Smoke and Fire

9 Capítulo 8 - You are my trouble.


Notas iniciais
Hello!! ♥ Como estão? Prontinho, mais um capítulo. Eu espero que gostem, desculpem qualquer erro. Tradução do nome: Você é o meu problema. Boa leitura!!

Capítulo 8.

“Eu sabia que você era problema quando apareceu” Taylor Swift.

Por: Bubblegum.

You are my trouble.

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Tinker havia me dito que tinha pedido a um guia que me levasse de volta para ao acampamento. Tudo bem, eu achei uma coisa legal, mas eu não imaginava um guia pequeno e brilhante.

É, o meu guia é uma fada. E eu estava completamente encantada com aquele pequeno ser voando a minha frente, mostrando o caminho.

Depois de um tempo seguindo a fadinha, eu pude finalmente ouvir ao longe aquela musica sombria e os gritos dos meninos perdidos.

“Aquilo deve estar uma bagunça...” – Pensei.

Sem avisar a pequena fadinha parou no ar e se eu não prestasse atenção, tinha atropelado. Parei e encarei o ser brilhante.

“Ela só deve aguentar um sentimento de cada vez. É tão pequena.” – Pensei observando a fadinha, que olhava assustada algo a nossa frente. Olhei na mesma direção que ela e por pouco não solto um grito agudo.

Um pouco distante, voando na altura da copa de algumas árvores, estava a sombra de Peter. Ela nos olhava com seus olhos faiscantes e eu senti algo estranho. Era como um alerta me dizendo para não me aproximar daquela coisa. E então, em questão de segundos, a sombra simplesmente saiu voando para longe, deixando eu e a fadinha sozinhas novamente.

O ser brilhante olhou para mim e foi como se ela dissesse que não podia ultrapassar dali. Assenti, sabendo que o caminho daqui para frente eu iria sozinha.

Sorri vendo a fadinha ir embora.

Fitei o caminho a minha frente e respirei fundo. Meus passos estavam vacilantes na hora de serem corajosos, mas não me detive.

Depois de alguns segundos eu finalmente pisei no acampamento. Olhei para os meninos, que pulavam e dançavam em volta da fogueira.

Ao perceberem minha presença, eles pararam e me encararam surpresos. Franzi o cenho e procurei por Peter. Ele estava atrás da fogueira, exatamente na minha direção. Ele me encarava com seu olhar intenso e uma expressão séria.

— Olha só quem conseguiu voltar! – A voz de Peter ecoou em um forte tom de desagrado.

Peter ficou parado sem dizer nada, apenas me olhando e eu fiquei um tanto incomodada com o jeito que ele me encarava.

— Kethelyn! – Escutei alguém me chamar, e vi Patrick correndo até mim. – Você está bem? Está machucada? – Perguntou.

Olhei em volta e senti tudo girar.

Apenas me lembro de tudo escurecendo e de sentir Patrick me segurar quando tombei para trás.

[...]

“– Não! Isso não pode estar acontecendo! – A mulher gritava enquanto as lágrimas banhavam seu rosto.

Ela tremia, olhando com ódio o papel em sua mão. E o homem a sua frente a encarava com seus olhos vermelhos e marejados.

— Desculpe. – Ele murmurou, abaixando a cabeça, deixando uma lágrima escorrer por seu rosto e pingar no chão.

— Não. – A mulher falou com sua voz trêmula do choro.

Eles se olharam por um segundo e o homem desviou o olhar para a garotinha de 10 anos que os olhava confusa. Ele se aproximou, se abaixando na altura da menina. Olhou em seus olhos infantis e sorriu tristemente, a puxando para um forte abraço em seguida”.

Acordei ofegante, sentindo alguém me balançar.

— Kethelyn! – Exclamou, me olhando assustado.

Encarei Patrick ao meu lado. Suas mãos apertavam meus ombros. Seus cabelos escuros estavam bagunçados e notei as olheiras abaixo de seus olhos cinza.

— Você está bem? Você estava dormindo, mas ai começou a se mover e a resmungar. – Disparou, fazendo uma pequena pausa e me olhando nos olhos. – Fiquei preocupado. Estava tendo um pesadelo?

Eu continuei olhando perdida para Patrick. Parece que eu esqueci como se fala.

— O que aconteceu? – Perguntei depois de um tempo.

