So Far Away

35 Uma nova ameaça.


Notas iniciais
Olá meninas. Sim, mais uma SUPER demora. Desculpem, como disse antes, estou passando por tempos difíceis e estou me reerguendo aos poucos. Mas aqui está o cap, espero que gostem. E demorei também pois estava lendo um livro kkkkk Desculpem mas precisava de um pouquinho de inspiração, e foi um livro que a minha querida leitora Nigth indicou e eu fiquei louca por esse autor. É o Dan Brown e então eu li esse livro dele e tive essa ideia que vocês vão ver no prox cap e é por conta desse livro que a fic vai ter mais dois caps no minimo. Bem, espero que gostem e tentarei voltar o mais rápido possível com o prox cap. Bejuus

5 Dias Depois Cemitério da Shield- New York (13:00 da tarde)

O dia parecia de luto pelos acontecimentos. Tudo parecia desconhecido, inexistente, ou até mesmo um sonho ruim. Ela abriu os olhos, mas nada mudou, o caixão ainda estava lá, a alguns metros de distância dela. No pequeno palanque, Fury discursava palavras fúnebres por Rozz que havia perdido a vida de forma covarde.

Mas ela não prestava atenção, talvez fosse por conta dos medicamentos que havia tomado para que a dor física passasse, mas mal sabiam eles de que o que ela sentia por dentro doía mais ainda, mas do que o tiro, as três costelas quebradas e os hematomas que tinha espalhado por todo o corpo. Aquilo apenas inibia de forma ineficiente a dor da perda do amigo.

–Briam Rozz, era muito mais que um agente, ele era um homem de verdade, confiável, dedicado em tudo o que fazia. Era um dos homens mais inteligentes que tive o prazer de trabalhar, embora ainda novo demais, era brilhante. Todos nós sentimos por essa perda insubstituível, por essa partida precoce.-Fury continuava a discursar, as diversas cadeiras que haviam sido colocadas para a cerimônia fúnebre no cemitério da Shield, estavam todas ocupadas, da mesma forma que haviam outros agentes e funcionários de pé, calados em respeito.-... E, sei que Briam, estará sempre conosco.-Fury desceu do pequeno palco e em seguida um padre subiu, para falar as ultimas palavras antes do corpo ser enterrado.

–Estamos hoje aqui reunidos, nesse momento tão difícil, essa perda desse jovem que se foi com apenas 26 anos de idade, com a vida toda pela frente...-enquanto o padre dizia as ultimas palavras para que a alma de Rozz descansasse aonde estivesse, Andressa observava o ambiente, as flores mórbidas, o som de choro de algumas pessoas se misturando com a voz de consolo de outras.

A foto do amigo estava no meio de uma coroa de flores, o rosto dela se contraiu num sorriso fraco ao ver como ele estava feliz, tranquilo e vivo para sempre naquele momento congelado. Sentiu a mão de Clint sobre a dela, a acariciando, olhou para ele aérea e o viu falar, mas não escutou o que ele havia dito.

–Você está bem?-o arqueiro perguntou preocupado, sabia que a irmã havia sido dopada para que pudesse frequentar o funeral de Rozz. Ainda lembrava, até porque não fazia tanto tempo, a forma que ela acordou desesperada, chorando, chamando por Thor e por ele para saber noticias do agente, o pior havia sido quando ela havia fugido do quarto e ido até o necrotério da base e se deparou com o corpo do homem mutilado pela bala que o tinha levado a morte. Quando a encontrou ela tremia encolhida no chão do necrotério, soluçando como se tivesse visto a cena mais aterrorizante da vida, como uma criança em estado de choque. Clint não conseguiu agir, ficou paralisado na porta porta, sentindo como se tivesse lhe arrancado o coração por vê-la daquela forma. Thor rompeu a porta e caminhou até ela, a apanhando no colo e a levando novamente para o quarto na enfermaria. Desde aquele dia, ela apenas dormia e era dopada quando acordava.-Está bem?-repetiu a pergunta e a viu assentir apenas e voltar a olhar a frente, aonde pessoas caminhavam até o buraco que seria coberto por terra com o corpo do amigo dentro, para prestarem uma ultima homenagem jogando uma rosa branca na cova agora ocupada.-Quer ir até lá?-Ela fez que sim alguns segundos depois. Clint a ajudou levantar, a segurando pela cintura, enquanto caminhava lado a lado a ela. Os dois trajando preto, ela com um vestido até o meio dos joelhos e um cardigã, que Carolina e Marie haviam a vestido, e ele com uma blusa social e uma calça do mesmo tecido. Ela tinha olheiras profundas, e machucados pelo rosto.

Diante da cova, observou o caixão preto com algumas rosas por cima que haviam sido jogadas por outras pessoas. Clint jogou a rosa branca que trazia consigo e esperou por ela. Lentamente ela estendeu a mão e deixou que a rosa, também branca, caísse sobre o caixão.

O nó na garganta se apertou mais e ela finalmente chorou.

–Shiii, vai ficar tudo bem.-Clint disse a abraçando. Ela queria gritar e dizer que nada ia ficar bem, mas não conseguia, não tinha forças.

O vento gélido anunciava a chegada da chuva, o arqueiro abraçou a irmã e a tirou de lá, caminhando até o carro que estava estacionado a alguns metros, assim como outros veículos de agentes. Ela se acomodou com dificuldade no banco de carona, pois o tiro que havia levado ainda doía, assim como todo o resto do corpo, em sinal de que o efeito dos calmantes e anestésicos estavam passando. Clint fechou a porta e deu a volta no carro, mas parou assim que Natasha o chamou para falar algo que Andressa não conseguiu ouvir, mas ela também não queria, tudo o que queria naquele momento era ir para o apartamento, deitar na cama e esperar até que a dor passasse.

Encostou a cabeça sobre o banco do carro e observou pela janela alguns agentes passarem, provavelmente para irem embora. Foi quando viu os cabelos cacheados e ruivos. A mulher estava amparada por outra mulher, essa com cabelos negros, parecendo ser a mãe.

A ruiva chorava como se tivesse perdido o que de mais importante possuía.

Mas Andressa sabia o que ela havia perdido. Rozz.

Andressa desceu do carro rapidamente, mas nem mesmo foi notada por Clint e por Natasha que estavam submersos na conversa. Ela caminhou o mais rápido que pode para alcançar a noiva de Rozz. A reconheceu pois Rozz já havia amostrado a foto da amada para a morena.

–Teresa.-chamou assim que viu que a mulher entrava no veiculo negro.-Teresa.-chamou novamente ao perceber que a mulher não havia escutado ao chamado dela. Teresa se virou, confusa, se perguntando quem chamava por ela, já que ela não conhecia ninguém.

–Quem é você?-perguntou com fúria, olhando Andressa de cima a baixo, com repugnância.-O que quer?

–Sou Andressa. Era amiga de Rozz.-Andressa disse parando diante da mulher.

–Então você é a Andressa? Rozz vivia falando de você. O que quer Andressa?-Teresa perguntou colocando uma mecha de cabelo para trás das orelhas. Andressa observou o rosto da mulher, os olhos inchados e vermelhos, assim como a ponta do nariz, de tanto chorar. Os olhos azuis estavam imersos na tristeza da perda.-Ele dizia que você era a heroína dele, que sempre o salvava. Por que não o salvou?-as lágrimas voltaram a escorrer dos olhos da mulher.-Por que não o salvou, Andressa?

