Smoke and Fire

4 Capítulo 3 - Neverland.


Notas iniciais
Hey!! Oie! Mais um capítulo, e hj adivinhem quem chegou na fanfic?!! Kkk Tradução do nome do capítulo: Terra do Nunca. Boa leitura, e descupe qualquer erro.

Capítulo 3.

“Através da Via Láctea se quiser, posso te levar.

Está apenas a um ano de luz e um dia de distância” — Zendaya.

Por: Bubblegum.

Neverland.

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Acordei sentindo algo pinicando minha pele. Sentei-me e percebi que estava em uma praia. Olhei ao redor vendo a vista encantadora das ondas do mar batendo nas rochas.

Depois de uns segundos senti uma vontade sufocante de respirar e assim o fiz. Senti o ar puro entrando em meus pulmões causando uma sensação boa, mas ela logo passou dando lugar a uma sede terrível.

Senti como se minha língua fosse feita de papelão. Engoli em seco, sentindo minha garganta arranhando.

Desci meu olhar para meu corpo, vendo minha calça azul de bolinhas brancas e minha regata preta cheias de areia.

Me levantei e bati a mão na roupa limpando.

— Olha o que temos aqui. – Escutei uma voz grave e com um sotaque britânico atrás de mim. Me virei bruscamente e quase fui de cara no chão. Me recompus e olhei para o dono da voz. Era um garoto muito bonito, de olhos verdes e cabelos loiro escuro meio dourados.

“Onde estou? Quem é ele?” – pensei.

Parei de encarar o garoto e olhei para os outros vários meninos logo atrás dele. Eles seguravam armas e apontavam para mim, prontos para me atacar.

— Quando Félix me disse que uma garota havia entrado em Neverland, eu não acreditei. Preferi ver com os meus próprios olhos. – O menino loiro voltou a falar. Analisei seu rosto e sua altura. Deveria ter uns 16 ou 17 anos.

Como uma idiota olhei para trás. Por que? Não sei. Nunca falo com meninos e acho que agora quis ter a confirmação se ele falava comigo ou não.

— Como chegou aqui? – Perguntou. Abri a boca para responder, mas a voz não saiu. – Você não fala é? O que foi? O gato comeu a sua língua? – Debochou, fazendo os outros rirem de mim.

Observei um dos meninos que estavam junto a ele beber água em uma garrafa redonda e antiga de cor marrom. Desejei ser eu bebendo aquela água. Passei a língua sobre os lábios e senti ela áspera.

O loiro pareceu perceber minha sede já que disse:

— Está com sede? – perguntou. Afirmei. Ele estendeu a mão para o menino que lhe entregou a garrafa e caminhou até mim. Senti um frio percorrer meu corpo ao vê-lo se aproximando.

Parou próximo a mim e eu dei um passo para trás. O loiro estendeu a garrafa e quando fui pega-la, ele puxou de volta.

— Me conte como chegou aqui e eu te entrego a garrafa. – Falou me encarando. Olhei para ele um pouco incrédula.

Não sei porque mais só de olhar para ele já consigo deduzir uma coisa: esse cara é encrenca.

Em um ato de impulsividade e coragem – que não sabia que tinha – do meu próprio corpo, puxei a garrafa rapidamente de sua mão e me afastei, bebendo toda a água em um gole só. A água desceu dando um fim na minha sede.

Encarei o loiro que me olhava sério. Ele levantou uma sobrancelha.

— Não faço ideia. – Disse, respondendo sua pergunta. Minha voz saiu meio áspera. – Onde eu estou? – Perguntei.

— Responda minha pergunta e eu respondo a sua.

— Já respondi: não faço ideia de como vim parar aqui. Agora me responda, que lugar é esse? – perguntei de novo. Percebi um sorriso brotar nos lábios dele.

— Você está em Neverland é claro. – Afirmou em tom orgulhoso, abrindo os braços num gesto.

Minha mente parou de funcionar por alguns segundos e eu gargalhei alto.

O quão sem noção esse cara pode ser?

Depois de uns minutos cessei minha crise de risos e o olhei. Ele me encarava com uma expressão irritada.

— Ah, qual é?! Fala sério vai! Onde eu estou? – Voltei a perguntar.

— Em Neverland. – Falou frio, demonstrando que sua paciência não era uma das maiores.

— Ata, e eu tenho uma melancia de animal de estimação. – Brinquei. Mais uma vez senti arrepio ao ver ele fechar ainda mais a cara. – Se eu estou em Neverland, só falta você me dizer que se chama Peter Pan e esse grupo ai atrás são os meninos perdidos. – Falei em tom de deboche.

— É isso ai. – Afirmou. Franzi o cenho, ficando séria.

Um silêncio se instalou entre nós.

— Quem é você? – Perguntou, voltando a se aproximar. Ponderei se deveria responder.

— Kethelyn Chang.

Ele voltou a abrir um sorriso, porém dessa vez um sorriso de lado.

— Já que você se recusa a dizer como chegou aqui, Keth... – começou. Que intimidade é essa? Eu deixei ele me chamar pelo meu apelido? – Vou ter que vasculhar a sua memória.

Como? Vasculhar minha memória?