— Bem, eu não sei exatamente o que houve, mas ontem nós fomos caçar depois você desapareceu e quando voltou para o acampamento, desmaiou do nada. — Explicou, resumindo.

Resmunguei um “hum” e olhei em volta.

— De quem é essa cabana? – Perguntei curiosa.

— É sua. Pan mandou que os meninos construíssem e eles terminaram ontem antes de você voltar. – Respondeu. – O que achou?

— Ficou bom. – Falei. Patrick sorriu.

— Os meninos vão gostar de saber que fizeram um bom trabalho. – Afirmou.

Suspirei, forçando um sorriso e perguntei:

— E Peter? Onde ele está?

— Eu não sei. Depois que você desmaiou, ele... – Patrick interrompeu sua fala. Escutei batidas na porta. – Calma ai.

O menino se levantou, indo até a porta. Ele abriu a mesma e Félix entrou por ela.

— Já acordou é? – Perguntou desinteressado. – Que bom. Aqui, trouxe seu café da manhã. – Falou me entregando uma bandejinha. Peguei a mesma, analisando o que tinha. Era penas um potinho com frutas e uma caneca com algum tipo de chá.

— Obrigada, mas não estou com fome. – Falei. Félix me ignorou e fitou Patrick.

— Você já pode ir. – Falou. Patrick abriu a boca para protestar, mas Félix o interrompeu: — Pan me disse para ficar com ela. Seu “turno” acabou.

Patrick fez uma careta em desagrado, mas ficou quieto.

— A gente se vê mais tarde baixinha. – Patrick falou, sorriu gentil e se retirou.

O barulho da porta batendo ecoou. Félix olhou para mim e levantou uma sobrancelha.

— Baixinha? – Perguntou. Dei de ombros. Não sei porque Patrick me chamou assim. Talvez ele apenas falou por falar.

— O que você quer? – Perguntei, mudando de assunto.

— Eu? Nada. Infelizmente Pan me mandou para cá. – Revirou os olhos.

— Peter te contou o que aconteceu?

— O que? Que você se afogou? Sim. – Afirmou.

— Ele está irritado com isso? – Félix não me respondeu, apenas deu de ombros indo até a porta.

— Pan mandou te informar que é para você aparecer no acampamento ainda hoje. – Revirei os olhos. – E se eu fosse você, eu iria. Acredite, eu não iria querer estar na sua pele se caso ele viesse aqui te buscar porque não fez o que ele mandou.

Bufei irritada. É sempre assim? Se Peter mandou, você obedece? Aff!

Comecei a comer e Félix foi embora.

[...]

Já era noite em Neverland, e decidi que seria melhor fazer o que Félix havia dito e aparecer no acampamento.

Fechei a porta da cabana e comecei a andar em uma direção qualquer.

O vento frio bateu contra o meu corpo, me fazendo tremer. Com isso, me lembrei da primeira noite que passei em Neverland. Me lembrei das costas de Peter encostadas nas minhas e senti meu coração palpitar. Balancei a cabeça afastando o pensamento e notei que havia chego ao local.

Vasculhei tudo a procura de Peter, mas não o encontrei. Estavam apenas os meninos e Félix. Eles comiam quietos e eu estranhei não estarem dançando ou fazendo barulho.

Andei até um dos troncos no chão e me sentei na ponta. Um menino loiro e baixinho me encarou e eu sorri, mas ele não retribuiu o sorriso e desviou o olhar.

Do outro lado, notei Patrick se levantando para vir falar comigo, mas um barulho nos arbustos o deteve.

Peter apareceu e parou em pé na frente da fogueira. Os meninos se agitaram e o olharam como se esperassem algo.

— Peguem suas armas. – Ordenou. – Vamos jogar! – Declarou, alternando seu olhar entre os meninos.

Eles pularam e correram até suas armas animados.

Peter me fitou, andando até mim.

— Você também. – Falou. O olhei confusa.

— Eu não tenho arma. – Afirmei. Peter abriu um sorriso de lado.

— Aqui. – Me entregou um arco e flecha. Peguei os mesmo de sua mão e o encarei.

— Por que está me dando isso? – Perguntei franzindo o cenho.

— Você conseguiu voltar ao acampamento sozinha, isso prova que é uma menina perdida. – O loiro sorriu. Pegou em minha mão livre e puxou caminhando até algum lugar. O segui surpresa.

— É o seguinte: — Disse, parando em frente aos meninos e ainda segurando minha mão. – Nós vamos jogar tiro ao alvo. – Um sorriso estranho se formou em seu rosto.