–Me desculpa, eu tentei.-Andressa pedia também chorando, o peito apertando pela dor que crescia cada vez mais, sem controle algum, dentro dela.

–Você tentou?-Teresa perguntou indignada.-Tentou? Apenas isso? Deveria te-lo salvo, ele confiava em você. Você o deixou morrer, ele morreu por sua causa.-Teresa gritava agora, enquanto afastava as mãos da mãe que tentava controla-la. Andressa permanecia imóvel, chorando.

–Não, não foi minha culpa, eu tentei de todas as formas, eu juro, eu juro, Teresa. Eu juro que tentei, mas eu não podia mais fazer nada.

–Andressa.-Clint a chamou assim que ouviu os gritos de Teresa ecoar pelo cemitério e a irmã, parada chorando tentando se defender.

–Você é uma maldita assassina.-com força, Teresa acertou o rosto de Andressa, com as costas da mão, a assustando e fazendo com que ela perdesse o equilíbrio e caísse sentada no chão.-Sua vadia desgraçada.

–Se tocar nela novamente, vai se arrepender.-Clint avisou segurando o pulso da mulher, antes que ela acertasse novamente o rosto da irmã, que continuava caída no chão, chorando como uma criança que havia acabado de cair e ralar o joelho no chão de concreto.

–Me solte, ela o matou.-Teresa continuava agitada, tentando se livrar das mãos de Clint que a segurava com firmeza.-Ela o deixou morrer.

–Teresa, se acalme.-a mulher de cabelos negros pedia, enquanto tentava fazer Teresa entrar no carro.

–Ela não o matou. Tentou salva-lo até o ultimo suspiro dele, se sujou com o sangue dele, fez tudo o que podia.-quem gritou dessa vez foi o arqueiro. Não ia deixar que ninguém pisasse mais na irmã, sabia que ela se sentia culpada pela morte de Rozz.-Não pode culpar ela. Não tem esse direito.-encarou com fúrias os olhos azuis de Teresa, essa que finalmente se calou e olhou para Andressa que ainda estava no chão.

–Clint, eu juro que eu tentei.-a morena falava assustada olhando Clint que estava abaixado diante dela agora.-Eu juro.

–Sei que tentou, você fez o que pode.-deu um beijo na testa dela e logo a pegou no colo. Não disse mais nada, apenas a levou para o carro e dirigiu para o apartamento dela.

...

Quando Clint estacionou o carro em frente ao apartamento dela, a mesma já havia parado de chorar, agora permanecia em silêncio. Ele deu a volta no carro e a ajudou a sair. Subiram para o apartamento e quando chegaram lá encontraram Jason, Carolina, Marie e Thor.

Jason e Carolina estavam sentados do no sofá abraçados enquanto observavam a tela plana desligada, ainda vestidos de preto. Thor e Marie estavam na sacada, conversando, parecendo preocupados, mas assim que viram a morena se calaram.

–Andressa.-Carolina sussurrou pela a amiga assim que a viu, levantou e caminhou até ela, a abraçando. A morena não disse nada, apenas observou o rosto da amiga e a abraçou e chorou em silêncio.-Acho que precisa de um banho, o que acha?-deu um sorriso fraco observando a amiga que apenas assentiu. A ruiva secou as lágrimas da amiga com carinho e a conduziu até a escada, a ajudando a subir.-Vou preparar algo para você comer depois.

–Eu preparo.-Marie falou enquanto caminhava até a cozinha.

–Não consigo comer nada, me desculpe Mary, simplesmente não desce nada na minha garganta e mesmo se eu tentasse, não tenho fome alguma.-falou ainda subindo as escadas, lentamente, a dor do corpo aumentava a cada instante.

–Não, pode fazer sim, porque você vai comer, querendo ou não.-Carolina falou fingindo está irritada.-Passou cinco dias no hospital da base e não comeu nada lá, mas aqui você vai comer sim, não pode ficar sem comer.

–Irei preparar a sopa então.-Marie falou animada caminhando para a cozinha e Clint logo foi atrás.

–Não quero comer.-Andressa falou como num gemido, mas não obteve resposta de Carolina. A amiga apenas a conduziu para o quarto da morena, acendeu a luz já que o quarto estava escuro por conta das cortinas negras e a ajudou chegar na cama.

–Eu amo todo esse estilo, essa escuridão, mas acho que você está exagerando demais.-falou enquanto abria as cortinas, na tentativa de fazer com que a amiga de alguma forma se animasse.-Sei que...-mas se calou, sabia que tudo ainda era muito recente para Andressa, sabia que a dor ainda era maçante e aterrizante.-Vou preparar o seu banho.

–Obrigada.-a morena pediu e viu a amiga ir até a suite do quarto dela, lá pode ouvir o som da água enchendo a banheira que havia no quarto, que havia usado poucas vezes e pode sentir o cheiro dos sais que Carolina havia posto. Se levantou com dificuldade e caminhou até o banheiro.

–Pronto.-Carolina falou sorridente. A ajudou a se livrar do vestido e do curativo.-Fique quieta ai, quando voltar a ajudo a sair, só irei me livrar dessas roupas também.-Deu um pequeno beijo na testa da morena e a deixou sozinha no banheiro.

Por mais que não quisesse chorar, ela chorou, as lágrimas eram incontroláveis assim que pensava em Rozz, dos últimos minutos do amigo, do corpo dele perfurado pela bala fatal, da pele branca sem vida ainda sem vestígios do apodrecimento. Os lábios roxos era perturbadores, os olhos puxados que nunca mais iriam se abrir.

Ela chorava violentamente, se sentindo culpada por não ter feito mais, por não ter salvado a vida do amigo. O choro era tão forte que ela sentia a falta de ar e o corpo tremer pelos soluços. Ela devia saber, devia, ela não era uma das melhores agentes da Shield? Então ela devia ter ao menos desconfiado de que ainda poderia haver um agente inimigo escondido

–Andressa.-Thor a chamou assim que entrou no banheiro, mas assim que a viu chorando, o roste se contraiu pela dor que sentiu dentro do peito. Ele já a havia visto assim uma vez, quando ela havia revelado o que tanto a perturbava, ainda podia ouvir os chamados dela daquela vez, embora dessa ela não o havia chamado, mas mesmo assim ele sabia que ela precisava dele. Caminhou até o lado da banheira ainda ouvindo o choro misturado com os soluços.-Andressa.-ela que antes não havia escutado, dessa vez olhou para ele os olhos estavam vermelhos, assim como as bochechas e a ponta do nariz.

–Thor.-o chamou num gemido angustiado. Quando o Deus se ajoelhou diante dela, ao lado da banheira, ela o abraçou o molhando, mas ele não se importou, apenas a abraçou de volta.-Eu o deixei morrer.

–Não, você não fez isso.

–Fiz, e ele morreu, por minha culpa.

