Sob a luz da lua
1 Primeiro caso
Não havia muitas pessoas andando pelas ruas de Wlandovisck naquela noite. Estava frio e escuro. Alguns sons podiam ser ouvidos, como: os latidos dos cães da vizinhança, a lâmpada do poste que piscava incessantemente ou até mesmo as pessoas que estavam em um bar tarde da noite. Mas, ninguém percebeu a saída de Jaqueline Parker.
A jovem caminhava rapidamente pela rua silenciosa. Estava preocupada com o seminário que iria apresentar em sua faculdade na manhã seguinte. Suas mãos tremiam de frio, enquanto que pequenas nuvens se formavam cada vez que respirava. Com passos rápidos e olhares preocupados Jaqueline se encontrou com o acaso.
―Ei, garota espere aí. Não me diga que você ia a algum lugar?! ―Dois caras armados desceram da moto.
―Toma isso é tudo o que eu tenho. ―Disse Jaqueline entregando sua carteira.
―Ah. Não queremos o seu dinheiro. ―Disse um deles.
―O quê?! Mas eu já disse que isso é tudo o que eu tenho.
―Antes de matá-la devo dizer que alguém encomendou a sua morte.
―P-por favor, não façam nada comigo. E-eu posso dar mais dinheiro a vocês se é isso que vocês querem, mas, por favor, me deixem viver.
―É com muito pesar que vamos tirar a vida de uma garota tão bonita, acredite em nós. Quais são as suas últimas palavras?
―Socorro! ―Gritou enquanto cobria seus olhos à espera que alguém aparecesse para salvá-la.
Cena do crime...
Heitor era o policial encarregado de investigar a cena do crime. Naquele mesmo lugar, duas pessoas haviam sido mortas. A única pista que levava a polícia em direção ao assassino era um desenho feito com o sague das vítimas. O símbolo da Áries do zodíaco.
―Pelo visto parece que teremos mais trabalho não é detetive Kandel? ―Disse Heitor tentando lembrar o “por que” de ter se tornado policial.
―Novamente a organização ataca. ―Disse Kandel com olhar distante e frio.
―Até quando eles vão se achar Deus julgando quem deve ou não morrer. ―Reclamou Heitor preocupado com o futuro de Wlandovisck.
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