim amigo?
Respondi ainda esperançoso para meu amigo:
- Nome legal o seu Jeca. Meu nome ser, digo, é Wilson.
Jeca bateu palmas de forma desajeitada e me guiou até o vilarejo. Eu coloquei minha máquina num carrinho de mão que eu fiz na hora e levei até a vila.
O dia passou bem rápido, e essa foi a primeira vez em que senti que não estava sozinho
Até amanhã leitor. Tenho aranhas para matar.
Fale com o autor