–Não, não foi você, meu amor.-segurou o rosto dela entre as mãos e a olhou nos olhos.-Não foi por sua culpa. Entendeu?-ela apenas continuou a chorar enquanto ele a abraçava novamente.-Não foi sua culpa, Andressa. Não foi.-minutos se passaram e eles continuaram ajoelhados e abraçados, Thor deixou que ela chorasse, até que ela se acalmou, o choro parou e sobrou apenas o soluço.-Vou te tirar dessa banheira.-se levantou rapidamente e pegou a toalha, a ajudou levantar e a enrolou como uma criança na toalha, em seguida a pegou no colo e a levou de volta para o quarto a colocando sentada na cama. Sem dizer uma palavra ela apenas o observou, enquanto ele a secava com a toalha, e tirava o excesso de água do cabelo dela, viu ele vasculhar o closet dela e pegar uma blusão apenas e uma calcinha e voltar até ela a ajudando a se vestir. Carolina chegou junto de Marie, a ruiva segurava uma pequena caixa com algumas coisas para limpar o ferimento da morena e Marie levava a sopa que havia acado de fazer.-Vou está lá fora, tudo bem?-ela assentiu segurando as mãos dele, como se dissesse um obrigado mudo.-Eu te amo.-sussurrou por fim e se retirou do quarto. A morena se deitou na cama já vestida e Carolina sentou ao lado dela. Observou o rosto pálido, ainda com alguma hematomas, assim como o resto do corpo.

–Estou com dor.-a morena murmurou, fazendo uma careta de dor enquanto Carolina fazia um novo curativo no ferimento por conta do tiro que havia levado.

–Sim, o efeito do que lhe deram na base está passando, vou lhe dar outro remédio, mas só depois que comer.-Carolina falava, mas sem tirar atenção no que fazia.

–Não quero comer, não estou com fome.-a morena falava, e era verdade, sentia que se tentasse comer qualquer coisas, colocaria tudo para fora.

–Sabemos que não está, mas precisa se alimentar não pode tomar o remédio de estomago vazio, lhe faria mal.-dessa vez quem disse foi Marie, a morena apenas assentiu e esperou até que Carolina terminasse o curativo. Logo depois tomou a sopa e o remédio e deitou novamente na cama e adormeceu. Assim que Carolina e Marie deixaram o quarto o Deus voltou a entrar, mesmo sabendo que ela dormia. Viu ela na cama, finalmente parecendo tranquila, caminhou até o lado da mesma e se curvou dando um beijo na testa dela, ela abriu os olhos lentamente e sussurrou.

–Fica comigo.-ele riu pequeno enquanto assentia, se livrou da blusa que ainda estava molhada e deitou ao lado dela. Sentiu quando ela o abraçou e as pernas dela se entrelaçou nas dele. Minutos depois ela dormia novamente, dessa vez sem dor.

...

Um mês Depois.

Ela observava a sacada do quarto, as portas estavam abertas e o ar gelado da manhã fria de New York invadia o comodo, mas ela não ligava, estava abraçada a Thor e os dois estava cobertos pelo edredom. O Deus ainda dormia, ela por outro lado não havia dormido, ainda pensava em Rozz, na morte do amigo ainda tão recente. Se levantou da cama e caminhou até o banheiro, se livrou da roupa e tomou um banho frio, quando saiu do banheiro viu que Thor ainda dormia. Sorriu o observando esparramado pela cama de forma natural.

Ela se vestiu rapidamente com um jeans e uma blusa preta de mangas, penteou os cabelos e o prendeu em um coque, deixou Thor no quarto dormindo e desceu para até a sala. Era bom andar ela casa, já que não o fazia havia dias, tudo estava silencioso, mas ela não se assustava, já que era cedo para que os outros estivessem acordados. Desde que ela havia voltado para o apartamento depois do enterro de Rozz, Clint e os outros estavam no apartamento, ela não se incomodava, mas sabia que eles só estavam ainda lá por conta dela, porque se preocupavam. Caminhou até a cozinha e sentou de frente a bancada, observou o céu nublado pela janela, nem mesmo viu quando o irmão entrou na cozinha.

–Mana.-Clint a chamou surpreso por vê-la fora do quarto.-Está bem?

–Sim, estou bem.-forçou um sorriso olhando para o irmão.-Aonde vai?

–Ia dar uma caminhada e...

–Posso ir com você?-ela se levantou rapidamente da banqueta e o viu sorrir enquanto assentia.

–Claro. O que acha de tomarmos um café depois da caminhada?-perguntou enquanto vestia o casaco se sentindo animado por ver que ela estava finalmente reagindo.

...

Caminharam pelo park em silêncio, aproveitando o momento, observando as pessoas sem aparentes problemas, logo depois caminharam até uma pequena cafeteria, que estava vazia.

–O que vai querer comer?-ele perguntou assim que eles se sentaram em uma mesa próximo a porta.

–Acho que vou querer apenas um café.-ela dando um sorriso fraco e ficou a observar a rua, as poucas pessoas que caminhavam, os automóveis, transportes públicos, nada parecia fazer sentido. Tudo parecia irreal.

–Tudo bem.-Clint se dirigiu até o balcão e fez os pedidos. Minutos depois ele voltou até a mesa com um pedaço de torta de chocolate com morangos e dois cafés, se sentou a mesa e entregou o café para ela.

–Obrigada.-o silêncio voltou a tomar o ambiente, ela agarrou o copo com as duas mãos, parecendo usar o vapor para aquece-las. Ela suspirou, e Clint viu quando as lágrimas escorreram pelos rosto dela pálido.-Eu o deixei morrer.

–Não, não deixou. Já conversamos sobre isso, não deve se culpar, Andressa. Você fez tudo o que pode.

–Não o bastante.

–Andressa...

–Eu juro que não consigo entender... Não consigo entender o que a vida quer de mim. Eu não aguento mais tanta dor, simplesmente não suporto, Clint. Eu tenho dado o meu melhor, mas nunca é o bastante.

–Sei como se sente...

–Não, não sabe. Ninguém sabe, nem eu mesma as vezes sei. Só quero que isso acabe, que essa dor vá embora.

–Vai passar.

–Quando?

–Quando você esquecer.-ele a encarava com carinho.-Sei que está doendo...

–Essa dor não para, não some, Clint.-e lá estava ela novamente, Clint pode ver. A pequena menina, a pequena anja sem amigos que brincava sozinha com as barbies no quintal de casa, que havia aguentado os estupros.-Nunca e eu não aguento mais.-ele conseguia ver o quanto ela estava devastada e cansada de tudo aquilo.

–Sei que é terrível, como não seria depois de tudo o que você passou?-viu ela secar as lágrimas com as mangas do casaco.-Odeio ter que te ver desta forma, destruída e sem esperança. Odeio saber que não estava ao seu lado quando você mais precisou de mim, odeio não ter te protegido daquele monstro e odeio o fato de você ter essas marcas tão profundas na alma que parecem não cicatrizar. Mas o que mais odeio é ver você se culpar por algo que não foi sua culpa.-se levantou e deu a volta na mesa e voltou a se sentar ao lado dela, a abraçando de lado.

–As vezes eu acho que não deveria ter sobrevivido a isso tudo, que eu deveria ter morrido quando pequena.