— Peguem-na. – Ordenou, e os meninos vieram até mim. Pensei em correr, mas fui interrompida por algo que bateu em minha cabeça.

Não vi mais nada além de escuridão e tudo que escutei foi: “Para o acampamento”.

[...]

Acordei com uma dor de cabeça agoniante. Abri os olhos e encarei o local onde estava. Era uma espécie de quarto, ou melhor, uma cabana feita de madeira. Me sentei e percebi que estava deitada em uma cama de solteiro.

Me levantei e procurei uma saída.

— Resolveu acordar é? – Escutei aquela voz suave e rouca ao pé do meu ouvido.

Dei um grito e me virei, batendo as costas na parede. O tal Peter Pan estava rindo de mim.

— Você parece um gato assustado. – Falou. Peter começou a andar em volta do quarto. – Mas enfim, estava falando a verdade. Tudo o que se lembra é de ver minha sombra e cair, certo?

— Ver o que seu? – indaguei confusa.

— Minha sombra. Ela que te trouxe aqui. – Afirmou, parando de frente para mim novamente. – Ou vai me dizer que você é tão tapada que não sabia disso?

Senti uma faísca de raiva nascer em meu peito. Ele me chamou de tapada? Haha, veremos quem é a tapada.

— De quem é essa cabana? – Mudei de assunto.

— Minha.

— Hum... – Resmunguei, andei em volta a procura de uma porta e percebi que a mesma se encontrava no chão. Me abaixei e tentei abri-la

— Está trancada. – Falou, me observando.

— E porque está trancada? – Perguntei, meio que com medo da resposta.

— Quero uma coisa de você. – Ele disse. O encarei enquanto se sentava na cama. – Quero que me diga o básico sobre você.

Abri a boca para mandar ele ir se lascar, mas uma outra resposta surgiu em minha mente:

— Se você vasculhou minha mente e descobriu que eu definitivamente não sei como cheguei aqui, como não sabe o básico sobre mim? – Perguntei, cruzando os braços.

Peter deu de ombros.

— Quero escutar da sua boca. – Respondeu e se sentou de forma desleixada sobre a cama.

Bufei irritada. Detesto meninos.

— Se eu te responder, posso sair daqui? – Perguntei.

— Talvez.

— Aff. Meu nome é Kethelyn Chang, tenho 16 anos e não tenho ideia do que estou fazendo aqui. – Respondi, sem paciência. Ele pareceu se conformar com a resposta. Ou pelo menos foi o que eu pensei.

Peter Pan se levantou e veio até mim.

— Já que não quer colaborar, então vamos arrumar algo para você fazer. – Falou, abrindo um sorriso malicioso.

[...]

Não passei nem um dia aqui e já posso afirmar uma coisa a vocês: eu odeio esse cara.

Se eu contar que ele fez com que eu lavasse a roupa de todos os meninos perdidos, vocês acreditariam?

Pois é. O infeliz fez isso. E agora cá estou eu, sentada em cima de uma pedra esfregando essas roupas fedidas e imundas, detalhe, uma por uma.

Quando finamente cheguei na última peça de roupa o infeliz apareceu magicamente perto de mim. É serio. Ele literalmente brotou do nada aqui.

— Chega, a parte de estender fica para o Jack. – Falou, me puxando para cima contra a minha vontade. Senti minhas pernas bambas devido o tempo que fiquei sentada.

Peter soltou meu braço e eu me espreguicei. Olhei em volta e vi um menino que aparentava ter uns 13 anos pegando as roupas em cima da pedra. Ele me olhou e pude ver seus olhos escuros demonstrando sua insatisfação em estar fazendo aquilo.

— Agora, vamos ver... – Peter me analisou, pondo uma das mãos no queixo. – Você é menina, sabe cozinhar, certo? Então vá preparar nossa janta. – Ordenou. Abri a boca indignada.

— Seu... – Bati o pé no chão. Peter parecia se divertir com aquilo.

— Félix. – Chamou, e um garoto alto de cabelos loiros claros, olhos azuis e com uma capa maior do que ele, veio até onde estávamos.

— Sim, Pan?

— Mostre a nossa amiga Keth o que os meninos caçaram. – Ordenou, o loiro assentiu. – Ela que vai preparar nosso jantar hoje. – Informou.

O tal Félix veio até mim e me fez segui-lo para um lugar do acampamento. O segui batendo o pé, fulminando de raiva.

— Eu definitivamente odeio esse cara. – Resmunguei.

[...]

Continua...

Notas finais
Comentários??? Então, vcs já devem ter percebido que uns capítulos estão meio diferentes. Uns estão mais bem organizados e outros não. Então, isso é devido eu postar os capítulos pelo celular, e eu não me dou muito bem postando por aqui. Me perco muito e acabo me irritando e ai deixo do jeito que consegui kkkkk. Peço desculpas por isso, eu sou uma pessoa de pavio meio que curto kkkk. Bom, e aí? O que acharam do Peter (amor da minha vida)? Bom, eu meio que peguei a personalidade do Peter pan normal interpretado pelo Jeremy Sumpter e misturei com a personalidade do Peter de OUAT, e por isso ele não vai ficar tão vilão quanto na série. Ok? Ok... Até o próximo capítulo e bom final de semana! Beijinhos de chiclete ♥