Os meninos soltaram exclamações de excitação.

— Acalmem-se garotos. – Falou e se voltando para mim, continuou: — Primeiro as damas.

Abri a boca surpresa. Peter arqueou uma de suas sobrancelhas.

— Patrick. – Chamou. O moreno caminhou até nós. – Quero que se encoste naquela árvore e equilibre essa maça em sua cabeça. – Falou, entregado uma maça grande e vermelha a Patrick.

— O que?! – Exclamei. – Você sabe que eu vou errar! Posso mata-lo! – Gritei. Peter me ignorou.

— Atire. – Ordenou.

— Não! – Rebati.

— Ou você atira logo essa droga de flecha, ou eu atiro pra você e acredite, vai ser pior. – Ameaçou. Engoli em seco e fitei Patrick.

Ele sorriu. Me posicionei apreensiva. Respirei fundo e soltei a flecha torcendo para que eu errasse. Fechei os olhos e escutei um gemido de dor. Abri os olhos e vi Patrick com o ombro direito ensanguentado.

— Ai meu Deus! Me desculpa! – Larguei o arco e corri até ele.

— Relaxa, só pegou de raspão. – Falou, fazendo uma careta. Com a mão esquerda ele puxou a flecha que estava cravada na árvore e me mostrou. – Você não me acertou diretamente. – Ele sorriu.

— Félix. – Escutei a voz de Peter. – Leve o Patrick para cuidar de sua ferida.

Félix veio até nós e levou Patrick para longe de mim. Continuei estática enquanto eles sumiam do meu campo de visão. Escutei os outros meninos perdidos começarem a jogar aquele jogo maluco de Peter.

Me virei, olhando para o loiro. Ele arqueou uma sobrancelha.

— Qual é o seu problema?! – Indaguei gritando. – Eu podia ter acertado ele! – Gritei. Ele revirou os olhos.

— Mas não acertou.

— Mas podia!

Peter se virou e começou a andar para longe de mim. Senti a raiva aumentar e sem pensar o segui.

— Você é um maluco, sabia?! – Continuei gritando. – Como você pode deixar os meninos fazerem isso?! Eles podem matar uns aos outros!

— Isso nunca aconteceu. – Rebateu, continuando a andar.

Bufei, parando e gritei:

— Qual é o seu problema?! – Peter parou, ficando de costas para mim.

— Qual é o meu problema? – Perguntou, repetindo minha fala.

Eu continuei o olhando indignada enquanto o loiro se virava para me olhar.

Peter começou a se aproximar lentamente. Pensei em recuar, mas me mantive firme. O loiro parou a poucos centímetros de mim. Senti sua respiração em meu rosto.

— Você é o meu problema. – Falou. Franzi o cenho confusa. – Eu soube que você seria o meu problema logo quando apareceu.

Peter segurou meu rosto com uma de suas mãos e se inclinou. Seus lábios quentes encostaram nos meus. Fechei os olhos, sentindo Peter movimentar seus lábios sobre os meus.

Minha mente deu um branco e eu queria muito saber o que estava fazendo.

[...]

Continua...

Notas finais
Ehhhh!!! Primeiro beijooo!!! Demorou muito ou foi rápido de mais? Eu sinceramente acho que foi rápido demais, mas gostei de como saiu esse capítulo. Gente, eu preciso dizer: eu amo o Patrick ♥ kkk. Eu ainda não falei sobre esse personagem, então vou falar dele hoje. Bem, o Patrick é um personagem original meu. Ele não foi inspirado em ninguém, na verdade o Patrick é baseado tbm na minha personalidade assim como a Keth, Grace e Annie. Eu tenho certeza que se eu fosse homem seria como o Patrick. Por isso gosto desse personagem. E preciso dizer que ele vai aparecer muito mais e ele tem uma participação importante na fanfic. Sei que é cedo para perguntar, mas quem aí já gosta desse personagem? Bom, a música de hoje foi a tão conhecida Trouble da Taylor Swift. Nossa, como eu escutava essa música... Eu ficava na bad direto gente kkkkkk. Eu espero que tenham gostado desse capítulo, agora que o "romance" está começando kk. Talvez na quinta ou na sexta eu vou postar o próximo, sem falta. Tudo que peço é que comentem e me digam o que estão achando, Ok? Beijinhos ♥ ♥ ♥