–Nunca mais fale isso, nunca mais.-Clint falou em tom severo.-Será que não consegue ver o quanto é importante em nossas vidas, o quanto te amamos?-dessa vez a olhava nos olhos.-A morte do Rozz não foi por sua culpa! Não foi! Preciso que entenda isso.

–Tudo bem.-respirando fundo sentiu quando as mãos do irmão lhe acariciou o rosto.-Te amo demais.

–Eu também te amo. Mas agora podemos comer essa torta?-ele a viu assentir e pegar o garfo, tirando o primeiro pedaço da torta e comer sem vontade, logo ele pegou o garfo dela e tirou um pedaço da torta e comeu, mas com vontade. Eles permaneceram em silêncio durante longos minutos, até que ele resolveu falar novamente.-Como... Como você e o Thor estão?

–Como estamos? Bem, eu acho... Sim, Thor tem sido maravilhoso comigo, nunca pensei que encontraria alguém como ele.-respondeu sem graça, não entendia o porque da pergunta do irmão naquele momento.

–Se sente feliz?

–Sim, ele está ao meu lado nos momentos mais difíceis, nunca me abandona, por mais que eu ache que não mereça que ele seja tão bom comigo, sabe? Quando contei sobre os estupros eu o chamei e ele foi até mim, na perda do bebê, enquanto estava no Brasil, quando quase morri na missão e agora. Ele é tudo.-quando terminou de falar deu um sorriso bobo com o olhar vago, pensando no Deus, em como ele dormia quando o deixou no apartamento a uma hora atrás, antes de sair para caminhar e tomar café com Clint.

Clint sorriu, começava a se sentir mais feliz pois sabia que enquanto Thor estivesse ao lado da irmã, ela ficaria bem. Eles terminaram de comer o pedaço de torta e beberam o café, voltaram caminhando para a casa abraçados um no outro sorrindo.

Quando eles chegaram no apartamento, todos estavam na sala, até mesmo Thor. Eles assistiam TV, enquanto trocavam opiniões sobre o filme que passava. Thor sorriu para a morena assim que a viu, e ela retribuiu o sorriso enquanto caminhava até ele e se sentava no divã junto dele.

–Ela saiu do quarto, não acredito.-Jason fingiu falsa surpresa, e todos riram.

–Cale a boca, Jason.-Andressa falou sentindo os braços de Thor a acolher em um abraço.

–Senti saudades desse mal humor.-Jason voltou a falar, arrancando mais gargalhadas deles.

–O que acham de pizza?-Clint perguntou animados enquanto todos assentiam.

...

Ja era tarde, só havia restado a morena e o Deus na sala, Clint e Marie haviam subido novamente para o quarto, enquanto Jason e Carolina haviam ido para a base provisória que havia sido montada na cidade.

Eles ainda estavam no divã, abraçados e quentes, aproveitando um ao outro.

–Obrigada, Thor.-a morena falou se virando até ficar deitada sobre ele, sentindo as mãos dele sobre as costas, dentro do casaco que usava, acariciando a mesma.

–Posso saber pelo o que?-a voz rouca fez com que ela se arrepiasse.

–Por está aqui.-disse simples deitando a cabeça sobre o peito dele.-Me sinto segura com você.

–Então eu também deveria lhe agradecer.-a voz dele ainda estava rouca, ela levantou o rosto e o encarou cerrando os olhos e fazendo um pequeno bico.

–Pelo o que, Deus?

–Me salvou do Hulk, humana.

–Sim, mas não o fiz sozinha, tive ajuda do seu irmão.-apoiando as mãos sobre o peito dele se se levantou e o puxou.-Fiquei tão desesperada com a ideia de que algo ruim poderia acontecer a você, mesmo sendo um Deus.

–Eu te amo.-ele disse e sentiu quando ela o abraçou com força, enterrando o rosto sobre o peito dele e inspirando o cheiro que ela tanto amava.

–Pare de dizer isso, Deus.-Falou abafado, mas logo depois voltou a olhar para ele, sentindo o coração saltar ao ver os olhos azuis cheios de amor por ela.-Você é bom demais para mim.

–Com o tempo você se acostuma.-falou brincalhão a fazendo rir.-Gosto do seu sorriso, fazia tempo que eu não o via.-segurando o rosto dela com delicadeza, ele deu um pequeno beijo no queixo dela.-Gosto de te ver feliz.-dessa vez deu um leve beijo nos lábios dela ainda segurando o rosto dela com as mãos.

–Eu só preciso que você fique. E por favor, não desista de mim.

–Nem se você quisesse, humana.

...

1 Mês Depois

Andressa assim como Catherine observavam orgulhosas o quintal do lado de fora, aonde Annabely brincava com Thor e Bruce os observava com Cameron no colo, esse que dormia enquanto tomava o banho de sol.

–Como você está?-Catherine perguntou a morena pois ainda sentia, ainda podia ver um traço de dor nos olhos dela.

–Bem, acho que mais até do que gostaria.-ela cruzou os braços ainda observando o lado de fora da janela. Annabely e Thor apostavam corrida, ela sorria por ver que o Deus deixava a menina ganhar sempre, e se sentia preenchida pela felicidade que Annabely exalava.

–E você e Thor? Como estão?

–Está me avaliando doutora? Ainda está de licença e não deve trabalhar.-Andressa falou divertida agora olhando para Catherine. Percebeu como ela estava bonita no simples vestido estampado com pequenas flores. Observou também como o rosto estava corado e a pele impecável, sem rastros de maquiagem, como Catherine ainda parecia a mesma, só que mais bonita.

–Faz parte da minha profissão, não é mesmo?-deu uma piscadela para a morena que riu assentindo enquanto a seguia até a cozinha.-E, falar com amigos não é avaliação.-se fingindo de ofendida, ela pegou duas garrafas, uma de suco e a outra de água, entregou a de suco para Andressa e se sentou ao lado dela.-Vamos lá, me conte.

–Estamos bem, na verdade ótimos. Fizemos amor a noite passada e ele foi muio mais carinhoso do que das outras vezes.-Catherine sorriu ao notar o sorriso bobo no rosto da amiga, mas notou que algo não estava certo.-Foi a primeira vez que ficamos juntos desde a morte de Rozz, ele esperou meu momento.

–Mas algo parece está errado.

–Não. Nada está errado, é só que... que... Tenho medo de perde-lo, tenho medo de... Odin nos separar.-respirando fundo ela apoiou a cabeça nas mãos.-Me tornei tão dependente dele, que não sei o que fazer caso eu o perca.

–Não vai perde-lo.

–É disso que eu tento me convencer todos dos dias, Catherine, mas sinto que não tenho garantias. E o medo de perder ele me consome mais cada dia que passa, cada minuto que penso que ele pode ir para Asgard e nunca mais voltar.

–Thor não a deixaria, ele deixaria tudo de lado para ficar com você se preciso fosse.

–Eu sei disso, mas não quero que ele deixe o mundo dele de lado por minha culpa, não quero que... Eu só o quero ao meu lado sem ter que deixar as obrigações dele de lado.-falou se sentindo cansada, pensava nisso todos os dias e cada vez mais a dor que sentia no peito aumentava.

–Logo tudo vai se resolver.

–Eu espero mesmo.-sorrindo, ela secou as lágrimas voltou a olhar para Catherine.-Bem doutora, como tem sido cuidar de duas crianças?

–Tem...-Catherine parou para, refletir.-Difícil, mas ao mesmo tempo a melhor coisa do mundo. É claro que acordar durante a madrugada é terrível, ainda mais com o choro do seu filho. Eu me levanto com o coração acelerado pensando que ele pode está se engasgando, que pode está com dor, mas sempre é fome.-as duas gargalharam.-Bruce é totalmente o inverso de mim, ele é sempre tão calmo.-continuavam a conversar enquanto caminhavam até o lado de fora para se juntar aos outros.-Não podia ser um pai melhor. Annabely quer sempre está com Cam, o mimando, brincando com ele e eu adoro tudo isso, pensei que ela ia ficar com ciumes assim que ele nasce-se, mas foi o contrário. Sei que ela o ama. E eu os amo tanto, nunca pensei que fosse amar tanto alguém assim.

Elas riram assim que ouviram os gritos de Annabely, essa que estava sentada sobre os ombros de Thor que corria pelo quintal.

–Thor tem jeito com crianças.-Catherine observou sorrindo, olhando para a morena de lado.

–É verdade, ele as vezes parece uma.-as duas gargalharam.

–Bruce, acho que Cam já tomou muito sol.-Catherine avisou ao doutor que concordou e decidiu entrar para casa com Cameron no colo que dormia tranquilo.-Annabely, tem que se arrumar para ir pra escola.

–Mãe, não posso faltar hoje?-A menina perguntou manhosa, agora que Thor havia parado de correr e caminhava até as duas mulheres com Annabely ainda sobre os ombros.-Só hoje, por favor.

–Foi o mesmo que você me disse ontem, se lembra? "Mãe, posso faltar hoje? Só hoje, não falto nunca mais.-Cath imitou a voz da filha fazendo Andressa e Thor rirem.-Deixei você faltar ontem lembra?

–Lembro, mas...

–Sem mais Bely, você prometeu que iria hoje, aliais, você prometeu que não faltaria nunca mais.

–Vamos Bely, te ajudo a se arrumar.-Andressa falou a ajudando descer dos ombros de Thor.-O que acha de te levar para a escola hoje, em? Acho que seus pais precisam de um tempinho para eles.-riu maliciosa olhando para Catherine.

–Tudo bem.-a menina respondeu animada puxando Andressa pelo quintal.

–Ei, Deus.-chamou Thor que a olhou sorrindo.-Pode me esperar um pouquinho?-ele assentiu e a viu entrar na casa junto de Annabely, as duas animadas, como se fossem amigas da mesma idade.

...

Eles haviam acabado de chegar no apartamento, Andressa se livrava do casaco com a ajuda de Thor enquanto trocavam beijos ardentes. Thor a pegou no colo e a imprensou contra a parede arrancando gemidos dela, acariciou o corpo dela sobre a blusa, mas logo enfiou as mãos dentro do tecido, sentindo a pele quente pelo desejo.

–Acho melhor subirmos.-Andressa falou ofegante sorrindo entre o beijo enquanto descia dos braços dele.

–Também acho.-ele sussurrou caminhando junto dela. Mas Andressa parou assim que ouviu a campainha tocar. Olhou para Thor que fez um careta, tentando fazer com que ignorasse o som impaciente da campainha tocando.

–Preciso atender.-falou sorrindo andando com Thor agarrado a ela.-Provavelmente deve ser Carolina e Jason que esqueceram a chave.-falou assim que ele a soltou e se encostou na soleira da entrada da sala. Ela riu ao ver o bico infantil dele. Se virou para a porta a destrancou e a abriu e levou um susto assim que viu quem era.-Loki?

...

Thor, que antes estava encostado na soleira da sala, caminhou com o rosto confuso até a morena abrindo mais a porta e vendo a figura do irmão do lado de fora.

–O que faz aqui?-Thor perguntou ao ver o irmão sorrindo.

–Vim fazer um pequena visita para minha cunhada.-Loki respondeu com ar divertido, olhando para Andressa sorrindo.-Espero não está interrompendo nada. Posso entrar?-Andressa apenas riu e abriu mais a porta dando espaço para que Loki entrasse.

–O que faz aqui, Loki?-Thor voltou a perguntar com aparente irritação.

–Como disse, vim ver minha cunhadinha. Estava preocupado com ela, faz tempo que não a vejo.-Falou com deboche olhando Thor que não se convenceu, até porque ele tinha motivos demais para desconfiar do irmão.

–Não precisava vim até aqui ver como eu estava Loki, até porque já estou bem.-Andressa falou rindo enquanto fechava a porta atrás de si.-Mas mesmo assim,muito obrigado, é muita consideração da sua parte.

–Não há de que. Vamos lá irmão, alegria.-Loki falava sorrindo enquanto caminhava junto de Andressa para a sala.-Então, o que vamos fazer?

–O que vamos fazer?-ela perguntou o observando. Loki apenas assentiu e caminhou até o sofá, se sentando confortavelmente.-Ele não existe.-falou sorrindo olhando para Thor que não desgrudava os olhos do irmão parecendo com medo de que ele fizesse alguma coisa. Ela voltou a olhar Loki esparramado no sofá e riu mais.-O que acha de falarmos da pessoa que entrou no seu quarto? Já resolveu suas questões com ela?

–Isso é um assunto complexo.-Loki respondeu irritado, não queria pensar em Hill, já que simplesmente não conseguia intender a agente.

–Tenho certeza que sim.-Andressa caminhou até o mesmo e se sentou ao lado dele sorrindo, sabia que ele estava irritado pela pergunta, mas não ligava.-Mas me responda uma coisa, Loki. Ela invadiu novamente o seu quarto?-ela não conseguiu conter a gargalhada assim que viu a cara de Loki.-Ela disse algo dessa vez?-Loki tentou, mas não conseguiu conter o riso. Acabou caindo na gargalhada junto a morena.

Thor não sabia do que eles falavam, mas ver os dois juntos rindo, o deixava feliz.

...

Horas haviam se passado, Andressa, Thor e Loki, comiam e assistiam a um filme. Os dois assistiam a cada detalhe, já Andressa apenas ria os observando assistir o filme com atenção, os vendo vibrar a cada vez que uma cena de ação passava na TV. Ela se levantou e catou os copos e as duas caixas de pizza que estavam espalhadas pelo comodo. Levou tudo para a cozinha colocando sobre a bancada. Quando estava voltando novamente para a sala, ouviu a campainha tocar novamente, caminhou preguiçosamente até a porta e a abriu. Sentiu como se tivesse lhe dando um tapa no rosto ao ver a imagem da ruiva de olhos azuis do outro lado da porta.

–Teresa.-Andressa falou surpresa.

–Olá, Andressa.-Teresa sorria serena, olhando a morena.-Posso entrar?

–Sim, entre.-a morena falou alguns segundos depois, não conseguia pensar direito, a imagem dela e de Teresa no cemitério, o tapa no rosto, ela no chão, as duas chorando, as acusações de Teresa, lhe passavam a mil na cabeça.

–Com certeza está surpresa por me ver aqui, ainda mais depois do que aconteceu.-ainda sorrindo, Teresa entrou no apartamento observando o rosto de Andressa.

–Sim, devo dizer que muito.-Andressa falou enquanto fechava a porta.-Vamos para a cozinha.-pediu e logo a mulher caminhou atrás dela.-Aceita alguma coisa, uma água, um café?

–Uma água, por favor.

–Sente-se.-Andressa pediu enquanto pegava a garrafa e entregava a mulher ruiva. Observou a mesma, os cabelos estavam presos em um coque e ela vestia roupas sociais preta.

–Desculpa aparecer dessa forma, acabei de sair do serviço, tive uma audiência difícil.-Teresa abriu a garrafa e despejou o líquido num copo que Andressa havia lhe entregado.-Acho que Rozz lhe contou que sou advogada.

–Sim, uma vez ele contou sim.-ela disse dando um sorriso triste. Ainda sentia muita falta de Rozz, adorava conversar com o amigo, ver o brilho nos olhos dele toda vez que ele falava de Teresa.-Ele a amava demais.

–Sim, eu sei. E eu o amava demais também.-as duas se calaram, os únicos sons ouvidos vinham da sala por conta da televisão.-Tem sido difícil, faz apenas poucos dias que voltei a trabalhar, não queria, mas sei que se continuar em casa pensando nele posso enlouquecer, e estou me sentindo feliz até, esta me fazendo um pouco bem voltar ao trabalho-secando algumas lágrimas que escorria pelo rosto, Teresa sorriu olhando para a morena que tentava ao máximo conter as lágrimas.-Mas eu não vim aqui para falar como estou indo, não é mesmo? Vim aqui para lhe pedir desculpas pela forma que agi no cemitério.

–Não Teresa, está tudo...

–Não, não está tudo bem. Eu a ofendi, a agredi.

–Você estava passando por um momento difícil.

–Sim, mas você também estava. Rozz simplesmente lhe adorava, não parava de falar de você quando estávamos juntos. As vezes eu odiava, sentia ciúmes, mas sabia que era apenas admiração.

Andressa sorriu tentando inutilmente prender as lágrimas. Sabia que Rozz a admirava, mas não tanto como Teresa relatava agora. O melhor para ela, era saber que o sentimento era reciproco, já que ela o admirava demais.

–Ele uma vez me contou sobre o que você passou, devo dizer que...-Teresa se calou ao ver a face da morena repleta de dor.-Me desculpe, sei que não gosta de falar disso. A verdade é que ninguém que sofreu abusos quando criança gosta de lembrar, mas só estou falando isso pois você é uma pessoa forte...

–Não sou forte Teresa.

–Sim, você é, Andressa.-a ruiva levantou e ficou diante de Andressa, a olhando nos olhos.-Tudo o que Rozz me contou sobre você... Você com certeza é mais que isso, não é apenas forte.

–Obrigada.-tentando secar as lágrimas, ficou confusa assim que a mulher a abraçou, a apertando com força, mas logo depois ela retribuiu o abraço.

–Quero pedir desculpas pela forma que agi, estava... Completamente sem chão, perdida e... Não conseguia pensar outra coisa a não ser que ele havia partido e me deixado.-Ainda abraçada a morena a ruiva chorou, mas logo depois se recompôs e desfez o abraço sorrindo.-Ele era e sempre vai continuar sendo o meu único amor.

–Sim, com certeza. Ele a amava, conseguia ver nos olhos dele, como brilhavam sempre que falava com você, de você.

–Sim, fomos feitos um para o outro, as vezes chegávamos a brincar com isso.-voltando a se sentar, Teresa bebeu um gole d'água e se calou, com o olhar vago para a janela da cozinha.-Sinto falta dele.

–Eu também.

–Sinto medo pelo o que vem a frente, sinto medo do destino, de como as coisas irão acontecer. Quando acordo ainda sinto a falta dele. É desesperador pensar que nunca mais vou ouvir a voz dele me acordando, me dando bom dia.-Andressa sentia o coração doer a cada palavra que Teresa dizia, pois pensava em Thor e em como tinha medo de perde-lo, medo de não poder acordar ao lado dele, de não poder mais ouvir a voz dele, de não poder mais fazer amor com ele, do toque dele, do corpo dele junto ao dela.-E sinto medo mais ainda de como vou criar esse bebê.

–Bebê?-confusa Andressa se sentou ao lado de Teresa que assentia.

–Sim, bebê. Estou grávida, a barriga ainda nem dá para notar muito, perguntei ao doutor se está tudo bem, e ele respondeu que está, e que a barriga só cresce mais depois dos quatro meses,é claro que cresce antes, mas comigo é uma exceção. Ele estava tão animado com a ideia de ser pai, estava tão animado para contar a você. Descobriu dois dias antes de... Antes de partir.

–Ele não me contou.-Andressa falou retraída, não conseguia entender o porque do amigo não ter contado, mas logo depois se deu conta de que no dia anterior a morte de Rozz estava em uma missão e assim que chegou foi treina-lo, e acabou lembrando que o homem havia dito que precisava lhe contar algo. As lembranças foram rápidas, mas foi o bastante para ela lembrar. Ela e Rozz caminhavam para o setor, o agente como sempre estava como celular nas mãos, rindo como se fosse a pessoa mais feliz do mundo. Ela estava ao lado dele também sorrindo, mas dele, não conseguindo entender o porque de tanta felicidade, mas simplesmente não consegui conter mais a gargalhada assim que Rozz perguntou o porque ela estava rindo, depois de terem uma crise do riso, sem motivo Rozz disse que precisava contar e pedir algo de muito importante para ela. Andressa concordou, insistiu até mesmo para que o amigo contasse o que fosse, o que ele precisava, mas o mesmo apenas disse que depois do treinamento eles poderiam conversar, de que não precisava ter pressa, já que ainda tinham meses. E que tinham bastante tempo.

Mas logo aquele tempo acabou.

–Mais com toda certeza iria, já que ele havia decido que queria que você fosse a madrinha dele.

–Teresa.

–Sim, eu aceitei, nem mesmo a conhecia, mas já gostava muito de você, pois você o fazia feliz.

–Obrigada.

–Não agradeça, só quero manter a vontade dele, você aceita?

–Sim, claro. Parabéns, Teresa.-a morena falava animada, abraçou novamente Teresa.-Claro que aceito.

–Tenho certeza que ele está feliz aonde ele estiver.

–Também tenho certeza.

–Agora eu já vou indo.-a ruiva se levantou olhando Andressa que se levantou junto.-Obrigada por ser especial para ele.

–Ele que foi especial para mim, na minha vida e principalmente na minha história.-Elas caminharam uma ao lado da outra abraçadas de lado até a porta.-Por favor, me de notícias do bebê e de você também.

–Pode deixar, darei noticias sim.

–E se precisar de qualquer coisa, pode contar comigo.-falou sorrindo, assim como Teresa que já estava do lado de fora do apartamento de mãos dadas com ela.

–Fico mais tranquila por saber que entende porque agi daquela forma e agora vejo porque Rozz gostava tanto de você. Até mais.

Andressa não respondeu, apenas sorriu e viu a mulher sumir aos poucos no corredor até desaparecer ao entrar no elevador. Quando fechou a porta, sentiu as lágrimas novamente escorrer pelo rosto, mas dessa vez não era de tristeza, medo ou angustia, mas sim de felicidade. Caminhou novamente até a cozinha e se sentou sobre a banqueta.

Thor entrou na cozinha e a viu sozinha, caminhou até ela e a abraçou pelas costas.

–Está tudo bem?-perguntou e ela apenas assentiu e logo se levantou. Quando ela ficou de frente para ele, ele pode ver os olhos vermelhos por conta das lágrimas.-Está chorando, o que aconteceu?-perguntou aflito segurando o rosto dela delicadamente com as duas mãos.

–Está tudo bem, Deus.-ela riu acariciando a mão dele com carinho.-Sério, esta tudo bem.-falou novamente ao constatar o rosto dele com dúvida.

–Então porque estava chorando?

–Porque, Teresa, noiva de Rozz, está grávida. Ela acabou de sair daqui, não deve ter notado pois estava ocupado assistindo ao filme junto de Loki, mas ela esteve aqui e me pediu desculpa pelo o que aconteceu no cemitério, no dia do enterro dele e me contou. É claro que estou um pouco triste, ele não poderá ver a filha ou filho crescer, mas feliz por saber que ainda teremos uma parte dele conosco.

–Sim isso é ótimo.

–Sim é maravilhoso, incrível até, a melhor noticia desses três meses que passou.-o abraçou encostando o queixo no peito dele e ficou o olhando nos olhos, o contato entre os dois foi interrompido assim que eles ouviram o som da porta sendo aberta.

Clint e Marie chegavam sérios e com alguns ferimentos no rosto.

–Vou subir e tomar um banho.-Clint anunciou sério, Andressa, Thor e Marie assentiram e o viram se retirar rapidamente em passos pesados da sala.

–Nós brigamos, uma pequena discussão, assim que chegamos da missão.-Marie explicou assim que viu o rosto preocupado de Andressa observar o corredor vazio que o irmão havia passado.-Clint acha que... Estou me arriscando demais.

–Vou falar com ele, já volto.-a morena disse já caminhando pelo pequeno corredor, subiu as escadas e nem mesmo notou que Loki já não estava mais lá. Não bateu e nem mesmo chamou pelo arqueiro, apenas entrou, viu o quarto vazio e ouviu o som do chuveiro, da água caindo no chão, caminhou até a porta aberta do banheiro e se encostou na mesma, esperou tranquilamente enquanto começava a ler um livros que estava sobre o criado mudo ao lado da cama.

–O que está fazendo aqui?-ouviu a voz de Clint a despertando da leitura.-Saia do banheiro Andressa, não vai me ver nu.

–Por favor né, Clint, somos irmãos.-deixando o livro de lado olhou para dentro do banheiro aonde viu o irmão segurando uma toalha de rosto sobre as partes intimas.-Você está muito sexy, mano.

–Sai.-tentando não rir, ele falou enquanto caminhava até o pequeno armário que havia no banheiro para pegar uma toalha maior.-O que você quer?

–Conversar, e não vou sair do quarto enquanto não falarmos sobre o que está acontecendo.

–Não quero falar.

–É o que eu sempre digo, mas você não me escuta e sempre me força a falar, e eu vou fazer o mesmo.

–É sério, eu não quero falar.-agora com a toalha maior, ele caminhava até o pequeno closet.-E não banque a irmã irritante.

–Você sabe que eu amo ser irritante.-sorrindo ela se sentou na poltrona esperando ele voltar ao quarto.

–Sei muito bem como gosta.-ela tentava ignorar o tom seco do irmão, mesmo quando a vontade de gritar com ele era demais.-Aprendeu isso com quem? Com o Stark?-ele terminava de vestir a blusa quando se deu conta do que havia dito, olhou pelo quarto e viu Andressa sentada, séria.-Andressa...

–Quando quiser conversar, mano, me procure.-se levantando rapidamente, caminhou até a porta mas parou assim que ele lhe segurou.-Clint, quando você estiver bem, iremos conversar.

–Falei sem pensar, desculpa mana.

–Eu sei que você não está bem, e é exatamente por isso que estou aqui, mas não vou admitir que você relembre isso, sabe o quanto foi e como ainda é difícil para mim lembrar de tudo o que vivi com Tony, mesmo que agora esteja com Thor.-repreendeu o mesmo que assentia enquanto ouvia o que ela dizia.

–Eu sei, desculpa, mas... Marie não consegue entender, hoje ela quase morreu. Não quero que ela pare as missões quero apenas que... Que... Não quero que ela corra riscos, droga.-disse se sentindo frustrado, só queria proteger a amada.

–Sei muito bem que quer proteger ela, mas Clint, ela não vai parar, Marie não uma criança, uma menininha. Sim, ainda é uma agente recém formada, mas sabe bem o que deve fazer. E se não quer que ela corra riscos, quer que ela desista, porque é impossível não correr riscos com a profissão que temos, você melhor do que todos nós sabe disso.-observou o irmão que estava de cabeça baixa.-Ela vai ficar bem. Aprendeu tudo com os melhores, se lembra?-se referiu a ela mesma e a Clint que assentiu.-Não tem com o que se preocupar.-dando um beijo na testa dele, disso por fim e logo em seguida se retirou do quarto o deixando sozinho. Voltou a descer as escadas lentamente até que chegou na sala e encontrou Marie e Thor.

–Ele está bem?-a Brasileira perguntou se levantando rapidamente, parecendo preocupada. Andressa apenas assentiu sorrindo ao ver o rosto da amiga contraído de preocupação com o arqueiro.-Vou ver ele.-Marie falou e logo começou a subir, deixando os dois sozinhos.

–Parece que resolveu as coisas.-Thor falou sorrindo de lado enquanto a observava andar até ele.

–É o que eu faço, resolvo concerto e arrumo as coisas, sou boa nisso.-deu de ombros e sentou ao lado dele que a abraçou lhe beijando o pescoço.-Já você, é ótimo em beijos.

–Sei disso.

–Convencido.

–Acho que um pouco.

–Tenho certeza que é mais que um pouco.-ela o beijou, distribuindo pequenas mordidas pelos lábios dele, sentindo as mãos grandes e firmes sobre o corpo, o acariciando. Ofegante ela se afastou dele se sentindo tonta, mas ainda sorrindo.-Loki foi embora.

–Sim, foi, mais ainda não entendi o que ele veio fazer aqui.

–Como ele mesmo disse, ele veio me ver.-falou convencida se levantando novamente.-Parece que estou começando a fazer parte da família, Loki me adora.

–Com certeza adora.-ele também se levantou e começou a caminhar lentamente até ela que o esperava na escada sorrindo. Era bom vê-la sorrir depois de tudo o que havia passado nos últimos meses, e melhor ainda saber que ela o amava, mesmo ainda não tendo falado.

–Eu realmente acho que deveríamos terminar o que tínhamos começado antes do Loki chegar.-sorrindo os dois subiram para o quarto trocando os passos entre beijos.

...

1 Mês Depois.

–Fury quer os quatro na sala dele.-Hill falou séria para Andressa, Clint, Marie e Natasha que estavam no refeitório.

–Missão.-Natasha anunciou enquanto revirava os olhos.

Todos riram, Andressa se levantou e empurrou os pés do irmão que estavam sobre a mesa. Logo abraçada a ele, caminhou até a sala de Fury, mas parou assim que Hill pediu para falar com ela.

–Sim, Hill.-perguntou despreocupada, parando diante da agente de olhos azuis, cruzando os braços.

–Queria falar sobre... Queria pedir...

–Está tudo bem sobre aquele dia.-Andressa se apressou para falar.-você falou sem pensar, estava nervosa por descobrir que eu havia ficado sabendo que você e Loki havia passado uma noite juntos.

–Não passamos uma noite junto.-Hill falou parecendo envergonhada.

–Sim, me esqueci. De qualquer forma, entendo seu lado. Está tudo bem, Hill.-a morena falou e logo voltou a caminhar até os outros que conversavam no meio do corredor, mas parou e olhou para a agente.-Mas dá próxima vez diga alguma coisa.

Hill apenas riu enquanto os observava sumir no corredor.

...

Eles entraram na sala de Fury, o homem, como sempre, estava afundados em relatórios e nem mesmo viu quando os quatro entraram.

–Diretor.-Clint chamou o homem que o olhou e logo fechou o relatório que tinha sobre a mesa.

–Agentes.

–Diretor.-reponderam em uníssono.

–Precisaram sair em missão, mas os chamei aqui porque sei que são os melhores.-Fury falava andando de um lado para o outro na sala.

–Mas diretor, Marie acabou de ser tornar uma agente oficial.-Natasha falou mas se calou assim que viu que Fury assentia.

–Sim, ela acabou de se tornar uma agente oficial, mas foi treinada por Barton e Andressa, isso a torna muito boa para o que quero que enfrentem.-Fury falou sério observando os mesmos que continuavam calados.-Agentes, a missão que quero que executem hoje é de alto risco, por isso que os quero, sei que são os melhores.

Andressa assentiu, assim como os outros, mas sentia como uma onda de nervosismo a atingir a medida que Fury falava. Não estava se sentindo bem, o enjoou começou a tomar conta dela, mas mesmo assim fez o possível para se manter firme enquanto não havia recebido a ordem do homem para se retirar junto aos outros para ir executar a missão.

–A uma semana atrás, dois de nossos mais perigosos assassinos escaparam de nossa prisão de segurança máxima da Shield.-Andressa pensou consigo mesmo que talvez a prisão de segurança máxima talvez não fosse tão segura, já que os assassinos haviam fugido.-Isso foi a uma semana atrás, devem está se perguntando se só agora isso me foi informado. A resposta é não, agentes, mas confiei a outros agentes a missão de encontrar esses assassinos. Devem estar se perguntando também o que aconteceu.-Fury abaixou a cabeça e pegou um relatório que estava sobre a mesa, abrindo o mesmo e distribuindo algumas fotos.-Os resultados estão aqui.-disse apenas e esperou que os mesmos se aproximassem, mas assim que Andressa deu o primeiro passo e viu o conteúdo das fotos se arrependeu, a bile lhe subiu a garganta e ela sentiu o gosto do próprio vômito, virou o rosto e apertou a mão contra a boca para não vomitar, foram preciso vários segundos para ela poder falar alguma coisa.

–Você está bem?-Clint perguntou parecendo preocupado, ele só havia visto a irmã assim uma vez na vida.

Quando ela estava grávida de Tony.

–Estou, estou bem, mas essas fotos...

Sobre a mesa do diretor, estavam várias fotos de corpos mutilados, espalhadas, como uma demonstração macabra artística. Andressa sentiu os pelos do corpo se arrepiarem ao ver todo o sangue nas fotos. Ela só havia visto tanto sangue assim uma vez na vida.

Quando o pai de Clint havia assassinado a mãe dela misturado ao sangue dele depois que Andressa o havia assassinado. Ainda podia sentir o cheiro enjoativo de ferrugem tomar conta do ar, ainda podia sentir o sangue secar na pele.

Sentia a cabeça começar a girar, foi por isso que segurou na beirada da mesa, fingindo observar as fotos dos corpos mutilados.

–Como podem ver, a missão foi um... Massacre e perdemos quatro agentes.-Fury falava os observando.

Quatro vidas.

As palavras se ecoaram na mente de Andressa, como uma voz sinistra e arrastada. Aterrorizante, como um velho fantasma.

Ela ficou a pensar como a família daquelas quatro pessoas, colegas de trabalho, como deveriam está. Provavelmente arrasadas, ainda mais por conta de como os corpos estavam mutilados, aos pedaços.

–Eles são doentes.-Natasha falou seca, com repulsa pelo o que via e sabia que as imagens daquelas fotos não sumiriam tão cedo da mente dela.

–Sim.-foi a única coisa que Fury falou e se calou por minutos enquanto todos observavam as fotos ainda chocados.-A Shield está os rastreando e a localização deles é no Brasil.

–Brasil?-ainda tonta com as fotos e lembranças de um passado que ela tentava esquecer, Andressa levantou o rosto olhando o homem de tapa olho. Depois de meses afastada se recuperando por conta do tiro que havia levado e a morte de Roz, ela estava cara a cara com o diretor, e pode ver no olho dele que ele sentia dor. Uma tristeza tão profunda que fazia com que o coração dela doesse.-Mas porquê?

–Sim, Brasil. Desconfio que como o Brasil está passando por uma época de festa, um evento adorado por todo o país, temo que eles estejam planejando algo contra o país, mas especificamente o Rio de janeiro.-Fury caminhou de uma lado para o outro, apreensivo.-Eles são perigosos, e sabem que nos, o EUA está em uma fase difícil com os países, estamos sendo mal vistos por conta de segredos confidências revelados. O Brasil sempre esteve ao nosso lado, sempre foi um bom aliado, mas depois desses segredos revelados o pais se tornou um grande... Problema para nós. Antes podíamos contar com eles, mas hoje nosso destino é incerto e temo mais ainda pela fuga desses dois assassinos.

–O que acha que eles podem fazer?-Clint perguntou, analisando algumas fotos dos assassinos que estavam dentro do relatório.

–Um ataque em massa. A segurança Brasileira é boa, está reforçada, mas esses assassinos são bem capacitados.-sim, com toda certeza eram, a morena pensou, já que haviam fugido da prisão e ainda matar quatro pessoas de forma... assustadora.-Sem duvidas irão conseguir fazer o que planejam, são habilidosos.

–Um ataque em massa.-Andressa falou pensativa. O que na mente de Fury poderia ser um ataque em massa? Se perguntou enquanto pensava.-Está querendo dizer que eles estão planejando um... Atentado?

–É o que temo.-Fury falava agora voltando a frente de sua mesa, se sentou na enorme cadeira de forma cansada de deixou um suspiro frustrado escapar.-Não podemos deixar que isso aconteça. Se isso acontecesse, significaria guerra para a nossa nação. Todo o mundo está assistindo o que acontece no Brasil e se isso acontecer não teremos como direcionar a culpa para outros e tudo irá virar um caos. Se não impedirmos, se não conseguirmos prende-los e um atentado acontecer, iremos ser bombardeados e nosso pais poderá ser destruído.